Atenção: Peço desculpar aos leitores, por ter me confundido nos capítulos e postaso o seis antes do cinco. Foi péssio. Mas tá aí, o erro corrigido, com carinho, pra vocês.

Saint Seiya pertence à M. Kurumada


Capítulo 5

Enfim, no Japão...

...passou perto de mim sem que eu pudesse entender,

Levou os meus sentidos todos com você...

Mudou a minha vida e mais...


— Algum telefonema pra mim, Tatsumi?

— Não, senhorita. Há algumas correspondências sobre a bancada sul, que estão cheias de poeira. Coisas que não achei importantes pra enviar à senhorita.

— Obrigada. Vá buscá-las. Quando é o jantar com o oficial Mirukawa?

— Na sexta, às vinte horas. — falou uma moça de óculos, sentada perto da janela. — E há uma festa beneficente na segunda, no mesmo horário.

— Espero participar de todos, já que estou aqui. Marque uma hora com o senhor Seiji... Preciso saber como vão as ações voluntárias em Guinza...

Ouviu-se a campainha. Mas a jovem herdeira nem sequer deu-se o trabalho de levantar a cabeça dos papéis que lia ininterruptamente. A outra moça foi até a porta.

— Deixa, Eire. Tatsumi atende. Preciso de você aqui.

O velho mordomo foi prontamente à porta atender.

E qual não foi sua surpresa ao encontrar um par de calmos olhos verdes, sorridente, na porta.

— Olá, Tatsumi! Espero não ter chegado muito cedo. — falou o cavaleiro.

— Ora, Mu! Eu não esperava vê-lo aqui! Quando a senhorita me disse, eu não acreditei. Você está estranho.

— Ah, devem ser as roupas que Kiki me fez usar; disse que as minhas chamariam muito a atenção. — ele vestia uma calça jeans escura e uma camisa branca. Nas mãos, um terno e uma pequena bolsa. — Foi difícil, mas acho que consegui.

— Bem, vou levá-lo até a senhorita Kido.

— Muito obrigado.

Caminhou pelo corredor. Viu um pequeno busto do que seria o senhor Mitsumasa Kido e fez uma pequena reverência. Fora por causa da ousadia e coragem de homens como ele que Atena sobrevivera.

— Por aqui, Mu.

O cavaleiro entrou numa sala onde uma mesa em estilo vitoriano era ocupada por uma atarefada Saori Kido e sua secretária pessoal no oriente.

— Bom dia, Saori!

Ela ergueu a cabeça, esperando uma coisa e viu outra diferente. Abriu a boca surpresa. Fora do Santuário, ele tinha uma outra aparência, como senão pertencesse àquele lugar.

— Fico feliz que não tenha vindo de armadura. — gracejou ao levantar-se para cumprimentá-lo. Viu os brilhantes olhinhos de Eire na direção dele, e não pode impedir que um sorriso lhe viesse aos lábios. — Eire, este é meu amigo Mu. Mu, minha secretária, Eire.

— Encantado. — falou ele, de um jeito charmoso fazendo a moça ficar vermelha como um pimentão. — Como tem passado?

— B-bem. E o senhor?

— Sem formalismos, por favor. Chame-me de Mu, está bem assim.

— Sim, Mu. Com licença vou ver os preparativos para o almoço. — e saiu, deixando-os na saleta.

— Vejo que já arrebanhou uma fã, Mu. Se continuar assim, por perto, vou trabalhar sozinha! — brincou ela. — E Kiki, onde está? Recebi seu comunicado dizendo que ele viria.

— Foi direto para o orfanato, falar com Seiya e os outros garotos. Estava tão afoito que não consegui persuadi-lo a me seguir.

— Entendo. — sentou-se no sofá, fazendo sinal pra que ele fizesse o mesmo. — O que achou de minha humilde casa?

— Você só pode estar de brincadeira, Saori! Isto é uma mansão! Apenas sendo quem é para aceitar uma vida de provação no Santuário!

— Ah, não diga isto... Mas aqui é realmente mais confortável, porque tenho minhas próprias recordações, e me sinto mais próxima até de Deus. Às vezes, eu me canso desta ponte aérea... Queria ficar num lugar só... — Viu que ele a olhava com interesse genuíno. Virou o rosto. — Não me olhe deste jeito!

E ele corou.

— Como assim?

— Como se realmente estivesse interessado no que estou dizendo...

— Talvez seja porque estou interessado. — riu ele, espreguiçando-se. — Humm... Já lhe disse que está muito bem neste tom de azul?

Saori riu.

— Você está fazendo de propósito...

— Talvez... — sorriu de novo. — E então, o que faremos, quero dizer, se você quiser minha companhia.

— É claro que sim, mas... Não gostaria de descansar um pouco?

— Não, não estou cansado. Pra dizer a verdade, estou me sentindo muito bem... — os olhos verdes perscrutaram o dela com interesse. — Quer que eu a deixe trabalhar, não é?

Ela ergueu as mãos numa negativa.

— Não é isso, Mu. Eu realmente...

