Respondendo aos comentários:
tahh halliwell : Oie! Eles são fofos, né? Sou completamente apaixonada por J/L. Lily balançando? Acho que sim, rs. Beijinhos infinitos e muito obrigada!
Mari lP.: Olá! Eu entendo completamente como um computador ruim pode afetar a nossa vida, o meu também andou dando probleminhas, aff. Feliz que esteja de volta e ainda por cima acompanhando a fic. Boa parte das coisas você começa a entender neste cap, rs, espero que mate um pouco a curiosidade. Ah, eu to amando escrever Alice e Frank, rs. Tenho que concordar quanto a cegueira de Lily, rs. Tava com saudades. Beijinhos infinitos e muito obrigada.
Ninfa Cullen : Oie! Morri de rir do seu comentário, concordo totalmente. Um James sem camisa vale muito mais, rs. Espero que parte da curiosidade melhore com este capítulo. Beijinhos infinitos e muito obrigada!
Maga do 4 : Olá! Concordo, também aceitaria um castigo se meu "pecado" fosse ir a uma festa com James Potter, na casa de Sirius Black. Sirius quase matou a Lil de susto no lago, rs, mas ele é um maroto, né? Há de se esperar coisas do tipo. Beijinhos infinitos e muito obrigada.
F. Ismerim Snuffles F. : Oie! Perdão, não sabia que você era um menino, não dá para ver pelo nome e não tem nada escrito no seu profile. Fico honrada de ter você por aqui, minhas fics normalmente são dominadas por leitoras do sexo feminino. Feliz que tenha gostado. Beijinhos infinitos e muito obrigada.
Cuca Malfoy : Olá! Feliz que gostou! Eu também amo o Sirius, sabe? Não sei até hoje quem eu escolheria se James, ou Sirius, mas como não estou nesta condição de escolha, o que aparecesse tava ótimo,.rs. Espero que goste. Beijinhos infinitos e muito obrigada!
lizzie b. cohen : Oie! Ah, eu também ia amar um Sirius pulando em mim, rs. Alice realmente é uma garota de sorte, rs, Fran é um fofo, mas eu só consigo ser apaixonada pelo James e pelo Sirius, não tem jeito. Adorei que você tenha se identificado com a Lil, rs. Esperando o seu próximo cap! Parabéns novamente, pelo niver! Muito obrigada e beijinhos infinitos.
Yuufu : Olá! Ah, este capítulo é bastante revelador, espero que mate a curiosidade e goste. É estou pensando em colocar o nome de minha filha como uma condição de casamento, rs, mas tenho medo de acabar solteirona e tal. Normal, os marotos são mais legais quando estou completos, rs. Pois é, James completamente pegável, né? Como a Lil resiste? Não foi pesado o castigo de Lily, pelo menos não em comparação ao de Alice. Beijinhos infinitos e muito obrigada!
Lucinha : Oie! Tudo bem? Respondo sempre os comentários. O fanfiction não deixa que eu veja o link que você me mandou, então tente me mandar pelo Orkut ou email ( veja no meu profile) que eu leio a fic. Beijinhos infinitos e muito obrigada.
Rose Anne Samartinne : Olá! Sim faço medicina, rs, e sim é preciso coragem, rs. E você? Pretende fazer o que? Eles tiveram 17 anos pra se agarrar, e não o fizeram, o processo é lento. Ok, talvez não 17 anos, mas uns 3 no mínimo, rs. James é sempre a visão do paraízo, ai ai. Beijinhos infinitos e muito obrigada!
sango7higurashi: Oie! Viajando? Ai, quem me dera. Também quero viajar! Feliz que esteja gostando e que vá atualizar sua fic em breve. Quero só ver se vai atualizar mesmo, tenho um problema de só acompanhar fic que demora . Beijinhos infinitos e muito obrigada!
carol mamoru : Olá! Também são o meu segundo predileto, rs. Você é uma Alice quando ta com raiva? Vou tomar nota, rs. Ainda bem que você mesma corrigiu, James é nosso amor eterno, rs. Também sempre imagino Sirius e James mais que unha e carne, acho linda a amizade deles. Feliz que esteja acompanhando! Acho que por enquanto vou ter tempo de atualizar sim. Beijinhos infinitos e muito obrigada.
Vilarejo
Capítulo 6.
