Hum... Devo desculpas a todos vocês. Demorei muito a atualizar, não? Acho que algumas pessoas pensaram que eu havia abandonado a fic. Confesso que pensei, pois 2006 foi um ano muuuito cansativo para mim. Mas, calma que eu não vou fazer isso. Cheguei até aqui e não vou desistir. Já estamos no capítulo onze, isso quer dizer que, a partir de agora, estou por minha conta e risco, sem manuscrito nenhum. Tomara que meu computador não entre em bug... Também estou com outras idéias de fanfics, já estou até escrevendo o roteiro da história. Apenas desejo que tenham um pouco mais de paciência, porque agora só faltam poucos capítulos para o final.

Abraços.

Angel – san


CAPÍTULO XI: "UM CASTELO NO MEIO DO NADA"

Kikyou olhava admirada.

Sim a energia pura estava desaparecendo aos poucos, porém ainda continuava espessa. Não dava para enxergar o cume da montanha.

– Mas o que... – murmurava, sem compreender.

Agora ela podia caminhar sem sentir–se enfraquecer. Os youkais carregadores de almas voavam tranqüilamente pelo restante da montanha. Kikyou compreendeu. Ela a queria lá, de alguma forma. A diminuição progressiva da energia pura, contudo, indicava que ainda não era a hora de ter as respostas que desejava.

– Inuyasha... Ela quer Inuyasha... – pensou Kikyou em voz alta. – Mas por quê?

Lembrou–se das palavras da mulher quando a encontrou, referindo–se a Jóia de Quatro Almas: " Não é de todo mentira, mas não é toda a verdade". Mas o que era a verdade? Que ela havia sido um erro necessário? Necessário para quê? O que aquela mulher sabe? E por que Inuyasha?

Eram as perguntas que povoavam sua cabeça enquanto caminhava pela montanha em direção ao cume. Mas subir significaria aproximar–se da barreira e, conseqüentemente, caminhar com mais dificuldade. Apesar da ansiedade de descobrir quem realmente Nadeshiko era, isso teria que esperar até o amanhecer.


Entardecia quando Inuyasha, Kagome e os outros se despediram de Shorou e Ayame, que havia se recuperado totalmente. Avô e neta decidiram retornar para a toca onde se encontravam o resto da tribo. Kouga foi na direção oposta, prometendo à Kagome – sob protestos de Inuyasha – que se encontrariam em breve.

– Sai dessa lobo fedido!

– Sai você, cachorro sujão!

Se não fosse a intervenção de Kagome, a discussão – ou melhor dizendo, os socos e os pontapés – se estenderia por bastante tempo. E tempo era algo que não deveria ser desperdiçado. Assim, Kagome, Inuyasha, Shippou, Miroku, Sango e Kirara decidiram deixar Naraku de lado por hora, para procurar pistas sobre Nadeshiko. Sango e Miroku, montados em Kirara foram na frente. Inuyasha corria a toda velocidade.

– Mas onde devemos começar a procurar?

– Fácil, Kagome.

– Hein?

– Quando aquela mulher vai embora ou desaparece, ela sempre vai para uma direção. Já estivemos no norte, leste e sul destas terras e ela sempre estava lá; e em todas as vezes ela tomou a mesma direção. Então o jeito mais fácil é seguir essa direção para encontrarmos pistas.

– Nossa, Inuyasha – surpreendeu–se Kagome – você pensou nisso tudo sozinho?

– Na verdade – disse o meio–youkai ruborizado – foi o Miroku que reparou nisso...

– Ah, eu deveria ter imaginado – disse Shippou – Você nunca consegue pensar tão grande assim!

– AAAAAAAH, SHIPPOU, CALA ESSA BOCA!!! Pra sua informação, a idéia de seguir a mesma direção foi minha!!!

– Mas se não fosse o Miroku, a gente ainda estaria na estaca zero! Então grande parte do trabalho foi do Miroku!

– CALA BOCA, SUA RAPOSA IRRITANTE!!!

