Nota da autora:

Desculpa pela demora e tudo o mais. Agradeeço pelas reviews. Mas como eu estou reescrevendo essa história, eu não sei muito bem o que deixar e o que tirar. Sesshy e Rin, se aparecerem, eu acho que já quero faze-los aparecerem juntos no final, mas quem sabe?

Booom, aproveitem esse capítulo. (:

Disclaimer: Inuyasha não é meu e ponto final, apesar deu conhecer um. (:

Capítulo Dois:

No castelo, o vampiro já que não tinha nada pra fazer, resolveu ficar em seu quarto, pensando. Nunca mais poderia sair, isso não faria diferença em sua vida, pensava em coisas melhores, mas tinha que espera-la chegar. Não podia sair e ir à seu encontro. Aliás, só saía raramente, e para se alimentar, e algum azarado morreria lenta e dolorosamente, com os seus dois afiados caninos penetrando na jugular, espalhando veneno, queimando-o por dentro e sugando-lhe a vida, até a última gota de sangue, até o corpo cair inerte no chão... E como sempre, morriam com uma cara assustada, assustadora até para o próprio vampiro... Por isso, evitava ao máximo se alimentar com o sangue dos outros, afinal, já fora um outro qualquer e sabia como isso doía... Não que já tivesse sentido, mas dava pra deduzir pela cara

Se alguém o visse fazendo isso, e acabasse com seu mais precioso segredo, não teria mais nada a fazer, nem esperá-la adiantaria... Tomava cuidado somente pela promessa que fizera à seu pai : Agüentaria até que ela chegasse, para liberta-lo. A Escolhida para liberta-lo dessa sombria e impiedosa maldição... Sua escolhida...

Ficou pensando a tarde inteira. Resolveu sair do quarto para fazer alguma coisa que nem ele mesmo sabia o que era. Descia as escadas de pedra, em busca da biblioteca. Chegando lá, tudo era muito escuro, mas como era um vampiro, podia enxergar muito melhor no escuro, mas ao contrário, apenas uma mísera luz do sol, sempre machucava seus sensíveis olhos.

Na biblioteca, tinha duas imperiosas janelas, que estavam cobertas por uma grossa cortina vinho, que na escuridão se confundia com preto. Pegou um livro qualquer na estante, e se sentou no sofá que tinha lá perto, porém nem prestava atenção nas palavras que lia, estava pensando nela, de novo... Ele nem a conhecia!! Não podia estar apaixonado, não é? Não fazia sentido. Ela só estava lá para liberta-lo. Ela era como qualquer outro era, só um mero instrumento, um mero empregado que estava lá só para o Grande Senhor Inuyasha.

Mal sabia, que nem tudo na vida é feito com poder, pessoas existem, pessoas que não são tão facilmente persuadidas por uma frase ou ofensa. Inuyasha não tinha saído muito pra aprender essas coisas da vida. Mas parecia que alguém estaria lá para ajuda-lo em breve.

Na floresta, Kagome sabia que não estava longe dele, sabia que teria que lutar contra tudo para ficar com ele. Contra seu povo, contra seu temor, também contra ele próprio. Afinal, ele era um vampiro... Poderia mata-la quando quisesse e, além do mais, nem sabia se ele sabia quem ela era... Será que só ela sentia ele?? Em meio de tantas dúvidas, foi seguindo seu caminho...

Sabia que ele sentia, mas como podia ter certeza? Nem o conhecia, nem sabia como ele era, só na aparência... Mas como poderia conviver com alguém que não lhe dava segurança de que não faria nada com ela enquanto dormia?? Talvez apenas a quisesse para sacrifício? Pode ser uma idéia idiota, uma idéia amedrontadora idiota. Ou poderia servir de alimentação. Um corpo paralisado, vivo e ainda cheio de sangue fresco.

Hesitou por um tempo, essa era uma idéia ainda lhe era amedrontadora. Será que era isso o que eternamente queria dizer?? Ficar vendo o vampiro chupar seu sangue, pouco a pouco, sem poder fazer nada? Por um minuto, pensou em parar e correr de volta para o vilarejo. Queria tanto abraçar sua mãe e que essa lhe pudesse dizer que estava tudo bem, que ela ainda tinha muitos anos pela frente, mas ao se lembrar da briga, sentiu como se não quisesse voltar pra lá nunca mais. Nem poderia, como ficaria agora? Todos odiariam ela, não teria nada pra voltar. Não perderia é nada.

Com a idéia, de que preferia uma morte muito cruel e dolorosa do que a de agüentar a mãe, falando com a voz falsa que ela poderia viver normalmente. Mas sabia que não era possível. Ele precisava dela. O vampiro estava ansioso com sua chegada, sabia disso! Mas, só não sabia como iria terminar. Talvez se desse bem no final...? Talvez morresse nas mãos do amado e desconhecido...? Bem, não tinha nada a perder, não é?