Acordei tarde na segunda-feira, mesmo assim continuava cheia de preguiça. Tomei um banho e fui para o restaurante almoçar, voltei para casa e comecei a ler um livro. Foi só me acomodar no sofá que o telefone tocou. Atendi mal humorada.
- Oi, Lily! – Alice disse numa voz tristonha. – Você nem imagina o que aconteceu.
- Seus pais descobriram sobre sua pequena mentira? – disse desanimada.
- Como você sabia? – ela parecia realmente surpresa, mesmo que eu a tenha avisado sobre isto algumas vezes. – Estou proibida de viver até o dia de meu aniversário.
- De viver? – perguntei preocupada.
- Eles me deixam comer, mas não doces. – ainda bem que meus pais não tinham tempo de regular o que eu como. – tenho de ficar em meu quarto durante todo o dia, até mesmo durante as refeições. Nada de televisão, telefone ou computador. Tenho de pensar no que fiz.
- E como você conseguiu ligar para mim?- perguntei pensando em como minha vida poderia ser pior.
- Exigi meu último telefonema... - ela disse um pouco exaltada. – Alguém precisa saber o que vem acontecendo aqui em casa se eu amanhecer morta de fome. Terei testemunhas de como fui vítima de meus próprios pais... - ouvi uma voz grossa ao fundo e Alice deixou de falar comigo para discutir com o pai. - os tiranos estão dizendo que meu tempo já acabou... - ela abaixou o tom de voz. – avise a Frank, está bem?
- Boa sorte! – falei antes que ela finalmente desligasse, ou quem sabe tenham tomado o aparelho das mãos de minha amiga.
Coloquei meu livro de lado e disquei o número de Frank. Foi Isadora quem atendeu, ela só passou o fone para o irmão depois de descrever minuciosamente como havia aprendido o passo que eu a ensinara. Meu amigo atendeu preocupado, já que não sou muito de fazer ligações.
- Aconteceu alguma coisa, Lil? – ele perguntou, enquanto me deitava do sofá.
- Alice pediu pra te avisar que ela está de castigo. – falei de uma só vez. – ela não pode fazer ligações, comer doces ou sair de seu quarto.
- Isso tá parecendo tortura... - Fran se queixou. – E seus pais?
- Eu não posso sair de casa para lugar algum que não o restaurante. – falei calmamente. – Será que você pode contrabandear uns doces para o quarto de Alice?
- De noite? – ele me perguntou e eu fiz um som afirmativo. – Amanhã eu te ligo falando sobre o sucesso da operação.
- Mande beijos para ela. – disse antes de me despedir.
Voltei a ler meu livro e acabei adormecendo no sofá. Em meu sonho estava em meio a uma apresentação de Balé e James tocava piano. Então, ele não era mais James, se transformava em Severus e eu não conseguia mais dançar paralisada com as risadas do público. Acordei assustada e vi que estava na hora de me arrumar para ir trabalhar.
- De castigo? – Marlene passou por mim com duas bandejas. Fiz que sim com a cabeça. – Acho que ele... - ela apontou para o balcão. - está te esperando...
Meu coração disparou e fui incapaz de evitar um sorriso quando reconheci James sentado na cadeira alta junto ao balcão. Ele parecia ler um papel enquanto bebia algo que parecia uma limonada.
- Precisando de algo, senhor? – disse em tom divertido quando me aproximei dele, já atrás do balcão.
- Lily... - ele parou de ler o papel que tinha em mãos para me encarar. Olhou para o relógio que tinha no punho esquerdo e voltou a olhar para mim com um sorriso. – está atrasada.
- Não sabia que você conhecia meus horários... – levantei uma sobrancelha porque nem eu os conheço inteiramente.
- Marlene me disse que você estaria aqui às sete... – ele deu de ombros.
- Acabei dormindo... – disse sem graça. – é um pouco entediante estar de castigo nas férias.
John veio até mim e trouxe alguns pedidos de bebidas para que eu as preparasse. Suspirei resignada com meu trabalho. James, no entanto, colocou um papel, o que ele lia anteriormente, entre meus olhos e os pedidos.
- O que é isso? – eu sabia exatamente do que se tratava, mas não podia imaginar o porquê de James estar me mostrando aquele panfleto.
- Um concurso tradicional de Hogwarts... - James disse com uma solicitude sarcástica. – se você precisar posso começar a te ensinar sobre a história deste vilarejo.