– Ei, Inuyasha! Olha! A Sango e o Miroku desceram naquele vilarejo!

O monge e a exterminadora conversavam com um homem, provavelmente o chefe do vilarejo. O homem estava visivelmente preocupado.

– Oh, senhor monge, faça o favor!

– Pode deixar. Farei a purificação logo pela manhã para afastar o mau agouro do vilarejo.

– Ei, o que está acontecendo aqui? – perguntou Inuyasha depois que o homem se afastou.

– Precisamos descansar um pouco Inuyasha. Vamos embora ao amanhecer, então não precisa ficar tão nervoso.

– Seu monge salafrário! Você enganou todo mundo de novo não foi?!

Miroku, com o seu cajado, fez um galo na cabeça de Inuyasha.

– Não fale tão alto!

Nesse momento, uma jovem apareceu pedindo para que eles a seguissem até os aposentos onde ficariam hospedados.

– Não se preocupe, linda jovem! – disse Miroku, tomando a frente – Seguirei a senhorita até os confins do mundo, se quiser!

O monge tomou as mãos da moça entre as suas, deixando a jovem ruborizada.

– Acaso, senhorita, gostaria de ter um filho meu?

Kagome levou as mãos à boca; Inuyasha tinha gotas na cabeça; Shippou estreitou os olhos; Kirara rosnava. Mas a reação mais nítida era a de Sango: quem olhasse nos olhos dela morreria devido aos raios que saíam de suas pupilas. Veias saltavam em toda a extensão de seu rosto e Miroku, naquela altura, já sentia um frio na espinha por sentir a imensa energia de ataque que vinha da exterminadora.

– Mongeeeeeeeeeeeeee!!!

– Algumas coisas nunca mudam! – disse Shippou. Kirara miava concordando.

– Desculpe, senhorita, acho que me excedi perante a sua beleza... – disse Miroku, sendo arrastado pela orelha por Sango – Sango, não precisa fazer isso, a carne é fraca mas você sabe que é a única que mora no meu coração!

Cala essa boca, seu monge pervertido!

E assim todos se dirigiram aos quartos, para poderem dormir um pouco antes de seguirem viagem. Porém Inuyasha demorou um pouco a dormir. Desde que ouviu aquele canto durante a luta contra Mouryoumaru, sentiu que conhecia Nadeshiko de algum lugar. A sensação ficou mais forte quando viu o rosto dela. Mas afinal, quem ela o lembrava?...

Dormiu pensando nisso. E pela primeira vez em muitos anos, sonhou.

Era apenas um menino. Atirava pedras num pessegueiro, tentando fazer alguma fruta cair. Impaciente, subiu no tronco da árvore, mas escorregou e caiu. Lágrimas começaram a cair de seus olhos quando alguém o levantou, possibilitando que pegasse a fruta tão desejada. Era a sua mãe. Izayoi sorria como ele nunca tinha a visto sorrir. Um sorriso de felicidade e esse sentimento contagiou o coração do pequeno meio–youkai. Mas, quando Inuyasha voltou–se para a árvore, já não era mais o pessegueiro e sim, a Árvore Sagrada. Sua mãe desaparecera e ele já não era um menino. Em suas mãos, a Jóia de Quatro Almas. E ao longe, Kikyou lançando sua flecha lacradora... e daí, tudo escureceu.

Quanto tempo durou aquela escuridão? Inuyasha não soube precisar. No entanto, em meio àquele breu alguém cantava. Era uma voz doce e triste. Deveria ser a voz mais linda do mundo.

Eterna será essa Luz

Como o sol, divino iluminar

"Quem está cantando?" pensava Inuyasha. Por mais que se esforçasse para abrir os olhos e ver quem era, só o que conseguiu foi mantê–los semi–cerrados. Próximo de onde estava se via uma mulher de longos e soltos cabelos negros em meio a um jardim muito bonito, a poucos metros de um rio.

"Mamãe, é você?" perguntou o rapaz em pensamento "Quer dizer que estou mesmo morto? Mamãe..."

