EPOV

Ouvi o som da campainha e tentei afastar Xerxes do meu colo, mas precisei realmente empurrá-lo para que saísse. Eu não sabia se era saudade ou se ele estava cada vez mais folgado. Ele pulou para o chão com um miado, reclamando, e eu o ignorei. Sem uma resposta para aumentar seu ego, ele disparou pelo corredor em direção ao quarto.

O apartamento de Emmett não era como a casa de Carlisle, mas acho que ele já estava acostumado depois de tantos meses. Ainda mais agora que eu também estava morando lá. Mesmo que eu passasse a maior parte do tempo livre no apartamento de Bella... Tudo bem; minhas coisas estavam com Emmett, e eu dormia em seu sofá, mas qualquer um diria que eu ainda estava casado pelo tempo que ficava com meu filho e sua mãe.

De fato, minha família ainda não sabia sobre o divórcio. Nós achamos melhor esperar alguns meses depois do nascimento de Anthony para a notícia não ser tão estranhamente repentina. Nenhum de nós dois tinha a menor pressa para acelerar a separação, ocupados demais com nosso bebê cada vez mais ativo. Aos três meses de vida, ele tinha grandes olhos atentos procurando por tudo o que fizesse barulho e mãozinhas firmes tentando agarrar seus brinquedos assim que os oferecíamos a ele. Eu estava procurando por um apartamento próprio, mas nenhum era perto o suficiente.

Bella não parecia se incomodar com minha presença constante. Eu estava louco para ter meus momentos com meu filho, mas o apartamento de Emmett não era exatamente lugar para um bebê. Só me restava ir até ela, que realmente não se incomodava. Minha ajuda não era necessária, já que ela se saía muito bem, então nós apenas nos divertíamos com cada nova surpresa que Anthony nos dava.

Mesmo com tudo parecendo perfeito, não faria o menor sentido quando chegasse aos ouvidos de nossas famílias. A hora de contar toda a verdade estava chegando. A verdade sobre o divórcio, porque nós ainda não sabíamos ao certo como contar sobre o casamento falso.

Eu deixei meu livro em cima do sofá e fui até a porta, abrindo-a preguiçosamente. A figura parada ali era a última coisa que eu esperava ver.

- Rosalie? – Eu franzi a testa, medindo-a dos pés à cabeça.

- Edward? – Ela rebateu, igualmente surpresa. – O que está fazendo aqui?

- Meu melhor amigo mora aqui. - A frase soou quase como uma pergunta no final.

- Já não está tarde demais para visitá-lo? – Ela perguntou, corando um pouco.

- Exatamente. – Eu cerrei os olhos, e ela ficou realmente vermelha.

Antes que eu pudesse entender o que estava acontecendo, nós dois olhamos para o corredor com o barulho que veio de lá. Emmett apareceu bem vestido demais, assim como minha prima. Eu fiquei ainda mais confuso, mas finalmente percebi. Com um suspiro, me afastei da porta para que ele a cumprimentasse.

- Oi, linda... Eu disse que ia buscá-la na sua casa. – Ele riu nervosamente.

- Meu pai veio buscar a minha mãe no Edward e aproveitou para me trazer. – Ela explicou com um sorriso.

Precisei morder o lábio inferior para segurar uma risada. É claro que Esme sempre foi completamente apaixonada por Anthony, mas nós não imaginávamos que suas visitas se tornariam tão frequentes. Eu não tive a chance de ver o bebê hoje, depois de sair muito tarde da loja, e Bella devia estar passando por maus bocados aguentando minha tia. Mesmo depois que seus hormônios malucos a deixaram em paz, ela não se tornou uma grande fã de Esme.

Depois da rápida imagem, eu pensei melhor, lembrando que deveria arrumar uma ótima desculpa para não ter voltado direto pra casa depois do trabalho. Ela não acreditava muito na capacidade de Bella para cuidar dele sozinha, o que a irritava ainda mais.

- É melhor nós irmos, então. – Emmett deu um passo para pegar as chaves do carro em cima da mesa e então saiu, tocando o ombro de Rosalie.

