UFA! Depois de tanta espera finalmente a estrela deste fanfic aparece! Finalmente irão parar de me mandarem e–mail reclamando do suspense... A mulher encapuzada, ou melhor Nadeshiko, apareceu, com todo o esplendor de sua beleza! Ah, mais uma vez, mil perdões pela demora. Andei muito ocupada estudando e eu digitava a fic em conta gotas. Credo! Esse capítulo me deu trabalho! Cortei um bom pedaço dele, pra variar. Descrever três lutas é muito ruim, principalmente quando você precisa reescrever uma parte enquanto você está estudando pra um seminário e trabalhando. Isso mesmo, gente, ESTOU TRABALHANDO! ÊÊÊÊÊÊÊBAAAAAAA! Dinheiro entrando em caixa! Isso que é bom! Não sei não, o Naraku ficou esquisito nesse capítulo. Acho que amo tanto o Sesshoumaru que na hora de descrever o Naraku, eu peco um pouco – para não dizer muito! – acho que vou rever essa história quando eu terminar de escrevê–la... UPA! A próxima já é a dez! Ah, meu Deus! Depois do dez não tem mais nada manuscrito! Ah, meu Deus! Ah, meu Deus! Vou ter que queimar mais neurônio! Ah, meu Deus, ah, meu Deus!
Tem gente querendo saber sobre a relação da Nadeshiko com a Rin... Mas não vou contar não! Blééé! (mostrando a língua)
Angel–san
CAPÍTULO IX: "A ESPADA CHAMADA KOZUKI, A PEQUENA LUA"
Ela era linda...
Cabelos escuros presos em rabo... com mechas curtas caindo pelas laterais do rosto, quase escondendo uma pequena pinta no lado esquerdo... lábios finos... nariz arrebitado... uma franja espessa cobrindo a testa... uma pele branca, mas rosada, destacando os olhos brilhantes, cor de violeta...
– Nadeshiko... – disse pausadamente Sesshoumaru – Humph... Não é a toa que usou um perfume de cravos silvestres como pista naquela noite ¹...
– Tem razão, Sesshoumaru. Cravos silvestres sempre foram a melhor maneira de me apresentar.
– Para mim – disse Naraku – Bastava ver o seu rosto. Agora morra!
Os youkais de Naraku avançaram contra Nadeshiko. Sesshoumaru, rápido, se pôs na frente da mulher e, com um golpe da Toukijin, matou muitos.
– Você só vai matá–la depois que eu conseguir algumas respostas! – gritou.
Entretanto, Nadeshiko saltou, largando o manto, mostrando que vestia um quimono branco e carregava uma espada. Mas não a desembainhou.
– Devia se preocupar mais com si mesmo do que com as respostas que eu tenho, Sesshoumaru!
Inuyasha, completamente de volta ao normal, se levantou.
– Não sei o que está acontecendo, nem quem é essa mulher... Mas não há mais dúvidas de que não se trata de um monstro e sim de uma humana!
– Isso está mais do que óbvio, Inuyasha – disse Miroku – Contudo, é uma humana com poderes inimagináveis!
– Cuidado! – gritou Sango, montada em Kirara – Os youkais estão vindo em nossa direção!
Dito e feito: Naraku mandava os youkais atacarem a todos, pensando que Nadeshiko tentaria salvá–los. Mas...
– Você está pensando que irei protegê–los, Naraku? Hah, hah, quanta estupidez!
– E por que não o faria? – disse o vilão, com mais raiva ainda.
– Por que eu odeio perder tempo!
E mostrando um amuleto, purificou rapidamente o youkai enorme que vinha em sua direção.
– Então você não se importa com o que aconteça a eles?
– Por mim pode matá–los se quiser... Depois eu os enterro em algum lugar dessas terras juntamente com você!
– Credo! – disse Kagome, com Shippou nas costas, ao ouvir o que a mulher dizia – Eu não vou morrer pra ser enterrada junto com esse bandido!
– Nem eu! – disse Miroku e Inuyasha juntos, mostrando a língua, enquanto matavam uns youkais.
– Essa mulher é muito cruel! – disse Shippou.
– Que horror! – disse Sango.
