Aqui estou eu novamente, pedindo desculpas aos leitores deste fic pela demora – greve da universidade dá um desâââânimo... Hehehe, brincadeira! Na verdade, tive que reescrever este capítulo, que na versão manuscrita ficou confusa – se eu não tivesse posto a Ayame na história não teria tido tanto trabalho, mas eu pus, não é... fazer o quê... A participação dela e do avô era maior, porém achei a conversa dele e da mulher encapuzada muita estranha e sem noção, então cortei mais da metade e reescrevi o resto para manter o suspense. Tive essa &$&$ idéia porque o avô da Ayame é bem velho e eu queria dar a impressão de que a mulher encapuzada é de uma era MUITO anterior a Inuyasha – se bem que o fato dela ter conhecido a Midoriko já dava essa tal impressão (falha minha...). Vou me esforçar mais para não dar outro furo desse... Vou manter a história coerente e coesa até o fim. Ainda por cima, estou sem Internet em casa e eu não pude atualizar a fic porque simplesmente esqueci a minha senha do site e eu não confio muito em cyber café – uma vez, quando acessava em cyber, invadiram o meu e–mail e eu tive que trocar a senha e a pergunta secreta, mas a pasta dos spam estão lá enchendo o saco e simplesmente não lembro como faço para bloqueá–los... Afffff...
Esse capítulo é especial, contudo não é pela ação, hehehe... E o Sesshy, meu amado Sesshy aparece também... Eu prometi que ele seria uma presença constante e essa promessa será cumprida!
Abraços,
Angel–san
CAPITULO VIII: "A ARMADILHA DE NARAKU. O ECLIPSE LUNAR."
– Então, você veio... Shorou.
A mulher se levantou, mas antes que o velho youkai lobo pudesse se aproximar, ela lhe fez um gesto para que esperasse.
– Esta é minha neta, Ayame – disse Shorou, adivinhando o que a mulher queria – Seguiu–me até aqui, desobedecendo as minhas ordens.
– Bem se vê que ela é mesmo sua neta... Você também... Raramente seguia as minhas ordens.
– Sabe muito bem que...
– Eu sei.
Ayame olhava desconfiada. Seu avô já era velho demais para uma longa caminhada como aquela e agora vira que ele atravessara metade do país apenas para se encontrar com uma mulher... Uma humana. Porém, algo naquela humana a fazia sentir um arrepio, que a impedia de falar. E ainda por cima, a mulher cheirava a sangue... Muito sangue.
– Vovô... Quem é essa...humana? – murmurou para o avô.
– Alguém a quem devo a minha vida. Uma sacerdotisa dos tempos antigos, que morreu há muito tempo, ou melhor, deveria estar a muito tempo. O que aconteceu?
– Meu coração despertou neste mundo, velho amigo. Mas ficarei por pouco tempo.
– Alguma missão em especial?
– A mesma... – disse a mulher, elevando o olhar para o céu – Não descansarei enquanto não estiver tudo acabado.
– Entendo...
Ayame nada entendia. Sacerdotisa dos tempos antigos? Missão? Do que estavam falando? Aquela mulher era uma zumbi? Pensando em tudo isso, a youkai loba preparou algumas lâminas de folhas, sem que o avô percebesse.
"Essa mulher... Não confio nela...Tenho que atacá–la de surpresa..." pensava a jovem youkai.
– Desculpe, vovô...
– Ayame!
Shorôu não teve tempo para impedir Ayame; ela já lançara as lâminas de folhas em direção à mulher. Entretanto, as folhas se voltaram contra quem as atirou e por alguns fios de cabelo não a atingiu. Apenas as flores na cabeça de Ayame se despedaçaram, soltando os cabelos.
– Ayame! O que você fez! – repreendeu o velho lobo.
– Desculpa, vovô... Eu... – Ayame se sentia paralisada por alguma força invisível, como se fosse uma amarra.
– Desconsidere, Shorôu. Ela estava apenas querendo lhe proteger de algo que considerava uma ameaça.
– Mesmo assim...
– Shorôu, não quero que se desculpe por ela – disse a mulher, se aproximando dos dois – Ao contrário de você, sua neta não sabe quem eu sou...E muito menos deve lembrar que me viu.
