Capitulo 3:
Inizia l'investigazione
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Pandora sempre foi uma mulher muito paciente. Com sangue frio e uma calma quase inabalável, ela lidava como ninguém com os assuntos mais sérios da Santuário. No entanto, naquela noite, com o barulho da cafeteria lotada interferindo no seu raciocínio, não poderia esperar um segundo sequer. Antes mesmo que Shura pudesse sentar-se, Pandora começou a falar:
- Vocês sabem porque nós nos reunimos aqui hoje, não sabem? - Perguntou, fechando o círculo, num tom de voz baixo. Embora tivesse plena confiança que ninguém naquele estabelecimento fosse qualquer tipo de espião (já que, a Cafeteria era mais um dos pontos de reunião da Santuário), não poderia deixar pela própria sorte. Usou do sussurro, a melhor forma de começar.
Máscara da Morte tamborilou os dedos na mesa. Sorriu, e dirigiu os olhos (que até então fitavam Shura) à morena que jogava os cabelos para trás. - Lógico. - Sorriu. - Você nos chamou para contar com detalhes o que nos contou por alto no celular.
Pandora ignorou o tom sarcástico na voz do italiano, e prosseguiu:
- Exato. - Parou e tomou um gole do café recém servido. - Consegui algumas informações de valor com Radamanthys Wyvern , ontem durante a noite...
- Pandora Heinstein e seus métodos nada memoráveis... - Cantarolou, carregado de maldade na voz, Máscara da Morte. Estava acostumada, Pandora, a ter seus métodos julgados erroneamente, e ainda mais, com o sarcasmo maldoso do italiano, mas não pôde deixar de corar ao perceber a reação muda de Shura, que fuzilava Máscara com o olhar.
Mas o assunto não era seus meios, nem a má educação de Máscara, muito menos sua estranha relação com Shura. Algo muito acima de tudo isso, ignorou-os e postou-se novamente a falar:
- Não importa. - Disse, austera. - Demorei até fazê-lo falar mas..
- Um minuto, Pandora, um minuto. - Shura interrompeu, inclinando-se sobre a mesa. - Sou péssimo com nomes, Radamanthys seria...?
- É o jornalista. - Afrodite explicou, apoiando o braço por volta do sofá de canto. - Aquele do qual o Seiya acabou falando demais.
Shura balançou positivamente a cabeça, dando a brecha para Pandora prosseguir:
- Isso. - Pandora concordou, e empurrou o café para o lado. Inclinou-se sobre a mesa também. - Passei horas tentando fazê-lo comentar alguma coisa sobre isso sem levantar suspeita alguma, perguntando inocentemente que matérias ele estava trabalhando no momento, até que ele comentou a respeito de "uma organização criminosa que atua em Athenas".
Afrodite suspirou, quase que inconformado e Pandora compreendeu o porque. Ver a Máfia daquela maneira era insultante. A Santuário não era uma mera organização criminosa. Era um negócio de família.
- Perguntei o que era, e, ele acabou falando que não sabia muita coisa.
- E você acreditou? - Máscara perguntou, bufando. - É óbvio que ele não entregaria a uma estranha algo assim, tão rápido.
- Mesmo que você não tenha me deixado terminar, acredite, ele não estava em posição de mentir qualquer coisa pra mim. - Disse, e tanto Afrodite quanto Shura contiveram o riso. - Mas, se me permitem continuar...
- Vai em frente. - Afrodite falou. Máscara cruzou os braços e franziu as sobrancelhas.
- Não era só isso, óbvio. Mas se eu tivesse pressa colocaria tudo a perder, e eu teria que dar cabo na nossa única pista. Aos poucos, fui fazendo-o falar mais e mais.
- Certo. E temos motivos para nos preocupar muito, Pan? - Afrodite perguntou, ligeiramente nervoso.
Pandora concordou com a cabeça, com uma expressão nada feliz no rosto. Afrodite suspirou mais uma vez.
- Ele acabou contando, por cima, sobre o que o Seiya falou. Não foi muito, o garoto só contou que sabia da existência de uma máfia ativa em Atenas. Mais de uma, não só a nossa.
- A Asgard e a Solo's. - Shura pensou alto. - Isso é ruim.
- Sim. - Pandora concordou. - Ele não sabia o nome de nenhuma delas, mas sabe da existência.