- Divirtam-se. – Eu disse, irônico, anotando mentalmente para pedir muitas explicações depois.

Quando estava prestes a dar meia-volta e sentar no sofá outra vez, ouvi a voz da minha prima confusa me chamar.

- Ué, você não vai também? – Ela riu.

Eu arregalei um pouco os olhos para ela, tentando pensar rápido.

- É claro. – Eu ri também, nervoso. – Eu vou... Voltar pra minha casa. Porque eu não posso ficar aqui enquanto o dono do apartamento sai. Isso seria muito estranho!

Com uma risada ainda mais forçada, eu apaguei a luz e saí junto com eles, só então deixando Emmett fechar a porta. Eu percebi seu olhar, uma mistura de diversão com preocupação. Eu continuei com a mesma expressão tranquila para Rosalie, esperando o elevador com eles em silêncio. Assim que entramos, eu olhei para baixo, fazendo uma careta para minhas roupas. Minha camiseta puída e meu moletom deixavam muito claro que eu estava em casa. Eu não sei como Rosalie não falou nada. Meus chinelos eram ainda piores, mas felizmente eu estava com eles. Seria ainda mais constrangedor precisar calçar alguma coisa.

- O macacãozinho que eu dei já estava servindo nele? – Ela perguntou, amigável.

- Ah, sim. – Eu sorri ao lembrar de Anthony com sua roupa nova, cheia de ursos. – Ele está crescendo muito rápido.

- Dê muitos beijos nele por mim. E na Bella também! – Ela agarrou meu braço, animada.

- Pode deixar... – Eu resmunguei quando o elevador parou e ela saiu na frente com Emmett.

Ele foi direto para seu carro, abrindo a porta do passageiro para ela. Assim que a garota entrou, eu arregalei os olhos para ele, e ele entendeu bem pela minha expressão que estava encrencado. Ele precisavasair com a minha prima? Mesmo que ela não tivesse ido até lá; se o encontro funcionasse, ele a levaria para o apartamento comigo dormindo no sofá?

Emmett desviou o olhar rapidamente, culpado, e deu a volta no carro para entrar nele também. Assim que ele avançou pela rua, eu bufei, atravessando e entrando no meu antigo prédio. Chegando no andar de Bella, eu bati na porta, resistindo a simplesmente entrar. Ela demorou para atender, provavelmente ocupada, e eu me senti imediatamente culpado por atrapalhar.

Assim que abriu a porta, já de pijama, arregalou os olhos para mim. Julgando por minhas roupas, qualquer um pensaria que era uma emergência.

- Aconteceu alguma coisa? – Ela perguntou, assustada.

- Emmett saiu com Rosalie e eu estou trancado pra fora. – Expliquei, ainda irritado. – Ela ficou toda confusa quando me viu lá e perguntou se eu não viria pra casa. Eu não tive escolha.

- Eu imagino. – Ela riu baixinho, se afastando num gesto para que eu entrasse. Assim que o fiz, ela fechou a porta outra vez. – Anthony dormiu assim que Esme foi embora, desculpe.

- Ela ficou mais do que devia, não é? – Eu olhei para ela com certa diversão. – Deve ter atrapalhado toda a rotina dele.

- Não, na verdade ele está começando a dormir cada vez mais tarde. Está me enlouquecendo. – Ela passou a mão pela testa, visivelmente cansada.

Eu suspirei ao perceber isso, mexendo minhas mãos sem jeito, procurando os bolsos inexistentes no meu moletom. – Desculpe, Bells. Eu sei que você está sobrecarregada. Assim que eu conseguir um lugar decente eu juro que te dou uns dias de férias.

- Eu não quero férias dele. – Ela riu baixinho, passando por mim e batendo de leve em meu peito. – Eu só queria que ele tivesse um botãozinho de dormir, de vez em quando. Na hora que eu quisesse.

Eu ri com seu desejo maluco, me aproximando dela automaticamente. Ela parou e apoiou uma mão no sofá, sorrindo tranquilamente para mim. – Olha, eu preciso mesmodormir, mas a casa é sua, está bem? – Ela franziu a testa para mim, atenciosa. – Quer que eu arrume o sofá pra você dormir?