A mulher encarou Ayame e a youkai loba, por alguns instantes, viu o brilho frio dos olhos dela. Seriam azuis? Ou violetas? Antes que ela pudesse ver além, a mulher encobriu a face da jovem loba com a mão direita.
– Esqueça – disse a mulher – Esqueça esta noite.
Ayame desmaiou.
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Amanhecera. Na cabana da velha Kaede, Kagome, sentada e desanimada, folheava uma revista que havia tirado da mochila.
– Ah, puxa vida! – suspirava Kagome, chamando a atenção de Shippou – Que droga! Puxa! Como bem diz o Inuyasha, maldição!
– Que foi agora? – perguntou Inuyasha, entrando na cabana, muito mal humorado.
– Eu ia pro observatório hoje... com as minhas amigas... Aaaah, puxa!
– Observatório? – perguntou Shippou – O que é isso, Kagome?
– Um lugar com um grande telescópio em que dá pra ver o céu mais de perto...
– Telescópio? – perguntou Inuyasha.
– É... Que dá pra ver o sol, a lua e as estrelas mais de perto... Ia ter um eclipse lunar hoje, lá no meu mundo... Aaah, droga...
Inuyasha e Shippou se entreolharam como se dissessem "ela pirou de vez!". Shippou subiu nas costas de Inuyasha e cochichou:
– Inuyasha, acho que esse negócio de não poder mais voltar pro mundo dela e fazer a prova de amanhã mexeu com os nervos da Kagome... Ela já tá delirando!
– Bah! Se tratando do mundo da Kagome, não duvido nada que tenha essa coisa de ver céu mais de perto... Esse tal de tele...tele... ah, sei lá! Coisa de doido!
Não muito longe dali, no Poço Come–Ossos, Miroku meditava quando foi interrompido por Sango.
– Monge, o que está fazendo?
– Ah, oi Sango. E o Kouga?
– Já foi embora. Disse que precisava continuar procurando por Ayame e o avô dela. Mas não saiu antes de discutir com Inuyasha mais uma vez...
Miroku sorriu.
– Eles brigam muito, mas no fundo se admiram...
– Miroku...
– O que foi?
– Estava pensando nos últimos acontecimentos? – perguntou a moça, sentando–se ao lado de Miroku.
– Sim, Sango. Há muita coisa estranha, a Tessaiga, a luta de ontem... Naraku... E ainda estou pensando sobre o fato de haver alguém mais poderoso que Midoriko, Sango.
– O que você deduz, monge?
– Você se lembra quando eu disse que um ser maligno como Naraku deveria ter nascido muito mais que há cinqüenta anos?
– Sim, eu lembro. Mas Miroku, como pode ter existido alg...
– É exatamente isso que estou pensando – interrompeu Miroku – Pode ser que em todo esse espaço de tempo entre a morte de Midoriko e o nascimento de Naraku não tivessem nascido humanos de coração totalmente maligno até o surgimento de Onigumo.
– Mas Onigumo amava Kikyou...
– Amava de maneira torpe, obsessiva. Talvez o fato de não poder tê–la o tenha enlouquecido.
– É... Quem sabe você esteja certo, Miroku, mas... se for como você diz, tudo o que estamos vivendo até agora esteja acontecendo porque Onigumo existiu...
– Naraku precisava de Onigumo para nascer. Sem Onigumo, não existiria Naraku. E sem Naraku...
– Inuyasha e Kikyou teriam ficado juntos.
– E não haveria motivos para trazer Kagome para cá.
– E você não teria o Buraco do Vento.
– E sua família estaria viva e Kohaku, livre. E Shippou não seria órfão.
– Parece que tudo foi premeditado...
– Talvez muito mais que isso...
– Como assim?
– Nada, Sango. Estou apenas tentando ir ao ponto de chegada...
Ficaram alguns minutos em silêncio. Sango olhava a Árvore Sagrada, não muito distante dali quando notou algo.
– Miroku...
– O que foi Sango?
– A Árvore Sagrada está um pouco diferente não?
– Hum? – murmurou Miroku, levantando os olhos para a árvore.
– Ainda nem é outono e grande parte das folhas está ficando seca...
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Em seu castelo, Naraku também pensava... Mandar seus youkais para encontrarem o esconderijo daquela mulher estranha não tinha dado muito certo – por causa de Inuyasha e seus amigos... de novo. No entanto, a luta chamou a atenção dela.
