UAU! Lili–chan, adorei tua review! Aliás, eu adoro as reviews! Não pensava que gostariam tanto do fic... Vou me esforçar ao máximo!

Os leitores gostaram do quinto capítulo, que bom! Pensei que seria o contrário, afinal, eu coloquei muita coisa que eu penso sobre Inuyasha... O fato do Naraku ter surgido apenas a cinqüenta anos foi o primeiro a me intrigar e resolvi colocar no capítulo – depois, eu fiquei indecisa se iria ao ar ou não, mas aí eu percebi que se não fizesse isso, teria que inventar outra coisa pra ter uma ligação com... OPS! Tô falando demais! Pra descobrirem, vão ter que ler o fic!

Ah, e não se preocupem, não irei abandonar a história. Tenho idéia para dois outros fanfics (num deles vou tentar o "universo alternativo", só não sei se vai dar certo), mas só vou fazê–lo depois de terminar este aqui. Não gosto de fazer nada ao mesmo tempo, já basta escrever a história e estudar latim, XD...

Ah, que vida...Então vamos lá!

Angel–San

OBSERVAÇÃO URGENTE: Há alguns SPOILERS aqui – GOMEN NASAAAIII, eu devia ter avisado isso desde o primeiro capítulo, mas como eu ando tão atrapalhada com outras coisas (minhas férias terminaram), acabei esquecendo de avisar, GOMEN NASAAAII! – mas estou avisando agora porque esse capítulo REVELA muita coisa, que só vai acontecer lááááá pelo volume sessenta e–alguma–coisa da edição brasileira (ou seria setenta e–alguma–coisa? hummm...). Portanto, se não quiserem saber de algumas coisinhas, pulem a parte da Kikyou! XD (putz, o que essa doida tá pensando? Será stress?) – credo, outro comentário enorme! O.o (quem manda, sua tonta?)


CAPÍTULO VI: " O ENCONTRO COM NARAKU E KIKYOU "

– Surpreso...Naraku? – sorria a pessoa, ao ver o olhar de espanto do vilão.

– Quem...Quem é você? – perguntou Naraku, refeito.

– Alguém que o conhece muito bem – respondeu o estranho – Alguém de quem você não pode se esconder.

– Me conhece?

Naraku, inexplicavelmente, se sentiu tremer diante daquele ser. Como aquela pessoa atravessara a barreira? Por que os youkais não o atacaram? Como ele o conhecia? E por que não se lembrava daquela pessoa? Um suor frio lhe percorreu a testa; sentia medo?

– Hunf – suspirou o desconhecido, caminhando calmamente na direção de Naraku – Apesar da aparência diferente, você continua com a mesma forma, do jeito em que o vi pela última vez... É o mesmo, sem dúvida, só um pouco mais forte.

A pessoa parou no meio do pátio da entrada. Prestando mais atenção, Naraku percebeu que se tratava de uma mulher. Sorriu maliciosamente. Não importava o poder espiritual, ela era uma fêmea, conseguiria derrotá–la como uma vez derrotou Kikyou.

– Parece que realmente, você sabe quem eu sou, mulher...

– Sim, eu sei. Assim como eu sei que você não é de nada sem a Jóia de Quatro Almas que carrega consigo. E que bom que percebeu logo que sou mulher, mostra que tem bons ouvidos!

O sorriso de Naraku desapareceu de seus lábios; aquela mulher não parecia muito esperta, por o estar provocando.

– Eu assisti à sua luta naqueles restos de montanha que o idiota do Inuyasha destruiu com aquela espada...

– Eu sei. Gostou do que viu?

– Devo reconhecer que você tem uma bela voz. E me poupou o trabalho de me livrar daqueles youkais estúpidos!

– Não há de quê. Mais um pouco e conseguiria atrair Mouryoumaru...

"Então ela não deve ser tão poderosa assim... " pensou Naraku, sem deixar de se surpreender por ela ter chamado sua cria pelo nome "Que idiota eu fui! Sentir um calafrio por causa dessa..."

– Mas eu não quis.

