Sei que demorei, mas fazer o hentai deste casal não foi nada fácil. Inclusive já vou avisando que tem hentai. Ele está marcadinho para que quem não quiser ler possa pular a parte sem perder o conteúdo do fic. Beijinhos! Espero que gostem. Analuisa.
Noites brancas
Capitulo 4
Ele ficou olhando os fios loiros desaparecem em meio à neve. Pensou em segui-la, em perguntar o que havia feito de errado, mas as pernas não moviam um centímetro se quer. Como aquela mulher conseguia ser tão volúvel? Em um momento o beija como se daquele ato dependesse sua vida. No outro o afasta e sai correndo.
Não soube por quanto tempo ficou parado sentido as fortes rajadas de vento que ele mesmo havia provocado, mas sabia que passou um longo tempo até que resolveu voltar para cabana onde encontrou Veruska preparando um belo jantar.
- Por mais quanto tempo o senhor e ela pretendem lutar contra aquilo que sentem? – A velha perguntou com um sorriso, mas o tom de sua voz demonstrava reprovação.
- Eu desiste essa tarde, mas ao que parece ela não sabe muito bem o que sente. Correu de mim.
- E você? Sabe o que sente, senhor?
- Para ser sincero, não faço idéia, apenas sei que sinto por ela um grande apreço.
- Se me permite Kamus, e eu vou dizer mesmo que não permita, o que sente no meio de suas pernas está muito longe de ser apreço, e não preciso explicar para um homem da sua idade o que isso realmente significa. Mas para te-la, acredite, terá que mostrar que sente muito mais do que isso.
Kamus sentiu-se constrangido com a intromissão da empregada, porém não conseguia negar a verdade de suas palavras.
- Pare de me olhar com essa cara, menino. Tome, leve isso para ela. Ela não comeu nada hoje, e é bom que conversem e ajam como adultos, só para variar. – A mulher colocou nos braços do cavaleiro uma bandeja repleta de coisas saborosa, ele pensou em contestar a ordem de Veruska, mas seria inútil, além do mais queria mesmo ve-la.
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- Trouxe algo para você comer – Ele disse ao entrar no quarto e colocou a badeja sobre uma mesa que lá havia.
- Não estou com fome – Ele respondeu seca.
- Bem eu deixarei aqui, assim pode comer quando se sentir a vontade.
- O que sente por mim? O que significo para você? – A pergunta direta quase lhe provocou um engasgo fatal. Como iria responder esta pergunta?
- Nastássia, eu lamento o beijo que trocamos, foi um equivoco, não precisamos de falar desse assunto, basta que o enterremos. Agora coma e descanse, deve estar preparada para o encontro de manhã.
- Me acha uma mulher fácil, não é isso? Por isso está arrependido!
- De onde tirou essa idéia absurda? Não se trata do que eu acho de você, e eu não acho isso, só penso que você esta arrependida e respeito sua decisão. Não quero força-la a nada.
Kamus não podia imaginar que sua fala provocaria uma reação tão desesperada na jovem. Foi acometida por um choro angustiante, os soluços ecoavam pelo quarto. Ele se aproximou e a abraçou com carinho.
- Se acalme, já disse para esquecermos o assunto, deite-se, relaxa...
- PARA DE MANDAR QUE EU DESCANSE, PARA DE ME TRATAR COMO SE EU FOSSE UM BONECA DE PORCELANA QUE PODE QUEBRAR A QUALQUER MOMENTO! – Ela começou a bate-lo nos braços e depois jogou sobre ele todos os travesseiros que encontrou a sua frente – Eu sou uma mulher, quero ser tratada como tal, ainda que isso seja errado é assim que quero ser vista por você. EU NÃO TIVE CULPA, NÃO FOI MINHA CULPA, NUNCA QUIS SEDUZI-LO... ele que se aproveitou de mim, me forçou... me violentou.
A última fala saiu em um suspiro, o choro estava mais intenso que nunca. Ela se jogou em seus braços buscando por consolo e carinho e foi o que recebeu.
- Quem fez isso com você? Do que você tem medo, Nastássia?
A jovem engoliu o choro e passou a encarar o homem a sua frente com olhos decididos. Estava na hora de se libertar daquela prisão, de abrir sua alma para a vida além daquele terrível acontecimento.
- Eu venho de uma família muito religiosa e conservadora, tanto que meus pais desde cedo decidiram que eu seria freira. Para dizer a verdade eu sempre fui muito conformada com a idéia e aos treze anos fui mandada par um convento, nas férias eu voltava para casa. Em uma dessas vezes eu fui apresentada a uma família de japoneses que ha pouco haviam se mudado e eram novos na vizinhança, eles tinham um filho, um rapaz pouco mais velho que eu e se chamava Kensou. – A jovem sentiu a coração para um momento ao dizer o nome do jovem, tamanha era sua dor, novamente as lágrimas rolavam pela face delicada.
- Não precisa de continuar se não quiser, acho que sei o que aconteceu.