Eu sabia exatamente do que se tratava e acho que não posso mais deixar de mencioná-lo. O prêmio de verão trazia ainda mais turistas a Hogwarts, artistas de várias categorias. Era como um grande show de talentos, sendo que o destaque sempre foi dado aos espetáculos de Balé. O evento acontece há mais de um século e em toda a sua história e jamais um morador do vilarejo conquistou o primeiro lugar; eu mesma já havia feito uma tentativa que, aliás, se transformara em algo desastroso. Era fato raro também o prêmio ser dado a um músico ou ator,
- Eu sei muito bem sobre o prêmio de verão... - revirei os olhos para ele. – por que está me mostrando o panfleto? Está interessado em participar?
- Exatamente! – ele disse animado. - mas eu preciso de você pra isso...
- Ah... - disse agora pegando as garrafas e colocando sobre o balcão. – tenho certeza que consegue se inscrever sozinho.
- Mas Lily... - havia um tom de insistência em sua voz. Ele começou a me ajudar com as garrafas e eu achei bem justo já que, de certa forma, ele atrapalhava meu serviço. – eu quero vencer...
- E você acha que eu tenho algum poder sobre os juízes? – eu parei de tentar abrir as garrafas e deixei que ele fizesse todo o serviço.
- Você sabe... – ele disse parando para me encarar entre uma garrafa e outra. – só os espetáculos de Balé conseguem ganhar, nunca iriam dar o prêmio para um solo no piano.
Agora sim eu havia percebido aonde ele queria chegar. Recuei alguns passos para trás e acabei esbarrando em Marlene que quase deixou uma bandeja cheia de pratos sujos caísse. Não consegui nem pedir desculpas devido ao meu estado de choque.
- Algum problema, crianças? – Marlene olhou de mim para James.
- Eu só estava falando pra Lily sobre o prêmio de verão... - ele respondeu por mim, um pouco confuso.
- Ah... isso. – Marlene fez uma cara de compreensão e despejou a louça suja sobre a pia voltando rapidamente para o balcão. – ela já tentou uma vez e digamos que não foi muito legal, ficou traumatizada. Se eu fosse você não insistiria.
Se eu realmente acreditasse que James Potter fosse capaz de não insistir sobre algo, ainda mais quando a vítima era eu, talvez eu tivesse ficado tranqüila. Marlene olhou para meu rosto ainda pálido e disse que levaria as garrafas até os clientes para mim.
- Esqueça isso, James. – falei voltando a me aproximar do balcão. –É sério. Desta vez você não vai ganhar.
- O que aconteceu? – ele quis saber e colocou o panfleto sobre o balcão. Parecia honestamente interessado. – Por que ficou traumatizada?
- Eu odeio este concurso, James, é sério... - respirei fundo. – dou total apoio para sua apresentação, juro, quem sabe os juízes não apreciam?
Não estava mentindo. Se há cinco anos ele já tocava super bem, imagino como deve ser agora. James, no entanto, não parecia nada contente com minhas palavras. Sua expressão era de que ainda iria me incomodar muito com o assunto.
Fiquei feliz quando Sirius e Marlene surgiram bem a minha frente. Ela passou por debaixo do balcão com cara de poucos amigos e Sirius se posicionou ao lado de James, batendo nas costas do amigo com um grande sorriso no rosto.
- Lily, você sabia que Lene tinha problemas de amnésia? – Sirius perguntou debochado.
-Não coloque a Lily no meio de nossa discussão! – Marlene apoiou os cotovelos sobre o balcão. – Sim eu realmente te beijei... mas foi por pena.
- Se você precisa de uma desculpa para me agarrar... - Sirius também apoiou os cotovelos sobre o balcão. Eu apenas ria. – posso chorar para tornar as coisas mais fáceis.
- Idiota! – ela disse, mas sem se mover. Ambos tinham os rostos muito próximos.
Olhei para James e ele apenas sacudiu os ombros. Pensei realmente que eles fossem se beijar, mas então, a voz da pessoa mais antipática deste planeta os interrompeu. Realmente, hoje não era o meu dia.
- Não dá para imaginar que você tenha o sangue dos Black correndo pelas veias, priminho. – Disse Bella. Ela tinha a mesma beleza que o primo, mas o seu olhar era maldoso. – Está atrás desta garçonete outra vez?
Marlene e Sirius se endireitaram como que em posição de ataque. Eu trinquei os dentes e reparei que James apenas nos observava. Bella só piorara com os anos. Quando éramos mais novos não tínhamos tantos atritos com ela.
