Respondendo aos comentários:
Ninha Baldelaire: Oie! Que bom que achou a revelação de James compreensível.Eu mesma não me perdôo por de certa forma ser a culpada de tê-lo feito sofrer tanto. Sobre o telefonema, bem, você vai ler daqui a pouco. E sim, eu topo escrever a continuação de James e eu, na verdade, eu estou no meio do terceiro capítulo, só me falta dedicar mais tempo para a fic. Beijinhos infinitos e muito obrigada.
Alice D. Lupin: Olá! Muito tempo mesmo, saudades. Sei bem como é isso de faltar aula e ficar perdido, não por experiência, mas eu tenho pavor, diria que até certo pânico de faltar aula só de pensar nas conseqüências. Mas a Disney vale a pena, ainda mais se for no parque do Harry Potter, sou louca para conhecer. Nossa fiquei super feliz pela viagem e o curso que fez, tenho certeza que vai acabar sendo uma dessas artistas famosas, você ama a arte. Eu também adoro a Alice, a quem mais seu Nick faz homenagem? Sobre o drama, juro que me sinto culpada por ter feito o James sofrer tanto assim. Não consegue dormir em viagem? Eu durmo todo dia da faculdade para casa, no ônibus, rs. Não demorei muito, né? Beijinhos infinitos e muito obrigada.
Maria Clara Sifuentes: Oie! Eu sumi mesmo em fogos de artifícios, mas é que eu fui atrasando os capítulos por falta de tempo e quando vi já tinham vários para eu ler. Estou à espera de um dia que eu tenha uma tarde inteira livre pra por a leitura em dia, ok? Desculpe a ausência. Fico feliz que tenha gostado do capítulo, e da surpresa da Alice para o Frank. James sempre tem perdão, mas desta vez ele realmente mereceu um, não acha? Bom, vou deixar que você descubra abaixo como ficou o final. Beijinhos infinitos e muito obrigada.
Palas: Olá! Que saudades! Ah, a clínica é apaixonante, aproveite bastante. Eu não gosto de cirurgia, tanto que optei por rodar na anestesia que é bem mais clinica, no entanto, nas últimas três semanas terei que passar na cirurgia geral, não tem jeito. Eu tenho quase certeza absoluta que vou fazer residência em medicina da família e comunidade, não é algo que seja muito convencional e o retorno financeiro nas cidades grandes não é muito bom, mas eu sou realmente apaixonada, o retorno que você recebe como profissional e ser humano é muito enriquecedor. Porém, nessa vida, nada é imutável, daqui a alguns anos poso estar com um discurso completamente diferente. Ah, cena da cortina no capítulo 9 também foi a minha predileta, rs. Tonks é fofa, né? Ainda vou fazer uma fic em que eu a explore mais, ela sempre fica mais na periferia da história. Bom, você verá o que aconteceu com o James logo, logo! Beijinhos infinitos e muito obrigada.
Mila Pink : Oie! Que bom que entendeu o motivo de James, eu me sinto um pouco culpada por o ter feito sofrer tanto. Sobre o que ele vai fazer, bem, você vai ler daqui a pouco. Espero que não o condene, ele é apenas um bom menino. Quanto ao Sirius ele é um pouco mais cabeça dura do que você pensa, mas é claro que tudo termina bem. Beijinhos infinitos e muito obrigada!
Maga do 4: Olá!Puxa, menina, tem que continuar, o primeiro capítulo é sempre o que escrevemos mais rápido, pela empolgação da idéia, o lance é não desistir. Aliás, obrigada por não desistir de mim. Eu não sou má, juro que o final será bem feliz, é só ler aqui embaixo. Beijinhos infinitos e mais uma vez obrigada!
Bianca Evans: Oie! Feliz que tenha gostado do capítulo, eu continuo achando que ele poderia ter ficado melhor, rs. Eu até me senti culpada pelo drama de James, sério, senti muita pena dele, foi um parto para fazer aquele diálogo, rs. Sobre o que aconteceu agora, bem, você lerá aqui embaixo, e acho que fui rápida mais uma vez. Beijinhos infinitos e muito obrigada!
Dani Prongs : Olá! Que bom que não desistiu da fic! Fico feliz que tenha gostado! Espero que este capítulo termine de vez com suas curiosidades! Beijinhos infinitos e muito obrigada!
Mrs. Na Potter: Oie! Pois é, estou com saudades. Aliás, vou tentar betar seu capítulo no mais tardar amanhã, ok? Eu cada vez mais arranjo mais coisas para me ocupar. A única certeza que te dou é que fic minha sempre tem final feliz, rs, então leia abaixo e logo você vai descobrir o desfecho. Obrigada pela compreensão com a demora. Beijinhos infinitos e mais uma vez obrigada!
Vanessa S. : Olá! Fica tranqüila, peguei o ritmo, aqui está o último capítulo, sem mais demoras. Fico feliz que tenha gostado! Sirius sempre rouba a cena, se não fosse assim não teria a menor graça, você vai ver a reação dele. E também verá o desfecho de James e Lily. Espero que goste. Beijinhos infinitos e muito obrigada.
Gabriela Black: Oie! Desculpe o capítulo em miniatura, rs. Esse ta um pouco maior, espero que goste. Aliás, adorei a sua fic nova com a sua amiga, a que namora o Remus seu amigo, promete ser muito fofa. Mas eu quero mesmo é atualização no Vulgo Potter, ouviu bem? Vou cobrar no dia 18, que está chegando. Beijinhos infinitos e obrigada.
