Respondendo aos comentários:

Lika Slytherin : Olá! Ah, o passeio foi rapidinho mesmo, perdão, rs. Mas este capítulo está bem maior que os anteriores, espero que goste. Essa Lily é um pouco mais centrada que a de James e eu, mas não seria minha personagem se fosse completamente normal, rs. Embora não veja nada de errado em se falar com os carros, rs. Logo, logo vocês vão descobrir o que fez o Jay se afastar. Feliz que esteja gostando. Beijinhos infinitos e muito obrigada.

zihsendin : Oie! Você completou 18 recentemente? Parabéns! O James pode tudo, não é mesmo? Ele é o cara! Acho que papai Noel teve probleminhas com seu trenó porque ele até agora não deu meu presente,rs. Eu pedi algo tão simples, mas to aceitando um James mesmo que atrasado. A vida amorosa de Remus ainda vai dar o que falar, é o que posso dizer até o momento. Feliz que esteja acompanhando. Beijinhos infinitos e muito obrigada!

Ninfa Cullen : Olá! Muito feliz que você tenha gostado! Alice doidinha? Ela é completamente doente, rs. Adoro! Rs. Ela se parece com outra Alice que eu já fiz, aí tava com saudades. Não tem casal mais fofo que James e Lily, por isso que eu não consigo largar deles, rs. Logo vocês vão descobrir o porquê do sumiço de James. Beijinhos infinitos e muito obrigada!

carol mamoru : Oie! Ah, fico realmente feliz por estar gostando! A Lene e o Sirius aparecem neste, apesar de não ser muito. O James tem o poder, rs, ele consegue tudo. Pobre Lil. Eu ia colocar só metade da festa neste capítulo, mas resolvi postar a festa inteira, espero que esteja do seu agrado, rs. Beijinhos infinitos e muito obrigada!

Cuca Malfoy : Olá! Ta louca pra ver o que vai rolar nesta festa? Então pode ler o capitulo que ele ta com a festa inteira, eu ia dividir, mas resolvi postar pelo menos um capítulo com tamanho descente. Feliz que esteja gostando! Beijinhos infinitos e muito obrigada!

Luu Delacour : Oie! Quando eu me empolgo e tenho tempo livre, já era, fico escrevendo direto, rs. Por isso postando rápido. Eu também quero um James pra mim, mas o povo não ta contribuindo pra isso, já pedi até pra papai Noel, e ele me fez greve este natal. Espero que goste deste. Beijinhos infinitos e muito obrigada!

Marydf Evans Cullen : Olá! Feliz demais que tenha gostado. Sabe, eu de férias tenho dormido às 2 da manhã, aí eu tava acordada quando recebi seu review, rs. Continuando. Beijinhos infinitos e muito obrigada!

Persefone Melograno : Oie! Não entendo o preconceito com o rosa! Rs. Eu também daria uma volta de carro com ele, sabe, eu gosto de ambientes com ar condicionado, rs. Agora o cap nem ta pequeno,.rs. Muito obrigada, Carol, sério, me ajudou muito. Beijinhos infinitos e muito obrigada (novamente).

Layla Black : Oie! Ah, que bom que gostou do capítulo! Muito feliz! E sim amor pra vida inteira, to precisando de um amor desses na minha vida, rs. Se a festa vai dar o que falar? Espero que goste. Beijinhos infinitos e muito obrigada!

F. Ismerim Snuffles F. : Olá! Já que você merece, aqui está! Beijinhos infinitos e muito obrigada!

Jane L. Black : Oie! Ai, que delicia, manda um pouco de neve pra cá, por favor. Se bem que eu tenho problemas com o inverno, mas nesse calor to até gostando de chuva. Vamos fingir que a Lily não é nada ciumenta? Rs. Ai ai, um dia meu James chega. Beijinhos infinitos e muito obrigada.

lizzie b. cohen : Olá! Eu estou na mesma, querendo que um James surja do nada e venha me incomodar, rs. Tdainha de você, ter de trabalhar neste calor, aff. Já li e achei o máximo, doida por mais um cap. Beijinhos infinitos e muito obrigada.

Yuufu : Oie! Eu já assisti esse filme! E também achei a Alice parecida com ela, rs. Tipo amei, tava demorando pra Disney lançar um filme de desenho, ao invés de só aquelas animações 3D. Quais os seus prediletos? Os meus são Aladim e Anastásia (que não é da Disney, mas...rs). Jay é o melhor, não tem pra ninguém, rs. Fazendo um cap grande pra você ter de esperar menos. Beijinhos infinitos e muito obrigada.

