Capítulo 5

Edward pov

Em 15 de fevereiro de 1917 eu me casei com a mulher que mais amei em toda a minha existência Isabella Marie

Swan, a minha Bella. Nós não passamos nem um ano juntos depois do casamento, devido ao surto de gripe

espanhola pedi que ela fosse passar um tempo com sua tia. Ela foi, e me mandava cartas quase todas as

semanas, até que eu fiquei doente. Meu pai já havia morrido, e minha mãe também

Senti que estava nas últimas, não tinha forças para nada, mas mesmo assim não deixei de ter esperanças de me

recuperar e me re-encontrar com Bella, começar uma família, ter muitos filhos, e só morrer quando estivesse ao

lado dela bem velho depois de ter vivido uma vida longa e feliz... Mas não aconteceu.

Eu estava muito fraco e quase não conseguia abrir os olhos, consegui escutar a conversa entre duas enfermeiras,

elas diziam algo como "esse ai não passa dessa noite", e acabei perdendo a consciência Depois de um tempo senti

alguem me carregar até um lugar silencioso e frio, ele disse:

- Prometi a sua mãe que você sobreviveria. Ela morreu.- disse hesitante - Não sei se isso é certo, mais eu

prometi. Me desculpe por isso. - disse por fim, e depois eu senti a mordida em meu pescoço, e logo em seguida a

queimação.

Dias depois quando acordei escutei alguem dizendo "será que ainda vai demorar", soava tão alto que parecia estar

em minha mente. Olhei em volta, não tinha minguem, mas a voz continuava falando, dizendo coisas mais para si

do que para os outros a pesar de falar em voz alta.

Esperei um pouco, e sai do local em que eu estava, era tudo tão diferente, o cheiro, as coisas, tudo tão melhor

que chegava a ser assustador. Andei mais um pouco e vi um homem loiro sentado em uma poltrona, assim que

ele me viu sua expressão ficou alerta, e uma voz disse, "ele já acordou, o que será que eu devo dizer primeiro",

e então eu arrisquei.

- O que você disse. - falei tudo tão rápido, e com uma voz diferente. Estava tudo muito estranho.

- Calma, eu sei que é tudo muito estranho, eu vou tentar te explicar tudo, mas vamos primeiro as apresentações.

Meu nome é Carlisle Cullen, eu sou o médico que estava cuidando do seu caso. E você é o Edward, certo.

Fiquei parado dentando raciocinar, e escutei de novo "é melhor eu ir com calma, vampiros recém nascido são

muito temperamentais".

- Vampiros recém nascidos.. que brincadeira é essa - disse me sentindo levemente irritado, e como ele disse isso

tão rápido que nem abriu a boca.

- O quê? - perguntou ele.

- Vampiros, foi o que você disse. - ele pensou por um momento.

- Eu ainda não disse nada, mas o que você escutou Edward - disse o loiro.

Eu contei o que tinha ouvido, e então ele fez cara de quem tinha entendido.

- O que você ouviu foram os meus pensamentos.

- O que, você tá brincando comigo não é.. - fiquei esperando uma resposta.

"Não Edward, esse é o seu dom. Ouvir pensamentos". Fiquei parado filtrando tudo o que havia escutado até ali.

Depois Carlisle me contou tudo, sobre o pedido de minha mãe, e tudo mais o que ele sabia sobre a minha vida

humana, pois eu não tinha lembranças. Me contou também sobre o que eu era agora, tudo o que eu deveria saber

sobre a "vida" dos vampiros, suas leis e tudo mais.

Quando ele terminou eu estava desorientado, não sabia o que fazer, era tudo tão impossível. A sede me

incomodava, escutar pensamentos me incomodava, e principalmente não me lembrar de nada me incomodava.

Sai de controle, não queria mas escutar nada, só saciar o monstro que eu era, recusei a proposta de Carlisle de

morar com ele e fui em busca de algo para me confortar.

Tentei lembrar de algo, mais a única coisa que consegui foi chegar a uma casa que me parecia familiar. Fiquei

parado em frente a ela, mas estava vazia. Hesitei um pouco, e resolvi entrar. Ela era grande e acolhedora, estava

abandonada a algum tampo, pois os móveis que estavam cobertos por panos estavam empoeirados. Era tudo

muito familiar, mas não tinha nada que me ajuda-se a lembrar.

O que me chamou muito a atenção foi o aroma tentador que vinha de um dos quartos, apesar de bem fraco, era

delicioso. O quarto era bem decorado, com uma cama de casal grande, armários, na penteadeira tinha uma foto,

uma mulher linda, de olhar inocente, junto de um casal mais velho que deveria ser os pais dela.