— Senhorita Saori, ligação da empreiteira. Dizem que é urgente. — falou Eire.

— Bem, descanse de qualquer jeito — estreitou o olhar. — Você disse que viria pra passear, não pra tomar conta de mim, hã?

Ele sorriu, desviando o olhar.

— Certo, certo...

Viu-a atender ao telefone. Havia sim, graça e desenvoltura em seus gestos e ações. Era uma diplomata, resolvendo sua vida aqui e no santuário, administrando algo que para muitos seria difícil e tinha apenas dezoito anos. Mas ele também aos dezoito tivera muitas obrigações...

"Bem, quem disse que a vida seria fácil?"

Vendo a demora dela no telefone, resolveu aceitar a sugestão, sendo guiado por Tatsumi até o quarto que ocuparia enquanto durasse sua...visita. Ainda ria lembrando-se da discussão com Shaka.

Flash

"Tenha o cuidado de estar com ela em todo tempo, Mu. Não beba demais uma bebida chamada saquê, cuidado com o que comerá, não está acostumado com aquele tipo de iguaria, pode vir a fazer mal e..".

O cavaleiro de Áries ria abertamente.

"Se não o conhecesse, diria que está zombando de mim".

"Shaka, ela já é bem crescida, e eu, então, nem se fale... Mesmo assim obrigado pelas dicas".Deu um meio sorriso. "De qualquer maneira, será bom me ausentar daqui por uns tempos..."

"Sim, concordo com você. Até que acho que não correu rápido... acho que no seu lugar já teria voltado ao Tibet há tempos..." sorriu, abrindo os brilhantes olhos azuis. "Espero realmente que faça uma boa viagem, e volte inteiro pra cá..." por um instante, o olhar do rapaz loiro perdeu-se em algum lugar que Mu não podia saber, para depois, voltar a ele. "Cuidado pra não deixar nenhum coração partido por lá."

Mu sorriu.

"Não terei tempo pra isso. Shaka, pare de me amedrontar."

"É, pode ser que eu esteja fazendo isto. Mas você também sabe porque está indo... Não se esqueça disto."

Ele pegou a caixa dourada da armadura, e sorriu, despedindo-se.

"Claro que sei. Então, até logo". E desapareceu.

Fim do flash

Isso já tinha quase uma semana, e ainda batia no fundo da sua mente.

Tatsumi o havia deixado no aposento que seria de seu uso enquanto permanecesse ali. Deu uma olhada pelo quarto. Era bem amplo, pintado de branco fosco. Um bonito lustre pendia quase até a altura do dossel do leito, que, constatou ao sentar-se, era bem fofo e confortável. Tirou os sapatos, terminando de jogar-se na maciez do tecido. Uma porta balcão dava acesso ao terraço, e por ela entrava uma forte luz. Afinal, era quase meio-dia.

Espreguiçou-se. No canto esquerdo do quarto havia um armário, e uma outra porta a seu lado. "Deve ser o banheiro... Aliás, um banho não seria nada mal..."

A custo ergueu-se novamente, desabotoando a camisa. Quando estava quase fechando a porta ouviu uma voz suave na porta do quarto, chamando-o.

— Pois não, Saori. — respondeu, suspirando e indo até a porta. Quando a abriu, deu um sorriso a ela, que ficou um pouco vermelha. "Mas o hoje o dia nem está assim quente..." então percebeu que ela olhava seu peito exposto pela camisa aberta.

"Na verdade, uma bela visão..." pensava a jovem.

— Ah, me d-desculpe... — gaguejou ele, abotoando imediatamente os botões. — Eu estava indo tomar um banho, antes do almoço...

Ela riu, ainda sem graça.

— Está tudo bem, Mu, você não é o primeiro que vejo sem camisa... — piscou um olho pra ele.

Que ficou pensando o que ela quis dizer com aquilo, e milhares de coisas e situações passaram pela sua cabeça na velocidade da luz, enquanto sentia seu rosto esquentar. Realmente, Saori estava diferente. Só demorar um pouco mais para perceber...

— Eu vim justamente para avisá-lo que o almoço será servido à uma hora. — ela começou a caminhar em direção à escada, mas parou ao ser chamada por ele. Voltou-se.

— Por que não pediu ao Tatsumi, ou à Eire pra me chamarem? — perguntou.

— E ter perdido a oportunidade de vê-lo constrangido? De jeito nenhum...

— Você já me viu bem mais que constrangido, senhorita... — respondeu ele, rindo, e fechando a porta. — Quem vê uma pessoa chorando, vê mais do que seu corpo desnudo...Talvez, veja até sua alma, não importa quem você seja, humano ou não... — desta vez, murmurou pra si mesmo.

Mas ele não se atentou se ela podia ou não ter ouvido...

Continua...


N. A: Finalmente...Antes tarde do que nunca, hã?

À vezes eu começo uma fic, aí ela fica a martelar na mente, eu enxergo o início, desenvolvimento e fim, mas...

Pra desenvolver...Dá um trabalho, e a inspiração está em baixa...

Beijos especiais para :

olhai.lirios
Camilinhahh
Isa San
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Até o próximo!