Capítulo 11

Bella pov

Fiquei pensando. Como seria esse Edward Cullen irmão da Alice, era estranho alimentar esperanças mesmo

sabendo que o meu Edward já tinha morrido. Fiquei ansiosa para conhece-lo, mas acho que hoje já não seria

possível, porque logo seria hora de ir embora. Talvez amanhã.

Esperei o corredor se esvaziar um pouco para ir em direção a porta, estava virando um corredor quando houvi a

voz do professor me chamando.

- Srta. Masen aonde vai.

- Eu acho que me perdi, mais ia para aula de biologia. - menti.

- Sorte a sua eu ter te achado então. Sou o professor Banner de biologia. - ele até tentou me estender a mão, mais

carregava tantas coisa que não deu.

- O sr. quer ajuda - disse e já fui pegando alguns livros da mão dele.

- Obrigado.

No caminho resolvi que ficaria um pouco na aula, e quando o professor fosse tirar o sangue, ia fingir estar

passando mal. Quando entramos na sala todos já estavam lá. Ele me apontou aonde eu deveria colocar os livros, e

disse.

- Você pode se sentar na mesma bancada com o sr. Edward. - ele disse e olhou para mesa vazia.

- Aonde está o Cullen? - ninguém disse nada.

- Acho que deve ter ido embora, desde o intervalo ele não está mais na escola. - disse a chata da Lauren.

- Ok. Pode se sentar lá srta. Masen

O sr. Banner começou a falar na importância de doar sangue, e não sei o que lá. A essa altura já não prestava

mais atenção. Senti uma necessidade enorme de ir ver o meu filho.

Estava tão distraída que nem percebi que já iam começar com a parte pratica. No momento que ouvi a agulha

perfurando o dedo da menina na minha frente, já fiz a minha melhor cara de doente. Quando o professor chegou até mim disse que não estava bem e pedi dispensa, ele concedeu e eu sai.

Estava perto da porta, queria sair dali logo. Senti um alívio imenso quando pus os pés para fora do prédio. Não

chovia, só batia um vento frio, reconfortante. Fiquei em dúvida se esperava no carro, ou se já ia esperar Edward

sair da escola.

Resolvi pegar o carro e ficar esperando ele perto da porta. Estava caminhando lentamente para o estacionamento,

e avistei o meu audi-tt-coupé preto era meio chamativo para Forks, mais pelo menos não era o único assim, a uns dois carros de distância tinha um volvo prata. E tinha alguem dentro, provavelmente cabulando, deveria ser Edward Cullen, pensei em ir lá, mais algo me impediu, apesar do reflexo do vidro pude ver o contorno do rosto. Ele estava de olhos fechados. Era tão parecido com o meu... Não deveria estar ficando louca, se é que vampiros ficam loucos. Teve um tempo que para todo o lado que eu olhava eu o via, pensei que ia ficar louca.

Era difícil conviver com as lembranças de Edward. Sempre tentei achar algo dele em outras pessoas. Achei melhor sair de lá antes que fizesse alguma loucura. Entrei no carro e fui fazendo o caminho até a saída do estacionamento.

Estava quase na hora da saída. Já tinha me trocado, e Edward já tinha me visto da janela da sala de aula. Estava

na hora de ser a mãe. Logo que cheguei na frente da escola fiquei esperando. Não era a única mã melhor sair do carro e ficar perto do portão.

Esperei mais uns minutos e o sinal tocou. Saíram várias crianças de lá correndo ao encontro de quem os esperava.

O que me dava um aperto no coração era quando um casal vinha buscar o seu filho. Ficava pensando que jamais

poderia fazer isso pelo Edward. Já me lamentava muito pelo pai não ter conhecido o filho. Várias vezes ficava

imaginando que Edward ficava esperando junto de mim ou no carro enquanto eu vinha buscar o nosso filho na

porta da escola. Hoje foi diferente, acho que de tanto pensar no Edward, eu conseguia até sentir a sua presença

atrás de mim. Pensei em me virar para ter certeza, mas nessa hora meu pequeno Edwad saiu correndo, e veio até

mim, ele pegou na minha mão e me puxou para um longo abraço. e disse no meu ouvido.

- Obrigado mamãe.

Fique tão emocionada que esqueci de todos os pesares que carregava. Peguei a mão dele e fomos até o carro.

Edward saiu super feliz da aula, ele me falou sobre tudo, nos mínimos detalhes. Apesar de me esforçar, não

conseguia prestar atenção nele. Tudo entrava de um lado e saia do outro. Sorte que ele estava tão feliz que não

percebeu.

Falei para ele que antes de ir para casa nós iriamos até o hospital falar com Carlisle e conseguir os atestados. Não

falei mais nada durante o percurso todo. Estava pensando em como nós nos apresentaríamos, não no meu caso, já

que eu teria que ser a Bella de 17 anos. Acho que seria bom Edward também aparentar essa idade, ou menos.

Tinha um certo receio de que Carlisle sendo médico e vampiro descobrisse algo.

Foi fácil achar o hospital. Estacionei o meu carro em uma das vagas de um supermercado, próximo ao hospital,

pois depois dos atestados nós teríamos que comprar algumas coisas e mantimentos para manter as aparências

O hospital parecia calmo, fomos até a recepção e perguntei do dr. Cullen.

- O dr. Cullen está?

- A srta. tem uma consulta marcada.

- Bom, não exatamente. Eu vim indicada pela filha dele Alice. - a recepcionista pareceu entender.

- Ahh. Você é Isabella, certo?- acento - O dr. Cullen a estava esperando. Falou que poderia entrar na sala dele

assim que chegasse. Pode esperar lá dentro. Mas pode ser que demore um pouco, ele acabou de entrar em uma

cirurgia de emergência.

- Tudo bem, então eu acho que nós vamos até o mercado aqui do lado e daqui a pouco eu volto.- ela assentiu e

voltou a falar.

- Tá bom. E quando voltarem podem ir direto para sala do dr., ele disse para esperem lá, é mais calmo.

Saímos de lá e fomos até o supermercado. Edward sempre gostou de fazer compras, principalmente em

supermercados, ele pegava de tudo, até comida, e ia colocando no carrinho. O problema era que ele gostava de

ver a marca dos produtos, e demorava muito para escolher um. Pelo menos um de nós se divertia com isso.

Pegamos tudo que achamos necessário, pagamos, colocamos no porta malas e fomos até o hospital. Demoramos

quase meia hora.

Como a recepcionista havia falado, logo que entramos fomos direto para a sala do dr. Cullen. Fui me aproximando da porta e vi que estava entre aberta, ele deveria estar lá dentro. Apesar de silencioso tinha alguem lá, pensei em bater, mas quando fui fazer isso alguem puxou a porta... era.. não podia ser.