-Se ser um Black é ter algum grau de semelhança com você... - Sirius finalmente disse. – me sinto elogiado com o que disse, priminha.
- Ficar atrás de uma garçonete que ainda por cima o despreza, realmente, você tem muito para se orgulhar. – Bella gargalhou. Minha vontade era quebrar uma garrafa na cabeça dela.
- Quem te disse que eu o desprezo? – Marlene disse numa voz alterada, sem, no entanto, aumentar o volume. – Desprezo é o que sinto por você e sua irmã.
- É realmente lamentável a educação dos funcionários desta... desta... pocilga... - disse Bella lançando um olhar de nojo para mim e Marlene. – Peça para que sua mãe visite a minha mesa, Evans. Sou uma cliente preferencial.
Assenti e ela foi embora. Acompanhei seus passos e vi que ela se sentou com todos os seus amiguinhos. Ela estava certa, era uma cliente preferencial. Minha mãe apesar de odiá-la, como todos, tratava-a como uma rainha, aliás, a grande maioria da população deste vilarejo tem um respeito descabido por esta criatura. Minha atenção foi roubada por Sirius.
- Bom saber que não me despreza, Lene. – ele voltara ao bom humor anterior.
- Estou extremamente ocupada, Sirius. – Marlene o esnobou e saiu de perto.
- Dá para entender? – ele perguntou para mim e James que balançamos a cabeça em sinal negativo. – Vou me sentar, trouxe Tonks. Ela é muito nova pra ficar sozinha.
James bateu no ombro do amigo em concordância e disse que logo se juntaria a eles. Sirius piscou para mim, de forma que fora inevitável não ficar completamente rubra.
- Preste bastante atenção... - James disse pegando minha mão que estava sobre o balcão. – vou ter dar um dia pra você pensar no assunto. Amanhã eu passo na sua casa.
- Estou de castigo. – eu o lembrei. Por que ele tinha sempre de ditar as regras?
- Você não irá violar o castigo se me receber em sua casa, vai?- ele ergueu uma sobrancelha e eu fiquei sem resposta. –Lily, pense com carinho.
- Ok. - eu respirei fundo e retirei minha mão de baixo da dele. –agora me deixe avisar a minha mãe sobre os serviços preferências que ela precisa prestar...
Não havia problema em aceitar pensar no assunto porque este era um tema sobre o qual eu já havia refletido muito. James teria de se conformar em se apresentar sozinho. Não há como ele me convencer de participar. Amassei o panfleto que ele deixara sobre o balcão e o joguei no lixo.
Foi uma noite bastante trabalhosa no geral. Eu e Marlene fizemos um acordo não verbal de fingir não perceber o braço estendido de Bella, o que eu posso dizer que melhorou bastante meu humor. Enquanto servia os clientes, observava a mesa em que Sirius e James dividiam com Nynphadora Tonks. Da última vez que ela viera a Hogwarts ainda era uma garotinha, agora já devia ter seus 15 anos. Quando cheguei a minha casa caí, após meu banho, num sono profundo e sem sonhos.
Acordei de mau humor no dia seguinte. Terça-feira era o dia em que eu realmente me tornava escrava de meus pais. Precisava lavar a roupa e fazer algo parecido com uma faxina na casa, pelo menos, meu pai teve o bom senso de me trazer um prato de comida ao invés de me forçar a ir até o restaurante. Quando eu terminei de varrer a sala, o telefone tocou: era Frank.
- Foi lá ontem? – perguntei ao meu amigo, feliz de ter um tempo de descanso.
- Consegui levar uns chocolates, mas não demorei mais que 1 minuto. – ele me contou. – Os pais dela ouviram um barulho e eu tive que pular pela janela.
- Tomara que não tenham descoberto os chocolates! – falei preocupada.
- Eu não ouvi nenhum grito... - ele me tranqüilizou. – de qualquer forma acho que vou lá amanhã. Quais as chances de você poder ir comigo?
- Nulas – falei mordendo o lábio. – minha mãe ainda está muito brava.
- Vou desligar agora porque a Dora tá gritando aqui no meu ouvido. – ele me disse e nós nos despedimos.
Tomei um demorado banho, já que havia terminado meus serviços, e me vesti com a roupa que iria para o restaurante, mas sem colocar o avental. Eu ainda penteava meus cabelos úmidos quando a campainha tocou. Fui desesperada até a porta pensando que o louco pudesse realmente ter vindo.