Vilarejo

Capítulo 4.

Estava fechando a conta de uma mesa enquanto assistia ao show de Marlene. Ela estava praticamente ajoelhada em frente a minha mãe, até mesmo John parara de lavar a louça a fim de assistir. Marlene era extremamente boa nisto.

- Ora, por favor, senhora Evans! – ela insistiu mais uma vez com voz de choro – prometo que trabalho o dobro amanhã.

- Está certo... - minha mãe se deu por vencida - pode sair no mesmo horário que Lily, mas te espero mais cedo amanhã.

- A senhora não irá se arrepender... - ela deu um beijo no rosto de minha mãe que apenas fez um sinal negativo com a cabeça.

Ouvi John se pronunciar atrás de nós, mas o sonoro não de minha mãe o fez calar. Realmente, sem eu e Marlene por aqui, o pobre iria trabalhar dobrado. Lene tinha convencido minha mãe de nos liberar ainda mais cedo, de modo que pretendíamos passar antes em minha casa para um banho. Vantagens de se morar ao lado do trabalho.

- Telefone...- John veio me avisar com uma voz ainda cheia de ressentimento.

Fui ao escritório de minha mãe para atender a chamada. O lugar era como um recanto para todos. Meus pais sempre vinham ali para cochilar em horas de pouco movimento ou quando precisavam usar o computador ou o telefone. Desliguei a televisão que tinha sido esquecida ligada, sentei-me no sofá e tirei o aparelho do gancho com calma.

- Lily! – Alice falou extremamente baixo. – Vou pedir a Frank que passe aí mais tarde, ok? Estamos saindo daqui agora.

- Por que está falando tão baixo? – não que fosse uma reclamação.

- Minha mãe acha que será uma festa aí no seu restaurante. – ela falou com um volume ainda menor.

Respirei fundo. Somente Alice era capaz de algo assim. Num vilarejo tão pequeno como Hogwarts, dizer aos pais que vai a uma falsa festa no único restaurante da redondeza é, no mínimo, um ato autodestrutivo. Excetuando-se isto, nosso estabelecimento só oferecia festas uma vez ao ano e a data era sempre a mesma: o último dia de férias. Como os pais dela acreditaram nesta história é um grande mistério para mim.

- Creio que tenha inventado uma mentira para a minha também. – comecei a me preocupar com certeza de que esta era uma verdade.

De que outra forma minha mãe permitiria que eu fosse a uma festa na casa dos Black? Não que meus pais fossem rígidos, mas, as histórias sobre as festas de Sirius assustariam qualquer pai, ou, pelo menos, os que moravam num vilarejo como Hogwarts.

- Disse a ela que era uma festa na casa de Frank. – fechei os olhos prevendo o meu dia de amanhã. – Disse que era em comemoração a sua ida para a faculdade.

- Certo... - falei quando vi John batendo no vidro do escritório me chamando para o trabalho. -tenho de desligar... Frank não precisa vir me buscar... vou com James.

- Você vai com James? – ela voltou ao seu volume habitual e eu quase pulei do sofá.

- Tenho que desligar, até mais tarde! – disse sem dar tempo de que ela falasse mais alguma coisa.

Voltei para o balcão e, enquanto atendia uma cliente, procurava Marlene com os olhos. Levei um susto quando ela apareceu atrás de mim com duas bandejas cheias de louças sujas em mãos. Terminei de atender a cliente rapidamente e fui até onde Lene estava.

- Você disse para minha mãe que precisava sair mais cedo para ir aonde? – falei em seu ouvido.

- Fique calma, menina. – ela piscou para mim. –Disse que ia ter um encontro.

Suspirei aliviada, afinal, sabia que minha mãe iria descobrir sobre a mentira de Alice mais cedo ou mais tarde. Naturalmente, que seja mais tarde.

- Sei que você não é de mentir... - Marlene continuou. - mas me pareceu surreal que sua mãe deixasse você ir numa das festas de Sirius...

Surreal foi o que me encontrei fazendo horas mais tarde já pronta em minha casa: eu observava a rua pelo olho mágico à espera de James. Marlene estava terminando de retocar sua maquiagem e eu continuava boba de que minha mãe ainda não tivesse ouvido falar sobre a festa de Sirius. Lene está num vestido preto, linda como sempre, já eu optei por uma calça jeans e uma bata cheia de paetês que Alice havia me emprestado já há algum tempo.

