Nota do Autor: Após uma prolongada pausa na saga, decidi voltar. Voltei, a pedido de muitas famílias. Voltei, desta vez para ficar. Voltei, e comigo, os capítulos seguintes. Read on….
Feathermoon Stronghold, Feralas, Kalimdor.
Estava tudo a postos para a invasão de Feathermoon. Os barcos estavam em movimento, os arqueiros e magos de ambos os lados fustigando os oponentes com rajadas de setas e uma pletora de feitiços de cores iridescentes e não menos impressionante capacidade destrutiva.
Impotentes, os defensores apenas retardaram o ancoramento dos barcos de Arthas. Liderando a carga, este berrou:
-Pelo Rei! Pelo Rei dos Mortos!
E a matança começou…
Os defensores não tinham esperanças. Eles não lutavam para sobreviver. Lutavam para serem recordados pelos bardos, se é que sobrevivera algum ao genocídio perpetrado por Arthas. Lutavam com a mesma esperança de um condenado á forca, interessados apenas em levarem o maior número possível dos malditos mortos-vivos junto com eles.
A meio do massacre, uma nova de energia assolou o campo de batalha. No lugar onde esta tinha sido despoletada, duas figuras apareceram. Uma delas era um homem, loiro, com a cara marcada de cicatrizes, empunhando uma espada e segurando um ceptro. Ao seu lado, uma mulher com roupas semelhantes ás do homem (uma túnica negra com fragmentos de mica, parecendo brilhar toda ela), empunhando uma gadanha de guerra e preparando-se para chamar algo.
Após a confusão inicial, os Undeads dirigiram a sua atenção para estes desconhecidos. Eles sabiam quem os desconhecidos eram. Deathpool e Semidar, um poderoso mago e uma não menos poderosa bruxa de guerra.
As mãos de Deathpool crepitavam com energia. Empalou um adversário com a sua espada, amolgou o escudo a outro com o ceptro e matou dois á distância ao descarregar a energia das suas mãos.
Semidar terminou o seu chamamento e um massivo Guarda do Fel apareceu junto a ela.
Era um monstro de proporções enormes, empunhando a famosa Arcanite Reaper, uma arma de grande valor e poder. Semidar imolou um inimigo em fogo e Tothun, o Guarda do Fel atirou-se para o meio da refrega.
Uma sinfonia de morte e sangue era composta á volta do par, estando todos os seus ouvintes jazendo esfacelados e mortos à sua volta.
Até que o próprio Arthas se juntou à batalha. Derrotou Tothun em combate singular, aparando um altabaixo da Reaper e estocando o olho de Tothun para fora do crânio. Nem sequer um demónio era resistente a tamanho golpe, e Tothun esvaneceu-se, a sua essência deixando um suspiro amargo para trás.
Assim que Semidar notou a morte de Tothun, virou-se e preparou uma maldição para lançar a Arthas. Apesar da sua rapidez, Arthas fora mais. Frostmourne penetrou a jugular de Semidar, matando-a instantaneamente.
Deathpool terminou a sua chuva de fogo sobre o exército inimigo. À volta dele jaziam corpos, árvores e dezenas de objectos mutilados e inutilizados. Sentiu-se cansado. Escondeu-se atrás duma árvore para recobrar o fôlego. "Apenas uns instantes, não mais que uns instantes…" pensou ele. Até que sentiu Semidar a morrer. Levantando-se de um salto, viu Arthas dirigir-se lentamente para ele. Reunindo toda a sua energia, lançou uma Explosão Pirotécnica contra Arthas. A bola de fogo resultante embateu contra Arthas, que apenas cambaleou. Desesperado, Deathpool canalizou as suas últimas energias em lançar os Mísseis Arcanos. Arthas evadiu-se, e aí estava perto demais. A cabeça de Deathpool rolou, cortada com precisão por Arthas.
Com os dois desconhecidos mortos, a pouca esperança dos defensores esvaiu-se. Eis que uma nova onda de energia assolou o terreno. Dele saiu um homem.
Armado com uma larga espada de duas mãos, com uma capa negra, e armadura de Thorium fabricada pelos melhores ferreiros dos anões, ali estava Zedotelhado.
A armadura de Thorium dava um aspecto ainda mais fantasmagórico a Zé. A sua pele estava pálida como alabastro. Para levar a cabo a sua vingança, tornara-se num daqueles que jurou destruir. Um Undead.
Zé já não era humano. Tendo vendido a sua alma ao organizar O Arquivo, era agora apenas uma carcaça à procura de vingança. O objecto da sua vingança estava á sua frente.
-Arthas…-murmurou.
-ARTHAS!-Berrou desta vez.
O inquirido virou-se para a nova intrusão.
-Com que então. O Paladino voltou. – Disse Arthas na sua habitual voz glacial.
-Pois voltei desgraçado, e agora tu morres. - Disse Zé, a voz tremendo-lhe de raiva.
A espada de Zedotelhado singrou pelo ar em direcção a Arthas. Arthas deflectiu o golpe, e sorriu com a força deste.
Isto ia ser mais divertido do que ele tinha pensado…
