Nota do Autor: Devido ao facto que ainda não tenho idade para entrar na Cidadela de Stratholme no WoW, tive de "criar" Stratholme a partir do Warcraft II, e das imagens da Cá vai.
Cidadela de Stratholme, Eastern Plaguelands, Lordaeron, Eastern Kingdoms.
A pedra-de-coração teleportou Zé de Feathermoon para Stratholme num ápice. A Cidadela de Stratholme estava em ruínas, a arder e em guerra. Os Undeads da Scourge, servos de Arthas Menethil combatiam contra os ensandecidos soldados Escarlates, que afluíam todos os dias do Mosteiro Escarlate em Tirisfal e da fortaleza de Tyr's Hand.
Não havia um único dia em "paz" em Stratholme. Quando o Barão Rivendare não enviava salteadores contra as barricadas Escarlates, os Escarlates mandavam Zelosos tresloucados e masoquistas contra as muralhas do Barão. Apesar desse clima de morte, Zé sentia-se em casa.
Em casa. A sua casa…Northwaste…Northrend…Desde que tudo começara que ele não via as estepes brancas e gélidas de Northrend. Tanto quanto ele sabia, podia já não existir Northrend. Apenas mais uma causa do ódio que sentia.
A casa de Zé era uma torre à saída de Stratholme, perto da Plaguewood. Assim que se materializou dentro dela, atirou Bonechewer para o chão e caiu na carpete vermelha arruinada, arfando de dor. Com um esforço, retirou a sua armadura de Thorium negro e as suas grevas e placas das pernas feitas em aço. Estas peças de arnês rebolaram pelo chão soltando vários protestos. Ainda arfando por ar, ou para disfarçar a dor, e agora reduzido apenas à sua longa capa púrpura, Zé deslocou-se debilmente até uma bacia manchada de um vermelho doentio que exalava um odor cóbreo. Qualquer observador com visão e olfacto apurados notaria que a bacia estava manchada de sangue. Assim que Zé espreitou por ela, a sua cara fechou-se num esgar de raiva. A bacia estava vazia!
Grunhindo de raiva, Zé agarrou Bonechewer e a sua armadura de Thorium e vestiu apressadamente as calças dum Feiticeiro Escarlate que fora apanhado numa das muitas armadilhas que protegiam a torre de Zé: Neste caso, o Feiticeiro foi perfurado no topo da cabeça por uma vara farpada que lhe saiu pelo ânus. O Feiticeiro estava, quando Zé lhe retirou as calças, numa pose sugestiva com a mesma vara enfiada no ânus e saindo-lhe pela boca. As suas mãos estavam presas atrás das costas com silvas e das suas costas saía uma foice de guerra, que estava presa no tecto. O Feiticeiro era apenas um de muitos macabros candelabros que Zé improvisara com corpos de Escarlates e de Scourges.
Saindo da sua torre, Zé saudou o ar impregnado de sangue e fumo de Stratholme, inalando com prazer.
"A doce fragrância da morte e decadência"
Caminhou calmamente. Mesmo através duma barricada, na qual dois Paladinos Escarlates lutavam pelas suas curtas vidas contra uma infinidade de pequenos Scourges, inferiores até aos Undeads normais. Movido pela repugnância pelo apego à vida desses Escarlates, esmagou o elmo de um com uma potente bordoada de Bonechewer. Durante a fracção de segundo que o seu colega se pasmou, os Scourges caíram-lhe em cima. Com outra selvagem varredela, afugentou os Scourges e matou outros tantos. Estando a escaramuça terminada, Zé abriu cuidadosamente a armadura de um dos Paladinos. Era um homem. Atirando o corpo desse defunto para uma das muitas fogueiras, repetiu o processo no outro corpo. Constatou mais aliviado que era uma mulher.
"O sangue de homens não tem as qualidades que preciso"
Flectiu os dedos.
Levou a mão atrás.
Empurrou-a na frente com toda a força.
Um ruído enojante assegurou-lhe que a sua mão tinha penetrado pelas costelas da mulher. Agarrando com força, puxou-lhe a caixa torácica para fora, deixando uma espécie de massa amorfa e sangrenta no chão. Começou a comer a carne cuidadosamente, como se tivesse medo do sangue.
Terminado o grotesco festim, Zé agarrou no corpo sem ossos da mulher e carregou-a às costas de volta para a torre. Assim que entrou na torre, tombou o corpo na bacia maculada, e procedeu a "espremer" o sangue do corpo para a bacia. Assim que o corpo ficou exangue, limitou-se a abrir a seteira da torre e lançar o corpo por lá abaixo. Mais um morto nas batalhas diárias de Stratholme.
Voltou a sua atenção para a bacia, agora cheia de sangue. Voltou a despir-se, e entrou na bacia, banhando-se no sangue.
"Sangue do teu algoz, conseguido através da batalha. Reavivará a tua essência"
Assim que a sua ablução terminou, mordeu com força o seu pulso. Sangue negro e espesso escorreu, fundindo-se ao sangue vermelho do Paladino. Assim que Zé ficou imerso numa pasta vermelha acobreada, descansou.
Cada momento que passou imerso naquele grotesco banho reforçava cada vez mais o desapego à vida e à alma. Cada vez mais, Zé era um Undead por seu próprio direito. Um dia…nesta nova condição, Arthas não seria mais uma ameaça, antes um espeto na ilharga de Zé, e Stratholme não seria uma Cidadela em guerra, mas uma Necrópole autêntica. Ner'Zhul ficaria contente…
Algum tempo atrás, O Arquivo.
-Deathpool?
-Sim, Zé?
-Terminei o Arquivo. Quero voltar.
-Meu dilecto amigo, precisas de saber algo. O que tu fizeste não veio aos meus interesses, mas sim aos de Ner'Zhul, o Rei Dos Mortos. Arthas Menethil é um renegado, que anseia por destruir Sylvannas para usurpar o posto dela e depois, matar Ner'Zhul. Ele quer ser o Rei Dos Mortos.
-O que é que isso tem a ver?
-Tem a ver que isto era apenas um teste de Ner'Zhul. Tu és a pessoa que mais odeia Arthas em todo Azeroth, e um guerreiro formidável. Logo, tu és a escolha óbvia para seres o Cavaleiro da Morte. Existem alguns…inconvenientes.
-Inconvenientes?
-Todos os ferimentos se tornarão de pouca monta, mas poderás ser destruído. Como estás tecnicamente morto, não poderás, de qualquer maneira sentir. Logo, terás de renunciar ao teu amor, se é que o tens.
-Proposta interessante. Aceitarei. Não pretendo ser um Cavaleiro da Morte, mas aceitarei. É a melhor maneira que tenho de matar Arthas. Diz a Ner'Zhul que aceito, mas que ele se prepare. Assim que Arthas estiver destruído, Ner'Zhul será o próximo.
-Se conseguires chegar a ele…
Nota do Autor: Macabro…