- Ele vem vindo! – gritei para Lene. – É o carro dele...

- Calma... - Lene veio até mim guardando seu batom na pequena bolsa que tinha em mãos. -faça o que combinamos.

Fiz exatamente ela mandou; esperei que James tocasse a campainha e então abri uma brecha suficiente para que ele visse meu rosto. Ele tentou me cumprimentar, mas eu o impedi, de modo que ele estranhou coçando a cabeça.

- Pegue o seu carro e encontre com a gente na próxima esquina... - como ele continuava com uma cara abobada acrescentei. -minha mãe acha que vou para uma festa na casa de Frank.

Como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo, James assentiu e voltou para o seu carro. Enquanto isso, eu e Marlene saímos de minha casa. Ela seguiu adiante, indo se encontrar com James que a esta altura já estava na outra esquina. Eu passei no restaurante para dar a chave a minha mãe e acenar para John que me encarava com olhos cheios de inveja. Feito isso, caminhei calmamente até o carro de James.

- Coloca isso aí atrás pra mim? – entreguei minha mochila a Marlene, que prontamente me atendeu. Virei para o lado e vi que James me admirava com estranheza. – Vou dormir na casa de Alice.

-Marlene estava contando da trama bem bolada que armaram para você ir a festa. – ele disse irônico. James também estava de jeans, mas usava uma blusa de botão. – Quase um crime perfeito, não vejo rastros.

- Não judie de uma pessoa com poucos dias de vida. – brinquei, mas Marlene nos chamou de volta para a realidade.

- Crianças... - ela disse chegando para frente do carro . - se não sairmos logo daqui, a Senhora Evans vai acabar nos descobrindo.

Então, James deu partida no carro e eu puxei o cinto de segurança. Teria de fazer um bom uso do que poderia ser o meu último dia de liberdade. James veio tentando convencer Marlene a dar uma chance a Sirius e ela apenas disse que tinha uma surpresa.

James estacionou quase no lago, já que tinham muitos carros parados junto à casa dos Black. Ainda caminhávamos em direção ao único portão aberto da rua quando Marlene começou a acenar para alguém mais a frente.

Olhando para a mesma direção que ela eu percebi que se tratava de Amos, com seus cabelos loiros e densos. Apesar de se parecer com um turista, o único filho dos Digory nasceu em Hogwarts, mas, foi em Londres que seu talento como ator foi reconhecido. Uma celebridade no vilarejo.

- Esta é a surpresa? – perguntei quando ela se virou para nós.

- Exatamente. – Marlene me lançou um sorriso radiante

- Bem que Sirius me disse... - James queixou-se. - isso é maldade...

- Vai me dizer que ele não está com uma loira neste exato momento? – ela ergueu uma sobrancelha e James absteve-se de responder. – Boa festa crianças!

Ela deu um beijo em cada um de nós e começou a andar em direção a Amos, contudo, só deu três passos, retornando a nosso encontro. Não para falar comigo, mas com James.

- 17 anos, nunca bebeu mais do que dois dedos de vinho, dança muito bem,principalmente balé e... – ela ia listando minhas limitações nos dedos da mão, James ouvia atentamente. Eu ia sendo tomada por uma cor cada vez mais escarlate. -... nunca saiu deste vilarejo....- ela pegou no ombro dele. -... não desgrude dela, entendeu?

- Pode deixar... - ele respondeu.

Marlene mandou beijos no ar e eu a olhei com raiva. Alguém precisa de inimigos com amigos assim?

- Você não precisa tomar conta de mim... - eu disse recusando a mão de James enquanto entravamos no jardim da casa de Sirius. - ao contrário do que Marlene pensa, sei me defender muito bem.

Contudo, ao entrar na sala e ver a multidão que se aglutinava ali e o som de hip hop nas alturas, percebi que não estávamos exatamente em território conhecido. Fiquei realmente estática ao constatar um homem dançando ao mesmo tempo com duas mulheres, beijando cada hora uma. Só consegui me locomover novamente quando James envolveu minha cintura com um braço.