– Por que tanto interesse em Inuyasha a ponto de protegê–lo? – perguntava–se.
E tinha a tal Tessaiga. Como ela continuou viva depois de um ataque daquela espada? E por que a espada, por alguns instantes, retomou seus poderes? Qual seria a ligação?
Tantas perguntas... e nenhuma resposta. E aquela frase na parede, escrita com chamas?
"Mesmo que meu corpo vire cinzas, meu coração permanecerá neste mundo como lâminas sagradas nas mãos dos justos."
Seria algo com a espada de Inuyasha? Impossível! Aquela era uma espada youkai! E um coração humano não pode se tornar uma lâmina. Ou melhor, lâminas.
Também havia os poderes daquela mulher. Manipulação do Ki, uma lendária técnica que podia ser usada de várias maneiras. Naraku não sabia o porquê, mas sentia ter visto algo semelhante no passado. Tentava se lembrar de onde, mas em vão.
Olhava para Kanna, com o espelho fissurado... Um ser sem reflexo. Como um ser vivo pode não ter reflexo? Só se fosse um fantasma e Naraku sabia que aquela mulher estava bem viva. E que dava medo. Mas...
– Esse interesse tão grande em Inuyasha pode ser uma fraqueza – pensou em voz alta, com um sorriso malicioso nos lábios – Vou obrigá–la a se expor e finalmente conhecerei a minha inimiga... E será hoje à noite!
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Na montanha mais alta das terras centrais, a mulher misteriosa vestia seu manto negro. Ia sair mais uma vez.
– Está chegando a hora – disse, sorrindo – Perfeito... Está fazendo tudo do jeito que eu quero...
Voltou–se para onde Rin estava, acariciando–lhes os cabelos e olhando–a com ternura.
– Vou fazer melhor, Naraku... Chamarei a atenção de mais alguém... será o meu convidado especial...
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Entardecera.
Sesshoumaru, desde que saíra do território dos youkais cães, procurava por Rin sem descansar um minuto sequer. Jaken inutilmente tentou persuadi-lo a parar, tendo como resposta um belo galo na cabeça para manter a boca fechada. Desde então era tudo silêncio.
Quanta falta fazia a voz de Rin... Sempre com uma pergunta esquisita na ponta da língua para Jaken responder. Ou com uma brincadeira boba relacionada com a cor do pequeno youkai.
"Aka Jaken, ai Jaken, ki Jaken!¹ Vamos, repita senhor Jaken!"
De repente, o vento começou a soprar estranho. Sesshoumaru sentiu um perfume que já conhecia...
– Cravos silvestres.
– Como um youkai cão, não é surpresa que tenha um bom faro...
Jaken tomou um susto. Sesshoumaru voltou–se. Alguém com um longo manto negro e o rosto encoberto por um capuz estava montado em Ah–Uh. Sem saber porque, o rapaz sentiu um estranho estremecimento.
– Quem é você? – perguntou.
– Para quê quer saber? – respondeu o ser com outra pergunta – Você não se importa com quem eu seja.
Sesshoumaru deu–lhe as costas. Pela voz, o estranho era mulher.
– Humph! Tem razão...
– O que está procurando... Sesshoumaru?
Quando Sesshoumaru ouviu aquela mulher pronunciar seu nome tão suavemente, sentiu outro estremecimento. Em algum momento de seu passado foi chamado assim... Mas quando?
– Por que eu responderia à um estranho insignificante como você?
– Hah, e quem disse que eu sou?
– Ora ssseu... – disse Jaken – Não importune o sssenhor Sssesshoumaru!
– Estou importunando? – disse a mulher, fingindo surpresa – Oh, sinto muito... Eu só queria saber o que o seu senhor estava procurando... se era um ser maligno a quem chamam de Naraku ou uma linda garotinha de longos cabelos escuros que gosta de cantar uma música em que pergunta onde está o senhor Sesshoumaru!
Sesshoumaru, ao ouvir, novamente voltou-se – e avançou contra a estranha. Contudo, ela se desviou mais rapidamente que o irmão de Inuyasha e, com sucessivos saltos, chegou ao galho mais alto de uma árvore, na entrada de uma floresta.
– Eu pensei que você me identificaria logo, afinal, um perfume como esse – ela disse, jogando algumas flores de cravos silvestres que trazia nas mãos – numa noite como aquela...
– Onde ela está?