Tentou mexer um dos braços, porém não conseguiu. A mulher se afastava cada vez mais.

"Mamãe! Por favor, não me deixe outra vez! Mamãe! Mamãe! Não me abandone!"

A mulher voltou–se para Inuyasha, como se tivesse ouvido seus pensamentos.

"Sempre estarei contigo, Inuyasha..."

– INUYASHA!!!

O meio–youkai acordou sobressaltado, sem saber se o susto se devia ao sonho ou aos gritos de Kagome.

– O que houve, hein? Você nunca demorou tanto a acordar! Nossa... Que cara é essa?

– Eu é que pergunto! – disse Inuyasha, irritadíssimo – Por que o meu rosto está molhado?!

– Faz muito tempo que Kagome está tentando te acordar! – disse Shippou – então ela jogou um pouco de água em você pra que acordasse!

Inuyasha estreitou os olhos. Levantou com raiva.

– Bela maneira de acordar alguém em sono profundo! Bah, cadê os outros? Vamos embora logo, o sol já está nascendo!

– Ele tá nervoso assim tão cedo? – observou Shippou. Kagome ficou apreensiva.

– Acho que eu não devia ter jogando tantos copos de água nele...

Enquanto isso, Miroku fazia o tal ritual de purificação que prometera ao chefe do vilarejo. Inuyasha não tinha muitos motivos para ficar tão bravo – tá certo que a questão do mau agouro era conversa pra boi dormir com a finalidade de conseguir comer e dormir de graça, mas o ritual era verdadeiro. Portanto, tanto ele, Miroku, quanto o vilarejo saíam ganhando. E ainda podia dar uma olhada nas garotas...Cantá–las... Passar a mão e...

– Monge...

– UÁÁÁÁ!!! – gritou Miroku, saltando de susto – S-S-Sang-Sango! Você brotou do chão?!

– Bom...– disse a exterminadora, desconfiada – Por que o susto? Estava pensando em alguma sem–vergonhice pra não notar a minha presença?

– N-n-não! Eu apenas estava purificando as casas do vilarejo, como prometido! He...hehehe...hehehehe!

– Muito bem... – respondeu Sango, percebendo o riso sem graça de Miroku – Todos estão esperando para ir embora, principalmente Inuyasha.

– Eu já acabei. Vamos.

Sango foi na frente. Miroku seguia atrás quando foi abordado pelo chefe do vilarejo, que agradeceu com dinheiro a purificação feita. O monge se fez de altruísta, mas o chefe do vilarejo insistiu em pagar. Miroku recebeu o pagamento muito satisfeito, e já retomava o seu caminho quando notou um senhor idoso olhando fixamente para o horizonte.

– Senhor – disse Miroku – está precisando de ajuda?

– Oh, não, meu jovem! – respondeu o idoso – Eu só estou olhando para aquela montanha...

– E o que tem ela?

– Alguma coisa aconteceu lá nos últimos dias...

Inuyasha, impaciente, chamava por Miroku de longe O monge fez sinal para esperar.

– O senhor poderia me contar mais detalhes?

– Anos atrás naquela montanha ficava o castelo do antigo feudo daqui. Há algum tempo, youkais tomaram conta daquele lugar e tamanha era o jyaki que uma nuvem negra o cercava... No entanto, faz quase uma semana que alguém, com um manto longo e negro apareceu por aqui, seguindo para a montanha... E desde então, os youkais não foram mais vistos e a nuvem que cerca a montanha de negra se tornou branca...

E o senhor apontou a montanha. Miroku olhou na direção e percebeu que o topo da montanha continha um miasma puro.

– O senhor... disse que era alguém com um longo manto negro? Poderia me dizer se era homem ou mulher?

– Não, senhor monge. Um capuz cobria completamente o seu rosto...

Miroku olhava para a montanha pensativo.

– Ei, Miroku! – gritou Inuyasha, ao longe – Vamos logo!

– Já estou indo! – respondeu o monge – Obrigado, senhor.

– Não há de quê, senhor monge...

