É, realmente, deve ter sido por isso mesmo, Lili–chan... Não coloquei nenhum elemento cômico no quinto capítulo, acho que por isso estranhei. Mas também, Naraku e Kikyou são pessoas sérias demais... Não dá pra pôr piada em alguém tão sério!

Francamente falando, fiquei feliz em ver que consigo trabalhar cenas tensas tão bem... EPA! Fãs da Kikyou, por favor, não tirem conclusões precipitadas! Eu gosto muito dela, assim como gosto da Kagome! Mas precisava fazer que esse encontro com a mulher encapuzada tivesse impacto e revelasse mais sobre ela, já que todos vocês querem saber (hehehe, já tá chegando o momento). Por isso não me enforquem! Aquilo de erro e tudo o mais NÃO É A MINHA VERDADEIRA OPINIÃO, era apenas um trampolim para a personagem que criei, afinal ela... Huh, huh, huh, vão ter que esperaaaar...

Angel–san.

CAPÍTULO VII: " UM ENXAME DE YOUKAIS DESTRUÍDOS PELA FERIDA DO VENTO"

O sol estava se pondo. Ventava forte, apesar do céu limpo de nuvens. Perto do rio, Sango e Miroku conversavam.

– Nossa, esse vento está muito estranho – dizia Sango.

– Bom, eu não estou sentindo nada demais – respondeu Miroku ao lado da jovem – A não ser a minha mão que está sentindo algo muito gost...

O que se ouviu depois foi o som de um bem dado tapa. Minutos depois, Miroku e Sango entravam na cabana onde estavam os outros – o rosto do monge trazia aquela vermelhidão peculiar numa das bochechas e a testa da jovem revelava uma enorme veia...

– O Miroku tentou passar a mão em você de novo, Sango? – perguntou Shippou, inocentemente.

O rosto da garota ficou vermelho, e gaguejando, respondeu.

– P–por que v–você acha q–que o r–rosto desse p–pervertido e–está assim?

Silêncio geral.

– Ah, então realmente aquele barulho foi um tapa... – disse Kagome.

– Esse monge não tem jeito mesmo... – falou Inuyasha.

– Foi um tapa muito caprichado... – observou Shippou.

– Nossa, deve ter sido muito forte. Olha só, já tá ficando roxo! Sango, tem certeza que foi um tapa? Está parecendo que foi um soco!

– QUEREM PARAR VOCÊS TODOS? – gritou Miroku – SIM, EU TENTEI PASSAR A MÃO NELA E ELA ME DEU UM TAPA, COMO SEMPRE! SATISFEITOS?

– Ei, Miroku, não precisa ficar nervoso! – disse Inuyasha.

– Credo, por que está bravo? Só estamos fazendo algumas observações... – falou Kagome.

– Eu não sei por que ele ainda insiste em passar a mão na Sango, se toda vez que ele faz isso recebe um tapa – disse Shippou – Deve gostar muito de apanhar, não é, Miroku?

– Shippou... – disse o monge, com uma gota na testa.

– Mal anoiteceu e já estão animados? – perguntou uma idosa que acabara de entrar na cabana.

– Oh, boa noite, senhora Kaede! – disseram todos.

– O que está acontecendo aqui?

Todos apontaram em direção à vermelhidão do rosto de Miroku.

– Ooooh, hoje foi especialmente cruel, Sango – disse a velha sacerdotisa – Não está parecendo um tapa... Foi um soco?

– Tá vendo? Tá vendo? – disse Kagome, afoita – Tá vendo que não é só eu? A senhora Kaede também acha que foi um soco!

– Kagome... por favor...

– Mas o quê que tem, Sango? Eu só estou dizendo que o tapa que você deu no Miroku...

– Tá bom, Kagome! Eu já entendi!

– Pôxa, Sango, não precisa ficar nervosa...

– EU NÃO ESTOU NERVOSA!

A cara que Sango fazia era de dar medo. Kagome tratou de ficar quieta. Ninguém dizia sequer um ai. Mas um ronco monstruoso quebrou o silêncio.

– Estou com fome! – disse Shippou, com a mão no estômago – O que temos para comer?


Anoitecera. Do alto da mais alta montanha das terras centrais, um ser coberto por um manto escuro olhava para o céu.