Naraku surpreendeu–se novamente com o que acabara de ouvir. "O quê?"

– Mudei o timbre da voz para permitir que ele fugisse. Para você ver o quanto sou benevolente...

A mulher sorria sarcasticamente. Estava na cara que não havia boa intenção no que ela dizia.

– Como eu disse, eu o conheço muito bem. Sei cada truque seu, Naraku, e aquilo que se esconde por trás de seu lindo rosto. Isso são verdades que você não pode esconder de mim.

– É mesmo? Huh, huh, huh, huh... Não vai me dizer que uma simples humana como você lê pensamentos?

Naraku não obteve resposta. Segundos se passaram até o vilão ouvir uma palavra nojenta ser pronunciada pela desconhecida.

– Amor...

– O quê?

– Você não imaginava que Onigumo realmente amasse a Kikyou... Heh, que patético!

O vilão estreitou os olhos; como aquela mulher insignificante sabia disso?

– Ao contrário do senhor Fuji, que nutria apenas um desejo carnal nefasto pela sacerdotisa Midoriko, os sentimentos de Onigumo, apesar de não serem tão bem–intencionados, eram sinceros e profundos. Um amor egoísta, é verdade, mas não deixa de ser amor. Foi por isso que você não conseguiu dominá–lo completamente; e continua não dominando.

– O que você quer dizer? – perguntou Naraku, com ódio.

– Por que me pergunta algo da qual você já sabe a resposta?

Havia um tom de ironia na voz daquela mulher e Naraku já não suportava mais ficar apenas olhando. Kanna, que estava atrás dele e até aquele momento não pronunciara uma única palavra, deu dois passos adiante e levantou o espelho, numa clara intenção de roubar a alma da mulher.

– Acha mesmo que pode me derrotar com esse espelho? Hunf! Para trás! Não me obrigue a purificá–la.

Naraku sorriu.

– Huh, huh, huh... Kanna não pode ser purificada, porque ela não possui energia sinistra.

– Hah...Mas tem alma!

– Como?

– Nesse mundo, tudo aquilo que se move tem uma alma. Uma alma que surge através da fusão de outras quatro. Mas disso você já sabe, Naraku.

A mulher deu as costas para ele, caminhando em direção à saída.

É por isso que você não consegue dominar Onigumo!

Naraku não conseguiu mais se conter; com um aceno, ordenou aos seus youkais que a atacassem.

– Hunf! ESTÁ NA HORA DE MOSTRAR O SEU ROSTO, MULHER!

Os youkais avançaram rapidamente contra a mulher, contudo, quando se aproximaram dela, sem mais nem menos, caíram mortos.

– O quê?

– Não vim aqui para lutar, Naraku! Você tem mais a ganhar agora me deixando ir!

O vilão não se intimidou; sua mão direita se transformou num tentáculo afiado, que ele lançou contra a mulher, que mesmo de costas, desviou rapidamente.

– Eu já disse que não vim para lutar!

A mulher levantou uma das mãos, que irradiou uma luz pura; um segundo depois, o braço de Naraku foi repelido e por pouco não foi purificado. A luz atingiu até mesmo o espelho que Kanna mantinha levantado, ganhando uma fissura.

– Considere o seu braço inteiro como um presente de cortesia, lorde Naraku!

Naraku não podia acreditar no que estava acontecendo. A mulher caminhou calmamente, atravessando o que restava do portão do castelo. Em seguida, os insetos venenosos surgiram diante de Naraku e, com apenas um olhar do vilão, seguiram na mesma direção que a desconhecida. Quem era ela afinal? Por que não o destruiu? Com certeza, a mulher não havia demonstrado sequer a metade de seus poderes.

Novamente um suor frio percorreu a testa de Naraku; relembrando os fatos, parecera que ela viera até ele apenas para avisá–lo de sua existência – um desafio, talvez? Sim ou não, o fato é que a mulher esteve lá e, apesar de não ter visto o rosto dela em nenhum momento, a aura que a cercava não era como a de um humano normal, mas como a de algum deus.