Carol Mamoru : Olá! Estou muito feliz que você e seu amigo tenham feito as pazes, e principalmente por ele ter se livrado da tal Hestia. Eu sei que exagerei, tadinho do James, estou até me sentindo culpada pelo sofrimento que criei pra ele, rs. Sobre o que vai acontecer agora, bem, você vai ler daqui a pouco. Que bom que gostou da declaração da Alice, rs. Você não me aperreia, ao contrário, me estimula a não desistir apesar da loucura que às vezes me parece continuar insistindo, devido a minha falta de tempo. Eu já estou escrevendo o terceiro capítulo da continuação de James e eu, vou postar assim que possível. Beijinhos infinitos e muito obrigada!
Ins: Oie! Que bom que entende o James, e calma, leia o capítulo todo para entender o que aconteceu, e as decisões tomadas. Fico feliz que tenha gostado de Alice e Frank, adorei escrever sobre eles nesta fic. Sirius sempre rouba a cena, aqui não vai ser diferente, pode apostar. Eu postei rápido, né? O Harry conseguiu não só gostar do Snape como dar o nome dele a um de seus filhos, acho que o pai e o padrinho devem ter ficado mega irritados onde quer que eles estivessem. Meus três tios também nasceram na Ilha da Madeira, só meu pai que é Brasileiro, meu padrinho era de Lisboa mesmo. Nunca fui aí, na terrinha, como minha tia fala, mas um dia, depois que eu me formar, devo visitar com meus pais e tal. Aliás, meu irmão está até tirando dupla nacionalidade. Beijinhos infinitos e muito obrigada.
Sango7higurashi : Olá! Não fala assim vai, estou mega culpada de ter feito o James sofrer tanto. Perdão pelo capítulo em miniatura, e fico feliz que tenha gostado da surpresa de Alice. Beijinhos infinitos e muito obrigada.
Melly Badaro : Oie! Fico feliz que tenha gostado do capítulo! Que bom que achou justo o motivo de afastamento do James, estou super culpada por tê-lo feito sofrer tanto. Alice é fofa né? Ela e Frank foram meus prediletos nesta fic. Ah, desculpe por passar as emoções da Lily para você, mas fique tranqüila que no final ela está bem feliz, como não poderia deixar de ser. Pois é, além do drama amoroso, ainda temos o prêmio de verão. Adorei seu comentário, ri horrores com ele, de verdade. Bem, você vai descobrir tudo agora, espero que goste. Beijinhos infinitos e muito obrigada.
Eleonor Evans: Olá! Eu não sei da Cris, aliás, sinto muitas saudades dela. Da última vez que falei com ela pelo Orkut estava muito envolvida com a faculdade, deve estar sem tempo, esse inicio é realmente complicado. Eu que fico feliz em saber que vocês não me abandonaram, minha história com o fanfiction ainda vai durar muitos anos, não me canso de James e Lily.
CI Potter: Oie! Tudo bem sim, e você? Que bom que entendeu a justificativa do James, e eu me sinto culpada por tê-lo feito sofrer tanto, mas era um mal necessário para a história acontecer, rs. Logo abaixo você vai descobrir o defecho da história toda, espero que goste. Eu já estou escrevendo o terceiro capítulo da continuação de James e eu, mas devo demorar umas duas semanas para postar ainda, porque tenho que averiguar uns detalhes. Beijinhos infinitos e muito obrigada.
Vilarejo.
Capítulo 11.
- Tem certeza que não quer um biscoito? – Frank me oferecia, ele e Alice estavam em minha casa. Aceitei um por educação, mas não o levei a boca.
Sei que eles queriam me animar, mas o que eu mais desejava é que fossem embora. Já estava farta da conversa de que tínhamos que continuar com os treinos para o prêmio de verão, realmente isso já não fazia sentido para mim. Na verdade, a única coisa que eu queria era que esse verão acabasse de uma vez e as aulas se iniciassem, minha mente precisava de ocupação urgentemente.
- Lily, veja bem, nós suamos para conseguir aquele dinheiro. – Alice me disse seu discurso decorado mais uma vez. – Chegamos mesmo a lavar carros, meus avôs apostaram na gente, não podemos simplesmente desistir, você sabe que não.
Pelo menos meus amigos estavam bem. Dava para ver como se tratavam com carinho, a toda hora se tocavam e ficavam de mãos dadas. Alice estava sentada na ponta de minha cama, vi como ela trocou um olhar com Fran para que ele a ajudasse a me convencer. Eu tentava arrumar meu armário, ou pelo menos fingir que o fazia, não queria que a visita deles se prolongasse por muito tempo.
- James não prometeu que voltaria para o prêmio? – Frank resolveu ir direto ao ponto.
Realmente ele havia dito isto. Acho que ele teria dito qualquer coisa para que eu me acalmasse, não fiz escândalo, nem me debulhei em lagrimas, algumas apenas me escaparam, mas fiquei estática, sem conseguir esconder totalmente como me sentia por ter de vê-lo partir mais uma vez. O fato é que ele precisava arrumar desculpas, para ele mesmo, de que nós nos veríamos novamente, chegou mesmo a dizer que eu poderia estudar em Harvard no ano que vem, como se algum dia minha família fosse ter dinheiro para isso. Na hora eu apenas assenti, não consegui desejar melhoras a avó dele, e nem responder a pergunta que ele me fez ao pé do ouvido em quanto me abraçava.