- Só um travesseiro está ótimo. Mesmo.

Ela assentiu e desapareceu pelo corredor, demorando pouco mais do que um minuto para voltar com o que eu pedi. Eu joguei o travesseiro no sofá e dei a volta nele, sentando antes de olhar para ela.

- Boa noite. – Ela disse primeiro. – Se Anthony acordar chorando...

- Você pode deixar comigo. – Eu completei a frase. Ela pareceu surpresa num primeiro momento, mas então apenas sorriu. – Boa noite. – Eu repeti.

Bella assentiu com um sorriso e então se afastou, apagando a luz. A cortina aberta deixava a sala um pouco iluminada com algumas luzes do lado de fora. Eu deitei e ajeitei o corpo virado para a janela, já acostumado a dormir em um sofá pelos últimos meses. Quando comecei a criar coragem para levantar e fechar a cortina, respirei fundo contra o travesseiro. Seucheiro estava ali, doce e suave ao mesmo tempo. Eu desisti imediatamente, me aconchegando e apenas virando para o outro lado.

(...)

Assim que ouvi o choro no meio da madrugada, me obriguei a levantar, como havia prometido. Bella precisou acordar, também, já que Anthony estava com fome e eu não podia fazer muito a respeito. Eu entreguei o bebê a ela e sentei na beirada da cama, conversando baixinho enquanto ela o amamentava. Assim que nosso filho estava pronto para dormir outra vez, eu mesmo o levei de volta para que sua mãe não precisasse levantar.

Conseguindo mais algumas horas de sono antes que o dia nascesse, fiz questão de acordar antes dela e preparar o café da manhã. Eu havia visto em seu rosto como estava cansada e queria ajudar de alguma maneira. Eu não cozinhava com muita frequência, mas quando o fazia não era a pior coisa do mundo, posso admitir.

Sem pressa, preparei um pouco de tudo o que encontrei em sua cozinha, caprichando no bacon – seu preferido para qualquer manhã em que precisaria de energia. Eu sabia que ela demoraria para levantar. De fato, já era um pouco tarde quando ouvi seus passos arrastados pelo corredor. Ela franziu a testa ao ver a bancada cheia de comida, e eu apenas sorri.

- O que é tudo isso? – Ela perguntou em um murmúrio, sentando em um dos bancos.

- Seu café da manhã. – Eu respondi, colocando um prato cheio de ovos mexidos bem na sua frente. Eu peguei um igual para mim e ocupei outro banco. – Aliás, bom dia pra você também. Eu pensei em comprar café, mas não queria sair com essa roupa ridícula, e... Bom, mesmo estando em casa, Emmett não vai me atender.

- Está ótimo assim. Obrigada. – Ela sorriu um pouco, só então reparando em tudo que eu havia preparado. – Você acha que rolou alguma coisa? – Perguntou ao encher o copo a sua frente de suco.

- Eu não sei. É Emmett. – Eu arregalei os olhos para ela, divertindo, o que a fez rir. – Eu nunca imaginei que ele fizesse o tipo de Rosalie. E o pai dela não vai ficar nada feliz, vai por mim.

- Acho que poucos pais gostariam de ter Emmett como genro. – Ela comentou distraidamente antes de começar a comer.

Eu demorei um pouco para responder, terminando de mastigar e engolir o pouco de comida que havia colocado na boca. Assim que falei outra vez, empurrei o prato com as fatias de bacon até ela, indicando com a cabeça.

- Ah, não, obrigada. Eu sou vegetariana. – Ela se desculpou.

Eu apenas ergui as sobrancelhas enquanto ela bebia um pouco do suco, sem olhar para mim.

- Você? Vegetariana? Desde quando? – Franzi a testa.

- Não sei, faz um mês ou dois. – Ela deu os ombros.

- Bella, você ama carne.

- Eu sei, mas eu resolvi dar uma chance pros bichinhos. Isso é tão injusto, sabe? – Ela falou de boca cheia após colocar um pouco mais dos ovos ali. Enquanto eu revirava os olhos e voltava a comer, ela encarou o bacon, parecendo pensar no assunto. – Mas... Se você analisar... Sei lá, ele já morreu mesmo, né?