Deus? Onigumo não acreditava em deuses e muito menos ele, Naraku. Nos três mundos, não havia ninguém mais poderoso que ele – até aquele momento.

"Alguém que o conhece muito bem"

"Apesar da aparência diferente, você continua com a mesma forma, do jeito em que o vi pela última vez..".

"Eu sei que você não é de nada sem a Jóia de Quatro Almas que carrega consigo"

"Sei cada truque seu, Naraku"

" Isso são verdades que você não pode esconder de mim."

"Amor... Você não imaginava que Onigumo realmente amasse a Kikyou... Heh, que patético!"

As palavras daquela mulher ecoavam em sua mente. Entretanto, havia algo ainda mais perturbador.

"Ao contrário do senhor Fuji, que nutria apenas um desejo carnal nefasto pela sacerdotisa Midoriko, os sentimentos de Onigumo, apesar de não serem tão bem–intencionados, eram sinceros e profundos."

Aquela mulher conhecia a história da Jóia de Quatro Almas! Ninguém em toda a terra conhecia a lenda por inteiro, nem mesmo ele, Naraku. Como pode? Será que...

Não, impossível! Nenhum humano chegaria a tanto!

O espelho de Kanna brilhou; mostrava uma floresta. Sem dúvidas, a mulher estava por lá, afinal, Naraku mandara os insetos venenosos a seguirem. Mas algo saíra errado. Um forte vendaval impedia os insetos em sua missão.

– Mas o que...?

– Os insetos... Foram destruídos... – disse Kanna – A tempestade... Não é normal...

Naraku novamente estreitou os olhos. A mulher encapuzada seria uma adversária muito difícil. O que fazer? Como derrotá–la?

– Naraku...

– O que foi, Kanna?

– Naquela hora... Que levantei o espelho...

– O que tem? – perguntou o vilão, impaciente.

– Aquela mulher... Não tem reflexo...

– O quê?

Naquele mesmo instante, chamas surgidas sabe–se lá de onde começaram a consumir a parede do salão principal do castelo; Naraku, percebendo o que acontecia, adentrou no aposento a tempo de ver o fogo misterioso se apagar tão rápido quanto surgiu e revelar, não uma fuligem preta, mas uma frase.

"Mesmo que meu corpo vire cinzas, meu coração permanecerá neste mundo como lâminas sagradas nas mãos dos justos."

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Estranho. Muito estranho. Era o que Kikyou pensava ao chegar às Terras Centrais.

A forte energia espiritual que Kikyou sentira durante a luta contra Naraku agora parecia ter se dividido em duas. Uma estava na montanha que vislumbrava naquele momento, com o topo encoberto por uma névoa espessa e esbranquiçada; a outra parecia se deslocar, ter vontade própria. Mas a força continuava inalterada. O que isso significava?

– Senhorita Kikyou – o chamado de Kohaku a tirou de seus pensamentos – O fragmento das minhas costas está reagindo cada vez mais forte.

– Com certeza é devido à influência da energia dessa montanha – respondeu a sacerdotisa – As pessoas do vilarejo disseram que aqui viviam muitos youkais e todos eles foram exterminados de um dia para o outro.

– Então, o que vamos fazer?

– Eu não vou poder entrar lá, apesar de tudo a energia pura continua forte. Está vendo aquela névoa no topo da montanha? – perguntou, apontando numa direção.

– Sim...

– O chefe do vilarejo me disse que aquela névoa era cinzenta e, sem mais nem menos, se tornou branca. E tudo isso depois que alguns viram um viajante carregando uma criança adentrar na floresta que cerca a montanha.

– Um viajante carregando uma criança?

– Também estou curiosa, mas essa energia é mais forte que a do Monte Hakurei. É pior do que eu pensava. Kohaku...

– Sim, senhorita Kikyou.

– Você pode ir até lá e investigar o que está acontecendo nestas terras?

– Posso sim. Tirando o detalhe do fragmento, eu não sinto mais nada. Vou fazer de tudo para que não me percebam, seja quem forem. Retornarei com alguma resposta.

– Tenha cuidado.