– A primeira estrela da noite... – murmurava.

Cercando–a havia vários emissários do outro mundo.

– Emissários, vinde a mim e me obedeçam – disse o ser, estendendo a mão. Os emissários prontamente a obedeceram.

– Com os poderes a mim concedidos pelos próprios deuses, peço–lhes para irem ao limite entre a vida e a morte trazendo a mim as almas daqueles que não retornarão mais a este mundo. Vou rezar por eles num certo lugar que saberão logo. Vão.

E logo os emissários desapareceram.

O ser retornou para o interior da caverna, onde mantinha a pequena Rin. A menina havia despertado, mas parecia que não havia recobrado totalmente os sentidos. Estava apática e os olhos não queriam permanecer abertos.

– Vejo que acordou – disse o ser desconhecido – És muito forte, Rin! Mas ainda não está bem. A minha estadia aqui deve ser dolorosa para você.

– Eu... – murmurava a menina – ...Sinto... Dor... Frio...

– Era de se esperar. Mas vai passar. Eu prometo.

– E o...senhor...?

– Logo, logo ele virá. Entretanto... Não, nada.

O ser pôs uma das mãos no rosto da pequena, que novamente adormeceu.

– És forte, Rin, porém não o suficiente para anular definitivamente a minha magia. Mas não se preocupe. Quando isso tudo terminar, eu continuarei sendo apenas a mulher que a consola em seus sonhos. Contudo, quero que saiba que... Estou orgulhosa de você. Pelo que é... e que virá a ser.

A mulher deixou escapar um sorriso de ternura.

– Engraçado você estar sob os cuidados de um youkai. Exatamente como eu, quando criança. Olha só, estou sorrindo! Um sorriso de verdade! E esse sorriso já não faço há muito tempo... Hum?

Um vento forte, vindo sabe–se lá de onde, adentrou a caverna. O sorriso de ternura se desfez no rosto da mulher.

– Hunf... Parece que Naraku está querendo ver para crer... Pois sim...

A mulher sorriu outra vez, no entanto, dessa vez de maneira irônica.

– Hum... É uma ótima oportunidade de encontrar um certo meio–youkai que carrega uma certa espada...

E a mulher se dirigiu para a saída.

– Hahaha... Naraku, essa sua estupidez só está me ajudando...


A lua já se encontrava no ponto mais alto do céu. Todos do feudo de Musashi já dormiam.

Na cabana da sacerdotisa Kaede, Inuyasha, mesmo adormecido, permanecia segurando firmemente a Tessaiga. O rapaz mantinha a postura vigilante, como se algo fosse acontecer a qualquer momento.

O vento soprava mais forte. Um ruído de alguém farejando acordou Kagome.

– Inuyasha... O que foi?... – disse a garota, ainda sonolenta.

– Estão sentindo?

Miroku, Sango e Kaede se ergueram ante a pergunta de Inuyasha.

– É uma forte energia maligna – disse a exterminadora.

– E não é muito distante daqui – avisou Miroku – Será Naraku?

– Estou sentindo... – disse Kaede – É perto do Poço Come–Ossos!

– Vamos verificar!

– Mas, Inuyasha, e a Tessaiga?

– O que vocês querem, hein? Que eu fique aqui, sem poder fazer nada? Naraku pode estar por perto! Vamos!

– Vamos, Kirara!

– Hã... – murmurava Shippou, ainda dormindo – O que tá acontecendo?...

Inuyasha, impaciente, foi até a pequena raposa, e deu três cascudos na cabeça do pobre Shippou.

– Acorda, pirralho, se não quiser ficar sozinho!

– AI, POR QUE VOCÊ BATEU NA MINHA CABEÇA?

– PRA TE ACORDAR, SEU INÚTIL! Anda logo, te explicamos no caminho!

– Senhora Kaede, fique em alerta! – pediu Kagome.

E lá se foram todos na direção da energia maligna. Sango e Miroku, montando Kirara, foram na frente.

– Nossa... – dizia Sango – Quanto mais nos aproximamos, mais forte a energia fica.

– ARGH! Estou sentindo um cheiro horrível!

– Por que está bravo, Inuyasha? – perguntou Shippou.

