entrou no carro e foi embora.
Eles ainda ficaram trabalhando no estacionamento por mais algumas horas, até poderem finalmente voltar para o laboratório. No caminho eles pararam para um lanche. Naquele resto de turno, os três catalogaram todas as evidências.
A analise de uma das motos, alguns dias depois, mostrou que ela estava com defeito e Warrick ficou de descobrir se teria sido mexida antes da corrida. Sara achou melhor deixar os rapazes cuidando disso.
"hei" disse ela encontrando catherine na sala de descanso.
"e aí, tudo certo no caso?"
"sim. Os meninos estão vendo se foi proposital ou não. E no seu?"
"tudo bem também. O que vai fazer depois daqui?"
"ficar em casa" mentiu Sara. "e você?"
"estava pensando em ver um filme"
"parece legal"
Grissom encontrou as duas conversando e chamou por catherine.
"Até mais, Catherine" disse sara.
Ele ainda ficou alguns segundos olhando para Sara. Em pouco tempo ela estará nos braços dele. Para dançar. Os dois trocaram sorrisos e Grissom desapareceu no corredor.
Sara ainda ficou um tempo por lá, caso os rapazes precisassem de ajuda, e faltando duas hora para o programa, ela foi para casa. Precisava tomar um banho, e se arrumar para o encontro. Tentou comer alguma coisa, mas sentia como se o estomago estivesse fechado e tudo o que colocasse na boca, voltaria.
"Há muito tempo eu não me sinto desse jeito. Deus, meu coração vai explodir!"
As nove em ponto, Grissom tocou a campainha. Vestia um smoking preto, sapato preto e gravata borboleta.
Quando Sara abriu a porta, ele demorou um tempo para se mexer e para respirar, também. Ela estava magnífica, com um vestido longo vermelho e um perfume delicioso. Poucas vezes ele a viu sem calça jeans.
"Está tudo bem, Gris?" Perguntou ela.
"Sim.. Bom, vamos?" disse ele oferecendo o braço.
Sara pegou no braço dele e eles saíram.
"Onde você está me levando?" Perguntou ela quando os dois entraram no carro.
"No bellagio. Durante o fim de semana eles abrem um espaço para dança, cada semana é um tipo diferente".
"Não sabia que você era ligado nessas coisas".
"Bom, tem muitas coisas que você não sabe sobre mim".
"Eu sei" comentou ela com um tom de voz triste.
Grissom entregou o carro para o manobrista do hotel cassino e os dois foram até o salão. Escolheram uma mesa próxima da entrada, onde poderiam ouvir a musica e conversar.
Depois que o garçom os serviu de bebida, Sara perguntou:
"Por que nunca mais conseguimos conversar de verdade, desde eu vim para cá? Em são Francisco você era tão mais aberto Gris, nós chegamos até a jantar juntos, mais de uma vez, enquanto você estava lá... e depois... você mudou".
"Eu tinha ido para fazer um seminário como outro qualquer, mas aí eu te conheci. (ele respirou fundo) Depois das palestras você me enchia de perguntas, sua curiosidade não tinha limite, e eu quis aproveitar cada momento, sem pensar no depois"
"eu continuo curiosa, mas não tenho mais coragem de perguntar"
"Achei que as coisas iam continuar como estavam, mas aí aconteceu aquela acidente, o caso da Holly, e eu gostava da forma como você pensava. Ainda gosto. Então achei que seria uma boa oportunidade para trabalharmos juntos. E realmente foi. O que eu não previa é que as mesmas coisas que senti em São Francisco fossem voltar, desta vez mais forte".
"Que coisas?"
"Frio na barriga cada vez que eu te vejo. Desejo de estar com você a toda hora. E raiva, por estar sentindo uma coisa tão grande por alguém tão mais jovem, e uma subordinada (impressionante como as palavras estavam saindo com facilidade. Talvez porque ele demorou demais para falar – Grissom respirou fundo) "Quando me dei conta de que estava apaixonado. Era tarde demais" concluiu ele.
"Não é tarde demais, Gris".
"Eu não sabia. até agora".
"Você pode não acreditar, mas eu tentei parar de gostar de você! todas as vezes que você me machucou, tentei ficar com raiva, brigar com você, mas por algum motivo que não sei explicar, simplesmente não consegui. Não consegui me afastar".
"Sinto muito por te fazer sofrer".
"Você não foi o único que fez isso".
"Talvez se eu tivesse feito diferente, isso não tivesse acontecido".
"Você não sabe disso. Talvez estava escrito que eu passaria por isso".
"Não pode estar falando sério!" Exclamou ele.
"Eu realmente não sei o que pensar...' Os olhos de Sara se encheram de lagrimas. Grissom não gostava quando isso acontecia, era de cortar o coração.
Uma musica muito romântica começou a tocar.
"Vamos dançar" disse, se levantando e fazendo gesto com a mão na direção dela. Sara não queria dançar. "por favor" insistiu ele.
Ela aceitou e os dois se dirigiram ao meio da pista. Ele colocou a mão sobre a cintura e com a outra segurou na mão dela. "não é hora para pensar nisso. vamos aproveitar o momento" sussurrou ele no ouvido dela, antes de começar a dançar.
A música começou calma e depois cresceu, como acontecia com grande parte dos boleros. Grissom a segurava com firmeza, mas a conduzia com uma leveza incrível. Ela sentiu como se todo mundo desaparecesse em sua volta e só existissem os dois. O corpo colocado e a respiraçõa bem próxima, fizeram com que Sara ficasse nas núvens.
Quando a música parou, Grissom ainda continuou segurando ela bem pertinho. Quwria sentir mais um pouco seu perfume. Foi preciso que Sara soltasse um "uau" para que ele a soltasse.
"Você é um ótimo dançarino" disse ela
"e você uma ótima parceira"
"verdade? acho que só dancei bolero três ou quatro vezes, em toda minha vida"
"bom, eu nunca iria advinhar"
Sara deu uma risada e os dois voltara para a mesa. Grissom pediu mais bebidas e algo para eles comerem. Tudo aquilo abriu o apetite. Ao terminarem de comer, eles resolveram caminhar, antes de encerrar a noite. Caminhavam pela rua de mãos dadas.