O garoto então, seguiu adiante, em direção à montanha. Kikyou procurou ficar numa distância segura, sem perder nada de vista.

Lembrou–se de quando chegou num vilarejo próximo e ouviu as pessoas falarem sobre estranhos acontecimentos ocorridos recentemente. Foi conversar com o chefe, que lhe confirmou tudo e ele dissera que tudo se sucedeu depois que um viajante com uma criança no colo apareceu naquelas bandas. Ele mesmo o vira, usava um longo manto negro com capuz.

Não havia passado quinze minutos da saída de Kohaku, quando viu.

Sim, era ele! Um longo manto com capuz? Com certeza, era ele!

Aquele – ou aquilo, nunca se sabe – caminhava tranqüilamente em direção à montanha. Kikyou nem pensou; tinha que detê–lo, antes que ele visse Kohaku. Num instinto, preparou uma flecha e a desferiu.

Qual não foi a sua surpresa quando aquele ser pegou sua flecha entre os dedos, no último instante, como se soubesse todo o tempo que ela estava lá.

– Atacando sua própria mestra, Kikyou? – perguntou uma voz feminina.

Kikyou arregalou os olhos; mestra? Do que estava falando?

– Você realmente pensa que a morte a livra de tudo, até de sua educação?

– Antes de tudo, não sei quem você é, não sei do que você está falando e nunca tive uma mestra – respondeu Kikyou, sem se importar com a ironia, mas extremamente perturbada por aquela mulher saber seu nome e sua situação.

– Sim, eu sou, afinal, fui a mestra de seu mestre. Você não sabia? Que bom, mostra o quanto ele foi fiel aos meus conselhos. Há segredos que não podem ser revelados nem para o mais puro e leal dos discípulos!

– Quem é você?

– Acho que já respondi essa pergunta... Ah, sim; foi agora a pouco no castelo de Naraku.

– Naraku! Então eu não estava enganada; você é mais uma das aliadas dele!

– Pense o que quiser, não estou aqui para confirmar ou desmentir absurdos – disse a mulher, caminhando novamente para a montanha.

Kikyou sequer pensou duas vezes; desferiu mais flechas.

– É inútil!

E a estranha mulher, com um movimento das mãos, as parou no ar.

– Acha mesmo que ter absorvido a alma de Midoriko mudará alguma coisa para você? Quanta ilusão!

– O quê? Como... – murmurou Kikyou, sendo interrompida pela estranha.

– ...Eu sei disso? Sei de muito mais coisas. Por exemplo: acha mesmo que Naraku está usando todo o poder da Jóia de Quatro Almas?

Kikyou estreitou os olhos – era a primeira vez que a via, como aquela mulher sabia de tanta coisa? O vento começou a soprar, carregando as folhas das árvores.

– A Jóia de Quatro Almas dá poderes aos youkais – disse Kikyou, lembrando de Inuyasha – E, conforme o coração da pessoa ou do youkai, ela pode se tornar pura ou corrompida. Naraku está muito poderoso agora do que algum tempo atrás, devido...

– Isso é o que todos sabem. Não é de todo mentira, mas não é toda a verdade.

Kikyou arregalou novamente os olhos. Segurou mais firme seu arco. A energia pura da montanha começou a se intensificar.

– O que quer dizer?

– Não importa se está inteira ou em mil pedaços... Hunf! Basta que se distorça um pouquinho para os outros distorcerem mais e esconder o que é fato. Tudo saiu do jeito que eu previra!

"Se ela não estivesse tão próxima dessa energia..." Kikyou queria ardentemente arrancar o capuz e ver o rosto daquela mulher. Se ela sabia tanto, faria com que revelasse. Sem dúvidas, ela era a chave que levaria a derrota de Naraku.

Ficaram em silêncio durante algum tempo. Finalmente, a desconhecida falou.

Você foi um erro.

– Um erro? E por que me considera assim? – perguntou Kikyou, com um sorriso maldoso nos lábios.