Eu apenas olhei para ela de relance, que me olhava cheia de culpa. Ela suspirou e pegou uma fatia, me fazendo segurar a risada. – Uma só não vai fazer mal.

- É claro. – Eu sorri.

Bella tinha uma mania de inventar outras manias sempre que ficava entediada com a sua vida. Eu não ousaria dizer que ela estava infeliz, afinal ninguém conseguia ficar mal perto de Anthony, mas eu não podia culpá-la por algumas reclamações. Ela não podia mais sair com Alice quando bem entendia, sua licença-maternidade ainda demoraria um tempo para acabar e suas tintas continuavam longe. Uma artista como ela não ficaria muito satisfeita mantendo seus desenhos só no papel. Ela só não transformou o apartamento num imenso ateliê assim que saí por causa do nosso bebê.

É claro que ela nunca verbalizava essas reclamações. Parecia algo nobre que ela estivesse tentando mudar e controlar os nervos agora que era mãe, mas eu temia pelo momento em que simplesmente surtaria.

Muitas fatias de bacon mais tarde, ela terminou seu café da manhã, elogiando meu aparente talento na cozinha. Eu levantei e comecei a levar toda a louça para a pia e jogar o pouco que sobrou no lixo. Quando comecei a lavar tudo e ela fez menção de me ajudar, ouvimos Anthony acordar, e ela disparou para o quarto. Eu praticamente pulei no lugar quando, minutos depois, ela apareceu no corredor com nosso filho no colo. Eu sequei minhas mãos no pano mais próximo e dei a volta na bancada.

- Oi, garotão, você já acordou? – Eu disse num tom carinhoso enquanto Bella o arrumava quase sentado em seus braços, apoiando a cabeça ainda frágil em seu ombro. – Eu estava com saudades! Você dormiu bem?

Anthony arregalou os olhos para mim, claramente me reconhecendo, e então abriu um sorriso ao agitar os pés e as mãos. Ele resmungou alto como se estivesse respondendo, e eu ergui as sobrancelhas, sorrindo de volta. – É mesmo? Parece divertido! Eu não tenho um brinquedo que nem o seu, mas acho que vou arrumar, então!

Bella revirou os olhos com nossa conversa, divertida. – Vocês terão muito tempo pra conversar. Que tal o café da manhã agora, hein, Tony?

Com uma piscadela para mim, ela foi até o sofá, já acostumada com a posição mais confortável para amamentá-lo. Antes que pudesse se ajeitar para isso, a campainha tocou. Nós dois olhamos para a porta ao mesmo tempo antes que eu me aproximasse e a abrisse.

- Carlisle? – Eu murmurei. – Está... Um pouco cedo, aconteceu alguma coisa?

Eu aproveitei aquele segundo para agradecer mentalmente por estar ali. Meu tio não me encontrar em casa logo de manhã seria muito pior do que Rosalie me ver no apartamento de Emmett quase de madrugada. Mesmo assim, foram muitos encontros perigosos em menos de 24 horas e eu precisava começar a ser mais cauteloso.

- Bom dia. E eu sinto muito. – Ele cumprimentou com um sorriso fraco. – Eu precisava falar com você, então passei aqui antes do trabalho.

Com um histórico como o meu, é claro que as palavras "preciso falar com você", mesmo com sua expressão simpática, fizeram meu coração escapar uma batida. Eu tentei olhar o mais discretamente possível para Bella, mas acho que a ansiedade estava estampada em meu rosto. Ela se colocou de pé com Anthony firmemente contra seu peito, abrindo um sorriso duro para Carlisle.

- Bom dia, querida. – Ele cumprimentou. – Espero não estar atrapalhando.

- Não, eu estava... Levando ele pro quarto. – Mentiu. - Eu vou deixar vocês sozinhos, então. – Ela mal conseguiu falar, claramente nervosa.

