Nota do Autor: este capitulo voltará a ser narrado na terceira pessoa (façam coro: óhhhhhh :( ) mas NADA TEMAM!

Stormwind, Elwynn, Eastern Kingdoms, Azeroth.

Assim que Zé, Marcus e o gnomo apareceram na Catedral, um grupo de acólitas preocupadas literalmente saltaram para cima deles. Uma retirou a armadura a Zé, expondo o seu terrível ferimento, outra levou o gnomo para fora da sala enquanto outra tentava reanimar Marcus energicamente. A acólita que tratava de Zé puxou dum carvão retirado do braseiro que estava por perto e passou-o rápida e vigorosamente pelo rasgão na pele do Zé. Zedotelhado berrou de dor, mas sabia que aquilo iria cauterizar a ferida. Seguidamente, a acólita puxou de linha e agulha e começou a coser a ferida. Zé gemia e berrava a cada ponto, mas não sucumbiu á dor. Assim que a ferida estava cosida e a acólita fez menção de invocar a Luz para curar a ferida, Zé pediu-lhe para parar. Concentrando toda a sua força na Santa Luz, invocou-a. Um calor familiar sarou-o por dentro e limpou-lhe a dor. Sentindo-se restaurado, disse á acólita:

-Obrigado pela tua ajuda. -apenas após falar Zé se apercebeu que a acólita que o tratou era uma Night Elf de extrema beleza. Quase se engasgando, a acólita respondeu com um acenar nervoso e foi ajudar a humana que tentava reanimar sem sucesso Marcus. Zé saiu da Catedral.

Á saída da Catedral, Zedotelhado reparou que a sua armadura ficou dentro da Catedral. Encolhendo os ombros, seguiu o seu caminho. "Para onde vou? Não tenho nada aqui, e sem o Marcus não tenho nada para fazer!"

Remexendo os bolsos, Zé contou o seu dinheiro. O resultado agradou-lhe. Voltou á Catedral e dormiu.

De noite, Zé acordou. Notou que a acólita que o tratou estava a sair. Não lhe prestando atenção, voltou a fazer uma sortida á caixa de esmolas e foi aos Larson Roupas LDA onde adquiriu uma camisa negra para disfarçar o rasgão causado na sua armadura de aço negro. Depois dirigiu-se para um estabelecimento no qual reparou anteriormente. Entrando de fininho, nem reparou na tabuleta, reparou apenas na alegria que irradiava. Se ele tivesse olhado, não teria entrado, já que a tabuleta dizia: Taberna e Mulheres.

Entrando com cuidado, reparou que a taberna era constituída por duas salas. Numa delas estavam vários homens a berrar, falar, a contar piadas e claro, a emborcar cerveja atrás de cerveja. Sentando-se numa mesa vaga, chamou o empregado e pediu uma cerveja simples. Pagando, começou a beber calmamente. Porém foi reparando que de vez em quando um homem levantava-se e ia para a segunda sala. Após isto ter acontecido várias vezes, Zé ficou intrigado e decidiu entrar também. O que viu deu-lhe vontade de demolir aquele estabelecimento de ócio: Uma sala parcamente iluminada, com várias mesas e bancos nos quais dançavam dezenas de mulheres humanas e élficas, que eram recebidas com aplausos, moedas de ouro e propostas indecorosas. Enraivecido, preparou-se para sair, mas uma voz baixa, doce e suave chamou-lhe a atenção. Virou-se para encarar a voz e deu de caras com uma mulher humana, de longos cabelos negros e pele extremamente branca que lhe disse:

-Olá bonitão, queres companhia hoje?

"Companhia? Dava-te era a companhia da minha fúria!"

-Não obrigado, estou bem assim. – Qualquer coisa na rapariga impedia Zé de ser rude com ela. Zé notou que talvez fosse a espada que ela trazia á cinta.

-Sério? Talvez estejas farto de humanas…que tal uma elfa? Iseultha! – depois de dizer isto, bateu palmas e antes que Zé pudesse declinar, a mesma acólita que tratou de Zé na Catedral apareceu. Se na Catedral ela parecia bela, agora estava estonteante. A sua cabeleira branca como a neve de Northrend estava solta, a sua pele arroxeada contrastando com ela. Com um sorriso maroto, levou Zé até um quarto e trancou a porta.