– Eu sabia que você seria um erro; no entanto, era um erro necessário. Você nunca desejou ser sacerdotisa, mas se tornou uma por força da situação. Uma sacerdotisa tem que deixar para trás a sua vida, é o seu primeiro sacrifício. Desistir, para persistir: eis o que você não conseguiu fazer.

O sorriso de Kikyou sumiu de seus lábios.

– Você morreu devido a isso, no entanto, a Jóia ainda não havia cumprido a sua missão. Por isso ela retornou a este mundo no corpo de sua reencarnação. Uma reencarnação que é tudo aquilo que você desejava ser e não pôde.

A mulher deu as costas à jovem sacerdotisa, caminhando novamente em direção à montanha.

– Uma alma dividida em duas... Feh...

– É engraçado para você?

– Não, Kikyou... não é – dissera a mulher, com o tom de voz melancólico.

"Um erro necessário" repetia Kikyou mentalmente "Se eu era um erro, então... Por que...?"

A desconhecida parou e olhou para trás.

– Sempre ouvi dizer que existem dois caminhos à nossa escolha durante a vida. Não há nada mais equivocado do que isso. Temos apenas um único grande caminho, cheio de pequenos desvios; e todos eles, não importa qual, levam ao mesmo caminho... E as escolhas que fazemos podem se revelar boas ou más mais tarde, dependendo das intenções que temos. Alguns chamam essas escolhas de decisões. Pois muito bem...

E continuou a caminhar. E foi sem olhar novamente para trás que a estranha mulher terminou de falar.

São as nossas decisões que determinam o futuro. Lembre–se disso.

E desapareceu na floresta.

Kikyou, naquele momento, queria poder ter lágrimas para derramar. Do que adiantava aquelas palavras? Ela estava morta, aquele corpo era falso, ela vivia uma existência falsa; de tudo, apenas a sua alma era autêntica e mesmo assim, não era somente dela. Levou uma das mãos ao peito – ela sequer tinha um coração! Aquele que um dia pertencera a Inuyasha.

Ajoelhou–se no chão; decididamente, a sua vida continuava o mesmo inferno que era a cinqüenta anos.

Porém, mesmo sendo um erro, ela foi necessária... Um erro necessário! Necessário para quê? No final, aquela mulher não tinha dito nada!

De longe pôde ver Kohaku, que voltava. Levantou.

– Senhorita Kikyou! – gritou Kohaku, afoito.

– O que aconteceu, Kohaku? Descobriu alguma coisa?

– Eu consegui entrar no interior da montanha...

– E então...

– Tive que sair rapidamente de lá!

– Por que? – perguntou Kikyou, preocupada.

– O fragmento reagia tão forte que começou a doer! Parecia que ele queria sair das minhas costas! Há alguma coisa lá dentro que influi diretamente na Jóia, senhorita Kikyou!

– Mas você conseguiu ver alguma coisa lá dentro? Uma pista do que seria a fonte dessa energia?

– Eu só vi uma grande pedra erguida no meio de um monte de ruínas. Havia alguma coisa escrita, mas não entendi quase nada. Também tinha o que parecia ser uma espécie de árvore genealógica. O mais impressionante é que os últimos nomes...

– Acabe... – ordenou a sacerdotisa, percebendo que ele hesitava.

– ... Eram os de Inuyasha e da Rin, a menina que anda com o irmão do Inuyasha, o Sesshoumaru!

– O quê? – surpreendeu–se Kikyou.

– Isso mesmo!

"O que isso quer dizer?" perguntava a jovem mentalmente, lembrando que uma vez vira a menina "Seria uma genealogia de uma importante família dos tempos antigos? Inuyasha uma vez me falou que a mãe dele era uma princesa renegada... Mas então, por que...?"

– Você disse que não entendeu quase nada do que estava escrito naquela pedra. Me fale o que você entendeu.

O garoto coçou a cabeça, tentando organizar o que havia descoberto.

– Algo com coração, lâminas, lutas e... futuro. Não entendi muito bem, muitas palavras estavam apagadas. Desculpe por não ter ajudado como prometi.

– Não se preocupe, você ajudou muito. Vamos sair daqui, a energia ficou mais forte.