- Foi o Seiya que contou isso a ele, presumo. - Afrodite falou, franzindo a testa.
Pandora deu um sorriso descontente. O sueco tinha chegado ao ponto que ela queria que a conversa chegasse. - Aí que está. Não foi.
A reação dos três já era de se esperar. Máscara arregalou os olhos, e a expressão no rosto de Afrodite e Shura denotavam que, mais que curiosidade, o que sentiam era preocupação. Pandora sabia porque sentira-se daquele jeito na noite anterior, assim que ouvira aquelas palavras da boca do próprio Radamanthys.
- Explica agora, merda. - Máscara mandou, impaciente. - Odeio esse suspense idiota que você faz!
Ignorou. Tinha paciência de sobra. - O Seiya só lhe contou que sabia da existência de uma organização, não de várias. Não especificou, não falou mais que isso.
- Segundo o moleque, mandaram ele fazer isso. - Máscara comentou. - Ligaram para ele e falaram se ele falasse alguma coisa, ele receberia ajuda para encontrar a irmã desaparecida.
- Sim, e, eu não contei a vocês antes, mas descobri isso com o Radamanthys, antes do Afrodite me contar no carro sobre o interrogatório. - A reação foi a mesma que a anterior, só que pior. Num misto de curiosidade e preocupação, entrava também o desespero. A situação interligava-se cada vez mais, e, até ali, sem nenhuma solução ainda.
- Mas como isso?! - Afrodite indagou. - Como ficou sabendo pelo Radamanthys?
- Segundo ele, o lance do Seiya lhe contar foi armação entre o diretor do jornal que ele trabalha e a pessoa que telefonou ao Seiya. Eles não sabem quem é, porque a tal pessoa não se identificou, nem lhe deram informação nenhuma. Mas no anonimato lhe persuadiram a procurar Seiya, garantindo fonte para um assunto que daria muita repercussão na mídia.
- Porque a pessoa sabia que o Seiya seria a pessoa que abriria a boca com mais facilidade... - Shura concluiu, com a testa franzida, como se fizesse anotações mentais.
- Porque... - Pandora adicionou, sabendo que o espanhol chegaria na conclusão.
- Porque o anônimo assim poderia empurrar os jornalistas para as informações, e não ter nenhuma ligação com isso. - Finalizou, e Pandora lançou-lhe um sorriso.
- Em suma, não teria seu nome metido no meio e nos ferraria mesmo assim. - Máscara falou, e deu um murro na mesa. - Merda.
- Isso. - Pandora concordou, ajeitando-se na cadeira. - O que nos leva a entender que...
- A tal pessoa é da Santuário. - Afrodite deduziu, e, embora Pandora quisesse que sua dedução estivesse errada, sabia. Era, de fato, alguém da Santuário.
E poderia ser qualquer um.
- E que diabos nós vamos fazer agora? - Máscara perguntou, pela primeira vez sem nenhum mau-humor, sarcasmo ou ironia. Era medo, o que Máscara da Morte sentia.
Pandora nada disse. Não tinha resposta para dar a Máscara, muito menos a si mesma. A situação, perigosa, não tinha solução até aquele momento. E, mais que tudo, aquilo assustava. A Santuário estava em risco, e o culpado poderia ser qualquer um.
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Camus, exausto, jogou-se na cama do hotel assim que jogou todos seus pertences num canto qualquer.
Não havia descansado nada desde o fatídico roubo até ali, e tudo que mais queria era dormir. Fechar os olhos e esquecer de todos os problemas que carregava consigo até o dia seguinte, bem tarde. Não ligava a mínima, ao menos ali, que se encontravam no país mais odiável que já tivera a infelicidade de conhecer. Queria, precisava, ansiava por uma noite de sono.
Sequer se preocupava em tomar um banho. Na manhã seguinte ele tomaria, não importava. Estava exausto, e assim que suas costas entraram em contato com o colchão macio, não tinha força alguma para levantar. A perspectiva da longa caminhada até o banheiro, e todo o ritual de tirar as roupas e banhar-se parecia, naquele momento, impossível. Estender o braço até alcançar o travesseiro e trazê-lo até debaixo de sua nuca era o máximo que iria fazer.