- Eu quero continuar, preciso continuar, quero encerrar isso de uma vez por todas. Quero me entregar a você sem sentir a mínima culpa.
Agora era o coração do cavaleiro que oscilava nas batidas, te-la entregue em seus braços era o que mais queria, e também queria faze-lo sem culpa, mas sentia que no seu caso seria difícil, era impossível afastar a imagem de Hyoga querendo mata-lo.
- Ele vivia me assediando, mas por vergonha nunca comentei nada com meus pais, ou com os dele, ele sempre me fazia pensar que tudo era minha culpa, que eu era muito bonita e fazia de tudo para seduzi-lo, mas não é verdade, eu tentava afastá-lo. Até que um dia ele se aproveitou da ausência dos meus pais e foi até minha casa...foi horrível, nunca me senti tão humilhada e machucada, fiquei mais de uma semana sentindo dores por todo corpo. Durante o ato ele me mordia, batia fez coisas que me dão nojo e repulsa até hoje. Não sei como estou contando isso tudo para você, deve concordar que eu provoquei essa situação.
- Porque eu pensaria uma coisa dessas? Pelos deuses, Nastássia! Nunca imaginaria que uma mulher se submeteria a tamanho sofrimento propositadamente – Kamus abraçava a jovem que agora não conseguia para de tremer, por anos evitou tocar naquele assunto que a fazia se sentir suja e indesejável.
- Foi o que meus pais pensaram! Nunca acreditaram que eu havia sido violentada, acreditaram na história de Kensou que disse que eu o havia chamado até minha casa para passar aquela tarde comigo. Como eles puderam acreditar nele e não em mim? Eu era uma noviça, tudo que eu mais queria naquela época era a minha formação como freira e viver uma vida de resignação. Mas eles nem me ouviram e, quando souberam que eu havia ficado grávida, me expulsaram de casa sem a menor misericórdia, disseram que nunca mais queriam me ver, que eu não era mais filha deles. Tornei-me a maior vergonha da minha família.
- Então o Hyoga, seu filho é... é, ele é a criança fruto dessa barbaridade? – Kamus estava atônito com a revelação, nunca pensaria que o discípulo pudesse ter uma história tão assustadora.
- Sim. Você acha que uma menina de apenas 15 anos planeja ter um filho? Eu era uma criança sem a mínima condição de criar outra. Depois que fui expulsa, eu voltei ao convento e contei a madre superiora minha história. Ela disse que eu poderia continuar a ser noviça, que Deus entendia meu sofrimento e me guardaria. Quanto ao meu filho, eu o geraria e o daria para adoção quando nascesse. Mas isso eu não consegui fazer, durante minha gravidez ele se tornou cúmplice do meu sofrimento e um companheiro para horas de solidão. Sentia um grande amor por ele apesar de tudo e não mais quis da-lo quando nasceu. As freiras entenderam minha escolha e eu passei a trabalhar no convento para sustentar a mim e ele, que era a melhor coisa que Deus havia me dado para compensar tudo que me havia acontecido.
- É pessoa mais corajosa e adorável que eu já conheci. Sabe quantas mulheres ficariam com um filho advindo de um estupro? É uma situação tão repulsiva que até mesmo permitem o aborto para esses casos. Você nem sequer pensou em tirar a vida dessa criança e ainda superou todo seu sofrimento para criá-lo com amor, Não é a toa que ele a admira tanto, que tem tamanha devoção por você.
- Fala como se o conhecesse...
- Nem preciso de conhece-lo para saber, Miriano me disse isso quando conversamos sobre a vinda dele para cá – "Porcaria! Ela se abrindo por completo para mim e eu mantendo toda essa mentira, ela jamais irá me perdoar, sou pior que o Kensou, ele pelo menos mostrou suas verdadeiras intenções, como posso ser tão baixo?"
- Acha mesmo isso? Acha que sou uma mulher corajosa e admirável?
- Acho muito mais que isso, você é perfeita, doce, delicada, é mesmo uma bonequinha de porcelana, merece ser tratada com todo o cuidado que uma boneca desta estirpe exige. – Ele falava enquanto passava a mão pelos cabelos da jovem de uma forma carinhosa e gentil.
Ela pegou na mão que a acariciava e deu um beijo sedutor nas pontas dos dedos do cavaleiro que sentiu o corpo inteiro se arrepiar com este simples toque.
- Então me mostre como devo ser tratada! Eu havia me prometido que jamais me renderia às vontades de um homem de novo. Mas agora não é apenas sua vontade que me importa, eu o desejo, é a minha vontade estar com você. Me faça sua, Kamus. – ela dizia enquanto se deitava na cama com uma leveza extremamente sensual – Realize meu desejo...por favor!
Ele queria se negar a fazer aquilo, mas já não conseguia conter a paixão que sentia por aquela mulher. Os deuses pareciam estar brincando com ele, a tiraram do fundo do mar para joga-la em sua cama. Rendeu-se a sua vontade, assim como ela estava fazendo.