– Por que um estranho insignificante como eu se atreveria a dirigir a palavra a alguém tão altivo como você?
E ela adentrou mais pela floresta. Sesshoumaru a seguiu, mas já era tarde. Ela já havia desaparecido.
– Se quer saber onde ela está – disse a voz da mulher, vinda de todas as direções – olhe para o céu hoje à noite. E me siga se quiser tê–la de volta!
Até o pôr–do–sol, Sesshoumaru a procurou naquela floresta. Em vão. Ela sumira tão rápido quanto surgira.
Mentalmente se perguntava: por que não havia se dado conta quando a viu? Na noite em que Rin desapareceu, o castelo estava impregnado com o perfume de cravos silvestres! Cravos silvestres...
– Cravos silvestres... – murmurou Sesshoumaru – Eram as flores que Rin sempre oferecia para...
Cerrou o punho para não perder o controle de suas emoções. Jaken não se atrevia a dizer mais nada. Não queria mais um galo na cabeça...
– Jaken.
– Sssim, sssenhor Sssesshoumaru?
– Fique aqui.
– Hã! – disse Jaken, surpreso – Mass Sssenhor Ssesshoumaru, eu possso sser de grande ajuda!
Tarde demais. Sesshoumaru, voando em sua estola, desaparecia no horizonte.
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Anoitecera. A lua começava a despontar no céu.
Decididos a continuarem as investigações, Inuyasha, Kagome, Miroku, Sango, Kirara e Shippou saíram do vilarejo de Kaede naquela mesma manhã. Agora, nos limites das terras de Musashi, estavam descansando da viagem numa floresta, se aquecendo perto de uma fogueira – estranhamente, a noite começara fria.
– Não sei porque paramos! – dizia Inuyasha.
– Ora, Inuyasha, vai começar de novo? – perguntou Miroku, meio impaciente.
– Devíamos continuar andando, assim encontraríamos alguma pista mais rapidamente!
– Somos humanos, Inuyasha – disse o monge – Precisamos de descanso. Não temos a mesma disposição que você!
– Humanos imprestáveis que vocês são!
– Inuyasha, por favor – pediu Sango – Esses últimos dias foram tensos e cansativos, não dormimos direito e você sabe disso.
– Não adianta dizer isso pro Inuyasha – disse Shippou – Ele é um insensível que não se importa se os companheiros dele precisam dormir ou não...
Um segundo depois, Shippou ganhou um belo galo na cabeça.
– Aaaaaaaaaaaaaai – gritou a raposinha, com as mãos no galo.
– Não é isso, sua raposa idiota!
– Kagome, o Inuyasha me bateu!
– Inuyasha...
– Hã... – murmurou Inuyasha vendo Kagome se erguer do saco de dormir, já pressentindo um "senta" – O-o q-que foi?
– Eu quero dormir, então... DÁ PRA PARAR DE RECLAMAR E CALAR ESSA BOCA, SEU IDIOTA?
Naquele mesmo instante, a terra tremeu.
– Nossa – disse Shippou – Não sabia que a voz da Kagome tava tão poderosa assim!
– Não é isso! – gritou Miroku – Olhem!
Quando todos olharam para o céu, viram inúmeros youkais... E Naraku entre eles, protegido por sua barreira.
– Huh, huh, huh, Inuyasha... Nos encontramos novamente!
– NARAKU! – gritaram todos.
– Ora, por que tanta surpresa?
Inuyasha mentalmente praguejava por não poder usar a Tessaiga.
– O que você veio fazer aqui, seu maldito!
– Vim me divertir um pouco... Destruindo vocês! Vão!
Com a ordem de Naraku, os youkais que o cercavam começaram a atacar, derrubando as árvores, obrigando Inuyasha e seus amigos a correrem para um campo mais aberto, próximo a um rio. Sango e Miroku reagiram.
– OSSO VOADOR!
– BURACO DO VENTO!
Kagome lançava suas flechas purificadoras e Inuyasha usava suas garras.
– GARRAS RETALHADORAS DE ALMA!
Shippou e Kirara atacavam o quanto podiam, mas quanto mais matavam, mais youkais apareciam e mais miasma envenenava o ar. Sango, ao lado de Miroku, chamou a atenção do monge para algo, ao mesmo tempo que lançava sua arma.
– Miroku, percebeu uma coisa? OSSO VOADOR!