- James! – eu abri a porta, depois ter o visto pelo olho mágico. – Minha mãe não vai deixar que eu saia, eu estou de castigo.
- Então, me deixe entrar. – ele sorria. Suspirei e deixei passagem para que ele invadisse a minha sala. James acrescentou do lado de dentro. – feche a porta. Sua mãe proibiu visitas?
- Na verdade não. – eu disse depois de bater a porta. James se sentou em meu sofá à vontade e eu permaneci de pé. – mas pode ter sido uma proibição omissa.
- De qualquer forma ela não me viu entrar... - ele me garantiu, enquanto tirava um papel dobrado do bolso. – Você vai ficar aí em pé?
- Não... -gaguejei, não sei por que estava tão nervosa. Sentei-me na mesinha que ficava no centro da sala, de frente para James. – pronto!
- Já pensou qual espetáculo que vamos apresentar? – ele não deixou que eu falasse. – não conheço muito de balé, meu forte é a música, mas precisamos nos inscrever até segunda...
- James! – eu falei espantada. – Você sabe de quanto dinheiro iríamos precisar?
- Imaginei que você fosse inventar um problema como este... - ele disse sorrindo e me passou o papel que tirara do bolso. Havia uma lista nele. – aqui estão nossas soluções.
- Lavar carros? – li uma das opções que ele escrevera.
- É algo bastante comum na América... - James deu de ombros. – acho que pode funcionar aqui, podemos falar com o cara do Posto de gasolina.
O cara do posto de gasolina se chamava Hagrid e por sinal era tão bom como grande. Não fora isto que suscitara a minha curiosidade.
- Você já esteve na América? – não consegui evitar a pergunta.
- Meus avôs maternos moram lá... – ele disse sem dar muita importância. – e então? Sabe algum espetáculo bom?
- James... - suspirei. – não vou participar deste concurso e não adianta nada disso que você está fazendo.
- Lil... - ele usou meu apelido e chegou um pouco para frente no sofá, inclinando seu tórax em minha direção. Eu tremia por dentro. –posso estar errado, mas você não daria tudo para vencer a Bella?
Bom... preciso dizer que ele estava certíssimo? Vencer a Bella, não vê-la ganhando o prêmio de verão, ao menos uma vez na vida, era meu maior sonho.
- O problema... - eu falei baixo. – que é pior perder pra ela do que simplesmente vê-la vencendo outras pessoas.
- Mas se você não tentar... - ele disse sério. –nunca vai conseguir... - então voltou a sorrir e encostar as costas no sofá. – e depois eu nunca entro num jogo para perder.
- Tão modesto... - eu ri. – Aliás, desde criança sempre foi a modéstia em pessoa.
Foi a vez de ele rir. Voltou a chegar para frente do sofá.
- Já que você não acredita em mim... - ele disse cheio de autoconfiança. – vamos fazer uma aposta?
- Que tipo de aposta? – perguntei com medo.
- Se eu convencer a sua mãe de te liberar do castigo... - ele me disse, enquanto passava a mão pelos cabelos. – você participa do concurso.
- E se você não conseguir? – questionei. Estava confiante em minha vitória. – o que eu ganho?
- Não volto mais a te perturbar com este assunto... - ele disse e estendeu a mão para mim.
- Isso e mais um chocolate? – pedi e James assentiu. Apertei sua mão estendida. – Já estou sentindo o gostinho da vitória. - impliquei.
- Isso é o que vamos ver... - ele riu.
- Deixa só eu pegar o avental... - eu disse o deixando sozinho para ir até meu quarto.
Peguei o avental que estava sobre a minha cama e o vesti. Voltei rapidamente para a sala, não tinha dúvidas de que ia ganhar esta aposta. James não teria chances com minha mãe. Quando retornei à sala, ele tinha uma fotografia minha em suas mãos.
- Eu e Alice na casa dela... - disse para ele, que botou o porta retrato novamente sobre a estante. – tínhamos dez anos aí...
- Pronta para perder? – ele perguntou com um sorriso presunçoso.
- Para vencer!- eu ri e abri a porta para que saíssemos.
Andamos lado a lado até o restaurante trocando sorrisos confiantes, um tentava intimidar o outro. Passamos por debaixo do balcão e seguimos em direção ao escritório de minha mãe. Marlene me lançou um olhar cheio de dúvida, mas eu a ignorei.
- Mãe... - eu entrei no escritório e James fez o mesmo atrás de mim. – conhece James Potter? Ele quer falar com a senhora.