Ele sabia que ela estava vindo, mas apenas tinha vacilado uma vez, mas continuara a seguir em direção ao castelo. Agora sabia que ela largaria tudo para ficar com ele. Largaria até sua vida, e se entregaria para morte, para ganhar apenas seu respeito. Assim como sua mãe, forte e trabalhadora, também cigana, fez tudo pelo seu pai, e também era a reencarnação de seu antigo amor... Mas eram muito diferentes, ao contrário de Kikyo, ele sabia que Kagome queria ficar com ele. Custasse o mundo, mas ele iria ficar com ela... E além disso, mesmo não a conhecendo sabia que conseguiria salva-lo e teria a mesma força de vontade que sua mãe...

Estava no salão, onde só tinha um sofá, e várias prateleiras,cheias de livros, mesmo que naquele local nenhum humano conseguiria ler , quando Miroku entrou, e com um sorriso que Inuyasha preferia chamar de: infernal, cínico e "quero-mais-uma-coisa". Não precisou pensar nada, Miroku começou a falar:

"Bom dia, Inu-yasha!" disse Mirouku com o mesmo sorriso.

"Eu odeio o dia...e não me chame desse nome, me lembra dos dias em que eu era um simples humano." Disse o vampiro, emburrado. Pode mudar o que é mais o mau-humor continua o mesmo, pensou Miroku.

"Mestre..." disse com hesitação "Será que o senhor poderia... me mostrar como é um vampiro?" Terminou voltando a olhar para a cara de preocupação de Inuyasha.

"Não fale essa palavra!!!Eu não consigo controlar essa maldita transformação. Saia, antes que eu queira provar seu sangue de forma que te envenene... E me envenene também, seu sangue ruim..." Falou sarcástico e risonho, ao mesmo tempo em que se abaixava para trás do sofá e começasse a gemer de dor. "Saia Daqui!!" Gritou desesperado, enquanto via que Miroku nem se mexia.

Miroku só olhava assustado para o mestre. Ele estava se transformando. Seus cabelos negros ficaram prateados, seus caninos cresceram, seus olhos ficaram vermelhos sangue, da cor de todo o sangue que bebia... Agora, era um completo vampiro... Desperto novamente... Depois de tanto tempo, seu sangue vampírico retornou ao seu corpo...

Passou pela vila que ficava na frente do castelo, todos a olhavam diferente, também, com os vestidos volumosos, os generosos decotes, descalça e cheia de pulseiras, quem não a olharia? Foi atraindo atenção de todos enquanto passava, principalmente dos homens.

Estava chegando no castelo, afinal, já via uma parte da torre, e estava próxima do portão. Metade do castelo já estava em sua visão, por isso, apressou o passo para chegar ao portão mais rápido, e conseqüentemente, ao seu vampiro. Estava curiosa como que o futuro lhe reservava, e, ao mesmo tempo, com muitas saudades de casa e do vampiro.

Saudades de alguém que nunca conheci?? Estranho, deve ser alguma coisa além da morte, talvez ele possa me explicar... Pensando nisso, um sorriso nasceu, inconscientemente, em suas delicadas feições, que agora estavam preparadas para sofrer qualquer acidente no percurso.

Não completamente. Ela pensou quando tropeçou em uma pedra, e a única coisa que pode fazer era tentar impedir que de sua boca saísse algum som agudo que espantasse todos animais da floresta, e avisasse ao seu amado vampiro sobre sua dor.

"Até que não dói tanto quando você tem outras coisas para fazer..." Falou em voz alta, como se fosse para espantar a dor, que persistia em permanecer em seu pé, que agora estava vermelho e inchado...

Mas mesmo com o machucado recém conseguido, continuou seu caminho até o castelo. Depois de quinze minutos, tinha chegado no portão do castelo, este já estava enferrujado, mas não estava fechado, o que facilitou quando foi abri-lo.

Passou por um jardim, que era composto por um caminho de pedras, túmulos, várias árvores e plantas rasteiras. Todas, estava certa, poderiam ser melhoradas com umas baforadas de água e tratamento. Depois do jardim, seguindo o caminho de pedras, vinha uma porta medieval, a porta principal, que era imperiosa, alta, e com certeza pesada...

Só quero saber o que eu faço para abri-la... Pensou vendo que não conseguiria abrir, pelo seu tamanho, e pela sua força, que era inexistente...

Mesmo prevendo que talvez não conseguiria abrir a porta, direcionou sua mão para perto da maçaneta, e percebeu, que na parte de madeira que a porta continha, uma mancha cor de vinho que brilhava... Depois de examinar essa mancha, reparou que era sangue velho, que pela velhice já começava a ficar marrom escuro e começar a descamar da madeira. Depois dessa prova de violência contra a pessoa a quem permanecia esse sangue, hesitou em abrir a porta...E se ele a atacasse quando entrasse por essa porta??

Enquanto fazia as perguntas para si mesma, não reparou que sua mão ainda estava na direção da maçaneta, só reparou quando alguém tocou em sua mão, a fazendo levar um susto e retirar a mão de perto da maçaneta...

"Você não pode entrar aí!!!" Exclamou o desconhecido...