- Não vou discutir isso com vocês, certo? – eu disse exausta para meus amigos. Joguei-me sobre minha cama.
- Quando James voltar, não vai gostar nada de saber que você desistiu do prêmio de verão. – Alice me disse em tom de aviso. Ela realmente achava que ele fosse voltar.
Sinceramente, nem mesmo James poderia saber se ele poderia voltar ou não. A avó dele estava doente, como ele pode me garantir uma coisa dessas? E eu não me apresentaria sem ele, o pesadelo não iria se repetir.
Eles foram embora e eu arrumei todo meu armário minuciosamente. Tomei um banho e me deitei, mesmo sendo cedo demais acabei por adormecer. Desta vez tudo estava sendo bem pior que há cinco anos.
- Lily! – minha mãe batia na porta do meu banheiro. Saí do banho ainda enrolada na toalha para saber o que ela queria, abri uma brecha para encará-la. – Estou indo para o restaurante, tem um amigo seu na sala te esperando, e hoje à noite te espero para o trabalho, não vou aceitar desculpas. – revirei os olhos e ela suspirou impaciente. – Falo sério, Lily, aquele garoto já foi embora há uma semana, você tem que voltar a ter uma vida normal.
- Posso me arrumar? – eu perguntei com irritação. Ela soltou a porta e eu voltei para o banheiro a fim de me vestir.
Sei que eu estava tratando a todos mal, mas é que ninguém parecia entender que eu só queria que o resto do verão se findasse num piscar de olhos. Ninguém compreendia que tudo naquela cidade cheia de turistas me lembrava a ele, que se eu fosse para o restaurante e não o visse sentado em seu banco junto ao balcão, meu coração se encheria de tristeza, e passear pelas ruas sem a esperança de encontrá-lo era algo assustador.
Fui para sala e quase saí correndo quando avistei Sirius sentado em meu sofá. Era só o que me faltava, aposto com Alice o tinha convencido a vir me procurar. Ele abriu um grande sorriso ao me ver e o cumprimentei mal humorada, sentando-me ao seu lado.
- Marlene me disse que anda mal. – ele me disse. Então havia sido a namorada dele quem o mandara, pensei com revolta, as pessoas precisavam entender que eu queria ficar sozinha. – James não está nada bem também, sabe, a avó dele ainda está de cama, ele não sabe se é algo grave.
Olhei para ele com interesse. Tinha me esquecido que ele se comunicaria com o amigo, talvez não fosse tão ruim receber a sua visita. Sirius se endireitou no sofá chegando mais perto de mim.
- Escuta, preciso de um favor seu. – eu arregalei os olhos em resposta a audácia dele.
- Não acredito que você e Marlene já brigaram! – disse com exclamação.
- Não. - ele disse fazendo pouco caso de minha suspeita. – quero dizer nós já brigamos, mas estamos bem. Preciso da sua ajuda com outra coisa. – eu o observei com estupefação, era eu quem estava mal e ele vinha a minha casa me pedir ajuda. – James quer falar com você, e pediu que eu viesse aqui, parece que você não atende ao telefone de casa e não tem um celular.
Meu coração pulou de entusiasmo. Ele queria falar comigo, afinal!
- Bem... - ele me disse. – trouxe meu celular e vou discar o número dele pra que vocês conversem. – continuou – quando você falar com ele tente o convencer a vir pra Hogsmead, é o que te peço.
- Impossível. – eu falei imediatamente. – Ele vai pra Harvard, era o sonho da mãe dele.
- Você não conheceu os pais de James. – Sirius riu um pouco. – é verdade que a mãe dele mencionava Harvard, mas ela jamais o obrigaria a isso. Os pais dele eram bem diferentes dos meus.
- Mas James me disse que era o sonho da mãe dele. – eu expliquei. - E ela não está mais aqui para dizer o contrário.
- Isso é coisa da avó dele. – Sirius revirou os olhos. – quer sempre os netos em volta dela. – ele voltou a sorrir pra mim. – tenho certeza que se você pedir, ele se matricula em Hogsmead.
- Eu já pedi uma vez. – eu disse fazendo uma careta. – não deu certo.
- Lily, por mim, ele foi meu melhor amigo a vida inteira, não quero que ele vá para outro país. – ele conseguia ser mais insistente que o amigo.
- Vou tentar... - prometi.
Sirius discou o número de James no celular e me entregou o aparelho. Após dois toques ele me atendeu, quase pulei do sofá quando ouvi a sua voz.
- Alô- eu o ouvi dizer. – Alô? – ele testou mais uma vez o canal de comunicação. – Sirius? Lily, é você?
- É. – eu respondi ainda em choque.
- Ah, que bom! – ele falou. – tem noção de quanto é difícil falar contigo? – Sirius tentava obviamente escutar o que falávamos, mas como eu estava calada, o fazia sem sucesso. – Lil? Você tem que falar para que eu consiga te ouvir aqui, sei que é capaz de aprender a usar um celular. – ele fez a graça no mesmo tom divertido de sempre, parecia até que estava aqui comigo.
- Eu sei muito bem falar num celular! – disse indignada com a insinuação dele. Ouvi sua risada do outro lado da linha. Que saudades eu tinha de ouvi-la, quase fechei os olhos para imaginá-lo, mas Sirius estava bem atento aos meus movimentos. – Como está sua avó?
- Já saiu do hospital. – ele parecia preocupado ou talvez exausto. – Agora está aqui em casa, no quarto.