Sendo conduzida por James, cheguei finalmente num espaço onde se conseguia respirar, apesar de que esticar os braços continuava a ser algo perigoso. Sirius veio sorrindo até nós e eu o cumprimentei. Falou algo sobre a falta de bebidas com James, mas disse que Remus teria ido buscar. Fechei os olhos rezando para que não fosse minha mãe a pessoa que lhe venderia as bebidas.

- Você viu Alice por aí? – perguntei já que agora começava a arrumar minhas idéias. Sirius olhou para mim com diversão, ignorando minha pergunta.

- Nunca pensei que fosse ver você aqui em minha casa... – ele começou a implicar. -e pensei que odiasse os turistas...

Olhei para baixo e me assegurei de que James ainda estivesse me envolvendo. Voltei, então, a encarar Sirius.

- É uma longa história... - disse - tem a ver com um carro magoado...

James aproveitou a deixa e agora me envolvia por trás com as duas mãos. Resolvi que não havia mal nisso, afinal, a partir de amanhã começaria meu castigo que só teria fim em meu leito de morte. Além do que, o cheiro dele era tão bom que recostei o topo de minha cabeça em seu peito.

- Falando em mágoa... - James disse a Sirius. -trouxe Marlene para a festa...

- Onde ela está? – ele girou a cabeça a procura dela.

- Ela veio acompanhada... - eu informei. - James tentou interceder a seu favor, mas ela falou algo sobre loiras.

Sirius falou um palavrão. Pelo visto ele tinha culpa no cartório e, é claro, eu já suspeitava.

- Onde está Alice? – perguntei com esperanças de finalmente ser respondida.

- Olha... – Sirius coçou a cabeça e apertou os olhos fazendo esforço para se lembrar. -acho que a última vez que a vi, foi no andar de cima.

- Tenho de achá-la- virei um pouco minha cabeça para avisar a James. Despedimos-nos de Sirius que fez algum sinal idiota para James, pensando que eu não estava vendo.

Subimos a escada e, conforme passávamos espremidos pelas pessoas, James cumprimentava todos os presentes, a maioria eu conhecia apenas de vista. Foi uma travessia bastante conturbada até o segundo andar. Vários casais tomavam conta do corredor, mas, um em especial, me chamou atenção: Frank beijava uma loira que, como estava de costas, não pude reconhecer.

- Quem é? – perguntei a James.

- Hestia. – ele respondeu entre risos. – Parece que Frank se deu bem!

Existiam varias conceitos para a expressão "se dar bem", resolvi não discutir o fato com ele. Continuamos andando pelo corredor e abrindo as portas dos quartos a procura de Alice. Era impressionante como James conhecia as pessoas por aqui, ele devia ser pouco popular em Londres.

- Cena imprópria para menores... - ele me informou em meu ouvido.

No entanto, não pude saber o que exatamente era impróprio já que ele cobriu meus olhos com suas mãos. Tentei me desvencilhar dele, mas então James me virou para que eu ficasse de frente o encarando. Respirei fundo, ele envolveu a minha cintura.

- Sabe... - falei baixo. - não sou tão idiota quanto Marlene acha...

- Tenho certeza que não. – Ele riu debochando.

- Já estive fora de Hogwarts... - ele levantou uma das sobrancelhas.

Uma única vez, quando eu tinha 5 anos e precisava de um hospital com emergência, pois havia um corte em minha testa necessitando de pontos. James, entretanto, não precisava saber das circunstancias.

- Graças a Deus! –Senti uma mão segurando meu ombro e me virei para encarar Emmeline. – Você é a amiga de Alice, certo?

- Sou sim! –a preocupação com minha amiga voltou com força total.

- Eu estava no quarto com ela... - ela apontou a porta do último aposento, o único que ainda não verificara. - só que não consigo fazer ela parar de chorar, não sei mais o que eu faço....

Sem pensar duas vezes corri até o último quarto. James e Emmeline vieram atrás de mim. Abri a porta e encontrei Alice, sentada numa cama rosa, aos prantos. Era difícil lidar com ela quando estava eufórica, mas seria capaz de qualquer coisa para não vê-la chorando daquele jeito.

Sentei-me na cama junto a ela e Alice me abraçou. Realmente não dava para entender o porquê de seu choro. Ela estava tão animada para esta festa, o vestido amarelo que usava era totalmente novo. Então, a resposta veio em minha mente.

- Sua mãe descobriu? – perguntei e Alice afastou o rosto de meu ombro enxugando os olhos com o dorso das mãos.

