3 - Preconceito
Após dois anos depois do acidente Rin continuava cega, e sofreu muito com isso.
A senhora Higurashi não estava conseguindo matricular a menina em nenhum colégio por causa da deficiência visual.
Encontrou por fim um colégio apropriado para deficientes visuais, e neste ela começou os estudos.
A discriminação era um fator muito comum na vida da menina, mas Kagome sua prima era sua melhor amiga sempre estava lá para nunca a deixarem reprimir.
Rin cresceu e se tornou uma bela jovem junto com sua prima Kagome.
Rin tinha os cabelos muito compridos e negros, seus olhos aparentemente inutilizáveis eram castanhos e muito brilhantes, sua face era alva e a franja negra completava dando um contraste muito elegante.
Kagome era também muito bonita e as duas andando juntas pareciam ate irmãs de tão apegadas uma a outra.
- Kagome, eu estou com fome, vamos logo para casa...
- Claro, mas antes vamos tomar um sorvete...
- Kagome, você sabe que a titia fica preocupada quando demoramos.
- Não se preocupe, nos só vamos ate a sorveteria e depois iremos para casa ta?
- Tudo bem então. – disse sorrindo.
As duas de braços dados atravessaram a rua em frente ao colégio onde Rin estudava. Caminharam por algum tempo e logo elas chegaram a uma sorveteria onde ela deixou Rin numa mesa e foi fazer os pedidos.
Rin estava um pouco cansada, pois estava na época das provas, e como o braile era sua forma de leitura, estava com os braços e mãos um pouco doloridas, pois aquele dia tinha sido de prova de leitura.
Rin às vezes estudava tanto que seus dedos ficavam um pouco esfolados de tanto ler.
Ela, muitas vezes conhecia as pessoas pelo som do jeito de andar, com a audição, ou pelo perfume que a pessoa estava usando, e Kagome sempre era reconhecida pelo perfume, pois era o mesmo que ela usava.
Um mímico se aproximou de Rin e começou a fazer gestos diante dela, mas os olhos da menina ficavam fixos em algum ponto. Quem a olhasse dizia que ela não tinha nenhum problema na visão, pois os olhos eram perfeitos, e como Kagome sempre estava com ela, ela não usava bengala para cegos.
Com isso, o rapaz continuou a gesticular perto dela, nisso ela percebeu a presença dele por causa do perfume da rosa que ele segurava.
- Quem é você? - Perguntou ao rapaz, que não entendeu o porquê da garota não o olhar.
-Rin – Chegou Kagome com os sorvetes na mão, e sorriu para o mímico perto de Rin. – Têm um mímico perto de você.
- Um mímico?
O rapaz olhou mais confuso ainda, mas logo Kagome viu sua confusão e explicou a ele.
- Ela e deficiente visual, apesar de não parecer.
Ele arregalou os olhos e olhou a menina de novo, e fez um gesto de tristeza, mas logo um outro de alegria, e ofereceu a rosa para Rin.
- Rin ele esta te dando uma rosa.
- Serio! – ela estendeu a mão e o mímico pois a rosa em sua mão.
- Obrigado, foi muito gentil de sua parte.
Ele reverenciou-se as duas e depois se foi.
- Kagome, essa rosa tem pétalas tão macias, qual é a cor?
- Rosa, como as sakuras.
- Ah, eu me lembro de quando as arvores de sakura eram, muito floridas na primavera, parecia com um algodão doce.
- Sim, esta quase na época das flores se abrirem.
- Kagome – começou ela séria. – Será que um dia eu vou voltar a enxergar?
Kagome sentiu o sorvete descer seco na garganta. Ela pegou nas mãos de Rin e dizendo depois:
- O que o medico disse na ultima consulta?
- Ele disse que meus olhos parecem saudáveis como a de uma pessoa que enxerga...
- Ele não disse que nunca mais ia voltar a enxergar disse?
Rin balançou a cabeça negativamente e baixou-a depois disso.
- Então não fique triste, enquanto tiver se cuidando terá chances de voltar a enxergar.
- Kagomeeee!!!!
- Hã? Quem é Kagome?
- Ah, é a Sango e o Miroku, uns amigos do colégio.
N/A: Beiiimmm como estão reclamando do capítulo minúsculo XD eu reslvi postar logo o terceiro... este também é miudo -.-'
Desculpem...
Beijinhos, e eu não vou demorar para postar o quarto