Sirius balbuciava para que eu falasse sobre Hogsmead, mas eu tentava ignorá-lo.
- Espero que ela melhore logo. – eu desejei. Tive que levantar para me desvencilhar de Sirius que começou a sacudir meu braço.
- Como estão os ensaios? – James me perguntou e eu gelei sem saber o que dizer em resposta. – Eu estou tocando aqui todos os dias, vou dar um jeito de voltar no dia do prêmio, prometo.
- Jura? – eu mordi meu lábio inferior, sei que provavelmente sou o ser mais patético do mundo, mas meus olhos se encheram de lágrimas.
- Juro. – ele disse de modo doce, como se pudesse adivinhar minha reação exagerada. – estou morto de saudades. – houve algum silencio no qual Sirius me sacudia, de forma a acabar com todo o romantismo do momento. – Posso ligar pra sua casa mais tarde? Assim o Sirius nos deixa em paz?
- Ele te ouviu, idiota! – eu disse para Sirius que finalmente me soltou. – Desculpe James, mas seu amigo sofreu pequenos traumas na sua ausência.
- Me deixa falar com ele! – Sirius roubou o telefone de minha mão, mesmo que eu relutasse contra isso. – Já falou com seu avô sobre Hogsmead? – me joguei no sofá e cruzei meu braços, não dava para acreditar que ele estava me impedindo de falar com James. – Ah, cara, sem essa! – ele ficou em silencio fazendo som de concordância durante alguns minutos. – Ta bom, ta bom!
Sirius estendeu o telefone para que eu o pegasse e disse que ia para o restaurante, que depois eu devolvia para ele lá. Acho que James também ficou com raiva por ele nos ter interrompido.
- Ele foi embora... - eu disse depois que o vi batendo a porta de minha casa.
- Então, eu posso te ligar mais tarde? – ele me perguntou novamente. – daqui a pouco tenho que sair com meu avô.
- Pode, claro. – eu respondi imediatamente.
- Tem certeza que vai atender? – ele riu.
- Absoluta. – eu disse convicta.
- Não corro o risco de ficar sem ouvir a sua voz por mais uma semana? – ele perguntou agora sério, num tom quase melancólico.
- Absolutamente não. – eu ri. – não fazia idéia de que estava me ligando, por isso não atendi.
- Eu te amo. – ele repetiu o que disse em nosso último abraço, bem em meu ouvido. – me espera?
- Sempre. – desta vez eu o respondi.
Saí de minha casa tão feliz por ter falado com James, que me minha mãe e Marlene até mesmo se assustaram. Voltei a freqüentar o restaurante, nem mesmo Bella me tirava do sério, só conseguia pensar que quando chegasse em casa receberia um telefonema. E ele sempre ligava, religiosamente, não falávamos nada que de fato fosse importante, como sobre a sua volta, ou a escolha da faculdade, mas nos falávamos.
Voltei também a ensaiar para o prêmio de verão, os outros haviam continuado sem mim, de modo que não nos atrasamos muito. Aliás, os dias estavam sendo cansativos e proveitosos, a cada ensaio ficava mais feliz com a atuação de Sirius, e Tonks era extremamente talentosa. Ao mesmo tempo, a proximidade que estávamos do grande dia me assustava, tanto pela apresentação, quanto por James ainda não ter voltado.
Na véspera da apresentação eu estava tão nervosa que fui a primeira a ir para o banheiro me trocar, quando o ensaio geral terminou. Eu estava soltando meu cabelo do coque quando ouvi gritos, sai correndo e vi de quem eram as vozes.
- Você não tem direito algum sobre mim! – Tonks falou para o primo. Olhei para o constrangimento de Remus e percebi que Sirius deveria ter pegado-os em flagrante atrás das cortinas.
- Você é uma criança! – Sirius falou sério. Depois se virou para Remus colocando o dedo sobre o rosto do amigo. – Nunca pensei que fosse me trair; não desse jeito.
- Ninguém te traiu, cara. – Remus manteve o olhar firme apesar da hesitação com a qual falava, dava para ver que temia por este momento. – Eu gosto de sua prima, de verdade.
Sirius olhou para ele com raiva e eu resolvi interferir antes que ele acabasse batendo no amigo. Eu o puxei pelo braço e apesar da resistência, acabou vindo comigo, resolvi o levar até o restaurante, Marlene sempre colocava suas idéias em ordem. Nós nos sentamos numa das mesas, e ele não parava de fazer sinais negativos com a cabeça.
- Qual o problema de eles estarem juntos? – eu perguntei. – Eles se gostam.
- Ela é uma criança! – ele disse com indignação.
Marlene veio até nós, já de avental, mas até assim ela parecia uma artista de cinema. Aproveitou o pouco movimento para se sentar conosco, como Sirius mal respondeu ao beijo que ela lhe deu, resolvi contar o que havia acontecido no teatro. Ela gargalhou deixando o namorado intrigado.
- Faça-me um favor, Black. – ela revirou os olhos para o namorado. – Tonks não é mais uma criança.
- Ela é muito mais... - ele coçou a cabeça sem saber muito bem como argumentar, mas Lene o interrompeu.
- Muito mais nova do que Remus? – ela completou a frase dele. – E você é bem mais novo do que eu, meu bem, qual a diferença?
- Bom...- ele demorou para responder, e eu tive que prender o riso. – ela é minha prima.