Miroku apertou o passo para alcançar os outros. Quando se juntou aos outros, Shippou perguntou ao monge o que conversava com aquele senhor idoso.

– Algo interessante. – respondeu Miroku apontando a montanha – Inuyasha, temos que ir para aquela direção.

– Por que?

– Aquele senhor me disse que coisas estranhas aconteceram naquela montanha depois que alguém vestindo um longo manto e o rosto coberto por um capuz passou por aqui.

– Isso quer dizer então que...

– Ela só pode estar lá!

– Muito bem, Miroku! Tomara que você esteja certo!

E assim, o grupo do Inuyasha tomou o rumo da montanha. Quem sabe não encontrariam as respostas que queriam e a convencessem a se aliar à eles para derrotar Naraku e purificar a Jóia? Entretanto, algo preocupava o jovem monge.

– Será assim tão fácil?

– O quê, Miroku? – perguntou Sango.

– Não acham que está tudo fácil demais? Depois de tudo o que aconteceu, de repente ouvimos esses rumores que nos levam a essa montanha...

– Sendo fácil ou não – respondeu Inuyasha – O importante é que temos uma pista. E quando a encontrarmos vamos finalmente ter as respostas que queremos por bem ou por mal!

– Por mal?

– Por mal?

– Por mal?

– O que foi?

– Inuyasha – disse Shippou – Se você for lutar contra aquela mulher, duvido que você fique inteiro...

– Por que?

– Ora Inuyasha... Nem o Sesshoumaru, que é uma centenas de vezes mais forte que você, ficou de pé!

Os olhos de Inuyasha se estreitaram, e com os lábios fez um bico, denotando despeito.

– Keh! Espera lá que quando chegarmos na montanha, vou te encher de porrada, tampinha!

– Antes disso, a Kagome vai te encher de "senta"! – avisou a raposinha, mostrando a língua e pondo o dedo no olho.

– Ora seu!

– Ei, Inuyasha – disse Kagome nas costas do rapaz – presta atenção, senão...

Tarde demais, Inuyasha tropeçou e deu de cara no chão junto com todo o peso de Kagome nas costas.

– Kyaaaaahhhh! Já te disse pra fazer dieta! – gritou o meio–youkai para a garota.

Os olhos de Kagome ficaram vermelhos e dava para ver os raios que saíam de seus olhos. Uma chama de raiva a envolveu e de repente o vulcão que era o seu corpo explodiu ao proferir uma única palavra...repetidas vezes.

– SENTA! SENTA! SENTA! SENTA! SEEEENTA!

– AI! AI! AI! AI! AAAAAAAAI!

Inuyasha foi a nocaute...

– Ele nunca aprende... – disse Miroku.

– Bom, vamos nos apressar – avisou Sango – daqui a pouco é meio–dia, temos que chegar lá o quanto antes.

– Ei, me espeeeeeereeeem!!! – gritou Inuyasha aos outros que se afastavam.


Nadeshiko tossia. Sim, o fim estava próximo.

Rin continuava a dormir, mas estava mais pálida. E algo como uma aura brilhante a envolvia. E toda vez que Nadeshiko se aproximava, parte daquela aura era absorvida.

A sacerdotisa tinha uma tigela branca nas mãos; preparava algo. Em cima de um bloco de pedra havia um pergaminho.

– Rin, vou te desenhar – disse a mulher, sorrindo – Mas não vou te desenhar assim, está bem?

O pincel deslizava rápido, a artista mal olhava para a sua modelo, como se soubesse cada detalhe daquele corpo inerte. Uma visão mais ampla ao redor e notava–se que não era o primeiro quadro. Apoiados em vários cantos do lugar estavam vários pergaminhos pintados, além de pedaços de papel cortados na forma humana.

– Tenho que terminar logo, antes que todos cheguem... – falava Nadeshiko.

Em menos de uma hora a pintura estava pronta.

– Agora, o toque final.

Nadeshiko tomou a faca e foi até Rin. E sem se preocupar com a aura da menina, a mulher acariciou o rosto dela, dizendo:

– Desculpe, alteza. Mas preciso de seu sangue.