- Minha mãe descobriu o que? – ela parara de chorar, apesar de soluçar entre as palavras, mas estava confusa sobre a minha pergunta. Vi com um canto de olho que Emmeline se despediu de James e saiu do quarto. Ele permaneceu em pé junto a porta fechada.

- Que não havia festa alguma lá no restaurante? – perguntei e percebi um barulho de riso prendido atrás de mim.

- Não – ela continuava soluçando. – Por que ela descobriria?

James agora riu mais alto e eu tive que me virar para repreendê-lo. Alice, porém, parecia ter o avistado pela primeira vez. Ela o chamou para mais perto e ele se sentou na ponta da cama.

- Esqueci que vocês vinham juntos... - ela choramingou, mas abriu um pequeno sorriso. - leve a Lily em minha festa de aniversário também...

- O que aconteceu, Alice? – falei antes que eles começassem a decidir o que eu iria comer amanhã. – Por que estava chorando daquele jeito?

- Frank é um idiota! – ela disse deixando lágrimas rolarem novamente pelo seu rosto. Olhei para James como que pedindo ajuda e ele apenas levantou os ombros.

- O que ele fez? – perguntei segurando suas mãos.

- Eu disse a ele... - ela começou a soluçar novamente. –... disse que ele estava muito grudado em mim...que ele estava atrapalhando minha vida social... – até aí parece tudo muito normal para mim. -... ele disse que então ia me deixar a vontade e saiu de perto.

- Não era isso que você queria? – perguntei tentando soar compreensiva.

- Não, Lily, você não vê? – realmente estava com problemas de visão, James assistia a tudo com atenção. – Frank é quem queria se livrar de mim, tanto que na primeira oportunidade me deixou sozinha...

Abri a boca para discordar, mas aquilo me parecia tão absurdo que resolvi me manter calada. Sei que Alice é minha melhor amiga, mas, às vezes, é difícil compreender o que se passa dentro da cabeça dela.

- Prossiga... - James pediu, já que ela parara de falar.

- Eu dei alguns minutos, dancei com Régulos, e depois fui atrás de Frank. Você sabe, por que ele estava demorando a aparecer... – fingi compreensão e ela então começou a chorar. - quando eu o vi... Frank estava ... ele...

- Beijando Héstia? – James perguntou e eu finalmente me lembrei da cena no corredor.

- Agarrando! – ela o corrigiu. Depois virou pra mim, tentando controlar as lágrimas. – Agora me diz Lil, se ele está assim agora, imagine quando for para Hogsmead? Nem vai suspeitar de qual era o meu nome.

- Nós...- as palavras me faltavam diante de tal absurdo. – Nós... podemos conversar com ele amanhã...

- Nunca mais falo com aquele idiota! – ela se levantou. – Muito menos choro por ele... - eu a olhei espantada e incapaz de dizer qualquer coisa. -... vou ao banheiro, me esperem que vou descer com vocês.

Alice desapareceu na porta que tinha à direita do quarto cujas paredes também eram rosas. Imagino que ali se encontrasse o banheiro. Fiquei de pé e comecei a andar de um lado para outro, James permaneceu sentado na cama me observando.

- Ela gosta de Frank... - parei de andar e passei a encarar James. -... mais do que como amigo.

- Você acha? – mordi meu lábio inferior. Isto só tornava as coisas mais dramáticas.

- Certeza... – James falou calmamente, como se fosse grande entendedor do assunto.

Apoiei minhas mãos sobre a cômoda de marfim que tinha em frente a cama e fechei meus olhos. Precisava pensar. Sempre achei que Alice e Frank tinham algum tipo de ligação extra que não compartilhavam comigo. Não que isso me fizesse falta, ambos eram grandes amigos, mas era como se eles tivesse um elo do qual eu não participava. As implicâncias, as brincadeiras. Será que Frank também gostava de minha amiga?

Abri os olhos, mas ao avistar a foto em cima do móvel, soltei um grito. James se assustou vindo até mim e eu recuei alguns passos.

- De quem é este quarto? – perguntei começando a ficar com nojo de tudo a minha volta.

- É o quarto de Bella... - James falou com cuidado.

Se havia alguém neste mundo que merecia o meu desprezo, era a prima de Sirius. Todo verão ela fazia de Hogwarts o seu palco, desfilava de um lado para outro com seus amiguinhos e fazia seu show. Não me lembro de um ano que ela não tenha levado o prêmio de verão.