– O quê, Sango?
– Você está podendo usar o seu Buraco do Vento!
O monge se surpreendeu; era verdade! Os insetos venenosos estavam no local, mas não voaram em direção á sua mão direita!
– Os insetos ainda estão próximos de Naraku!
– Isso quer dizer que nós não somos o seu verdadeiro alvo!
Perto deles, Inuyasha e Kagome lutavam.
– Kagome, cuidado! GARRAS VOADORAS! – gritou, matando alguns youkais que estavam prestes a devorá–la– Você está bem!
– Eu torci meu tornozelo...
– Maldição!
Assistindo a tudo de camarote, Naraku mantinha o sorriso cínico. "Huh, huh, huh, mais cedo ou mais tarde terá que surgir, senão Inuyasha e os seus odiáveis amigos irão morrer", pensava.
Em terra, perto dos outros, o meio–youkai começou a se sentir mais lento.
– Mas... o que está acontecendo? É noite de lua cheia, não deveria estar me sentindo assim!
– Inuyasha, olha! – disse Kagome, apontando em direção a lua. Ela estava desaparecendo!
– Eclipse lunar! Mas como!
– Maldição!
Com um eclipse acontecendo, Inuyasha se lembrou do que sua mãe lhe contava sobre a noite em que nasceu – justamente numa noite de eclipse lunar! O meio–youkai, então se deu conta do perigo: tornar-se-ia humano por alguns minutos!
– Maldição... Se Naraku ver isso, vai descobrir meu segredo!
– Inuyasha, para trás! – gritou Miroku – BURACO DO VENTO!
– Você não vai poder lutar por alguns instantes! – avisou Sango – OSSO VOADOR!
Inuyasha assistia aos outros lutando para proteger a todos. Viu quando Naraku, com apenas um olhar, mandou os insetos venenosos atacarem.
– Miroku, não use o Buraco do Vento! – gritou Kagome.
– Tsc!
Miroku lacrou a mão direita. Agora só podia contar com seus poderes espirituais. Sango e Kirara continuavam lutando. Kagome, mesmo com o tornozelo torcido se levantou, atirando mais flechas purificadoras. A sombra da Terra cada vez mais escondia a lua.
– Não posso ficar aqui parado enquanto meus amigos lutam! – disse Inuyasha – Se eu tiver que morrer hoje, VOU MORRER LUTANDO! GARRAS RETALHADORAS DE ALMA!
Naquele mesmo instante, a lua desapareceu. Inuyasha perdeu as garras e os caninos. Seu cabelo prateado se tornou negro. Mas, antes que Naraku pudesse ver a transformação, um ataque de espada matou vários youkais. Naraku, surpreso, olhou na direção de onde veio o ataque. Inuyasha e os outros, surpresos também, só puderam ver quem era depois que a poeira baixou. Era...
– SESSHOUMARU!
"O quê?" pensou Naraku "Como ele chegou até aqui?"
Sesshoumaru olhou em volta. "Olhe para o céu hoje à noite... Humph! Eu pensei que os raios de luz que atravessaram o céu nesta direção fosse a pista que aquela mulher deixou, mas... O que ela quis me dizer?"
– Sesshoumaru... O que está fazendo aqui? – perguntou Naraku, com desprezo.
– Eu é que faço esta pergunta, Naraku... Afinal, não era você quem eu queria encontrar aqui.
– Huh, huh, huh... E quem você queria encontrar?
– Naturalmente a pessoa que você queria encontrar, Naraku! – disse uma voz, vinda de dentro da floresta.
Alguém com um manto longo e negro caminhava tranqüilamente até a saída da floresta. Era a mulher encapuzada!
– Naraku, se você queria tanto me ver – disse a mulher, irônica – Deveria ter mandado um convite oficial... Não precisava fazer esse teatro todo!
– Então eu estava certo... Atacar Inuyasha para chamar a sua atenção e trazê–la até mim foi mesmo uma boa idéia!
– Era verdade – disse Miroku aos outros – Nós éramos apenas iscas. Tudo isso foi uma armadilha feita por Naraku para atrair essa mulher ou que quer que seja!
– Chamar a minha atenção e vir até você? – continuou a mulher – Ah, por favor, Naraku, não seja tão ingênuo... Eu já estava aqui mesmo antes de Inuyasha e os outros chegarem!