– Estou sentindo o cheiro daquele lobo fedido!

Kagome sentiu algo mais.

– Sinto uma presença pura!

– Será um fragmento da Jóia? – perguntou Inuyasha.

– Não. Eu saberia. É uma outra presença.

– Eu já senti essa presença! – gritou Miroku – Sango é por ali!

Todos seguiram na direção que o monge indicava. Não demoraram muito para encontrar a fonte da energia maligna.

– Uma enxame de youkais! – disse Shippou.

– Meu Deus, deve ter mais de mil youkais aqui!

– Todos com sede de sangue!

Um pé de vento chegou logo depois, derrubando Inuyasha e levando Kagome consigo. Era Kouga.

– KOUGA, SEU LOBO FEDIDO, O QUE VOCÊ FAZ AQUI? – gritou Inuyasha.

– Eu é que pergunto, cara de cachorro. Estava atrás da Ayame, quando encontrei esse enxame de youkais.

– Ayame? – perguntou Kagome – O que aconteceu com ela?

– Vocês brigaram de novo? – perguntou Shippou.

– Não, não! – respondeu Kouga, sem graça – O avô dela desapareceu e ela estava atrás do rastro dele quando nos encontramos, mas...

– Ela desapareceu também... – completou Sango.

– Pois é.

– Bah, deixem a conversa para depois! – berrou Inuyasha – Eles já perceberam que estamos aqui!

Os youkais voavam ameaçadoramente no céu. A energia maligna contaminava o lugar. Vários youkais tentaram eliminar Inuyasha e seus companheiros, mas o meio–youkai, junto com Kouga (meio a contragosto, claro), Miroku e Sango, destruía a todos que ousavam chegar mais perto. Kagome gritava, preocupada com Inuyasha.

– O que você pode fazer, Inuyasha? A Tessaiga não está funcionando!

– O que aconteceu com a espada inútil dele? Ficou mais inútil ainda?

– Kagome, essa sua boca grande! Quem mandou você dizer pra esse lobo fedorento que a Tessaiga não está funcionando?

– Ei, e por acaso era segredo, Inuyasha? – perguntou Shippou.

– AHHHHHHHHH! GARRAS RETALHADORAS DE ALMA! – berrou o meio–youkai, acabando com três monstros de uma só vez.

– Eles são muitos! – disse Kouga, arrancando a cabeça de uma enorme centopéia – E a energia maligna é muito forte!

– Miroku, você não pode usar o Buraco do Vento! – avisou Sango ao monge, percebendo que ele tirava o lacre da mão direita – É perigoso demais!

– Não tem outro jeito, Sango! Inuyasha!

– Miroku?

– Fique atrás de mim!

– NÃO, MIROKU!

– BURACO DO VENTO!

E logo vários youkais foram sugados pelo buraco negro da mão do monge. No entanto, como bem dissera Kouga, a energia maligna era forte demais. Miroku não suportou muito tempo, lacrou rapidamente a mão direita com o terço que carregava e caiu no chão, exausto. Kagome o segurou antes que ele desmaiasse de vez.

– Miroku! Fique firme!

– Miroku! – chorava Shippou

– Eu estou bem, senhorita Kagome. Mas...

– O quê?

– Há mais alguém... aqui...

Kagome sentiu o coração pulsar mais forte. Algo puro estava presente naquele local, era a mesma presença que sentira momentos antes. Olhou ao redor. Inuyasha, Kouga, Sango, todos continuavam lutando contra os youkais. O que seria?

– Leve seu amigo até a Árvore Sagrada e faça-o tocá-la – disse uma voz feminina.

A jovem olhou para trás. Alguém, com um longo manto negro e capuz que lhe cobria a cabeça, rodeada por almas, estava às suas costas.

– O quê? Quem é você?

– Faça o que eu digo – ordenou a mulher – Chame os seus amigos também. Aqui vai ficar perigoso demais.

Os youkais estavam mais enfurecidos. Inuyasha e os outros não davam mais conta. O meio–youkai, aliás, tinha sido gravemente ferido nas costas. Kirara também, mas, estranhamente, teve as forças redobradas ao ouvir a voz da mulher.