Não mencionei ainda o prêmio de verão? Bom, vou continuar ignorando a existência dele.

- Tenho que sair deste lugar... – falei desesperada, mas então Alice saiu do banheiro. - Vamos, Alice, não agüento mais nem um segundo dentro deste quarto asqueroso...

Foi com bastante esforço e também depois de algum tempo que conseguimos achar um lugar quase perfeito nos jardins. Lá dava para ouvir a música, mas num volume que não agredisse nossos tímpanos. Tínhamos uma visão privilegiada da sala através da grande janela e ainda podíamos contar com a existência de um pequeno banco de madeira.

- Olha, Alice! – eu apontava para ela um cara tão bêbado que a dança dele mais parecia ritual religioso.

Estávamos de pé, olhando pela janela. Era a vez de James se sentar no banco e ele realmente gostava de implicar conosco; segundo ele, nós falávamos mais do que dançávamos. Era sorte de James que Alice gostasse dele de graça.

- E aí, Almofadinhas? –virei-me e vi James falando com Sirius. O último tinha duas garrafas em mãos. – Achou Marlene?

- Podemos não falar nela hoje? – ele pediu. Sua voz já não estava muito boa devido ao álcool.

- Marlene também te decepcionou? – Alice foi até ele com a voz afetada. – Não ligue para ela. Sabe, temos que nos mostrar superiores.

- Eu sou superior! – Sirius deu um grande gole numa das garrafas. – Por quê? Alguém te decepcionou?

- É uma longa história... - falei parando de observar a janela, sabia que bastava pouca coisa para fazer com que minha amiga voltasse a chorar novamente. Virei-me para James e acrescentei. - acabou o seu tempo, minha vez de sentar!

James saiu do banco e cedeu seu lugar para mim. Eu me sentei imediatamente.

- Vocês estão se revezando neste banco? – Sirius arregalou os olhos e James fez uma careta como se pedisse desculpas. – Não é isso que você precisa depois de uma decepção... - Sirius se dirigia a Alice. -vem comigo que eu vou te mostrar como se curte uma festa.

Eu me levantei instintivamente, mas Sirius estendeu a mão para me fazer parar. Ele entregou uma das garrafas de cerveja para Alice, que deu um gole toda animada.

- Pode deixar que eu cuido dela...- dito isso, ele puxou minha amiga pela mão e ambos entraram na sala.

Eu olhei, chocada, para James, mas ele apenas riu. Disse que Sirius era louco e que às vezes um pouco de insanidade não faz mal. Não acreditei nele, mas voltei a me sentar no banco. James ignorou que estávamos no meio de uma festa e se sentou no gramado a minha frente.

- Você me provou que nada mudou em Hogwarts nestes 5 anos...- ele desarrumou o cabelo e eu comecei a ficar a nervosa com o rumo que a conversa estava tomando. Precisávamos falar do passado? - mas e você? O que mudou?

- Serve a minha idade?- desconversei e ele riu.

- Essa eu já tinha imaginado... - James continuou. - o Balé, você continua?

- Agora eu dou aula pra três menininhas de 4 anos. – fiquei feliz de ter evoluído em alguma coisa neste tempo todo.

- E a sua irmã? – ele perguntou com meio sorriso, James já havia sofrido com o mau humor de Petúnia.

- Agora mora em Londres... – acrescentei com um sorriso. - aquela bicicleta que te emprestei era dela...

- Aliás, aquilo foi uma brincadeira de muito mau gosto... - ele reclamou e eu ri.

- Não se fazem mais garotos londrinos como antigamente... - fiz um barulho de desaprovação.

James se levantou e eu me pus a correr. Ele veio atrás e eu fazia de tudo para que ele não me alcançasse. Peguei uma menina que passava e a usei como escudo. Ambos gargalhávamos. Quando enfim ele conseguiu me pegar, eu só conseguia falar entre risos que retirava o que eu havia dito.

- Então me fale...- ele pediu ainda me segurando por trás. - como são os caras de Londres?

Só que eu não pude dizer o que eu achava dos garotos de Londres. Frank veio até onde estávamos e só de olhar para seu rosto sabia que estava revoltado. James me soltou e eu pude encarar meu amigo com preocupação.

- Lily, você viu onde Alice está? – a verdade é que eu não fazia a menor idéia. – Ela ta dançando com uns caras lá, que ela nunca viu na vida... eu fui tentar tirar ela de lá e ela falou tudo enrolado...