E assim, Camus colou as pálpebras. Deixou escapar um sorriso singelo, pela felicidade boba de poder finalmente dormir, e apoiou as duas mãos atrás da cabeça. Não considerou a possibilidade de levantar e apagar a luz, embora a luz o incomodasse um pouco, já que iria estar completamente apagado em alguns instantes. Podia até sentir a onda devastadora de sonhos que estava para vir, e aquele lento apagar da realidade já vinha mais rápido que o de costume. Quase dormindo, quase dormindo, quase dormindo...
Até que, por uma infelicidade do destino, ou pura Lei de Murphy, alguém bateu a porta. Camus iria ignorar a batida até, se o tal alguém não tivesse insistido por uns dois, três minutos, até finalmente cansar e abrir logo a porta, já que Camus não havia trancado ou ao menos colocado o aviso em letras garrafais de: "Não pertube!". E lá se foi as horinhas de sono serem adiantadas, por sabe-se lá quanto tempo. O perturbador de descanso era Aiolia Léandros¹, um de seus companheiros de Máfia, roubo e viagem, e aquele que era considerado o melhor ladrão dentre todo seu pequeno grupo.
Mas, Camus não dava a mínima, ao menos ali. Não levantou porque o colega pediu educadamente, mas sim porque aquela noite, ah, Aiolia viraria picadinho.
- CAMUS! Tá maluco, homem? - Aiolia disse, esfregando o pescoço, após uma tentativa sonolenta de Camus lhe estrangular. - Eu vim aqui porque nós três precisamos conversar, caramba!
- Aiolia... - Camus rosnou, entre dentes. - São uma e meia da manhã... nós acabamos de vir de duas horas de vôo, e antes dessas duas horas nós passamos DOIS DIAS SEM DORMIR! Então, PELO AMOR DE DEUS, da próxima vez decida uma reunião depois de no mínimo... OITO HORAS DE SONO!
O grego, perante ao chilique noturno de Camus, nada fez a não ser rir. De fato, até o próprio Camus riria de si mesmo se não estivesse tão absurdamente sonolento e raivoso, porque não era para menos. Um ruivo com os cabelos despenteados, descalço, com a roupa completamente amarrotada, com os punhos fechados e tremendo de raiva, resmungando para o chão em francês, no meio do corredor, era no mínimo, incomum. Seria gentileza dizer que parecia um louco.
- Tá, desculpa. - Aiolia abanou a mão no ar. - Não importa, agora você acordou. Veste os sapatos e dá um jeito no cabelo que eu e o babaca estaremos lá na suíte 202. E se voltar a dormir eu venho aqui com o exército londrino, tá, porque precisamos discutir uma coisa antes de começar amanha de manhã.
Antes que pudesse esboçar qualquer tipo de reação, Aiolia já voltava ao provável percurso anterior, cantarolando alguma música que Camus não conhecia, ou ao menos não lembrava.
Embora a idéia de estrangular Aiolia no corredor parecesse bastante tentadora, não viu outra melhor maneira de sair daquilo do que se arrastar novamente para dentro do quarto e lavar o rosto. A reunião não demoraria tanto assim, e logo logo poderia voltar a esticar o corpo sobre a colcha fofa e branquinha sobre a cama.
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As coisas não andavam bem para Saga Gemini. E o próprio percebeu isso, assim que tornou em um único gole o copo de whisky.
Odiava a situação que sua amada Máfia se encontrava, mas, mais que isso, odiava duvidar da própria capacidade. O mesmo pensamento de que ele não era preparado para controlar tudo aquilo martelava e martelava sem parar na sua cabeça, e nem a garrafa de whisky escocês pela metade conseguia fazer parar. A Máfia sofria pelo constante medo de ser descoberta pela mídia, por culpa de seu comando falho.
Nunca havia acontecido tal coisa, e a Máfia do Santuário existia há anos, décadas.
Angustiado, e já um pouco alto pela bebida, deitou a cabeça no encosto da cadeira e deixou a história da sua família refrescar em sua memória:
Muito antes de Saga sequer pensar em nascer, a Família Gemini, imigrada da Itália para a Grécia no início da década quarenta, já iniciava na época um modesto negócio de venda de armas. Negócio pequeno, sim, mas ainda sim de importância absoluta no dito submundo criminoso. Ilegalmente, vendiam armas às até então máfias dominantes no território grego. Conquistaram, aos poucos, o domínio do negócio, tornando-se os homens de preferência dos chefões daquele período.