Kamus se posicionou sobre a garota e com paixão tomou-lhe os lábios róseos. Nastassia correspondia ao beijo com igual paixão, afundando os dedos nos cabelos escuros e tão bem cuidados do cavaleiro.
Dos lábios ele se direcionou ao pescoço seguindo até a parte sensível atrás da orelha arrancando leves gemidos da mulher que parecia um pouco envergonhada com as reações que estava tento. Delicadamente ele começou a despi-la, à medida que o vestido descia pela pele aveludada a boca do cavaleiro ia deixando um rastro de beijos, mordidas e lambidas que a deixavam ainda mais excitada.
Atenção crianças, HENTAI. Quem não gosta ou acha esse tipo de cena forte de mais, pule o que está escrito agora e só volte a ler quando tiver outro aviso em negrito. Não me responsabilizo por quem resolveu ler, fui clara? Então vamos lá.
Os seios foram cobertos pela boca ávida, contornado os mamilos com a língua para depois serem sugados até a exaustão. Enquanto um sofria a torturante carícia que os lábios provocavam, o outro era submetido à mão forte que o apertava fazendo com que a jovem mergulhasse em um prazer profundo.
Ele descia com suas carícias terminado de retirar o vestido, deixando-a completamente nua sob seu corpo. Os olhos refletiam o desejo de te-la e ela se sentia a mais deseja das mulheres ao se ver nos orbes azuis escuros. Lentamente, Kamus afagou-lhe as perna e as afastou uma da outra. Iniciou uma seção de beijos pela extensão das coxas até se aproximar da virilha para depois se deliciar com a parte mais íntima daquele corpo escultural. Lambia, sugava, mordiscava, enquanto a sentia cada pêlo dela se arrepiar com a carícia ousada. Ele só parou quando sentiu que ela era tomada pelo máximo do prazer pela segunda vez.
- Você me encanta, Nastássia, nunca desejei tanto uma mulher como agora, não é só físico, sua presença me faz ficar em estado de graça apenas ao contempla-la. É tão linda e saborosa que faz meu coração parar de bater, tamanha é a minha admiração – Kamus sussurrou em seu ouvido enquanto posicionava o corpo entre as pernas da mulher.
- Então faça com que meu coração também pare de bater, me possua, ma faça sua, faça com que eu sinta toda essa admiração que diz ter – A fala saia ofegante, ela ainda vivia as sensações causadas pelo toque sensual e aveludado da língua de Kamus em seu sexo.
O corpo da jovem não apresentou nenhuma resistência à entrada do cavaleiro. Nastássia sentiu-se completamente preenchida pelo membro rijo e quente, e nunca pensou que se sentira tão bem em ser tomada por um homem. O prazer dela foi ainda maior ao ouvir Kamus chamar se nome ao introduzir-se por inteiro.
Os dois corpos passaram a ser mover harmonicamente, os movimentos ora refletiam uma luxuria incontrolável, ora eram a expressão do mais puro carinho entre os dois amantes. Os gritos e gemidos eram sufocados pelos beijos, na pele iam surgindo as marcas da paixão que sentiam até que ambos se fundiram no ápice do prazer. Foram tomados pelos tremores típicos da felicidade de um casal em seu momento mais íntimo.
Acabou a safadeza, podem ler de novo.
Kamus sentiu o corpo ceder ao cansaço e caiu sobre o colo de Nastássia, que o envolveu com a um abraço terno e carinhoso. Passou a afagar os fios azul-petróleo enquanto esperavam voltar ao seu estado normal.
- Obrigada – Ela disse que com a voz emocionada – Obrigada por me mostrar o quanto é maravilhoso ser mulher e se entregar a um homem verdadeiro, carinhoso, lindo e... – ela sentiu o rosto corar ao pronunciar o último elogio – e absolutamente gostoso.
Ele não conseguiu conter uma gostosa gargalhada com a fala tão inusitada. Mas sentiu-se péssimo com a parte do verdadeiro, tirando o fato de que realmente se sentia muito envolvido por ela, ele não havia sido verdadeiro em absolutamente nada, mas não ficaria pensando nisso agora, apenas queria aproveitar cada segundo que ainda teria com ela.
- Você também é muito gostosa, uma amante fabulosa, tenha certeza disso – Kamus respondeu ao elogio fitando o rosto ainda corado da loira. Estava rendido, sabia disso, estava completamente apaixonado por ela e isso só piorava sua situação.
- Acho melhor comermos - Ele disse após um longo beijo – Veruska pode se sentir ofendida se devolvermos essa bandeja cheia.
- Concordo e eu estou mesmo faminta.
Assim que saciaram a fome os dois voltaram ao prazer da entrega. Durante aquela noite branca encoberta pela neve fria do inverno siberiano, Kamus e Nastássia se entregavam sem reservas a mais ardente paixão.
C.O.N.T.I.N.U.A
Só não sei quando, mas continua.
