No começo agente não planejava ter tantos filhos, afinal, eu era um Malfoy e não um coelho. Ou era o que eu pensava. Mais, nos primeiros meses da primeira gestação do Harry, conversamos pela primeira vez sobre isso. Ele estava adorando tudo, e disse que queria o máximo de filhos possível. Algumas conversas e até infantis brigas vieram e logo entramos em um acordo. Chegaríamos até o oitavo filho, o que já é uma exceção enorme que eu estava fazendo. E ainda assim só concordei porque os argumentos dele eram justos.
Primeiro ele tentou ir pelo lado emocional, dizendo o quanto tinha sido solitário na infância, e recontando alguns episódios de sua morada com seus tios. Confesso que até hoje eu sinto uma enorme vontade de saber se os Dursley's estão vivos, pra poder mandá-los pra debaixo da terra eu mesmo.
Com a parte emocional eu tinha aceitado uns quatro filhos. Mais aí ele foi pra parte racional e comentou que nós dois tínhamos dinheiro o suficiente, o que era verdade, já que trabalhávamos por diversão, eu como técnico de um time, e ele controlava a empresa de vassouras e cuidava da casa.
Depois ele falou do enorme espaço na casa, que eu também não podia negar, afinal, concordei em morar em Godric's Hollow, mais construímos uma bela mansão onde um dia foi a moradia dos Potter's. E com isso, o numero foi pra oito filhos.
Conversamos também brevemente sobre a geração, mais acabamos por decidir que o Harry ficaria com essa parte. Seria menos confuso pras crianças, e elas poderiam estipular uma idéia de quem era a "mãe". O moreno não reclamou de ser o passivo, afinal, entre as quatro paredes ele fazia a loucura que tinha vontade e nessa questão eu posso afirmar que de Santo ele num tem nada.
Primeiro, fomos agraciados com uma linda garotinha, a qual ficou sendo chamada de Carolyn. Nem preciso dizer que me comportei feito um bobo quando estava perto dela. Apesar de dar adeus às madrugadas e olá as olheiras embaixo dos olhos, foram meses de completa felicidade.
Harry a mimava até mais do que eu. Ela possuía um guarda roupa completo, e toda vez que eu chegava em casa, Carolyn estava com uma roupa de cor diferente que combinava com o laço nos cabelos negros e com os sapatinhos. Os padrinhos firam sendo o casal Weasley mesmo, por que eram as pessoas mais próximas, e afinal, os melhores amigos de Harry. Quando estava pra completar um ano, ela disse sua primeira palavra: "papa". Não preciso nem comentar que o Harry começou a chorar e eu usei toda a minha força pra segurar minhas próprias lagrimas.
Quando Carolyn estava com três anos, eu já tinha esperanças que o Harry havia desistido do time de quadribol. Apesar de eu ainda querer um filho homem pra poder levar o meu sobrenome e o de Harry por mais uma geração, mais preferi não comentar nada.
No momento em que eu menos esperava, o moreno voltou a irradiar o dobro de felicidade e anunciou estar esperando nossa segunda cria.
Brian nasceu realizando um dos meus maiores desejos. Novamente vieram as madrugadas sem dormir e os mimos. Desta vez, nada de vestidos, mais nem por isso a quantidade diminuiu. Harry tinha uma ânsia de dar aos filhos tudo que não teve, e não era eu quem iria interferir porque, por mais que eu nunca vá admitir, faria de tudo pra ver aquelas coisas pequenas e rosadas sorrirem.
Mais dois anos, e o terceiro anuncio veio. Não pude deixar de sorrir ao pensar que todos os Malfoy's deveriam estar se remexendo agoniados em seus túmulos. Era a primeira vez que um Malfoy teria três filhos, o máximo sempre foi dois.
Dulce nasceu numa noite chuvosa, mais nem por isso foi desmerecida. Foi recebida com tanta alegria quanto Carolyn. Mais uma garotinha que se renderia aos mimos de seu pai.
Num dia em que fui ao Beco comprar suprimentos pra sobrevivência, e também pra relaxar longe do choro insistente de Dulce que provou ser a mais necessitada de atenção, acabei encontrando Blaise. Conversamos um bom tempo e descobri que ele havia casado com a Pansy e tinham um filho de dois anos. Reatamos uma antiga amizade nesse dia.
