Desesperança
Esperou Snape na cama. Era seu dever.
Algumas vezes, seu ex-professor chegava acompanhado de algum Comensal. Outras, chegava ferido.
Dessa vez, chegou sozinho, trocou-se no escuro e, em silêncio, deitou de costas para Draco. Sinal de que não fariam sexo esta noite. Snape só tocava-o quando iam transar.
Estava quase dormindo quando sentiu seu dono virar-se e acariciar seu cabelo. O gesto quase o fez chorar. Ficou quieto, embalado pelo toque gentil. De olhos fechados, sonhava sem dormir.
Queria poder retribuir, abraçar Snape, confortá-lo, acreditar em um futuro feliz. Mas tudo que lhe restava era o afago no seu cabelo.