Eu não sabia se já devia começar a surtar. Meu tio não devia saber de nada – se soubesse, como teria descoberto? Tentei não pensar nisso e manter meu rosto tranquilo. Bella praticamente disparou pelo corredor e entrou no quarto de Anthony, fechando a porta. Eu sorri para Carlisle e pedi que entrasse, fechando a porta atrás dele. Sem rodeios, ele sentou no sofá, e eu me ajeitei ao seu lado.

- Ele está muito grande. Preciso começar a visitá-los com mais frequência. – Ele sorriu.

- Eu sei. Ele está começando a rir agora. – Eu abri um sorriso ainda maior que o dele, orgulhoso. – É incrível.

Carlisle soltou uma risada um pouco forçada, sem desviar os olhos de mim. Eu diminuí meu sorriso no mesmo instante, percebendo algo errado. Esperei que ele falasse primeiro.

- Eu pensei que vocês estavam planejando se mudar quando o bebê chegasse. – Ele franziu a testa, me olhando com interesse. – Você falava sobre uma casa, com um jardim e essas coisas... O que aconteceu com seus planos?

- Eu quero, mas... – Eu desviei o olhar, tentando pensar rápido. – Bella prefere ficar aqui enquanto Anthony ainda é muito pequeno. Ela acha o apartamento aconchegante, sem escadas ou esse tipo de coisa.

- Faz sentido. – Ele respondeu, mas não parecia ter ouvido direito. - E Xerxes?

- Ah, ele está com Emmett. Nós achamos melhor por causa da alergia da Bella e...

- Emmett? – Ele me cortou, pensativo. - Rosalie disse que viu você no apartamento dele ontem à noite. – Ele franziu a testa, falando devagar. – Assim.

Eu automaticamente olhei para baixo, encarando as roupas que costumava usar para dormir no sofá de Emmett. Antes que eu pudesse responder, Carlisle completou. – Você dormiu aqui? – Ele apontou o travesseiro no sofá com o queixo, e eu arregalei os olhos.

- O que? Não! – Eu forcei uma risada. – Isso aqui... Bella usa para amamentar. Ela usa como apoio.

- Edward, você saiu de casa? – Ele praticamente cuspiu, seu rosto mudando para preocupação agora.

Eu travei, sem saber o que dizer. Meu tio provavelmente percebeu todas as expressões passando por meus olhos, mas continuou parado, esperando calmamente pela resposta. Repassando suas perguntas na minha mente, eu percebi que ele conseguiu me guiar direitinho, cegamente até aquela em especial. Eu respirei fundo, antes de qualquer resposta imbecil.

Claro que não ousaria mentir, não de novo. E eu não sabia até que ponto ele estava desconfiado – se era apenas uma pergunta inocente ou se ele tinha provas concretas e estava me testando. Eu optei por dizer a verdade (ou, pelo menos, a minha verdade).

- Eu pensei que fosse dar certo. – Admiti o que nunca saiu da minha boca, nem mesmo para meu melhor amigo. – Mas... Já fazem 3 meses. Eu fico o tempo todo com ela e com Anthony, e eu adoro, mas acho que é só isso. Somos pais dele, e isso é pra sempre, mas entre nós... – Murmurei, olhando para as minhas mãos. – Acabou. Sim, eu saí desse apartamento. Estou com Emmett até encontrar um lugar só meu.

- Por que esse era o plano, não era?

Demorei um tempo para finalmente erguer os olhos outra vez, repassando a frase na minha cabeça para compreender que era verdade. Quando o fiz, devagar, encontrei a expressão cautelosa de Carlisle para mim. Ele soltou um riso baixo ao ver a confusão em meu rosto.

- Filho, eu sempre soube que não éramos muito amigos, mas nunca imaginei que você me achasse tão idiota assim. – Ele continuou sorrindo, de um jeito até carinhoso. – Aparecer com uma noiva semanas depois da minha bronca? E ainda mais com uma espertinha dessas. – Ele riu como se contasse uma velha e boa história. – Fingir ter uma família para conseguir seu dinheiro parecia mais fácil na teoria, não é?

- Nós... Tivemos nossos problemas. – Eu fiz uma careta, um pouco divertido.

- Eu sei. Não era difícil ver o desconforto entre vocês quando estava prestando atenção. Além do mais, eu já convivi com um tipo como você. O cabelo dele também era horrível.