Naraku sorria cinicamente, como só ele sorria em momentos como aquele.
– Muito bem, mulher... Mostrou quem realmente você é!
– É mesmo? Pois eu digo mais Naraku: em poucos minutos, o meu dedo mindinho tocará em seu queixo!
– Huh, huh, huh... Vamos ver se conseguirá...
– Muito bem!
Naraku cercou–se de mais youkais e Nadeshiko já se preparava para lutar, quando se desviou do chicote de Sesshoumaru.
– Primeiro você terá que me dar algumas respostas...
– Heh, persistência sempre foi a sua maior virtude – disse Nadeshiko, enquanto Sesshoumaru atacava mais uma vez com o chicote, mais rápido do que nunca – E também o seu maior defeito!
– Onde está Rin? – perguntou Sesshoumaru enquanto atacava.
– Num lugar longe do seu faro! – respondeu a mulher, defendendo–se com a espada – Agora fique QUIETO!
Ela fincou a espada ainda embainhada na terra e uma luz surgiu, indo em direção a Sesshoumaru, que saltou antes que fosse atingindo.
– O quê? – perguntou Inuyasha – Rin? Aquela pirralha?
– O que aquela mulher fez com a Rin? – perguntou Kagome.
– Vocês aí, cuidado! – gritou Sango – OSSO VOADOR!
Por muito pouco, Inuyasha e Kagome não foram atingidos por três youkais.
– Aah... Essa foi...
– ...Perto...
Nadeshiko, aproveitando a distração de Sesshoumaru, voltou–se para Naraku.
– Agora é a sua vez!
Naraku estendeu a mão, ordenando aos youkais que o cercavam a atacar a mulher. Porém, Nadeshiko, saltava de youkai em youkai, como se eles fossem degraus de escada! Naraku não se preocupou com a proximidade. Sua barreira estava mais forte, com certeza aquela mulher não conseguiria atravessá–la de novo. Ela já estava bem próxima dele, quando Sesshoumaru surgiu em sua frente.
– Você não vai conseguir se livrar de mim tão facilmente!
E a acertou com um soco.
Por alguns instantes, Nadeshiko ficou em queda livre. Mas conseguiu se recompor, usando um dos youkais de Naraku para amortecer o tombo. Chegando ao chão, limpou o sangue da boca. Naraku assistia a tudo.
– Imagina só se... – murmurou para si mesma, sorrindo.
– Não vou parar de atacá–la enquanto não responder à minha pergunta – disse Sesshoumaru, sacando a Toukijin.
– E eu não vou dizer nada enquanto você estiver me atrapalhando!
Enquanto os dois lutavam, Miroku era salvo por Inuyasha de mais quatro youkais.
– GARRAS RETALHADORAS DE ALMA!
– Obrigado, Inuyasha!
– Keh! Não precisa agradecer, Miroku!
– Mas porque ela só se defende?
– O quê?
– Ela só está se defendendo dos ataques de Sesshoumaru e sequer sacou a espada... Vejam, ele a pegou!
De fato, Sesshoumaru atacou Nadeshiko com a Toukijin e conseguiu rechaçar a espada que ela tinha em mãos. Mas, mesmo com as mãos vazias, Nadeshiko continuou lutando contra o irmão de Inuyasha, até que num salto conseguiu recuperar a sua arma. Defendia–se da força maligna da espada de Sesshoumaru, no entanto conseguiu segurá–la com as mãos por alguns instantes.
– Não entende, Sesshoumaru? Não quero machucá–lo!
– Não preciso de sua benevolência!
E a Toukijin liberou mais força. Mas Nadeshiko com o punho de sua espada, acertou o pulso de Sesshoumaru, fazendo–o largar a Toukijin e já ia acertando o queixo dele, quando ele segurou seu braço.
– Conte–me... Onde está Rin?... AGORA!
E começou a queimar o braço dela com as suas Garras Venenosas.
"Huh, huh, huh... Parece que não vou precisar mover um dedo para acabar com essa mulher" pensava Naraku, assistindo a tudo do céu "Sesshoumaru dará cabo dessa mulher maldita!"
– Sesshoumaru! Não a mate! – gritou Inuyasha.