A luz das velas iluminava a lâmina.


Sesshoumaru notara que em todas as vezes que encontrara Nadeshiko, ela sempre ia embora na mesma direção, por isso ele também estava indo por esse caminho. Se a encontrasse, encontraria Rin. E se ela se negasse a entrega–la, ele a mataria sem misericórdia. Só não sabia como, apenas tinha a certeza. Porém uma coisa o incomodava: de onde a conhecia?

Forçava a sua memória para saber. Havia encontrado tantos monges e sacerdotisas exterminadores em seu caminho (e acabara com todos eles!), que, apesar de ser excelente fisionomista, não conseguia se lembrar de algum confronto com aquela mulher.

A impressão de serem velhos conhecidos não se afastava de seu coração. Assim como o pressentimento de que a encontraria pela última vez.

Caminhava calado. Jaken o seguia. O pequeno youkai muitas vezes não compreendia seu mestre, mas ultimamente o entendia cada vez menos. Porque toda essa preocupação com Rin? O que ele ganhava tendo uma criança humana o seguindo por toda parte? Está certo que ele, Jaken, também não conseguia mais se ver sem a menina importunando–lhe a cabeça, mas e Sesshoumaru? Ele nunca demonstrou tamanha preocupação com a menina. Está certo, teve aquela vez com o Naraku e também aquela do Monte Hakurei, mas em todas as vezes ele não o vira tão preocupado. Quantos dias se passaram desde que a levaram? Três ou quatro? Jaken não lembrava. O tempo parecia correr devagar quando Rin não estava por perto.

Sesshoumaru, por sua vez, lembrava–se da luta que tivera na noite anterior. Lembrou do que ouvira da mulher depois de acerta–la com um soco. "Imagina só se..."

"... eu estivesse viva..."

"Aquela mulher não é deste mundo, no entanto, ela não cheira a cadáver ou terra de sepultura, como aqueles zumbis do monte Hakurei", pensou Sesshoumaru, "Ela sequer tem pulso. E o cheiro do pouco sangue que saiu de suas feridas em nada me ajudou. A presença dela é forte demais, só se compara com a de meu pai. Como pode? Uma humana..."

Envolveu–se em sua estola e preparou–se para voar.

– Oh, Sssenhor Ssssesshoumaru, não me deixe aqui! – implorou Jaken.

– Você fica, Jaken – respondeu o youkai – Se você for, vai morrer.

– M–m–m–massss...

E Sesshoumaru voou o mais rápido que pôde, sem dar tempo para Jaken.

Ssse eu for, vou morrer? – falou Jaken consigo mesmo. Num estalo, ele arregala os olhos e diz bem alto – Oh, o Sssenhor Sssesshoumaru ssse preocupa comigo! Como essstou felizzzz! O Sssenhor Sssesshoumaru gosssta de Jaken! Gosssta sssim!


Já era dia.

Kikyou se aproximava do cume da montanha. Agora caminhava devagar. De onde estava já dava pra ver que havia ruínas de um castelo feudal, no entanto, não pôde mais avançar. A barreira estava diminuindo gradativamente, porém continuava forte e isso era notável mesmo a duzentos metros de distância.

– Tsc... O que ela está tramando? – murmurava consigo mesma.

Sentiu uma movimentação. Percebendo que poderia ser a mulher ou Kohaku, Kikyou decidiu se aproximar mais um pouco. A cada passo dado tornava–se difícil se manter de pé. Mas ela era persistente. Queria saber de tudo, portanto, não desistiria por causa da barreira. Os youkais carregadores de alma se afastaram, não podendo suportar a energia próxima.

– É ela! – disse Kikyou.