Eles ficaram sendo convidados tão freqüentes quanto Hermione e o Rony lá em casa, o que acabou rendendo um afilhado. Nosso quarto filho, que chegou dois anos depois de Dulce. Todd se mostrou um bebê quieto e independente, o que me rendeu algumas noites de sono completo. Merlin e o espelho sabem como eu estava precisando de uma.
Finais de semana, fazíamos uma vez por mês, churrasco lá na mansão. Harry adorava cozinhar, e nossos filhos se davam muito bem com os filhos de Rony e Hermione e Pansy e Blaise. Apesar de nenhum deles nos bater em quantidade, o que o Weasley não cansava de frisar, pra me encher a paciência. Frases como "Quem é o coelho agora?" eram repetidas incontáveis vezes, e eu era obrigado a engolir, ou então rosnar pra ele. Eu costumava optar pela segunda.
Mais um ano e veio Nathan, contradizendo minha esperança que o Harry pararia por ali. E sem nem esperar um tempo considerável, com somente um ano de diferença, veio a Emily.
Silencio foi arrancado do vocabulário impiedosamente, a não ser nas poucas horas em que eu dormia sem ninguém ter pesadelo, ou sem Emily chorar. Traduzindo: muitas poucas horas.
Apesar de tudo, eu realmente gostava de tudo aquilo. Chegar em casa acabado de cansado e encontrar seis sorrisos enormes e felizes lhe esperando. Alem de um marido lindo, com a felicidade irradiando pelos seus olhos. Era uma realização indescritível. Então costumávamos jantar e logo depois ir pra frente da lareira, onde eu contava historias do trabalho e eles narravam o dia deles. Eram essas horas que faziam tudo valer a pena.
Mais dois anos de rotina e mais uma princesa agraciou a casa. Amanda nasceu no meio de uma tarde de outono, trazendo mais musica nas madrugadas e adicionando mais um sorriso e um abraço carinhoso as minhas chegadas em casa.
Novamente não esperamos muito, um ano e meu moreno novamente veio dar a noticia pela oitava vez. Agora seria o ultimo. No quinto mês de gravidez, Carolyn recebeu a coruja que a convidava a ingressar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
Está aí mais uma coisa que eu me esqueci de acrescentar. Sendo filhos de quem eram, eles costumavam demonstrar seus poderes acidentalmente, sempre que possível. A maioria das vezes era quando brigavam entre si e acontecia uma explosão aqui, ou um incêndio ali. Na época em que Dulce nasceu, nós chamamos um elfo pra ficar em casa, e depois de Amanda, tínhamos três.
Fomos todos até a estação, juntamente com a primogênita. Eu e o Harry não gostamos muito de sair pra lugares públicos muitas vezes, pelo simples fato de que, apesar de todo o tempo, sempre viraríamos capa de jornal. Ainda mais agora com essa tara por crianças.
Do jeito que eles me "amavam", provavelmente tinham algumas idéias de eu ser um louco ninfomaníaco ou pedófilo. O Harry era somente uma vitima de todos e algumas fãns ainda acreditam que eu o mantenho sobre impero todos esses anos. Eu queria que elas vissem o Santo Potter na cama, aí veríamos quem é o louco ninfomaníaco.
Porem, nesse dia em especial, Harry comunicou que iríamos todos como uma verdadeira família, se despedir e dar apoio pra Carolyn, assim como faríamos com todos os outros. E lá fomos nós, pra mais uma capa no Profeta Diário, com um Harry barrigudo me abraçando e chorando emocionado, acenando juntamente com todos os irmãos.
Alguns meses e o que era pra ser o ultimo filho, resolveu se dobrar. Eram gêmeos. Isso explicava bastante. Foi a gravidez em que o moreno mais teve desejos estranhos, como brigadeiro com pedaços de maça e jaca, e outras coisas que eu tive que pedir pra Granger- agora Wesley, pois não entendo muito de comida trouxa.
E com isso, Jennifer e Jessé vieram ao mundo como se me desafiasse e dissessem que eu não posso controlar tudo.