– Sesshoumaru... – disse Nadeshiko, vendo seu braço ser queimado – Você acha mesmo que eu faria mal a alguém?
Imediatamente, o líder dos youkais cães se lembrou de já ter ouvido essa frase em algum lugar.
– Que eles me perdoem... – murmurou a mulher – Mas... Sesshoumaru... Isso vai ser preciso!
Nadeshiko abandonou a espada e segurou com força o braço de Sesshoumaru que segurava o seu. No mesmo instante, o youkai cão urrou de dor, chegando até a envermelhar os olhos, e largou o braço da mulher. Nadeshiko também largou Sesshoumaru, que caiu de joelhos no chão.
– Ele... – murmurou Kagome – ... quase foi purificado...
– Não... – disse Miroku – Ela é quem não quis purificá–lo...
Nadeshiko voltou às costas para Sesshoumaru e caminhou alguns metros sem olhar para trás. Inuyasha a observava atentamente, assim como os outros. Quem ela o lembrava? De repente, ouviu uma voz o chamar. Olhou para os outros. Não eram eles. A voz continuava a chamá–lo pelo nome.
"Inuyasha... Sesshoumaru não vai poder se mover por alguns minutos. E a Tenseiga não irá protegê–lo dessa vez"
O meio–youkai olhou para a mulher, que continuava a caminhar. Era ela que estava falando? Mas como?
"Inuyasha... Está em suas mãos a vida de Sesshoumaru"
– Vocês ouviram?
– Ouvir o quê, Inuyasha?
– Nada, Kagome... Nada...
Nadeshiko parou e olhou para o alto, no ponto onde Naraku se mantinha assistindo a tudo.
– Minha promessa ainda está de pé, Naraku...
– Pois não deveria prometer algo que não irá cumprir!
– Pois verá que conseguirei – avisou a mulher, sacando a espada.
Miroku e Kagome logo perceberam que aquela espada não era comum: ela tinha uma aura. Não era energia sinistra e sim pura. Parecia uma...
Enquanto isso, Inuyasha pensava sobre o que havia escutado. A vida de Sesshoumaru em suas mãos! Por que isso agora! Se o deixasse lá para morrer, muitos problemas seus seriam resolvidos, afinal, era um inimigo! Mas... Querendo ou não, tinham o mesmo sangue. Lembrou de quando teve a oportunidade de matar Sesshoumaru quando aprendeu a Ferida do Vento – ele não pôs toda a força no momento do ataque, não quis ir até o fim porque, acima de tudo, ele era seu irmão!²
Nadeshiko cortou o ar com a espada. O poder que saiu da lâmina fez uma rachadura no chão, de onde saiu pedras e poeira. No mesmo instante, Inuyasha correu o mais rápido que pôde até Sesshoumaru.
– Inuyasha! – gritaram os outros.
– Ele vai salvá–lo? – perguntou Shippou.
O meio–youkai agarrou o irmão por trás e recuou com um salto até estar novamente com seus amigos. Deixou–o no chão.
– Podemos não nos dar bem como irmãos de verdade – disse Inuyasha, sabendo que Sesshoumaru o ouvia – Mas odeio pensar que nosso pai não gostaria de saber que eu deixei você morrer.
Sesshoumaru fez uma expressão de dor.
– Inuyasha, olha! – gritou Shippou.
Quando o rapaz olhou para Nadeshiko, esta corria com velocidade contra os youkais de Naraku, despedaçando–os um a um com a espada, cuja lâmina brilhava como a lua. Naraku mandava mais youkais atacá–la, porém novamente a mulher os fez de degraus, ao mesmo tempo que matava quem se aproximava demasiadamente. Nadeshiko girava, corria, saltava e a cada passo os desnorteava, matava os youkais ou os fazia destruir uns aos outros.
– Não adianta! – dizia Nadeshiko, enquanto despedaçava vários youkais com apenas três golpes – Matarei todo e qualquer ser maligno que atravessar o meu caminho!
A espada brilhou mais intensamente e ela atacou, segurando a espada com as duas mãos para dobrar a força do golpe. Inúmeras lâminas prateadas surgiram do ataque destruindo quase todos os youkais e com os restos que caíam, Nadeshiko conseguiu saltar sobre eles e chegar até Naraku. Inesperadamente para ele, e para aqueles que assistiam, a mulher atravessou a barreira e tocou o queixo do vilão com o dedo mindinho.