- Meu pai? – Eu murmurei. – O que ele fez?

- O que todo bom universitário faz. Bebe. Passa mal. E bebe um pouco mais. – Ele balançou a cabeça com um suspiro, ainda divertido. – Anthony Masen foi o maior trambiqueiro que eu já tive o prazer de conhecer. Ele bancava festas imensas pros amigos só com o dinheiro que ganhava em jogos. E ele era bom nisso, se quer saber! Até um pequeno problema aparecer...

Eu me apoiei no sofá com os olhos quase arregalados enquanto prestava atenção. – O que aconteceu?

- O que sempre acontece. Mulheres. – Carlisle sorriu.

- Ele conheceu a minha mãe...

- É, mas não foi só isso. Ele repetiu o último ano da faculdade de Direito. – Eu ergui as sobrancelhas ao ouvir aquilo. – Acho que foi mais ou menos aí que ele decidiu dar um jeito na própria vida. Ele refez o último ano sem os pais, trabalhando e estudando. Eu me casei com a sua tia mais ou menos nessa época. Ela se preocupava com o irmão mais novo, mas nós sempre ouvíamos Elizabeth dizendo que ele precisava se cuidar sozinho. Que ele precisava enfrentar os problemas que ele mesmo criou.

Carlisle analisou meu rosto, procurando saber se eu havia entendido o que ele queria dizer com a frase. Eu abri um sorriso fraco para ele, cruzando os braços no peito.

- E ele conseguiu. Se formou, conseguiu vários clientes em pouco tempo, e antes que qualquer um percebesse, estava casado. A fortuna que foi deixada pra você ele fez com puro talento. – Completou.

Eu continuei a olhar para ele, sem saber o que dizer. Carlisle percebeu isso e apenas sorriu. – Eu sabia que precisava usar o mesmo remédio com você. Deixar você lidar com suas próprias escolhas. Eu não soube imediatamente o que você estava planejando, mas quando percebi... Aquilo me pareceu perfeito. Pra vocês dois. Eu sabia que vocês aprenderiam muito com isso.

- Bom, você estava certo. – Eu ri, aliviado por finalmente estarmos conversando sobre isso.

- Depois de muitos altos e baixos, sim. – Ele ergueu uma sobrancelha. – Eu nunca duvidei do caráter de vocês, mas sempre soube o que ambos fariam por esse dinheiro. Estava estampado nos olhos dela que não aguentava mais ficar na casa do pai. Casar seria uma ótima maneira de sair de lá. Ainda mais com alguém tão rico...

- Você não está bravo? – Eu soltei.

- Não, eu consegui o que queria. – Ele sorriu. – Olha só pra você, Edward. Trabalhando com Esme, sempre pontual, até mesmo quando ela não pede. E eu acho mesmo ótimo você continuar assim, porque o dinheiro vai sumir com todos os mimos que Anthony ganha. – Nós rimos juntos, e ele continuou. - Quando veio essa gravidez... Eu via o medo em seus olhos. No começo eu achei que fazia parte do plano, mas não era possível que vocês fossem assim tão frios. Então eu olhei para os dois e vi. Vocês andavam tão cheios de si, tão confiantes que conseguiriam tudo o que sempre quiseram, e essa coisinha minúscula atrapalhou tudo. – Ele sorriu. – Mas vocês aprenderam. De novo. Quando eu entreguei o dinheiro, achei que realmente mereciam. Principalmente quando Bella tentou falar a verdade e você impediu. – Eu fiz uma careta com a lembrança disso e da briga que veio a seguir. – Foi aí que faltava só mais um pouquinho pra você. Acho que... O que faltava era conhecer seu filho.

- Por que decidiu falar tudo isso agora? – Eu murmurei, franzindo a testa.

- Eu não sabia que você estava fora de casa. Aliás, eu vinha me perguntando quando vocês chegariam nessa parte do plano: o divórcio. Porque era óbvio que aconteceria. Esses dias eu cogitei se não estavam realmente juntos... Mas Rosalie me disse isso ontem e eu vi que precisava fazer alguma coisa. – Ele explicou, e então esperou antes de completar. – Você gosta dela.