Naraku novamente foi tomado pela surpresa, assim como todos os outros. Menos Sesshoumaru.
– Então foi tudo uma armação sua?
– O que você acha, Sesshoumaru? Vocês todos estão aqui porque eu quis. Hah, foi fácil demais!
Um silêncio imperou no lugar.
– Como você pôde ver Naraku... – continuou a mulher – Fui mais esperta que você.
Ao ouvir isso, Naraku ordenou aos youkais que a atacassem. Miroku se prontificou a usar o Buraco do Vento, porém, os insetos também estavam entre os youkais. Impedido de atacar com a mão direita, Miroku usou amuletos, assim como Sango usou o Osso Voador.
– PODER DE BUDA!
– OSSO VOADOR!
Inuyasha queria lutar, mas a lua apenas começava a aparecer novamente e ele não queria se revelar a Naraku em sua forma humana. Por isso, se escondia atrás de Kirara.
– Maldição! Droga de eclipse!
– Inuyasha, não quero que saia daqui! – disse Kagome – Daqui a pouco o eclipse acaba, aí sim, você vai poder lutar!
O meio–youkai viu que Sesshoumaru também lutava, matando vários youkais sem nenhuma piedade.
– Não me importo mais! Vou lutar, mesmo na forma humana!
Quando Inuyasha já se levantava, a mulher encapuzada ergueu o arco que trazia escondido sob o manto e atirou uma flecha purificadora. O poder que havia na seta era muito mais forte que as de Kagome ou mesmo das de Kikyou, purificando tudo por onde passava. A mulher atirou mais uma flecha, matando grande parte dos youkais. Naraku, estreitando os olhos cheios de ódio, perguntou.
– Quem é você?
– Eu já disse a você em seu castelo... – respondeu a mulher – Sou alguém que o conhece muito bem!
– Então mostre–me o seu rosto... Adoraria conhecer a face de alguém tão poderoso!
– Finalmente um pedido... educado – ironizou a estranha – Pois muito bem!
A mulher misteriosa deixou o arco no chão e levou as mãos ao capuz de seu manto, retirando–o lentamente.
– Observem todos! Chegou a hora de conhecerem a face de um segredo!
E retirou o capuz completamente.
– E o meu nome... É Nadeshiko!
Naquele mesmo momento, a lua brilhava esplendidamente no céu. O eclipse havia acabado...
... E, com isso, Inuyasha voltava a sua forma original.
(¹) Aka Jaken, ai Jaken, ki Jaken! – "Jaken vermelho, Jaken azul, Jaken amarelo" hehehe... É um trava–língua que Rin criou no episódio especial "A mulher que amou Sesshoumaru". É uma gracinha ouvir a dubladora japonesa falar essa frase... Morri de rir na primeira vez que ouvi... E o Jaken, coitado, no limite do stress, pra variar...Huahuahua...
Caramba, esse capítulo ficou muito grande! Credo! Acho que exagerei...
Quero agradecer as reviews e novamente pedir desculpas pela demora. Mas vou avisando logo: eu tenho essa fanfic manuscrita até o capítulo 10, e me dediquei mais a digitar do que escrever – se bem que tive que reescrever esse capítulo, mas tudo bem... Pelo menos tenho o esboço da história até o final...
Sobre o fato das quebras dos capítulos, teve gente que me disse que em alguns momentos a história fica confusa. Mil perdões. É que eu queria dinamizar a história, como acontece no mangá. Não tem aqueles momentos que a história passa para uma outra cena, tipo: Inuyasha lutando contra vários youkais e na outra página está a Kikyou no alto da montanha? Pois é esse efeito que eu quero... Peço desculpas se estou exagerando nisso... (maiores informações no meu blog – endereço no meu profile)
TÖTÖTÖTÃÃÃÃÃÃÃÃ...
A mulher misteriosa finalmente se revela! Ela diz se chamar Nadeshiko e como já se percebeu, possui poderes incríveis! Mas o interesse real dela parece ser apenas Naraku – parece! A luta entre os dois se inicia enquanto Inuyasha e os outros lutam contra os inúmeros youkais do vilão. Mas enquanto Naraku quer destruir Nadeshiko, Sesshoumaru quer respostas... Assim como os outros, que não sabem se Nadeshiko é aliada ou inimiga!
Aguardem o próximo capítulo!
Angel–san.