– Como vê, eu sempre cumpro minhas promessas, Naraku!
Este, por sua vez, olhava para mulher com temor e ódio.
– O seu erro foi pensar que eu não conseguiria atravessar mais uma vez a sua barreira.
– E o seu foi baixar a guarda!
E com a mão transformada em um tentáculo perfurante, Naraku atravessou o corpo de Nadeshiko.
Dessa vez, não teria como amortecer a queda.
Inuyasha novamente correu, na intenção de salvá–la, mas não conseguiu. Ela tombou ao chão, criando um buraco.
– Acabou! – disse Naraku, com satisfação.
– Naraku, seu maldito! – gritou Inuyasha, sacando a Tessaiga, que novamente não se transformou.
– Huh, huh, huh, Inuyasha... O que espera fazer com um uma espada tão inútil?
– O de sempre! – respondeu o meio–youkai aos berros – TE MATAR!
– Veremos... – disse Naraku, com seus tentáculos saindo da barreira e indo à direção de Inuyasha.
Porém, os tentáculos de Naraku não conseguiram avançar. Algo atrapalhava.
– O quê? – surpreendeu–se Naraku.
– Mas... como...? – perguntou Inuyasha.
– Uma... barreira? – disse Kagome.
– Eu... não acredito... – disse Sango. Miroku e Shippou não conseguiam falar.
Sesshoumaru lentamente abriu os olhos no mesmo instante em que Nadeshiko se levantava do chão.
– Ela... não é deste mundo... – murmurou.
Nadeshiko sorria. A ferida dela havia se fechado!
– Tsc, tsc, tsc... Naraku... – disse sarcástica – Você realmente não sabe tratar uma mulher...
E mostrou o que tinha em mãos.
– A Jóia! – gritaram todos.
Enrolada em um lenço estava a Jóia de Quatro Almas, brilhando de uma maneira nunca vista. Reagia a alguma coisa. Seria a presença daquela mulher? Naraku arregalou os olhos. Não sentira a Jóia sendo retirada de seu corpo.
– Deveria prestar mais atenção... – ironizou Nadeshiko – Só os céus sabem o que pode acontecer se isto cair em mãos erradas... Erradas do seu ponto de vista, claro!
– Ora, sua...
– Nos dê esta Jóia, por favor! – gritou Kagome – Ela deve ser purificada! Por favor não deixe Naraku tomá–la de volta!
– Ora, mas é isso que eu quero fazer!
– O QUÊ? – gritaram todos.
E Nadeshiko então, devolveu a Jóia para Naraku, jogando–a com toda a força para as mãos dele.
– IDIOTA! – gritou Inuyasha – SUA SACERDOTISA IDIOTA! POR QUE DEVOLVEU A JÓIA PARA AQUELE CANALHA?
– Isso não é a da sua conta! – respondeu Nadeshiko.
Inuyasha rosnou de raiva. Kagome, Miroku, Sango e Shippou não sabiam o que pensar.
– Não estou entendendo mais nada! – disse Shippou.
– De que lado ela está afinal? – perguntou Miroku.
O vilão voou mais alto, libertando mais youkais. Alguns deles quiseram partir para cima de Inuyasha e os outros, mas uma forte barreira os impediu. Naraku estreitou os olhos de raiva enquanto Nadeshiko sorria triunfante.
"Maldita!" pensou Naraku "Então eu estava certo!"
E ordenou que os youkais restantes devorassem a mulher. No entanto, Nadeshiko, que havia assumido a postura de battoujutsu³, disse:
– É só o que sabe fazer? Pois então eu vou mostrar como se luta!
E correu rapidamente, de encontro aos youkais.
– Desperte, Kozuki!
Ao ser sacada novamente, a espada brilhou de uma maneira jamais vista num sabre normal, purificou os youkais que vinham na direção de Nadeshiko.
– Vês? – disse a mulher, apontando a espada para Naraku – Este é o verdadeiro poder da espada sagrada Kozuki!
Inuyasha e os outros mal podiam crer. Uma espada, manejada por uma humana – ou pelo menos, parecia ser – teria tanto poder assim?