- Lógico que me lembro do James. – minha mãe tirou os óculos e pediu que James se sentasse do outro lado da mesa que ela estava. Eu continuei em pé, queria assistir a cena. – Como vai? O que posso fazer por você?
-Senhora Evans, eu vim falar sobre a festa de Sirius... - o incrível é que ele continuava confiante, em nenhum momento percebi sua voz vacilar. – sei que a senhora ficou brava com a Lily por ela ter ido...
- E com razão... - minha mão falou convicta e eu vibrei por dentro. – Lily me disse que iria para a festa de Frank.
- Na verdade, senhora, ela não disse. – James falou calmamente e eu estranhei aonde ele queria chegar.
- Eu me lembro bem... - minha mãe coçou a cabeça. – Alice me ligou e perguntou se Lily poderia ir a uma festa na casa de Frank.
- Exatamente... - ele concordou. –foi Alice quem mentiu. Lily nem ao menos pediu algo para a senhora...
- Mas... - minha mãe não pode completar seu raciocínio.
- Lily só soube de toda esta história durante a festa... - agora era James quem mentia, mas eu estava completamente hipnotizada pela maestria com a qual ele discursava para interferir. – ela pensava que a senhora sabia que a festa era na casa de Sirius.
-Verdade, filha? – minha mãe questionou a mim já com uma voz mais branda. Não sei o que me levou a assentir.
- Senhora Evans, eu estive com Lily o tempo todo... - ele continuou. –nós não chegamos a entrar na casa, ficamos nos jardins... - estava impressionada de como ele mentia bem. – depois eu as levei para casa, pode perguntar a Marlene, que encontramos por lá num acaso, se elas não se comportaram.
A verdade daquilo tudo que ele disse foi que eu me comportei e que ele esteve mesmo ao meu lado. Minha mãe parecia pensativa.
- Deixe que ela livre deste castigo - ele pediu. E estava claro para mim a minha derrota.
- Certo... - minha mãe disse lentamente. –acho que Lily já aprendeu a lição... – depois ela olhou de mim para James desconfiada. – estão namorando?
- Não! – eu finalmente consegui me manifestar, indignada. Realmente estava cercada de pessoas que me faziam passar vergonha. – James é apenas um amigo...
-E a senhora não tem idéia de como tive que batalhar para conseguir ser chamado de amigo... - ele falou em tom divertido e minha mãe sorriu. Dava para ver que ele a tinha conquistado.
- Eu sei que a conversa está ótima... - falei irônica. –mas tenho que trabalhar... vamos, James?
Saímos do escritório e dali até o balcão, James cantou vitória e eu permaneci emburrada. Era repugnante como ele sempre vencia. Até que cansei de ouvir suas risadas.
- Olha aqui... - eu disse com o dedo levantado pra ele. –eu não sei como, mas agora nós teremos que vencer esta droga de concurso...
- Vejam só... - Marlene passou por nós e jogou uma toalha sobre os ombros de James. –não sabia que haviam contratado um novo funcionário. - ela brincou com o fato de James estar atrás do balcão.
Tirei a toalha do ombro de James e o espantei para fora. Ele saiu por debaixo do balcão e se sentou na cadeira alta onde sempre ficava. Ficou ali me observando trabalhar e às vezes me lembrando de que eu havia perdido a aposta. Só me vi livre dele quando Remus e Sirius chegaram. Este verão estava se encaminhando para ser um dos piores de minha vida.
Minha mãe me liberou mais cedo naquela noite de modo que consegui acordar de bom humor na quarta-feira, o que era algo completamente irracional se você for pensar que em algumas semanas estarei fazendo uma apresentação para o prêmio de verão. Aproveitei minha recém conquistada liberdade e fui pedalando até a casa de Frank. Tínhamos planos de invadir patrimônio alheio.
Da janela do quarto de Dora podíamos vigiar a entrada da casa de Alice. Tivemos que prometer alguns chocolates à irmã de Frank para que ela nos deixasse apreciar a vista, contudo, valeu à pena. Conseguimos visualizar com exatidão o pai de Alice saindo em seu carro para trabalhar e também observamos quando sua esposa saiu para visitar a vizinha de frente.