- E já deve ter muita gente chata para aporrinhar ela com este namoro. – Marlene disse prontamente. – Ou você acha que sua mãe vai gostar que ela se envolva com um garoto sem dinheiro, que tinha bolsa para estudar na escola de vocês?- Sirius abriu e fechou a boca, então Lene continuou. – Vai mesmo ficar do lado de sua mãe? Ou de Bella? Ou vai ficar do lado de seu amigo e sua prima?
- Falando desta forma... - ele suspirou. – até que você pode ter razão.
- Vai acabar perdendo amigo se não for logo se desculpar. – Ela o ameaçou.
- Foi demais para mim, ver a minha priminha sendo agarrada, ok? – Sirius se defendeu. E desta vez eu ri sem medo, só ele mesmo.
- Eu mereço! – Marlene disse beijando a testa do namorado e saindo de nossa mesa para atender a um cliente que havia chegado. – Realmente, eu mereço!
Fiquei por mais um tempo conversando com Sirius. Aos poucos ele foi voltando a seu estado de calma habitual, e eu pude rever com ele alguns pontos de nossas falas. Não tocamos no assunto sobre a presença ou não de James no dia seguinte, mas eu começava a achar que ele não conseguiria cumprir a sua promessa.
A noite passou mais rápida do que eu imaginava, cheguei a me sentar no sofá quando voltei para casa, mas James não ligou, acabei adormecendo ali, ao lado do telefone. Acordei assustada no dia seguinte, com a luz do sol que penetrou pela janela da sala, tomei um banho longo e peguei a minha mochila, aquele poderia ser o melhor ou o pior dia de minha vida.
Frank veio me pegar em casa, em seu carro estavam minhas pequenas alunas e Alice. Minha amiga tinha em mãos todas as nossas fantasias, ainda teríamos de experimentá-las e ensaiar durante toda a manhã. Quando chegamos ao teatro, Remus veio até mim com uma fita, nela havia as canções que James deveria tocar durante a peça, pelo visto nem o amigo achava que ele fosse capaz de chegar a tempo.
Vi que Sirius estava conversando normalmente com a prima e Remus, e chamei Tonks para que nós fossemos nos maquiar. Eu disse a ela que eu já sabia do romance dela com Remus e que apoiava os dois, ela pareceu ficar bastante contente, e disse que Sirius fingiu não ter acontecido nada depois que voltou para casa no dia anterior. Sabia que ele não pediria desculpas.
Conforme as horas passavam meu coração acelerava, o teatro começava a ficar cheio e nada de James chegar. Bella e os amigos passaram pelo nosso pequeno camarim, e ela fez questão de perguntar pelo nosso pianista, vi que Snape sorriu ao constatar a ausência de James e eu tive que me conter para não socá-los de raiva. Sirius tentou ligar para James do celular e não obteve resposta. Já estávamos todos prontos em nossas fantasias quando eu finalmente assumi que ele não viria.
Assistimos do camarim a apresentação de cinco grupos, os aplausos do público me assustavam. O homem que estava organizando o evento veio até nós e explicou que seriamos os próximos, fui até minhas alunas para dar a elas as últimas instruções, já que elas seriam as primeiras a falar. Remus e Frank foram se sentar na platéia para nos assistir de lá, e eu respirei fundo, antes de dizer a todos que estava na hora.
- Bom, gente, está na hora. – eu disse lutando contra uma emoção que teimava em tomar conta de mim. – Quando James me convenceu a participar disso aqui novamente, eu disse a ele que não tínhamos outra opção senão vencer, falei que pior do que ver Bella vencer todos os verões, era perder para ela. – eles me ouviam com atenção, tentava ser rápida. – Hoje eu sei que nada disso importa, nossa peça ficou ótima, trabalhamos muito nela, e mesmo que tudo dê errado, as pessoas mais importantes estarão lá para nos aplaudir. Foi um prazer ensaiar com todos vocês!
- Igualmente! – Tonks disse animada. – temos que participar em todos os verões! Nunca me diverti tanto!
Alice fez um som festivo de concordância e eu senti meu estomago revirar. Sirius pegou duas de minhas alunas no colo e eu dei a mão para Isadora, estávamos prontos.
- Vocês iam entrar sem mim? – olhei boquiaberta para James que estava ofegante na porta. Vestia calças jeans e tênis, mas acho que o pianista não precisava estar obrigatoriamente vestido a rigor, certo? Abri um sorriso enorme para ele, mas não tive tempo para mais nada.
- Vocês têm 2 minutos! – o homem reapareceu na porta, ao lado de James. – Vamos, apressem-se.
Saímos todos correndo em direção ao palco. James entrou junto com as crianças, elas iniciariam a peça.
- Era uma vez um rei e uma rainha que diziam todos os dias- Isadora começou a contar nossa história com sua voz infantil, eu assistia atrás das cortinas.- " Ah, se tivéssemos um filho" – Sirius e Alice disseram em coro como se fossem o rei e a rainha, também escondidos pela cortina. Isadora voltou a falar. – Mas durante muito tempo não tiveram nenhum.
- Certo dia, em que a rainha se banhava, um sapo saltou fora da água e disse.- Isadora continuava perfeitamente com seu texto. Agora Sirius fez voz de sapo. – seu desejo foi satisfeito; antes de se passar um ano, você trará uma filha ao mundo.
- As palavras do sapo se realizaram. - Dora continuou. – a rainha teve uma menininha tão linda que o rei não conseguiu se conter de tanta alegria e preparou um grande banquete, para o qual fez questão de convidar as fadas, ou seja, a mim e minhas irmãs.