– Uma espada sagrada... Agora entendo... – murmurou Miroku.
– Aquele esplendor puro... – disse Kagome.
– Um brilho que mais parecia um raio de luar... – falou Sango.
– Kozuki... – murmurou Inuyasha.
– O que isso significa? – perguntou Shippou.
– "Pequena lua" – respondeu Miroku.
Naraku rosnava de raiva. Um inseto venenoso tentou atingir Nadeshiko, porém ela calmamente o pegou e o purificou.
– Nada do que você fizer vai mudar o resultado desta luta, Naraku – disse a sacerdotisa – Se quiser ir, não o impedirei.
– Maldita...
– Já ouvi muito isso... Não tem outro adjetivo?
Os tentáculos de Naraku saíram da barreira e assumiram a forma de serpentes assustadoras. Nadeshiko não pensou duas vezes antes de cortá–las. Miasma foi lançado por todos os lados, mas a barreira que a mulher criara protegia Inuyasha e os outros. Quanto à ela... Bom, ela girou a espada e dissipou a fumaça venenosa de Naraku.
– Desista Naraku. Você não tem como me derrotar. Hoje, pelo menos.
– Você é imortal?
– Humph... Me diga você.
E Nadeshiko lançou a espada. Naraku desviou rapidamente do que mais parecia uma lança de luz.
– Huh, huh, huh, sua pontaria é péssima!
– É mesmo? Olhe de novo! – disse Nadeshiko, estendendo a mão direita.
A espada deu meia–volta, atravessando a barreira de Naraku e o atingindo em cheio no peito, retornando às mãos de Nadeshiko.
– Su...a...!
– Mais um golpe desses e você será destruído. Agradeça por eu não fazê–lo – e Nadeshiko embainhou a espada.
Ela caminhou para onde estavam os outros e juntou as mãos, como se fosse rezar, esticando os braços horizontalmente e abrindo–os em seguida, como se abrisse um portão. Imediatamente a barreira se desfez. Quase no mesmo instante, a nuvem de miasma envolveu Naraku.
– CUIDADO, É MIASMA! – gritou Inuyasha aos companheiros.
Nadeshiko ergueu a espada embainhada, de onde surgiu uma luz, purificando toda a fumaça.
Nada mais restava.
Sesshoumaru, quase totalmente recuperado, levantou–se.
– Não pense que será tão fácil me derrotar...
– Não percebeu? – replicou Nadeshiko – Eu já o derrotei.
– Não – respondeu Sesshoumaru – Eu ainda estou vivo.
Nadeshiko franziu a testa. Fechou os olhos, mas nada disse. Apenas virou–se e tomou o rumo oposto à dos outros, desaparecendo em seguida. Sesshoumaru também já ia embora quando ouviu Inuyasha o chamar. Parou, mas não falou uma única palavra, nem sequer olhou para o irmão.
– Esquece... – disse o meio–youkai.
– Não pense que irei agradecer por ter salvado a minha vida.
– Eu já disse para você esquecer! Nunca me passou pela cabeça que você seria educado o bastante para fazer isso!
Sesshoumaru foi envolvido pela sua estola, ergueu–se do chão e voou, riscando o céu tal e qual uma estrela cadente.
– Inuyasha – disse Kagome – Você está bem?
– Estou. Amanhã as feridas já estarão fechadas.
– E vocês, pessoal?
– Também estamos bem, Kagome. – respondeu Sango – Nada que seus remédios não resolvam.
– Miroku – chamou Shippou – O que você tem?
– Estou pensando.
– Pensando? – perguntaram todos.
– O que vocês estão olhando? – perguntou Miroku – Eu não posso pensar em algo sério de vez em quando?
– Pooooode – responderam todos.
– Então por que fizeram essa cara?
– É porque você pensando sério é tão raro... – disse Shippou.
Uma gota surgiu na testa do monge. Todos os outros estavam com as sobrancelhas arqueadas.
– Aquela espada – continuou Miroku – Até agora ela era apenas citada em lendas.
– E daí?