– Kirara! – gritou Sango ao ser levada pela gata até a Árvore Sagrada.

– Se querem viver – disse a mulher aos outros, afastando o manto, revelando uma flauta – é melhor fecharem bem os olhos.

– Quem é esse daí, cara de cachorro? – perguntou Kouga à Inuyasha, este último mais espantado que o youkai lobo.

– Inuyasha! Kouga! – chamou Kagome – Venham para cá, rápido!

"Mas o que é isso?" pensava a garota "Que estranho, há uma aura em torno dessa mulher como se..."

– O que você está pensando, Kagome? Eu vou ficar e...

De repente, Inuyasha sentiu que a Tessaiga estava chamando algo.

– O quê? A Tessaiga...

A espada começou a brilhar e a vibrar mais forte, como se quisesse sair da bainha. Inuyasha a segurou com toda a força, mas nada parecia conter a Tessaiga.

– Inuyasha!

– Pessoal, a Tessaiga... A TESSAIGA ESTÁ VIBRANDO!

A surpresa tomou a todos. Inuyasha, por sua vez, não conseguia mais segurar a espada. Ela saiu sozinha e seguiu em direção à mulher encapuzada. Todos se surpreenderam ainda mais quando a Tessaiga atravessou o peito daquele ser misterioso de longo manto negro. E o espanto só não foi maior do que ver a mulher retirar tranqüilamente a espada, como se o ferimento provocado não fosse nada.

– Ainda não é a hora, Tessaiga... – murmurou a mulher, observando a espada banhada em sangue. Em seguida, jogou a espada de volta para Inuyasha – É a oportunidade perfeita para você usá-la.

– Mas... – disse o meio-youkai, sendo interrompido pelo pulsar da espada, que logo se transformou no canino.

– A Tessaiga se transformou! – disseram todos.

– Vamos, Inuyasha, mostre a esses youkais o poder da Tessaiga!

– Como você sabe o meu nome?

Os ventos voltaram a cercar a Tessaiga e Inuyasha sentiu o poder finalmente retornar à sua espada. O rapaz olhou para a mulher, sem entender nada, mas, quando vários youkais vieram em sua direção, balançou a espada e gritou.

– FERIDA DO VENTO!

E assim, grande parte dos youkais foram destruídos pelo principal ataque da espada de Inuyasha. Contudo, alguns escaparam.

– Maldição!

O rapaz tentou atacar novamente com a Ferida do Vento, porém, a espada havia novamente perdido os seus poderes. Os youkais sobreviventes já avançavam para atacar Kagome e os outros. Kouga correu na direção deles na tentativa de protegê–los, mas foi impedido por uma amarra que o mantinha preso no mesmo lugar.

– Vou repetir mais uma vez: se quiser viver – disse a mulher a Kouga – é melhor ficar parado aí e fechar bem os olhos.

Kagome percebeu que na aura que envolvia a mulher um vermelho sangue começava a predominar.

– Mas o que, quem é ela!

– Você também percebeu, Kagome? – perguntou Miroku, encostado na Árvore Sagrada.

– Eu... acho que sim. Nunca vi nada parecido!

– Mas do que vocês estão falando?

– Lembra–se Sango, quando eu disse que já havia sentido aquela energia pura que sentimos antes de chegar aqui?

– Lembro.

– E naquela energia imensa que sentimos na luta contra Naraku e contra Mouryoumaru?

– Sim, mas o que...

– Pois muito bem. Toda aquela energia pura emana daquela mulher.

Ao mesmo tempo em que Miroku, Sango e Kagome conversavam, a mulher levou a flauta à boca e começou a tocar uma linda, lenta e triste melodia. Kirara rugiu ao ouvir, deitando–se no chão logo em seguida, fechando os olhos.

– Eu não sei o que está acontecendo – disse Kouga – mas é melhor fazermos como aquela gata e fechar os olhos!

Todos então levaram as mãos aos olhos.

O que se pôde ouvir depois foi medonho. A melodia da flauta foi se tornando mais rápida e até mesmo desarmoniosa. Os youkais sobreviventes gritavam como se sentissem uma grande dor. Kagome não parava de pensar em como aquela mulher tinha fôlego para tocar cada vez mais acelerado. Os youkais continuavam gritando, voando desesperadamente enfurecidos. E a flauta tocava mais rápido e mais rápido, até a melodia se tornar confusa e sem nenhuma beleza, ao mesmo tempo que arrepiante.

