Nota do Autor: Agora as personagens que me ameaçam não escapam impunes! Já tenho aqui uma maravilha da natureza! aponta para a sua Phantom Blade com Fiery Eles que tentem! Levam na tarraqueta que se lixam!

Nethergarde Keep, Blasted Lands, Eastern Kingdoms, Azeroth.

-Se pensavam que uma invasãozeca era o suficiente para dar cabo de mim, estavam muito enganados!

Quem proferiu estas palavras era nem mais nem menos o próprio Gnomito. Aparentemente, uma das muitas magias negras (E outras não tão negras, antes de duvidosa luminosidade) consistia em embeber uma pedra com um fragmento da sua alma, permitindo a posterior ressuscitação do corpo. Infelizmente, quer o processo de criação desta pedra quer o uso dela para ressuscitar eram extremamente dolorosos.

Problemas destes á parte, Gnomito estava a caminhar descansadamente pelas ruínas do que antigamente (Leia-se: Ontem) era uma das maiores cidadelas de todo Azeroth: Nethergarde. Todo o local tinha sido arrasado sem dó nem piedade. Porque caminhava Gnomito descansadamente? Arthas já tinha saído daquele local. Apenas a simbólica patrulha andava por ali, mais para impedir que os refugiados voltassem do que propriamente para defender a área.

-Filhos da mãe…TINHAM de destruir isto tudo…pff… pouca vergonha, logo agora que eu precisava de provisões…Só me resta esperar que os que fugiram tenham algo para mim! – após estas palavras, Gnomito iniciou o ritual para chamar Thokthang, um Caminhante do Vazio (Voidwalker). Assim que a única frase conhecida por Thokthang foi dita ( Leva-me de volta…) Gnomito deu-lhe uma ordem, baixa de mais para ser ouvida (Até por mim, o Autor Todo-Poderoso). Assim que Thokthang a ouviu, agarrou em Gnomito pelos colarinhos e arremessou-o com toda a sua sobrenatural força. Talvez com força demais, já que o gnomo não parou no sitio aprazado, antes continuou o seu voo até mandar com as fuças num dos pilares do Dark Portal. Coçando o queixo e remexendo na sua mala por algo para parar a hemorragia do nariz, entrou pelo portal adentro, seguido de perto por Thokthang.

Hellfire Península, Draenor.

O que Gnomito viu assim que saiu do Portal espantou-o. Em vez do deserto carregado de corpos que ele imaginava, viu uma semi-cidade, com mercadores, soldados, tabernas e ainda um pequeno castelo em construção. Teria investigado mais, mas o cansaço após ter transubstanciado a alma dum calhau para o corpo era grande demais para ser ignorado. Como tal, encostou-se a uma parede, meteu a saca em cima da cabeça a fazer sombra e adormeceu.

Tudo ia de feição desde que as Lendas (Como passaram a ser chamados Danath, Khadgar, Turalyon e Alleria) começaram a organizar aquela maralha de guerreiros num exército disciplinado. Mesmo assim, havia dúvidas que persistiam. Os que viram Khadgar e CIA LDA entrarem pelo Grande Vazio antes de eles próprios escaparem pelas ruínas do portal garantiram que eles estavam demasiado feridos para sobreviver a qualquer encontro. Para essa dúvida contribuíram os factos de Danath estar ainda mais soturno que o costume, Turalyon ter uma forte aversão á Luz (Santa e solar), Alleria não conseguir repetir as suas proezas com arco, movendo-se com estranha rigidez, e Khadgar nem sequer acender uma fogueira com magia conseguia. Parecia que a Luz (Desta vez a Santa) os tinha abandonado. Tal crença levou os soldados á beira do pânico. Será que eles ficariam assim devido á permanência em Draenor?

Zedotelhado, Drawner e Amarylis fizeram tudo o que puderam para destruir esses rumores, mas em vão.

Apesar dessa atmosfera de quase-medo em que se vivia, era de acordo mútuo que a pequena cidadela de Hellfire devia ser reconstruída, quer contra Arthas quer contra os Orcs das Montanhas da Lâmina e de Zangarmarsh. As Lendas supervisionavam a construção enquanto o resto labutava a arrastar tijolos, a curtir cabedal nas tinas de esterco, a criar armas, armaduras e outro equipamento. Nesse momento, Drawner estava numa tina a revolver no meio do estrume, Zedotelhado estava á beira da exaustão a acartar tijolos e pedras e Amarylis atarefava-se a ajudar as pessoas com alguns truques de magia menores e a carregar água. Enquanto trazia três odres de água, chamou Drawner e Zé para perto dela e para trás da zona de curtir o cabedal. Ninguém se lembraria de os procurar estando eles, literalmente, no meio do esterco.

Passando um odre a cada um e ficando com outro para ela, Amarylis começou a falar:

-Não gosto disto…eles parecem-me muito estranhos…Uma elfa perra de movimentos, o maior Arquimago de sempre sem usar magia, um Paladino com medo da luz e um humano borrachão que anda triste…Quase que parecem mortos-vivos…

Nessa altura, Drawner e Zedotelhado responderam em uníssono:

-Há apenas uma maneira de descobrir!

Surpreendendo-se por esta coordenação, cada um voltou a tentar ser mais rápido que o outro a dizer:

-Exorcizamo-los!

Ratchet, Barrens, Kalimdor, Azeroth.

Uma estranha coligação nasceu aqui. Os Elfos de Ashenvale, os Anões e Humanos de Nijel's Point, os Orcs de Orgrimmar, os Taurens de Mulgore e os Goblins do Steamwheedle Cartel organizaram-se num exército e lutavam desesperadamente em Ratchet para impedir Arthas de entrar em Kalimdor. Os seus esforços corriam bem até que o próprio entrou em batalha. Num furor destrutivo, levou Frostmourne acima, abaixo, á esquerda e á direita, deixando sempre um rasto de sangue e corpos, qualquer que fosse o movimento. Para piorar ainda as coisas, Arthas tinha conseguido uma aliança com a rainha das Banshees, Sylvannas. Enquanto Arthas entrava pelo Este, Sylvannas iria destruir Darnassus e Exodar.

Os dados estavam lançados.

O destino de Azeroth estava nas costas de Kalimdor.