– Dizem que a espada pertencia a um deus, e o poder dela era tal que um humano normal não poderia manejá–la, mas apenas alguém com fortes poderes espirituais. Como vêem, a nossa mulher misteriosa chamada Nadeshiko tem um poder espiritual e tanto.
Os olhos de todos se estreitaram.
– Era SÓ nisso que você estava pensando? – perguntou Inuyasha.
– Bem... Era sim! – respondeu Miroku, com um sorriso 100 por centolight.
Todos caíram no chão.
– Também estou pensando no que ela...
– Bah! Vamos embora pra casa! Já descobrimos o queríamos! – disse Inuyasha irritado, interrompendo.
E tomaram o caminho de volta pra casa.
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Já era manhã em Musashi. Inuyasha e os outros chegaram no vilarejo de Kaede e qual não foi a surpresa do grupo (principalmente para Inuyasha) em encontrar Kouga novamente, encostado na porta da casa da sacerdotisa. Inuyasha rosnou e caminhou na direção do lobo quase trotando como um cavalo de guerra.
– O QUE VOCÊ FAZ AQUI, SEU LOBO FEDIDO?
– Não grite que eu não sou surdo, cara de cachorro! Esse era o único vilarejo próximo!
– Hã – surpreendeu–se Kagome – Como assim, Kouga?
– Eu encontrei Ayame e Shorou. Mas Ayame...
Kagome entrou na cabana sem esperar Kouga terminar de falar. Encontrou a jovem loba desacordada, estirada no futon, e ao lado dela, Shorou.
– Você... – disse Kagome – é o avô de Ayame... O que aconteceu?
– Vocês chegaram finalmente – retrucou Shorou – Não se preocupem, Ayame está bem. Acomodem–se, está na hora de ouvir uma história.
– O quê? – rosnou Inuyasha – E o que o faz pensar que queremos ouvir?
– Espera Inuyasha – disse Miroku – Senhor Shorou, essa história por acaso tem relação com o tal segredo que aquela mulher, Nadeshiko, citou ao se apresentar?
– Segredo? – perguntou Sango.
– Ela disse algo nesse sentido quando descobriu o rosto – respondeu o monge – Era nisso que eu estava pensando também.
O velho lobo suspirou.
– Infelizmente, desconheço o segredo que aquela nobre alma guarda... Mas uma coisa é certa: é algo relacionado à Jóia de Quatro Almas.
– E como você pode ter tanta certeza? – perguntou Inuyasha.
– Vocês querem mesmo saber?
Todos ficaram calados. Um silêncio quase sombrio.
– Então vamos começar...
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(¹ ) Nadeshiko, pelo que me consta, significa "cravos silvestres" – gente, que imaginação pequena a minha... – Mas aguardem, mais adiante... hehehe, não conto!
(² ) Quem leu o mangá 27 da edição brasileira sabe que Inuyasha não pôs toda a força na Ferida do Vento ao atacar Sesshoumaru. Ele não quis matá–lo, devido ao seu forte princípio de fraternidade (Sesshoumaru é irmão dele, portanto não ele deveria matar alguém do mesmo sangue) adquirida por uma educação humana. Olhando agora, podem reparar que o Sesshy, depois do acontecido, não mais ataca Inuyasha na intenção de matá–lo. Por que será?
(³ ) Battoujutsu: é a técnica do saque da espada (dou um doce pra quem adivinhar agora quem é a base de Nadeshiko...). Aliás, Kozuki, é realmente "pequena lua". Era costume no Japão Feudal as espadas terem nomes.
Hum... acho que os meus neurônios tiravam férias quando escrevi este capítulo... Queria que tivesse mais ação. Mas tudo bem! (sorriso 100 por cento light). O importante é que agora a nossa mulher misteriosa tem nome, rosto e estilo, hehehe...
Eu não recebi nenhum review... Puxa! Será que estou saindo da meada pra ninguém comentar nadinha?
Próximo capítulo:
Shorou conta aos nossos amigos sobre uma menina humana que foi discípula da grande sacerdotisa Midoriko. E Nadeshiko relembra alguns fatos marcantes de sua vida, como a de ter sido criada por uma youkai. Qual seria a relação com a criação da Jóia de Quatro Almas? Que grande segredo Nadeshiko carrega?
Até lá,
Angel–san.
