oi flores... o ultimo capitulo... amei todas as reviews... obrigada a todas que acompanharam essa fic que amo de paixão...


Os helicópteros estão a caminho. Um deles traz a polícia. O outro o levará para o continente. — Não quero ir para o hospital. Rose foi até a cama. Levantou o pulso de Emmet para verificá-lo, mais uma vez.

— Você não está em condições de discutir com sua médica.

— O que podem fazer ali que você já não fez?

— Muito mais do que meu curativo de emergência. — Ela examinou as ataduras, satisfeita ao constatar que não havia sinais de uma nova hemorragia. — Terá algumas enfermeiras bonitas e drogas de luxo. Dentro de poucos dias, estará em pé e pronto para voltar para casa.

Emmet pensou um pouco.

— As enfermeiras são mesmo bonitas?

— Tenho certeza que sim...

A voz dela tremeu. Embora ela se apressasse em virar o rosto, Emmet percebeu o brilho das lágrimas.

— Ei, era só brincadeira! — Ele procurou a mão de Rose. — Não vou nem olhar para elas.

— Desculpe. Pensei que tinha o controle. — Ela se virou e ficou de joelhos no lado da cama, encostando a cabeça na beira. — Fiquei apavorada. Você sangrava demais. E sua pulsação parecia escapulir entre minhas mãos.

— Mas você não deixou escapulir. — Ele afagou os cabelos de Rose. — Trouxe-me de volta. Ficou comigo. E olhe para você.

Emmet fez pressão até que ela levantou o rosto.

— Não dormiu nem um pouco.

— Dormirei mais tarde. — Ela comprimiu os lábios contra a mão de Emmet, várias vezes. — Dormirei por vários dias.

— Pode usar sua influência para partilhar meu quarto no hospital.

— É possível.

— E quando eu voltasse para cá, partilharia meu quarto durante a convalescença.

— Acho que posso dar um jeito.

— E depois que eu me recuperar, poderia partilhar o resto da minha vida.

Rose removeu uma lágrima.

— Se isso é um pedido de casamento, deveria fazê-lo de joelhos.

— Você é uma mulher agressiva.

— Tem razão. — Ela virou o rosto na mão de Emmet. — E como me sinto responsável pelo menos em parte por você ter o resto de sua vida, parece certo que concorde em partilhá-lo.


— Os jardins estão destruídos. – Bella olhou para as flores murchas e encharcadas na lama. — Levará semanas para limpar tudo, salvar o que puder ser salvo e começar de novo.

— É isso o que você quer fazer? — perguntou Edward. — Salvar o que puder ser salvo e começar de novo?

Ela o fitou. O curativo que Rose fizera em sua têmpora era de um branco chocante em contraste com a pele. As olheiras escuras indicavam que ele continuava exausto.

Bella passou os braços em torno de seu corpo e virou-se, numa volta lenta. O sol era radiante, o ar muito fresco. Podia ver os destroços, as árvores derrubadas, os fragmentos de cerâmica do pequeno chafariz, o defumadouro agora sem teto. Galhos, folhas e cacos de vidro espalhados pelo pátio.

Por cima deles, Jasper e Alice removiam as placas protetoras de madeira compensada e abriam as janelas para o sol. Bella avistou o pai e Sue à beira das árvores. Ficou espantada quando o viu passar o braço pelos ombros de Sue.

— É sim. Eu gostaria de ficar mais um pouco e ajudá-los a recuperar tudo. Não será exatamente como antes, mas pode até se tornar melhor.

Ela protegeu os olhos do sol com a mão, a fim de poder vê-lo direito.

— Emmet pediu para falar com você.

— Estive com ele antes de sair. Pusemos as coisas de volta nos lugares. Talvez não fiquem como antes. — Edward sorriu. — Mas podem até ser melhores.

— E também conversou com papai.

— Conversei. Ele se sente muito contente porque seus filhos estão sãos e salvos. — Edward enfiou as mãos nos bolsos. Não a tocara desde a noite anterior, quando Sue levara-a para um banho quente, um chá com uísque e cama. — Ele acha que precisei ter coragem para matar meu irmão.

— Precisou ter muita coragem para salvar minha vida.

— Nada teve a ver com coragem. — Ele afastou-se de Bella, pelo caminho enlameado. — Não senti nada quando puxei o gatilho. James já havia morrido para mim. Foi um alívio acabar com tudo.

— Não diga que não precisou ter coragem. Estava ferido, por todos os meios pelos quais alguém pode ficar ferido. E ficou para enfrentar a tempestade por mim. Enfrentou o que ninguém jamais deveria enfrentar e fez o que ninguém jamais deveria ter de fazer. Quando a polícia chegar aqui, direi que você é um herói. Ela pôs a mão no braço de Edward.

— Devo a você minha vida, a vida de todas as pessoas de minha família e a memória de minha mãe.

— Mesmo assim, ele era meu pai. E James era meu irmão. — Edward tinha os olhos sombrios ao confrontá-la com essa verdade. — Não posso mudar isso.

— Não, não pode. Mas agora eles não existem mais.

Jo levantou os olhos ao ouvir o zumbido distante de um helicóptero. Queria que tudo fosse dito e resolvido antes que a parte feia voltasse. Antes que a polícia chegasse, com suas perguntas e investigações.

— Você disse que me amava.

— E amo, mais do que qualquer outra coisa.

— E isso não é o que chamaria de uma base? Eu diria que um homem com os seus conhecimentos saberia o que é preciso escavar, o que pode ser reconstruído, o que deve ser reforçado para permanecer em pé. Você quer salvar o que pode ser salvo, Edward, e começar de novo?

— Quero. — Ele deu um passo à frente. — Mais do que qualquer outra coisa.

Bella estendeu a mão.

— Então por que não começamos agora o resto de nossas vidas?

FIM


bom flores... o nome do livro é

O Santuario

Nora Roberts...