Peguei a foto na mão, senti um sentimento de posse perante a mulher. Queria encontrar-la, apesar de não saber

quem era. Então tirei a foto do porta-retratos e guardei a no meu bolso. Fiquei uns dias na casa abandonada e

depois fui embora.

Passei quase quatro anos, matando pessoas para acalmar o monstro. Mas para me sentir melhor só matava quem

eu achava que merecia.

Ainda não havia me lembrado de nada. Todo dia antes de ir caçar eu olhava para a mulher da foto. Cada vez que

a olhava, me sentia mal por todos que já havia matado, tinha até vontade de parar. Mas que garantias eu ia ter de

aquilo me fazer melhor. Eu a queria tanto para mim. E se ela já tivesse alguem para amá-la o que eu iria fazer. E

além do mais não sabia nada sobre mim.

Durante mais uma de minhas caçadas, estava sondando a minha vítima, era um assassino. Estava prestes a atacar

quando um vulto veio a minha mente.

Era um casamento. Era da mulher da foto, os pais dela estavam lá, os pais do noivo,e o noivo... era eu. Eu era o

noivo, da bela dama..Bella, o nome dela. Aos poucos fui me recordando, mas mesmo assim era meio ruim de se

"ver", era como uma imagem meio borrada. Memórias humanas eram tão fracas, mais pelo menos já sabia um

pouco mais sobre mim.

Queria encontrá-la, pois se era minha esposa merecia satisfações. Além do mais não sabia como estava passando.

Resolvi ir atrás de Carlisle, precisava de ajuda para me controlar perante os humanos, e assim re-encontrar a

minha Bella. Seria capaz de tudo para te-la pela eternidade comigo. Eu era muito egoísta. Pensava até em

transforma-la.

Não foi difícil achar Carlisle. Ele ainda trabalhava no mesmo hospital. Quando cheguei ele me tratou muito bem

como a um filho, me senti feliz por isso. Lhe expliquei tudo, sobre as minhas lembranças, e o fato de querer

encontrar Bella.

Primeiro teria de conseguir me controlar perto dos humanos. A minha força de vontade era grande.

E então mais ou menos em dois anos depois sainos em busca de Bella na Suécia.

Pedimos informações, mais as pessoas não sabiam muito a respeito. A única coisa que diziam era a respeito da

casa estar abandonada. Tiveram pessoas que até disseram que todos ali haviam morrido, devido a um grande

incêndio a um tempo atrás.

Fiquei aflito. Queria achar logo a casa e tirar as minhas conclusões. Ela era afastada da cidade, muito grande por

fora, mas estava toda destruível queimada. Não tinha nada que pudesse provar que ela estava viva ou morta.

Carlisle me reconfortou dizendo que iriamos procura-la até achar.

E assim fizemos por dois anos. Até que em 1926 já não tinha mais esperanças, estávamos de passagem em Ohio,

Carlisle tinha muitos contatos, e foi questão de tempo até chegar uma informação de que uma moça de

aproximadamente 25 anos havia sido encontrada morta.

Fomos reconhecer o corpo. Realmente ela era muito parecida com a minha Bella. Fiquei muito confuso a

princípio acreditando de que não se tratava dela. Mas já desesperançoso aceitei. Pensei até em procurar os

Volturi, mas Carlisle me impediu. Ele disse que iria me apoiar, que me daria tempo se eu precisa-se, mas que não

fizesse isso, pois já me tinha como filho. Pensei no caso e acabei aceitando.

A dor da perda nunca passou, tampouco o amor. Carlisle disse que eu iria achar outra companheira, e amá-la

tanto quanto Bella. Apesar de sempre acreditar nas palavras dele, aquilo era impossível para mim, amar outra

pessoa que não fosse a Bella era impossível.

Apesar de todos esse anos, das lembranças fracas, e da única foto que guardei em todos esses anos, era difícil

não sofrer. Lembrava a cada dia. Já fazem 82 anos desde a morte de Bella, e ainda assim me lembro do pouco

que restou dela nas minhas memória humanas.

Me levantei, já era hora de voltar para casa, estava fora desde de que voltei do colégio. Não queria preocupar

Esme. Me sentia mal por ela se sentir mal por mim. Ela era como minha mãe.

Pensando nisso sai da clareira rumo a minha casa.

Estava a alguns metros de casa e já ouvia burburinho nos pensamentos. E para minha "surpresa" eram sobre

mim de novo. Já ia girar a maçaneta quando Alice me alertou "se prepare que vem abobrinha do Emmett.E olha

que hoje ele se superou". Já tinha me arrependido de ter saído da clareira. Mas quem está na chuva é pra se

molhar fui enfrentar o absurdo. Só ouvi algo como o Carlisle fazer plástica, e não sei o que lá.