James iniciou a versão que ele tinha preparado para o piano e minhas três alunas começaram a dançar do jeito que tínhamos ensaiado. Isadora era a fada lilás, as outras duas eram a vermelha e a amarela. Havia um grande espelho atrás delas, que as multiplicavam perante o público.
Enquanto elas se apresentavam, resolvi conversar com meus amigos. Estava realmente em estase.
- Ele realmente veio. – eu disse a Sirius, Tonks e Alice.
- Sinceramente, Lil. – Alice me disse com seu jeito sutil. – eu o mataria se ele não viesse.
Eu ri e voltei a prestar atenção na peça. Estava chegando a hora de Tonks aparecer.
- Havia treze fadas no reino. – Dora continuou perfeitamente com sua narração. – mas como o rei só dispunha de 12 pratos de ouro para servi-las, uma das fadas não poderia ser convidada. – Dora chamou as amigas para perto com os braços. – quando o banquete terminou cada fada deu a princesa um presente mágico.
- A princesa será dotada de inesgotável beleza- disse minha aluna que estava de amarelo. – e terá muitas riquezas. - a de vermelho disse fazendo movimento com a varinha que tinha em mãos.
Dora fez menção de que ia dizer o seu presente, mas então parou, quando Tonks, saiu detrás da cortinas, a fantasia dela era negra.
- Quando as 11 fadas já haviam falado, a décima terceira apareceu inesperadamente. – Dora falou rapidamente, como quem não quisesse que Tonks a ouvisse. – queria se vingar por não ter sido convidada.
Tonks passou pelas três com uma expressão dura no rosto, minhas alunas fingindo medo, saíram do palco correndo para detrás das cortinas. James iniciou mais uma música e foi a vez da fada má dançar. Os aplausos do público me animavam cada vez mais.
- A princesa vai se espetar em uma roca em seu décimo quinto ano e cairá morta.- Tonks disse ao final da música, e a luz se apagou para que ela saísse do palco.
Quando as luzes se acenderam era Dora quem estava lá, sua expressão era de tristeza. Se com quatro anos essa menina já conseguia interpretar desse jeito, tenho certeza que seu futuro é promissor.
- A décima segunda fada, ainda não tinha feito seu desejo. – ela apontou para si mesma. – não poderia cancelar a maldição, apenas abrandá-la. – disse com tristeza. Pegou sua varinha e fez alguns gestos mágicos. –A princesa não morrerá, cairá num sono profundo que durará cem anos...
Agora Dora dançava sozinha a música da fada lilás. Eu estava realmente impressionada com a apresentação até então.
- O rei ficou tão ansioso para proteger a filha que deu ordens para que queimassem todas as rocas. - ela disse. – Sendo assim, a princesa cresceu tão linda, modesta, boa e inteligente que todos que a viam não conseguiam deixar de amá-la.
Chegara minha vez de adentrar o palco, as luzes se apagaram para que Dora saísse e James iniciou minha música. Estava nervosa, mas desta vez consegui dançar como havia ensaiado. Entre rodopios e saltos, visualizei meus pais na platéia, perto deles ainda estavam Lene, Remus e Frank. Lá bem no fundo avistei Hagrid e pude jurar que ao lado dos pais de Alice, estavam seu avô e avó. Os Longbottom também vieram para apreciar a filha caçula. Ao final da música olhei para James que sorriu confiante, realmente não conseguia acreditar que ele viera.
- Meus pais foram viajar! – eu disse animada para o público. Atrás de mim Tonks colocava uma roca no cenário. – Eles me deixaram sozinha no castelo, sabem o que isso quer dizer? – disse ainda feliz. – que vou poder explorá-lo todo, entrar nos quartos que eles nunca me deixam entrar!
Caminhei saltitante pelo palco até que fingi finalmente avistar Tonks com um fuso fiando linho em uma roca. Sorri para o público e andei até ela, ainda demonstrando felicidade.
- Bom dia! – eu a cumprimentei- o que está fazendo?
- Estou fiando – Tonks me respondeu balançando a cabeça.
- Que é essa coisa que gira tão alegremente?- eu perguntei, mas não dei tempo para que me respondessem. Peguei o fuso e tentei fiar também, mas imediatamente caí no chão como se um sono súbito tivesse tomado conta de meu corpo.
Tonks riu por um momento, conseguiu realmente fazer com que a risada se assemelhasse a de uma bruxa. As luzes se apagaram e nós fomos para detrás das cortinas.
Dora voltou ao palco com uma expressão ainda mais triste. Olhou para o fuso com aversão o empurrou para um canto.
- Não foi só a princesa que adormeceu. – ela disse. – todos os empregados do castelo e o rei e a rainha quando chegaram da viagem, também caíram no chão, hipnotizados por um sono incomum. – ela suspirou. – ao redor do castelo cresceu uma cerca de ericas; ano a ano a cerca foi subindo até que finalmente cobriu tudo, fazendo o castelo desaparecer de vista.
O cenário da cerca de ericas entrou no palco e Dora parou um instante para observá-lo.
- Pelo reino correu uma lenda sobre uma bela adormecida filha do rei, cujo o nome era Érica, e de tempos em tempos apareciam príncipes que tentavam sem sucesso atravessar a cerca que cobria o castelo. – Dora olhou novamente para a cerca de eriças. – Depois de muitos anos, um príncipe voltou a tentar ultrapassar a cerca.
Finalmente chegara a vez de Sirius entrar no palco. Dora continuou lá apenas observando-o.
