Nota do Autor: Pouco tempo para escrever e tal tenho mais que fazer! Cá vai mais um capítulo, este dedicado á grande dupla do 8ºA, Amaral Beita e Paulo Esterco! Abraço p/vocês manos!

Hellfire Península, Draenor.

Danath tinha sido Exorcizado. Tal como o temido, ele era um Undead. Na mesma taberna de onde Danath foi atraído para a sua destruição, Zedotelhado, Drawner, Amarylis e Gnomito reflectiam acerca do próximo passo. Danath estava morto, restavam Turalyon, Khadgar e Alleria. Turalyon e Khadgar nunca se separavam, já Alleria adorava deambular sozinha pelo acampamento.

Amarylis falou:

-Bem, rapazes, o Gnomito e eu podemos tentar a nossa sorte com a Alleria, já vocês vêem o que conseguem fazer com os outros dois.

A sua sugestão foi aceite, logo todos se retiraram da taberna.

(Nota do Autor: Seguiremos agora Zé e Drawner)

Zé e Drawner seguiram para a beira do Portal, onde Khadgar meditava sob a vigilância atenta de Turalyon. Após planeamento prévio, Drawner dirigiu-se para o pé de Khadgar. Lançando um olhar escarnecedor a Turalyon, sentou-se ao lado de Khadgar, os seus lábios devagar sussurrando as palavras que iriam Exorcizar o mago. Turalyon ouviu, e, como conhecedor da Luz que era, "topou" o que Drawner ia fazer. Puxando da espada, preparou-se para decapitar o padre. No preciso momento em que levantou a espada, um urro descomunal distraiu-o. Saltando para o seu campo de visão, as mãos a brilharem de energia branca e a espada com um brilho vermelho, Zedotelhado atacou Turalyon. No momento em que isto acontecia, Drawner Exorcizou Khadgar, mas, ao contrário do normal, a alma de Khadgar não se desvaneceu.

Explodiu.

Como todos devem saber, a explosão duma alma acontece quando o Exorcismo é mal proferido, e, a alma de Khadgar era muito mais forte que qualquer outra. Drawner foi lançado a voar, Zedotelhado atirado ao chão com Turalyon sobre ele e uma derrocada de pequenas pedras assinalou que o Portal também fora afectado. Uma nuvem de poeira abateu-se sobre o local. Levantando-se custosamente, Zé apoiou-se á espada para suportar o seu peso, e reparou que Turalyon fazia o mesmo. Drawner estava fora do seu alcance visual e Zé duvidava mesmo que ele tivesse sobrevivido. Conseguindo finalmente pôr-se de pé, o seu olhar virou-se para Turalyon. Estavam os dois de pé, a poeira a voar em torvelinho á volta deles. Aprestaram as suas armas.

Os olhos de cada um dardejavam em todas as direcções, á procura de algo que pudessem utilizar que lhes pudesse dar a vantagem de que necessitavam.

Com todo o cuidado, Turalyon avançou. Foi recebido com uma espadeirada desajeitada, destinada apenas a testar a capacidade defensiva dele. Turalyon deflectiu-a preguiçosamente antes de iniciar uma sequência de golpes altos, todos destinados á cabeça e á garganta de Zé. Desviando uma com o lado liso da sua lâmina, esquivando-se á direita duma e caindo no chão devido ao murro que se seguiu, Zé conseguiu dar um pontapé no joelho de Turalyon, levando à queda deste. Saltando para a posição bipedal novamente, Zé avaliou a situação rapidamente. Estava em pé, e Turalyon estava a levantar-se com incrível rapidez. Voltaram a olhar-se. Ambas as espadas voltaram a entrechocar-se com grande estrépito. Infelizmente para Zé, a sua espada estava bastante maltratada, não aguentou o impacto e partiu, deixando Zé com um punho inútil na mão. Descartando-o rapidamente, levou com um golpe em cheio no braço direito. Berrando de dor, Zé agarrou-se ao toco onde antes estivera a sua mão direita, antes da espadeirada misericordiosa que lhe atravessou o peito o levasse para o doce, inofensivo mundo da inconsciência.

Inesperadamente, uma seta cravou-se nas costas de Turalyon quando ele se preparava para desferir o golpe final sobre o seu adversário caído. Virando-se para trás, observou, incrédulo, uma segunda flecha terminou o serviço ao enterrar-se no meio dos olhos do guerreiro.

(Nota do Autor: Amarylis e Gnomito)

A luta contra Alleria foi fácil, apesar de Gnomito ter sido cravejado de setas. Sim, o pobre bruxo faleceu na sua luta heróica contra Alleria, permitindo que Amarylis a matasse. Assim que a alma abandonou o seu corpo flácido, um grito de dor de Gnomito chamou Amarylis para o seu lado. Observando as suas feridas, chegou a uma conclusão. Puxando lentamente da sua espada, murmurou:

-Desculpa.

-Hey o que….pensas que….vais fazer…?

-Terminar o teu sofrimento.

-Assim seja.- Fechando os olhos, Gnomito esperou pela estocada que o libertaria da dor. Para seu contentamento, veio depressa.

No fim deste dramático acontecimento, Amarylis pensou melhor naquilo que estava a fazer. Para quê lutar e morrer contra Arthas quando podia voltar para Quel'Thalas e juntar-se ao lado vencedor? Com este pensamento em mente, empregou toda a sua magia num empreendimento possivelmente letal. Transferiu toda a energia de Alleria para dentro de si. Colocou o arco e aljava de Alleria ás costas e dirigiu-se para onde se ouviam sons de refrega. Um dos lutadores caiu, a sua mão direita decepada e foi estocado contra o chão. Ela nem pensou. Disparou apenas contra o que se mantinha de pé.

Por esta altura, um homem que ela reconheceu como Drawner levantou-se e dirigiu-se lenta e dolorosamente para ela. Antes sequer de reconhecer a ameaça, já que os instintos matadores de Alleria estavam bem despertos nela, ela simplesmente largou quatro flechas em sucessão rápida contra o homem, que gemeu de dor antes de finalmente morrer. Com a sua empresa terminada, Amarylis escapuliu-se pelo Portal adentro, de volta para Azeroth.

Feralas, Kalimdor, Azeroth.

Feralas era agora o último refúgio livre da influência de Arthas. Lá se encontravam reunidos Night Elves, Anões, Humanos, Orcs, Trolls, Taurens, Blood Elves e até Draeneis, todos eles numa comunidade cuja única preocupação era sobreviver. Arthas atacaria a ilha de Feathermoon a qualquer altura, as suas forças estavam já a agregar-se no barco que fazia a travessia entre Feralas e Feathermoon. Soldados corriam às armas. Magos meditavam. O caos era total. Tratava-se da sobrevivência das raças livres de Azeroth.

O Reino do Caos estava prestes a começar.