Neste momento oportuno, corremos em direção a janela do quarto de minha amiga e batemos no vidro. Alice demorou alguns segundos para abrir a janela para nós com um sorriso enorme no rosto. Mais feliz ela ficou quando abriu o saco cheio de mantimentos de supra importância que trouxe do restaurante de minha mãe, na sua maioria doces. Frank se sentou no chão com as costas na parede enquanto eu e Alice nos deitamos na cama dela de frente para ele.
- Lily, preciso de novidades! – Alice anunciou.
- Desculpe... - fiz uma careta. –não sei nada sobre o Robert...
Recebi uma travesseirada como resposta. Frank gargalhou, mas se conteve para mordendo um pedaço da barra de chocolate.
- Estou querendo saber de você e James... - ela falou animada.
- Não existem novidades sobre este tema... – falei desanimada, me deitando de barriga para cima.
- Só coisas do cotidiano... - Frank me delatou. – é tão habitual que Lily participe do prêmio de verão, não é mesmo? – Alice deu um gritinho e ele continuou. – James conseguir te livrar do castigo também não é mais novidade, não é, Lil?
- Na verdade... - voltei a encará-los. – uma coisa levou a outra...
Expliquei para os dois tudo o que ocorrera nos últimos dois dias. Eu só havia falado por alto para Fran, já que ele insistira em saber como eu escapei tão rápido do castigo. Depois que terminei de contar, Alice estava pulando pelo quarto a procura de roupas e tecidos.
- Lily! – ela disse radiante de felicidade. – Vocês têm de me deixar produzir o espetáculo...
- O que você sugere? – perguntei por que estava realmente em dúvida.
- A Bela Adormecida! – ela falou cheia de entusiasmo, Frank se manteve comendo o seu chocolate.
A Bela Adormecida de Tchaikovsky era realmente um Balé clássico e lindo. Teria que fazer algumas adaptações, pois seria necessária uma equipe completa de bailarinos. Porém, o mais importante era que a prima de Sirius jamais se apresentara com este espetáculo.
- Nós vamos fazer uma mistura... - Alice disse enquanto andava de um lado para outro. – não será só Balé, podemos chamar as suas alunas... e Sirius terá de ser o príncipe!
Certo, por que eu deixo que as pessoas me convençam de coisas absurdas? A cada dia que passa acho cada vez mais sensato que eu comece uma terapia, preciso me impor mais perante meus amigos. Ouvimos passos dentro da casa e suspeitamos do retorno da mãe de Alice aos seus afazeres do lar. Nos despedimos e ela me entregou uma lista de exigências sobre seu bolo de aniversário para que eu entregasse a meu pai.
Almocei na casa dos Longbottom e tive uma tarde bastante agradável ao lado de meu amigo. Era sempre muito bom ver os desenhos favoritos de Dora na presença de Frank, seus comentários sarcásticos sobre os personagens mais pueris eram absulutamente hilários, de modo que, durante boa parte do filme, Isadora pedia para que calássemos a boca.
Pedalei de volta para casa quando o sol já se punha. Adorava o visual que o vilarejo adquiria nesta hora do dia. Cheguei em casa, troquei de roupa e fui para a dura realidade do restaurante. Marlene e Sirius pareciam discutir quando passei por debaixo do balcão. Como eles falavam sério, sem risadas ou caretas de sarcasmo, resolvi deixá-los a sós e fui lavar a louça que John deixara acumular.
Quando retornei ao balcão para receber o pagamento de um cliente, Marlene já não estava por lá, no entanto, Sirius ganhara a companhia de James e Remus. Dei o troco ao turista que eu desconhecia de nome e me encaminhei em direção aos garotos. Eles estavam sentados nos bancos e pareciam conversar sério.
- Não vão querer uma mesa hoje? – perguntei interrompendo-os.
- Lily! – Sirius parecia genuinamente feliz em me ver ali. – era exatamente de você que eu precisava.
- Devo ficar com medo? – perguntei aos outros dois enquanto apoiava meus cotovelos sobre o balcão.
-De Sirius? – Remus se fez de desentendido. – Um ser tão inofensivo.
-Cale a boca, Aluado... - Sirius disse educadamente, como sempre. – você tem como conseguir as músicas prediletas de Marlene?
-Posso tentar... - falei indiferente. Não havia mal naquilo, certo?
- Se o Pontas não estivesse ali do lado eu até arriscaria te dar um beijo de agradecimento... - Sirius brincou.
- Mas eu posso agradecer por ele... - James fez a piada fazendo os outros rirem e eu revirar os olhos.
