Estava guardando o cd que ouviram no dia anterior, quando alguém bateu na porta. Sara abriu, sem olhar pelo "olho mágico".

"grissom!" exclamou ela.

"Posso entrar?"

Ela deu espaço para ele entrar e fechou a porta.

"Você não me ligou" disse ele.

"Não sabia que era para ligar".

"Não ouviu meu recado?"

"Não..."

"Por que será que ela não ouviu: esta furiosa ou simplesmente não viu no celular?"

Sara sentou-se no sofá e ele fez o mesmo.

"Sinto muito sobre hoje de manhã". Disse ele finalmente.

"Tudo bem. Já estou acostumada a dormir com pessoas que vão embora depois. Às vezes forçada e outras não"

Grissom abaixou a cabeça.

"Não é que eu não gostei... é só que..."

"Hum. Você gostou e saiu correndo?!" questionou ela com raiva.

"Homens têm um jeito diferente de lidar com o pós-sexo" tentou explicar ele. "Nós precisamos de um tempo para assimilar, sentir, organizar as diversas sensações que floresceram disso. E comigo não foi diferente".

Sara levantou do sofá e foi até a janela.

"desculpe, Sara" disse ele depois de minutos em que a casa foi tomada pelo silêncio.

"Eu preciso saber, Gris: você se arrepende de ter dormido comigo?" perguntou ela, com os braços apertados no corpo e tentando, desesperadamente, não chorar.

"não, eu não me arrependo" disse ele se aproximando por trás e colocando as mãos no ombro dela.

Depois que ela se acalmou, eles voltaram para o sofá e conversaram sobre qualquer outra coisa até a hora de ir para o laboratório.

"bom, temos que nos preparar para o trabalho"

"tudo o que eu queria era não ter que trabalhar hoje" comentou ela.

"eu sei como é"

Antes de fechar a porta, grissom falou: "eu não me arrependo de ter feito amor com você."

Sara sorriu contente. "Ele não disse sexo, ele disse amor".

Com exceção daquele dia, nos que se seguiram, infelizmente Sara e Grissom quase não se viram. Warrick, Nick e ela estavam dando um super gás na resolução do caso das motos, entrevistando algumas pessoas conhecidas das vitimas e tentando finalizar tudo; enquanto grissom trabalhava com Catherine e Greg. Quando um estava no laboratório, o outro não estava.

No tempo "livre", ou grissom estava fazendo alguma coisa que não podia parar, ou estava cansado demais para sair com ela. Não que não quisesse, só sabia que não daria a atenção que ela merecia.

Depois da segunda vez que ele recusou um convite, Sara achou melhor não fazer mais. entendia que as coisas estavam bem agitadas. Mas ela não podia negar que era difícil ficar longe dele!

Em momentos, durante o expediente, sara queria largar tudo e correr nos braços deles e beija-lo. mas sabia que não podia fazer isso se quisesse que a relação deles continuasse. Se perguntou algumas vezes se ele estava tendo a mesma dificuldade que ela.

"Sara, você esta me ouvindo?" Perguntou Warrick quando ela demorou a responder.

Ela balançou a cabeça de um lado para o outro.

"Um dos rapazes que correu naquele dia estava devendo dinheiro para um outro cara, fazia tempo. O cara resolver dar uma lição nele, alterando a moto, mas não tinha intenção de matá-lo, só dar um aviso".

"Essas pessoas sempre tentam acertar as coisas das maneiras mais idiotas. Não seria mais fácil conversar?"

"Às vezes conversar não resolve".

"Então, você acha certo o que fizeram?"

"Eu não disse isso" retrucou Warrick. "Eu, particularmente, tentaria resolver de outra forma".

"Certo. Eu também. Então acabamos?"

"Sim... Esta tudo bem?"

"Só quero ir para casa. Você viu grissom?"

"Ele saiu."

"Bom, eu vou indo então... até amanhã".

Warrick acenou dando tchau e sara foi chamar o elevador. Quando a porta se abre, dá de cara com Grissom, que sorri ao vê-la.

"Oi". Disse ela.

"Já está indo?" Perguntou ele.

"sim. Você já terminou o que tinha que fazer?"

"quase".

(Eles então trocam de lugar: sara entra no elevador e ele sai).

Grissom olha em volta para ver se tem alguém por perto e como não tem, ele diz:

"Sinto a sua falta."

"Eu também". disse ela dando uma piscada de olho.

A porta se fecha e Grissom vai para sua sala finalizar algumas coisas, sorridente. Catherine que tinha chegado antes dele, entra na sala e percebe o sorriso estampado no rosto dele.

"o que eu perdi?"

"do que está falando?"

"você está sorrido. E eu não vi um sorriso durante todo o tempo que estamos trabalhando".

"Não é nada".

"Você pode me falar, Gris... Sou sua amiga".

"eu sei que é, mas não aconteceu nada".

"Hum. Está bem então... Precisa que eu fique mais um pouco hoje?"

"não é necessário. Só tenho que preencher umas papeladas".

"Então até amanhã." disse ela saindo. Ele continua sorrindo, mesmo tendo que cuidar da papelada que ele tanto detesta. Se eu tivesse que apostar, diria que ele viu Sara.