Nadeshiko caminhava tranqüilamente. O olhar firme, decidido, como estivesse se dirigindo para uma guerra. Vestia o manto com o capuz sobre as costas. Dava para ver que ela carregava duas espadas, embora apenas uma fosse suficiente para intimidar. Apesar de tudo, ela destoava do resto do cenário. Nadeshiko parecia perfeita demais em meio as ruínas de parte do castelo. Aparentava uma pureza que não correspondia às suas ações e isso incomodava Kikyou, que por um momento se sentiu parecida demais com a misteriosa mulher. Balançou a cabeça como para afastar o pensamento. Ela tinha prioridades, não podia ficar pensando em bobagens. Nesse instante, viu quando Nadeshiko, de pé diante de uma coluna de pedra, desembainhou uma de suas espadas, e uma aura vermelha começou a emanar, tanto do corpo dela, quanto da espada. O sol, que no céu se encontrava no mesmo ponto em que Nadeshiko na terra, iluminou a espada de tal forma que obrigou Kikyou a fechar os olhos por um instante. Era um brilho dourado, como a do mais puro ouro.

"O que é isso?" pensou Kikyou

Um vendaval surgiu de repente, e a energia da barreira se fortaleceu ainda mais. Kikyou se afastou correndo para o oeste da montanha. Nadeshiko pronunciava palavras inaudíveis enquanto um círculo se desenhava no chão e tudo ao redor reagia à força provocada.

"O que está acontecendo?!" pensou Kikyou.

A espada de Nadeshiko estava rodeada pelas chamas.

– Ó espada divina Kaishin! – gritou Nadeshiko – Eu, Nadeshiko, aquela que teu deus escolheu como sua mestra, te roga: desfaça a barreira erguida pelo teu poder para que meus herdeiros venham até mim!

Kikyou arregalou os olhos. "O quê?..."

– Tessaiga! Tenseiga! Vinde a mim, pois em meu peito bate o teu coração!

Nesse momento, a barreira se desfez, e com força tal que fez a montanha tremer, levantando poeira.


Próximo dali, ao pé da montanha, Inuyasha parou sua corrida bruscamente.

– O que foi Inuyasha? – perguntou Kagome, segurando Shippou que quase caiu no chão.

– A Tessaiga... está vibrando de novo...

– Olhem! – gritou Sango.

– Algo está acontecendo no topo da montanha! – disse Miroku.


Sesshoumaru parecia um raio rasgando o céu quando subitamente sentiu algo vibrar.

– Tenseiga...

Olhou na direção que tomava e viu uma luz que se dirigia ao infinito.

– Está vindo daquela montanha...


Sango pediu para que Kirara voasse mais rápido e logo puderam ver o lugar.

– O que está acontecendo? – perguntou Sango, admirada.

– Eu não acredito... – murmurou Miroku, que junto com Sango, admirava–se do que via do alto.

Dentro do círculo que se desenhara no chão com Nadeshiko no centro, revelava–se em chamas uma majestosa fênix, o deus da imortalidade.


Dando um relida no fanfic todo, será que não to viajando muito na maionese? Hum... sei não... ÛÚ... Acho que incrementei muito a Nadeshiko. A questão da fênix poderá ser difícil de engolir para alguns – até para mim, daí a insegurança –, mas achei que algumas questões só seriam respondidas a partir daí (pensem um pouco...), afinal, Nadeshiko não é uma amaldiçoada, como Miroku supôs, ela não é como a Tsubaki. A história de Nadeshiko é triste e a maneira em que ela se encontra e o porquê serão explicadas mais adiante. Assim como a ligação dela com Inuyasha e Rin

Fiquei abatida depois que vi a mãe de um certo alguém no manga... Se eu quiser publicar uma história paralela com o passado da Jóia, vou ter que reformular tudo o que escrevi até agora... Arre... Obrigada as reviews e mais uma vez, desculpe pela demora em atualizar.

NO PRÓXIMO CAPÍTULO:

Em meio às ruínas do castelo, Inuyasha e os outros se deparam com algo interessante. Mas isso não é tudo: uma cilada os separa e agora o meio–youkai e seus amigos iniciarão uma luta com Nadeshiko. Sesshoumaru também chega ao local. No entanto, nada é o que parece ser! E Kikyou encontra Kohaku...