Voltei ao meu trabalho e deixei os três conversarem entre si. Era no mínimo estranho que estivessem tão entretidos, certamente estavam tramando alguma coisa. Balancei a cabeça me deixando rir, eles nunca iam deixar de ser os Marotos.
O ponto ápice de minha noite foi Bella não ter aparecido. Era realmente algo glorioso, mas não amenizava a quão exausta eu estava. Meus pais foram embora, assim como Marlene. John fechava as portas e saí para esperá-lo do lado de fora. Comecei a ficar nervosa quando percebi quem estava sentado na rua.
- Lily... - James disse quando eu me sentei ao seu lado no meio fio da calçada. - eu estava te esperando...
- Falei com Alice sobre o prêmio de verão... - disse encarando-o. Surpresa constatei certa tristeza em seus olhos. – aconteceu alguma coisa?
-Não... - ele sacudiu a cabeça, como se espantasse pensamentos. – Falei com Hagrid hoje e ele disponibilizou o posto para nós...
- Acha que convence Sirius a ser o príncipe da Bela Adormecida? – indaguei fazendo uma careta. – Exigências de Alice...
- Será mais fácil do que você imagina... - eu ri e ele sorriu de volta. Voltei a enxergar certa melancolia em seus olhos. – vou adaptar as músicas para o piano...
- Alice vai te dizer qual delas vamos utilizar. Ela vai fazer metade como puro teatro e só parte com balé... e também não teremos todas as fadas... - expliquei antes de apoiar minha mão em seu joelho. – tem certeza que está tudo bem?
- Você sentiu minha falta durante esses anos? – ele disse pegando a mão que eu havia apoiado em seu joelho. Ele me olhava tão intensamente que fiquei completamente incapaz de responder. Com um instinto de proteção, tirei minha mão da dele e me levantei. – O que houve?- ele disse se levantando também.
- Houve que eu não quero sentir sua falta novamente... - enquanto as palavras saiam de minha boca eu já lamentava de tê-las dito.
- Nem eu... - ele disse e eu cheguei mesmo a acreditar que ele estava sendo honesto.
- Acontece que você vai embora ao final das férias... - eu disse baixo e ele permaneceu imóvel, sem palavras, apenas respirando fortemente. – esqueça o que eu disse... ok? Vamos nos concentrar no concurso... nos vemos amanhã?
James assentiu ainda cabisbaixo e beijou meu rosto de forma tão demorada que eu cheguei mesmo a fechar meus olhos. Estava acontecendo novamente, eu estava me apegando a um turista, melhor dizendo, ao mesmo turista. Começo mesmo a duvidar que um dia eu tenha conseguido me desapegar dele.
- Nos falamos amanhã... - James concluiu quando John apareceu me dando as chaves e se despedindo.
James entrou em seu carro e ficou esperando que eu entrasse em casa. Acenei para ele, quando abri o portão, mas não sei se ele retribuiu devido ao filme escuro do vidro. Somente quando fechei a porta atrás de mim que ouvi o som de motor de carro dando partida. Por que as coisas não podiam ser mais simples em minha vida?
Nota da autora:
Olá, meus queridos! Queridos mesmo, pois temos pelo menos um menino lendo a história, Aeê! Tudo certinho com vocês?
Desculpem o final meio dramático, rs, eu estava dramática ontem, quando escrevi. Vocês sabem primeiro dia de retorno a faculdade deixa a gente assim, né? Fora que eu só me enrolo cada vez mais, já que eu também tenho que colher os dados de uma pesquisa e terminar de escrever o artigo de outra. Pra ser sincera, o internato de Ginecologia está bem light, pelo menos até agora, por isso estou aqui hoje, antes de dar a hora do curso. Aliás, já recebi 5 apostilas e ... não terminei nenhuma.
Já disse que tenho Déficit de Atenção? Perdão pelo mix de assuntos. Vamos à fic... gostaram? Alice hiperativa do jeito que é presa num quarto é mais que tortura, tadinha. Lily e James trabalhando juntos é o que vamos ver nos próximos caps. Alguém consegue prever quem será o par de Remus? E o que o "príncipe" Sirius planeja?
Quem puder me deixa um comentário?
Beijinhos infinitos e muito obrigada!
Ju
p.s. Perséfone, muito obrigada! Você é um anjo, mesmo com este nome.
p.p.s. Perséfone pede para eu comunicar: "que devemos fazer um sindicato de proteção a James porque Juliana Montez eh muito malvada com ele"