– Só mais uma coisa: lá dentro parecia que alguém estava me observando o tempo todo. E mais, eu senti como se aquele lugar tivesse vida e morte ao mesmo tempo.

– Vida e morte... Assim como nós?

– Não. Era como me sentir vivo novamente, como quando estava com o meu pai e a minha irmã. Mas ao mesmo tempo, eu me sentia como se estivesse no outro mundo. Era como...

– , se você chegasse no limite entre a vida e a morte. Uma letargia que nos toma antes de morrermos.

– Sim.

– Entendo. Vamos, Kohaku.

E retomaram o caminho para o vilarejo.

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Depois da conversa que tivera com Kikyou, a mulher encapuzada retornou ao lugar onde antes havia deixado Rin. Chegara pouco depois da saída de Kohaku. Mal entrou naquilo que poderia ser chamado de aposento, viu um emissário do outro mundo pronto a carregar a alma da menina.

– Saia. Ela não é para você – ordenou.

O emissário imediatamente obedeceu.

– Felizmente, ele não chegou até aqui. Entrou pelo lado das ruínas. Viu a pedra... Como será que Kikyou interpretará essa nova... descoberta? – disse a mulher, com um riso irônico – Depois de centenas de anos, como queria conseguir ler aquilo? Cada um que morre, o nome desaparece...

Sentou ao lado de onde Rin permanecia dormindo. A menina estava ricamente vestida, nem parecia aquela que acompanhava Sesshoumaru. Um lindo kimono de seda pura delicadamente bordado. O cabelo arrumado, sem aquele rabo–de–cavalo. Elegante. Uma verdadeira princesa.

– Era assim, não era Rin? – dizia a mulher, acariciando os cabelos da menina que, de pálida, ficou rosada – Era assim que você se vestia. Boas lembranças, não? Você brincando com seu irmão, o colo de sua mãe, o abraço de seu pai... Você era tão feliz quando vivia com a sua família! Os homens realmente não suportam ver os outros felizes. Eles são assim: escondem a sua parte obscura, mostrando apenas aquela que lhe é conveniente. O senhor Fuji era assim. O senhor das terras de Musashi... Ele queria a senhora Midoriko por uma noite... Queria seduzi–la e deixá–la como se fosse um objeto sem valor. Por isso que ele acabou daquele jeito... Ele foi uma presa fácil. Um coração como aquele... foi fácil de dominar,

Havia um tom melancólico na voz da mulher.

– Eu não queria... Que ela tivesse se sacrificado... Eu... não queria ter disparado aquela flecha... Não queria... que nenhum deles tivesse morrido... Eu... não queria ter...

Deixou de acariciar os cabelos de Rin e levantou, cerrando os punhos.

– Kikyou... Você não é a única que não pode chorar...

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Hum, não sei não, vocês não acharam esse capítulo um pouco esquisito? Sei lá, tem alguma coisa aqui que não tá batendo bem... Depois que digitei o que escrevi, modificar aqui e ali e reler tudo quando acabei, achei um pouco sem sentido. Deve ser o stress... Um mês de férias é muito pouco pra se recuperar de terceiro período tempestuoso!

Se vocês estão lendo esse comentário, é por que vocês leram a parte da Kikyou. Bom, eu precisava ambientar a história em algum lugar, então eu ambientei em algum ponto do mangá que está sendo publicado no Japão. Nele o Kohaku está junto da Kikyou. Mas faz um bom tempo que não os vejo...

Ainda por cima, tem a PORCARIA do Word. Ultimamente, ele vem me dando dor de cabeça. De repente, ele fecha sem mais nem menos e perco tudo. Para evitar, tenho que dar Ctrl+B a cada linha que digito. É dose...

No próximo capítulo:

Inuyasha sente uma poderosa energia maligna por perto e junto de Kagome e dos outros, vai verificar. Qual não é a surpresa de todos quando se deparam com um enxame de youkais! Inuyasha não pode usar a Tessaiga e Miroku não pode dar conta de tudo... Mas, eis que aparece alguém! E a Tessaiga volta a pulsar!

Até mais!

Angel-san