No entanto, o patriarca Gemini não se considerava satisfeito com o total controle nas vendas do mercado negro. Sedento de poder, defeito ou qualidade presentes no sangue Gemini, ele queria mais. Com o passar dos anos, além da venda de armas, a família já havia conquistado o ramo dos jogos ilegais, mais importante, o das drogas, o mais lucrativo de todos.
E, aos poucos, havia se consolidado como a Máfia mais influente de toda Grécia. E, deixando de ser a simplória Família Gemini, se tornou Santuário. Como viria, mais tarde, a chamar-se: Máfia do Santuário.
Após um período de ouro que se estendeu da década de cinquenta a sessenta, as constantes brigas entre antigo trio de comandantes acabou trazendo ao grupo uma divisão definitiva. Não havendo jeito de continuarem no mesmo ramo, a Máfia se fragmentou em três:
Um, com o negócio inicial de venda de armas. Outro, com o de jogos ilegais. E o último, o que mais carregava o sangue Gemini, com o ramo das drogas, tão em alta naquela década. O único que manteve o nome original e o único que era, de fato, o verdadeiro chefe. E sendo o primeiro das três gerações que estavam para segui-lo, passou o comando para seu filho pouco antes de morrer, esperando que este fizesse o mesmo com seu primogênito.
No entanto, não esperava ele que seu sucessor tivesse os problemas que teve. O filho mais velho acabou tendo dois filhos, gêmeos idênticos, que viriam a ser batizados de Kanon e Saga Gemini, e ambos ansiavam pelo total controle da Santuário desde a adolescência. Tendo que escolher um dos dois como seu sucessor, o patriarca escolheu Saga, esperando que Kanon pudesse compreender, o que não aconteceu. Revoltado por ter sido, implicitamente, julgado como o filho não merecedor do comando da Máfia, e com um crescente ódio e inveja para com o irmão, Kanon fugiu. Foi acolhido por Julian Solo, seu amigo que viria se tornar seu amante pouco depois. Que, por ironia do destino, era o filho esperando para ter controle da Máfia Solo, uma das fragmentações da antiga Santuário.
E enquanto Kanon se tornava aos poucos o braço direito de Julian, Saga era considerado o grande chefe da Grécia. Controlava não só seu próprio negócio, mas como também todo o poder judicial e político grego. Tinha em seu comando vários homens e mulheres que trabalhavam para o bem maior da Máfia, o que o fazia quase invencível.
Quase.
Saga abriu os olhos, e voltou-se a sentar ereto na cadeira.
Não só o sentimento da total falta de controle, pela primeira vez, Saga sentia-se inseguro. Impotente pela informação recém dada por Afrodite e Máscara da Morte de que havia um traidor entre o grupo.
E se não bastasse, ainda havia que aturar o irmão, depois de anos sem o ver, por conta daquele estúpido pacto entre as três facções.
As coisas não andavam bem para Saga Gemini. E, sabendo disso, virou mais um copo de whisky.
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Aldebaran mal havia estacionado o carro na garagem do prédio onde morava, quando Saga Gemini lhe ligou, pedindo-o para voltar.
Foi obrigado a dar um murro no volante, porque, tinha paciência de ouro, mas também não era santo. Saga havia deixado ele tirar uns quatro dias para visitar sua família no Brasil, e ele estava indo arrumar alguma mala no apartamento naquele mesmo instante. Além de chefe Saga era seu amigo, amigos cumprem promessas.
Jogou o tronco contra o estofado do banco de motorista, e massageou a testa com uma das mãos. Não via a hora de viajar, embora tivesse bastantes bons motivos de passar com gosto os quatro dias na Grécia. Porém sentia falta de casa, e faziam meses que não ia visitar os pais no seu país de nascença. Desde que entrara oficialmente no submundo grego, Aldebaran dificilmente conseguia tempo. Queria, sim, trazer os seus pais para a Grécia, mas nunca que eles aceitariam. A vida deles era lá, no Brasil. Como a de Aldebaran já fora um dia.