– Isso é... – murmurou Miroku.

De repente, o silêncio. Todos descobriram os olhos e viram que os youkais não mais voavam. Mas a mulher encapuzada mantinha a flauta na boca, prestes a tocar a última nota.

Quando isso aconteceu, os youkais que restavam implodiram.

Choveu sangue e ossos, literalmente. Sangue que cobriu o manto negro daquela mulher e tudo que a cercava. Os ossos se espalharam pelo chão.

Kagome e Sango levaram as mãos ao rosto, aterrorizadas; Shippou começou a chorar; Miroku suava frio; Inuyasha e Kouga tinham os olhos arregalados.

– É... Um monstro... – foi tudo o que Kouga conseguiu dizer.

A mulher balançou a capa, retirando o excesso de sangue. Por um instante, se pôde ver sob o manto negro que ela carregava uma espada e usava um quimono branco que permaneceu limpo de qualquer mancha. Kirara, que até então estava na mesma posição, se levantou, miando como se a reconhecesse. A mulher voltou–se um instante e observou Kirara por alguns segundos, antes de adentrar na mata.

– EI VOCÊ! – gritou Inuyasha, correndo na direção da mulher encapuzada – ONDE VOCÊ PENSA QUE VA...?

Mas a mulher encapuzada estendeu a mão, lançando Inuyasha para longe antes que ele pudesse alcançá–la. Seguiu adiante, desaparecendo na floresta.

– Mas... o que foi...? – perguntou o meio–youkai, atordoado

– Ela ergueu uma barreira – respondeu Sango.

– Para mim isso não tem importância – disse Kouga, ao se ver livre da amarra que o prendia – O que eu quero saber é: o que foi aquilo? Ela destruiu um enxame de milhares de youkais apenas com uma flauta?

– Onde já se viu uma flauta fazer aquilo? – perguntou Shippou.

– Manipulação do Ki¹ – disse Miroku.

– O quê? – perguntaram todos ao mesmo tempo.

– Não foi a flauta. Foi a energia que era liberada pela mulher. É uma técnica antiga de manipulação do ki, que eu só conhecia através de lendas. Até agora.

Todos se entreolharam, sem entender.

– A flauta não era a verdadeira arma daquela mulher... Podem ter certeza de que estamos lidando com alguém muito mais poderoso do que imaginamos.

– Mas então... O que podemos fazer, Miroku?

– Esperar, senhorita Kagome. Não vai demorar muito até descobrirmos quem ela é e de que lado está.


Bem longe dali, a mulher encapuzada andava pela margem de um rio. Vaga-lumes voavam em torno dela e a correnteza das águas estava calma, refletindo a lua. A mulher entrou no rio, lavou as mãos e uniu as mesmas sobre o peito. Parecia rezar.

– Tem razão, senhor monge... – disse a mulher, em meia voz – Não vai demorar mesmo...

– Não vai demorar o quê? – perguntou alguém às suas costas.

Era um grande youkai lobo branco, já velho. Atrás dele, uma outra youkai loba, com flores enfeitando os cabelos avermelhados.

– Mesmo depois de tanto tempo, com os olhos cansados pelo passar dos anos, eu ainda consigo lhe reconhecer...

– Então, você veio... Shorou...

– Sim... Senhora sacerdotisa... dos dois mundos...


(¹)Ki: Segundo se acredita, é a energia que cerca todo ser vivo.

Esqueci de dizer uma coisa: como me parece que o site não aceita comentários dos autores, eu criei um blog, onde escreverei todo o processo de criação das fics que estou escrevendo. É o ficwritersdiary. deixem comentários, por favor! A partir de agora meus comentários aqui serão mínimos!

Ah, obrigada pelos reviews, Nath e Lili–chan!

No próximo capítulo:

Pra variar, Naraku prepara uma armadilha para nossos heróis. E agora? Ainda por cima, um fenômeno da natureza vai infernizar ainda mais o nosso querido meio–youkai... Mas ele não estará sozinho!

Até a próxima!

Angel–san