- Não tenho medo; estou decidido a ir ver a bela Érica. – Sirius disse cheio de imponência. – Se em cem anos ninguém conseguiu atravessar, garanto que conseguirei!
- O que o príncipe não sabia é que não teria de fazer nenhum ato heróico, já que os cem anos já haviam se passado e a cerca de ericas agora era de flores- Dora disse e as luzes se apagaram.
Voltei para o palco e me deitei sobre o chão, antes que as luzes se acendessem. Sirius entrou logo em seguida.
- Será esta a bela adormecida? – ele se aproximou de mim se agachando ao meu lado. – É tão bela que não consigo resistir... - ele disse aproximando ainda mais, beijou meu rosto bem próximo a minha boca e eu comecei a me espreguiçar. – Ela está acordando! – Sirius disse feliz. E então James iniciou a sua versão da valsa da bela adormecida.
Eu me levantei aos poucos e iniciei a Dança, Sirius ficava no centro, e eu me apoiava nele em alguns giros. Eu estava bastante feliz que estava tudo acabando, nada de tão ruim acontecera até ali. Dora adentrou no fim da música para anunciar os felizes para sempre.
As cortinas se fecharam e eu corri até James, nós nos abraçamos felizes. Tonks pulou sobre nós, assim como Sirius e Alice. Dora e minhas outras duas alunas estavam pulando de alegria, nós tínhamos conseguido. Voltamos para o palco e agradecemos ao público de mãos dadas.
Não assisti aos outros espetáculos, pouco me importava se Bella iria ganhar mais uma vez ou não. Fiquei no camarim matando as saudades de James e deixei que ele me beijasse mesmo na presença de Sirius, que insistia em tentar ver a apresentação da prima. Tonks, Alice e as crianças se juntaram a platéia, só restando nós três por lá.
- Sua avó melhorou? – eu consegui perguntar finalmente.
- Eu diria que sim. – ele me disse fazendo uma careta. – Lembra quando eu te disse que ela costumava fazer drama para conseguir que os netos fizessem o que ela queria?
- Era fingimento? – eu perguntei atônita.
- Acredito que sim. – James me disse passando a mão pelos cabelos. – mas ela voltou atrás.
- Cara! – Sirius voltou, ele havia ido espiar a prima. – Bella escorregou no meio do palco!
Eu e James rimos com gosto. Depois me ocorreu algo.
- Você não teve nada a ver com isso, não é, Sirius? – eu quis saber, não gostava de trapaças.
- Se tivesse, não te contaria. Claro. – Ele piscou para mim.
Olhei para James preocupada, mas ele apenas riu. Decidimos ir para o restaurante de minha mãe, a festa por lá já havia começado e o resultado do concurso só seria no dia seguinte.
Minha mãe liberara de trabalhar hoje e percebi que ela alugou James por alguns minutos assim que chegamos. Ela havia ficado bastante desapontada com ele, quando voltei no carro de Frank da viagem, e eu também não ajudei em nada ficando por uma semana trancada em casa. Sentei-me com Alice e Frank, o restaurante estava cheio de turistas, mas eu pouco me importava. Aliás, ainda estava com minha fantasia de princesa, só havia tirado a saia e colocado um short.
- Acho que o James está te procurando. – Fran me avisou, olhei ao redor e o vi meio perdido, perto da porta de saída.
- Já venho. – eu disse sorrindo.
- Não tenha pressa. – Alice piscou para mim.
Fui até onde James estava e peguei a mão dele o levando para fora daquela confusão. Eu o queria só pra mim, mesmo que fosse apenas por algumas horas. Nós nos sentamos na calçada em frente de minha casa, ali ainda se escutava música, mas tudo era menos intenso.
- Trouxe isso para você. – ele me deu um embrulho que até então não tinha visto. Deveria estar em seu carro. Eu o abri e vi que era um aparelho de celular, bem parecido com o de Alice. – Agora vai precisar de um, não vai poder falar comigo caminhando menos de quinze minutos. – eu suspirei impedindo que lágrimas saíssem, não queria estragar minha felicidade. – e depois tenho certeza que você vai aprender a usar este, comprei o modelo de mais fácil manuseio.
Olhei para ele com indignação. James riu mais uma vez de sua piada.
- Então, isso quer dizer que vai mesmo para Harvard? – decidi perguntar de uma vez.
- Sabe quanto tempo demora de Hogsmead até aqui? – ele me perguntou e eu arregalei os olhos. – Nós só vamos poder nos ver aos finais de semana.
Não consegui dizer nada. Ele queria dizer exatamente o que eu entendera?
- Não vai para Harvard? – perguntei insegura.
-Não. – ele disse sorridente. – Meus avôs perceberam que eu não estava bem, sabe, eu acabei tomando coragem e expliquei sobre Hogsmead, falei que não queria perder meus amigos, falei que não queria te perder. Então, depois de algumas horas de conversa eles acharam que minha mãe teria apoiado qualquer escolha que eu fizesse, mas eu tive de me comprometer a ir sempre os visitar.
Realmente não dava para acreditar na minha felicidade. Nós nos beijamos durante algum tempo.
- Tecnicamente você ainda é um turista. – eu disse enquanto caminhávamos de volta para a festa.
- Tecnicamente você está namorando um turista... - ele fez piada.
- Deus... - eu fiz uma careta. – Afinal as coisas mudaram aqui no vilarejo.