- Eu vou lá... - falei resolvida.

Nós três entramos na sala que agora aparentava estar em final de festa. Havia pouco mais de trinta pessoas por lá e o chão estava cheio de garrafas vazias e lixo. Alice estava no centro de um circulo que não era formado apenas pelo gênero masculino, mas este era o predominante. Sirius estava jogado num sofá com a perna sobre o braço do assento e uma garrafa em mãos. Dei passos pesados até ele.

- Você vai levantar daí e trazer Alice até aqui... – ordenei e, para minha surpresa, ele realmente se levantou.

Sirius teve algum trabalho para convencer os amigos a se distanciarem de minha amiga, acabou decidindo por desligar o som. Muito contrariados o circulo se dissipou, e ele arrastou Alice até onde eu estava.

- Que foi Lily? – ela falou com a língua enrolada. – Eu estava me divertindo...

-Você vai se sentar aí...- eu a empurrei no sofá que Sirius estivera sentado. - só saia daí quando eu mandar.

Afastei-me um pouco e pedi para que James pegasse um copo de água. Sirius havia desaparecido atrás dos convidados que se despediam, já que a música chegara ao fim. Frank, no entanto, se sentou no braço do sofá em que Alice estava. Prevendo uma tragédia fui até eles.

- Lily! – Alice gritou. – Tire este garoto do meu lado, por favor!

- Olha só o que você fez... - Frank começou, fazendo sinal negativo com a cabeça. - já pensou quando você chegar em casa?

- Por que você se preocupa? – ela berrava. Decidi que enquanto não houvesse agressão física, ficaria calada. – Não se preocupou a noite inteira...

- Você pediu pra que eu te deixasse sozinha! – Frank também elevou a voz.

- E você gostou, não gostou? – Alice tinha os olhos quase fechados e falava tudo enrolado. – Quer saber, Frank? Você é um idiota!

- Eu? – ele se levantou. – Tem certeza que sou eu o idiota?

- Vá embora! – Alice tentou se levantar, mas caiu novamente no sofá. – Vá embora! Não finja que se preocupa, sei muito bem que não vai nem lembrar meu nome quando estiver naquela faculdade ridícula!

-Eu vou embora mesmo... - Frank respirou fundo, sua voz voltara à normalidade. -... não vou perder meu tempo discutindo com uma bêbada o quanto eu gosto dela.

Olhei para meu amigo, mas ele nem ao menos se lembrou de minha existência e foi embora sem se despedir. James deu o copo de água para Alice que agora chorava sem parar. Marlene veio até nós perguntando por uma carona.

- Não vai voltar com Digory? – James questionou. Era incrível a lealdade entre ele e Sirius.

- Não me rogue pragas, por favor. – Marlene fez uma careta e eu tive que rir, apesar de ter uma amiga bêbada em prantos ao meu lado.

- Acho que ainda tem uma vaga no meu carro... - James disse enquanto me ajudava a levantar Alice.

- Esperem um minuto... – assentimos e a vimos correr em direção a Sirius, que agora estava perto de nós, conversando com dois garotos.

Marlene envolveu o pescoço de Sirius e o beijou. Quando o beijo começou a ficar mais quente, e Sirius começou a escorregar uma das mãos sobre suas costas, ela se afastou e veio correndo em nossa direção. Eu realmente nunca iria entender estes dois.

- Estava devendo um presente de aniversário. - Marlene nos disse -Vamos?

Nota da autora:

Olá! Tudo bem com vocês? Aqui continua com muito calor e 3 apostilas me esperando. Acho crueldade ter de estudar quando a temperatura ultrapassa 30 graus. : (

Gostaram desse cap? A festa foi agitada, né? Tenho de confessar que adoro a superioridade da Marlene, rs.

Este capítulo está dedicado a Carol (Persefone Melograno) que além de me ajudar, se ofereceu para betar a fic enquanto a Bruh ta sem internet. Sei que você não gosta que eu agradeça, mas eu preciso fazer isso: Obrigada mesmo.

Vou indo antes que a luz se apague, pois aqui está trovejando.

Beijinhos infinitos em todos, e por favor, comentem.

Ju

p.s. Beber pode fazer mal a sua saúde ( mesmo). Se beber, não dirija (se sua coordenação for igual a minha quando sóbria, também não o faça). Beba com moderação (e isto não quer dizer 10 latinhas).