A/N: essa história contém cenas explícitas. Proibida para menores de 18 anos.


O jantar transcorre muito bem. Eles conversam sobre tudo, filmes, livros, trabalho (claro), entre outras coisas.

No laboratório ele sentiu, lá no fundo, que ela não estava bem, e depois ela praticamente desabou nos braços deles, fazendo com ele que desejasse fazê-la sorrir de novo. E estava sendo bem sucedido.

Assim que ela termina o prato principal, ele pergunta se ela quer mais alguma coisa: sobremesa, café, alguma coisa, mas ela acena negativamente. Ele então pede a conta.

"Quanto saiu?" Pergunta ela, assim que a conta chega.

"Pode deixar que eu cuido disso".

"Não faça isso."

"A idéia de jantar foi minha, então eu pago".

Antes que Sara pudesse pegar a carteira, Grissom foi mais ágil.

"você sempre paga quando sai com alguém?"

Grissom não respondeu, apenas levantou e puxou a cadeira para ela levantar. Em ocasiões especiais, Grissom fazia questão de pagar.

E aquela era uma delas: a primeira vez que eles jantavam juntos, desde o primeiro ano dela trabalhando em Las Vegas.

"Não precisava ter subido comigo" disse ela ao abrir a porta de casa.

"Quis ter certeza que você ia estar segura".

"Quer entrar?"

"Não acho que é uma boa idéia".

"Está bem".

Sara parecia ter aceitado muito bem a recusa dele. Não esbravejou ou olhou atravessado. Ele ficou aliviado.

"Te vejo amanhã no laboratório" disse ela.

"Sara, você não acha que..."

"Não vou tirar folga, Gris. Eu vou ficar bem. De verdade".

"hoje você não estava bem".

"Não vai acontecer de novo. Agora eu estou bem".

"Tem certeza?"

"Sim".

"Devo beijá-la ou esperar um momento mais apropriado?" pensou ele. "Não acho que consigo esperar. É agora ou nunca".

Grissom se aproximou dela e se despediu com um beijou na boca.

"por favor, não fique brava comigo por isso" gritou uma voz dentro dele, quando parou.

"Obrigada, Grissom. por tudo". Disse ela com um sorriso.

"ufa. Ela apreciou".

Ele deu meia volta e foi em direção ao elevador. Ela trancou a porta e foi tomar um banho. Estava com os dedos sobre os lábios, que finalmente tinham tocado nos dele. não acredito que ele fez isso. Será que eu deveria ter convidado ele para entrar? Não sei se ele ia gostar e nem se eu estou pronto para isso... Por enquanto. Ao menos ele me beijou, rápido, mas foi um verdadeiro beijo.

No dia seguinte, ao chegar no laboratório, Sara encontrou Grissom conversando com a secretaria. Estava receosa sobre a atitude dele, depois do que aconteceu, mas ele parecia normal: sorriu ao vê-la, foi para sua sala pegar os arquivos e depois até a sala de descanso onde os demais esperavam.

A reunião durou cinco minutos. Como na maioria das vezes. Ele falava o caso e as pessoas iam colocar a mão na massa. Sara foi para a sala de evidências, continuar o que estava fazendo no dia anterior.

Grissom apareceu onde ela estava, perguntando se tinha visto Greg. A verdade é que ele não estava procurando pelo csi, só precisa de uma desculpa para vê-la, e foi a primeira coisa que lhe veio à mente. Ela disse que não. Ele agradeceu e saiu.

Apenas um caso novo apareceu naquela noite. E não demorou muito para Catherine e Nick resolverem. Um cara morreu eletrocutado, fora uma fatalidade.

Antes de ir para casa, Sara passou na sala de Grissom e deu uma leve batida na porta. Grissom parou de ler algo e a olhou por cima do aro dos óculos.

"Entre... E feche a porta, por favor" disse ele depois de alguns minutos.

"Eu ia chamá-la" disse ele, tirando os óculos e colocando sobre a mesa.

"Ok..." disse ela, não entendendo aquele mistério todo.