Ajustou o retrovisor, de modo que pudesse olhar a si mesmo no espelho para ajeitar os cabelos. E o reflexo mostrava uma beleza pra lá de diferente da grega. Aldebaran era um homem de corpo bonito, alto, forte. O rosto, emoldurado por cabelos lisos e negros que chegavam até os ombros, possuía um queixo quadrado másculo, olhos absurdamente negros e nariz ligeiramente adunco. Tinha uma expressão forte, e que ninguém esquecia fácil.
Passou os dedos entre os cabelos, numa tentativa de arrumar o estrago que o vento da janela aberta havia feito, e logo em seguida de re-arrumar o retrovisor, ligou a chave do carro, ouvindo costumeiro ronco do motor. Tentou não pensar no que Gemini poderia querer, já que Aldebaran não tinha um trabalho especifico na Máfia. Era uma espécie de braço direito de Saga, fazia de tudo um pouco, não tinha um trabalho específico assim como Mu, que lidava como ninguém com a politicagem entre a Máfia e a policia.
E, como se tivesse adivinhado...
- Alô. - Disse, com a voz rouca, na chamada do celular recém atendido. Riu ao ouvir o que a pessoa no outro lado da linha falou e continuou: - Certo. Aonde te encontro?
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Milo simplesmente se estranhou.
Não era comum ter aceitado sem ameaçar de morte o pedido de Aiolia de se reunirem na sua suíte, muito menos ter aceitado sem ameaçar de morte o pedido disfarçado de mandar pra bem longe uma noite de sono bem merecida. Suas costas doíam, imploravam por serem encostadas em alguma superfície macia, e precisava desesperadamente de um banho, daqueles bem demorados e que o fizessem cochilar na banheira. Mas não, pelo o contrário. Milo acabou concordando, e sendo até educado demais. Talvez os ares de sua amada Londres lhe deixassem menos mau humorado com os outros, ou coisa parecida.
Buscou uma das mini garrafinhas de bebida alcoólica sobre a cômoda, e serviu-se de um gole. Deu uma olhadela ligeira ao quadro roubado, enrolado e jogado sobre uma poltrona no outro lado da suíte, e jogou a cabeleira loira para trás, apoiando os pés na mesa logo a frente do sofazinho que se sentava. Não era justo que a suíte de Aiolia fosse tão grande comparada a dele...
Será que os aposentos de Camus também eram maiores, ou sua cama mais confortável?
Milo riu ao imaginar o quanto gostaria de testa-la, mas logo espantou os pensamentos da cabeça. Não era hora, nem tempo de pensar em nada com tamanho duplo sentido. O babaca queria conversar em ele e com Camus, então, era hora de reunião!
- Tira os pés da mesa, idiota. - Aiolia resmungou, batendo porta. Milo franziu o cenho.
- Mas o quarto nem é seu de verdade, babaca.
Aiolia o repreendeu com o olhar, e Milo só deu uma risada zombeteira. Não faria diferença, e, obedecer o babaca... há, jamais!
- O que vocês querem falar? - Perguntou Camus, o segundo a resmungar batendo a porta. Milo conteve a vontade de rir da expressão sonolenta do francês contrastando com a visível falta de bom humor do mesmo. - Você, tira os pés de cima da mesa.
O loiro virou os olhos, mas assim o fez. Aiolia sussurrou algo que lembrava demais como "pau mandado". Se Milo iria relcamar ou retribuir com outro xingamento, nem ele mesmo soube. Camus tratou logo de metralhar:
- Aiolia, o que quer conosco?
¹: Nome grego para "homem-leão". Isso é auto-explicativo né? XD
N/A: E Enfermeira VOLTA A ATIVA:D Depois de milenios postando pingados ou não postando nada... tcha-naaaan! E, desculpem o capitulo curto (psicose com numero de paginas) mas como eu utilizei quatro personagens que normalmente tem cenas solo e tchuns, na mesma cena, ficou menorzinho. Espero que nao tenha ficado confuso, ou chato. Aos fãs de camus/milo, a relação começa a esquentar em breve, mas nao sei quando. XD
Que seja, reviewzem, e me façam feliz! Se nao tiver boa saida o capitulo eu sentimentalizo e cometo suicidio virtual u.u
XD
E, um brigadão a Lamari por ter lido antes e tchuns! valeeeeeeeeeeeu ;º
Reviews e reviews :D