E com isso, segundo o estipulado e calculado, encerramos nossas crias, certo? ERRADO!
Os gêmeos Weasley's tiveram a brilhante idéia de fazer uma despedida de solteiro pro Neville que, acreditem se quiser, estava se casando. Logicamente que fomos, deixando os gêmeos com dois anos de idade serem cuidados por uma babá contratada.
Uma cerveja amanteigada pra lá, um drink pra lá e quando eu dei por mim, estava em cima de uma mesa, sem blusa e dançando Macho Man. Harry não estava muito melhor, mais com certeza eu ganhava. Ele estava com a camisa aberta me observando e assoviando ao mesmo tempo em que se ocupava em bater em algumas mãos que tentavam me pegar. Eu não os culpo,afinal, quem resistiria? (NA: certamente, eu não!)
Bem, naquela noite fizemos mais um filho. O que eu posso dizer? Malfoy's são realmente férteis. Vou ter que me lembrar de avisar aos meus filhos homens isso.
Kyle nasceu nove meses depois. Felizmente ele era bem calado, encerrando com perfeição a linhagem de Draco e Harry.
Em setembro, mais um membro partiu pra Hogwarts. Era rotina que todos iam pra estação deixar Carolyn pra mais um ano letivo. Mais dessa vez Brian iria junto. A despedida foi praticamente a mesma, com a diferença de que tinham mais um membro, que no momento era muito pequeno pra acenar e se conformava em dormir no colo de Harry.
Dois anos depois Harry se cansou de ter que tomar remédio e pediu pra mim pra ir pra parte drástica da coisa e fazer uma vasectomia. Foram muitas brigas até eu concordar em expor minhas partes a médicos, alem do mais pra serem "mutiladas" como eu gostava de frisar.
Apesar de ter ameaçado cada membro da família dos médicos se eles fizessem a coisa errada, eu ainda me sentia nervoso. E ainda tinha o medo ridículo de agulha. Acontece que eu acabei jogando minha dignidade pela janela e desmaiei quando vi o tamanho da seringa.
O resultado disso foi que eu não ouvi ele dizer a frase "20 dias sem sexo". Ou pelo menos meu cérebro se negou a guardar essa mensagem que entrou em um ouvido e saiu rapidamente pelo outro, como se fosse um xingamento.
Conseqüência? Nove meses depois vieram Vicent e Victor, agora sim fechando o time de futebol que o Harry sempre sonhou.
Realmente, u não sabia o que era silencio a muito tempo. Mais vieram milhões de recompensas juntamente com todos eles, e posso afirmar que não me arrependo de nada e até me orgulho de ser o Malfoy que acabou com as tradições Malfonianas. Eu tenho uma família imensamente feliz, saudável e... grande.
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Rony – "Nessa você se superou doninha! Então, só pra não perder o costume, quem é o coelho agora?"
Draco(rosnando) – "Pelo menos eu tenho condições pra criá-los Pobretão"
Rony – "Claro, claro. Mais isso não deixa de fazer de você um coelho.E quem disse que meus pais não tinham condições?"
Draco- "Tudo seu de segunda mão grita isso, Wesel!"
Harry-" Querem parar com isso! Vai acordar os gêmeos!"
:D
Aqui esta... desculpem, eu sei que não tem ação nenhuma e muito menos comedia, mais foi a introdução, no próximo eu vejo se melhoro.
Devo dizer que não esperava por reviews antes do primeiro cap, mais muitíssimo obrigada... eu tentei postar ontem a noite, mais deu algum problema e eu num consegui.
:D
milinha-potter Que bom que gostou da idéia! Sim sim, AMO mpreg, ainda mais com esses dois aí:D Valeu a review espero que goste da fic!
Simca-chan: Realmente eu concordo com essa razão tbm, em gênero, numero e grau. O Harry que teve os filhos como pode ver, eu preferi não bagunçar a cabeça das crianças e tbm, o Harry tem mais a cara de "mãe".
Deni Chan: Uau! Que honra! xP Valeu mesmo Deni. E foi mal pelo capitulo chato, mais eu precisava da introdução. Espero que goste dos próximos e deixe reviews!
Bejocas!