No dia seguinte, quando recebemos o prêmio por nossa apresentação, dei pouca importância. Deixei para Tonks e Sirius o papel de esfregar nossa vitória na cara de Bella. Era o último dia de férias e todos estavam indo embora, porém, pela primeira acho que não sentiria um vazio tão grande.
- Eu te ligo. – foi o que James disse quando finalmente deu partida no motor do carro.
Eles estavam indo em dois carros para Hogsmead. Sirius deixara a moto na mansão perto do lago, já que pretendia habitá-la nos finais de semana. Desta forma, foi com Marlene no carro de James, enquanto Remus fez companhia a Frank no outro veículo.
- Até sexta! – eu disse acenando para todos eles, Alice que estava ao meu lado fazia o mesmo. Tonks partira mais cedo com o resto dos Black.
- Acho que esse é um daqueles momentos. – Alice me disse sorrindo. Algumas lagrimas saiam de seus olhos, nós nunca tínhamos ficado longe de Frank por tanto tempo como uma semana.
- Que tipo de momento? – perguntei sem conseguir tirar os olhos da esquina em que os carros haviam sumido.
- Daqueles em que poderíamos dizer que vamos ser felizes para sempre. – ela passou o braço pelo meu. – não acha?
Fiz um sinal afirmativo com a cabeça, antes de atender a meu celular que vibrava em minha mão. Não sabia nada sobre o para sempre, mas os meus planos para o futuro estavam repletos de sonhos felizes, como o do meu presente.
Nota da autora:
Olá, queridos! Tudo bem com vocês? Espero que sim.
Então, chegamos ao final de Vilarejo. Aliás, um final cheio de clichês, mas o amor é cheio deles, não é? Gostei de escrever esta história, apesar de ser muito mais dramática do que as que estou acostumada a fazer.
Essa Lily é ingênua e doce, mas tinha bastante poder para julgar o mundo a sua volta. James não muda muito, mas este estava ainda mais apaixonado, e tinha um quê de drama em seu passado. Sirius e Marlene era a parte onde eu extravasava o humor, geralmente eu faço isso somente com o Sr. Black, mas nessa resolvi usar a namorada dele também, e preciso dizer que gostei. Agora o casal que mais gostei de escrever em vilarejo foi Alice e Frank, sério gente, eu gostei mais de escrever as partes deles do que as da Lily e do James, rs. Não me matem!
Enfim, espero que eles sejam todos felizes para sempre! Sentirei saudade do ar puro e dos passeios de bicicleta de vilarejo.
E vocês? Decepcionaram-se com final? Gostaram? Obrigada pela paciência comigo, de verdade, não gosto de demorar a postar.
Queria agradecer a todos que leram a fic, aos que comentaram, aos que colocaram entre suas favoritas, no alert e aos que passarem por aqui agora. Meu muito obrigada a Gabriela Black, Maria Clara Sifuentes, Zihsendin, Ninfa Cullen, Luu Delacour, Yuufu, Jane L. Black, Alice D. Lupin, Lizie K. Black, Carol mamoru, Rose Ane Samartine, Cuca Malfoy, Lu SD, Perséfone Melograno, Buchtabieren, Layla Black, F. Ismerin Snuffles F. Cathy S. Black, Bianca Evans, Maga do 4, Lika Slytherin, Mari IP, Tahh halliwell, Gabi Granger, Tathi, Clá Potter, Kitri, Sango 7 higurashi, Lucinha, Loo Lupin, Lethícia Black, Zix Black, Palas, Danii A Evans, Dani Prongs, Beijomeliga, Bruh prongs, Dany, Ba B, Karine S, Mandy Cullen Black, Pérola Peverell, Flah, CahBigaiski, Ju!, Vanessa S, Ninha Baudelaire, luuv, Mila Pink, Mel Weasley Black, Ins, Anne, CI Potter, Elleonor Evans, Melly Bedaro, Mrs. Na Potter, Beatriz Cotrim, Bellinhaborges, Carola Hale, carolshuxa, Dadi Potter, De Weasley, Dm Tayashi, Fernanda Campos, Giovana Evans Black, Laís 14, LiaFlores, ma weasley, Marmaduke Scarlet, Maryimaginary, Melly Badaró, Miimi, Regi san, sss(vários s), Jeh S. Black, charliebeatrice, Jeh Tonks, laaduarte, Lin Aragabash, Little I e mcjanayna.
Houve três pessoas que me ajudaram betando esta fic, a Bruh ( que está mais que sumida), a Perséfone ( que para mim vai ser sempre Krol – consumida pelo vestibular) e minha irmã. Se elas tivessem tido tempo de rever todos os meus capítulos, eles não teriam tantas falhas. Muito obrigada meninas!
Espero estar de volta em breve com mais uma fic, ou uma UA, ou a continuação de James e eu, ou quem sabe as duas ao mesmo tempo. Espero também que não me internem por insanidade, pois a cada dia eu arrumo mais coisas para me ocupar como um plantão em pleno domingo.
Ficarei com saudades, beijinhos no coração de todos e mais uma vez obrigada!
Ju
p.s. Como eu disse no anterior, eu estou colocando filmes, músicas, tudo o que eu acabei pegando como referencia para esta fic no meu blog, cuja página está no meu perfil.
p.p.s. Dirigir e falar no celular não é um ato muito inteligente, esperamos todos que James tenha parado num canteiro perto da saída de Hogwarts, para poder telefonar para Lily, ok? Eu sei, eu sei, sou neurótica. Mas o James é perfeito e não pode dar maus exemplos, rs.