- Eu não sei. – Olhei para minhas mãos outra vez. – Acho que... Se realmente gostasse estaria fazendo alguma coisa a respeito, não é?

- O amor não é tão fácil quanto parece, Edward. – Ele riu. – O problema é que ele precisa partir de duas partes. E a primeira a se manifestar sempre sofre mais.

Apenas assenti, começando a me incomodar com o rumo da conversa. Apesar de estarmos deixando tudo tão claro, acho que ainda não estava pronto para me abrir tanto com Carlisle.

- Eu tenho uma coisa pra você. Eu espero que te motive a tomar a decisão certa. Sobre... Várias coisas. – Ele disse. Eu esperei, sorrindo um pouco. Ele colocou a mão no bolso do jaleco e tirou um envelope, assentindo brevemente ao me entregar. Eu olhei para ele numa pergunta muda. – Essa carta estava junto com o testamento de Anthony. Endereçada a você. Eu pensei em te entregar junto com o dinheiro, mas sua atitude no dia me mostrou que ainda não estava preparado. Agora... Acho que você não pode estar mais pronto do que isso.

- Você leu? – Eu abri um sorriso zombeteiro para ele, erguendo uma sobrancelha.

Ele deu os ombros, envergonhado apesar da diversão. – Curiosidade faz parte do meu trabalho. E eu acabo deixando isso escapar para outros lados. Desculpe.

Eu ri, negando com a cabeça em sinal de que estava tudo bem. Quando fiz menção de abrir, ele me parou, esticando a mão até a minha. – Leia e reflita sozinho. – Disse antes de levantar outra vez com um sorriso. – Eu tenho que ir agora.

- Obrigado por tudo, tio. – Eu soltei, muito sincero.

Ele me puxou para um abraço que, apesar de começar um pouco estranho, terminou realmente confortável. Ele me soltou e sorriu para mim. – Seja qual for a sua decisão a partir de agora, eu sei que será a certa.

- Eu prometo que sim.

Carlisle assentiu para mim, confiante, e deu meia-volta até a porta. Eu o acompanhei, me despedi e a fechei devagar, não querendo que Bella ouvisse que ele já estava indo embora. Assim que me vi sozinho na sala, voltei para o sofá, praticamente me jogando nele e abrindo o envelope como uma criança curiosa.

"Meu querido Edward,

Tenha em mente que essa carta é um pouco complicada para mim. Estou escrevendo pensando no garotinho que acabei de conhecer, mas tenho noção de que a pessoa lendo tais palavras já é, provavelmente, um homem. Eu estou tremendo. Acho que só estou emocionado demais.

Meu pai costumava dizer que apenas uma grande mulher pode fazer um grande homem. E eu descobri que é verdade. Elizabeth me deu tudo. Ela me deu você. Sua mãe dorme agora, e eu estou olhando para ela. Nem mesmo o cansaço conseguiu vencer sua beleza. Eu mal vejo a hora dela abrir seus grandes olhos verdes para mim e então falarmos sobre você, mais uma vez, sobre como você nasceu grande, forte e atento. Você nem imagina o quanto é curioso! Bastaram apenas algumas lágrimas para anunciar sua chegada ao mundo, e então você é só sorrisos, tentando entender tudo o que vê. Carlisle disse algo sobre recém-nascidos não enxergarem muito bem, mas eu não acredito.

Eu já visitei o berçário pelo menos 3 vezes nas últimas horas. Eu gosto desse lugar, é calmo, é bonito. Cara, não me ache exagerado, mas você tem um brilho diferente dos outros bebês. Você vai entender um dia, quando tiver filhos. Foi como... Se eu soubesse. Não precisaram me falar que era você, eu sabia. Você é nosso, você é simplesmente a prova viva do quanto nos amamos, uma mistura exata. E quando você fechou aquela mãozinha minúscula no meu dedo pela primeira vez! Ah, eu já o amo tanto, Edward... É como se você estivesse o tempo todo só esperando para nascer, seguro em algum lugar precioso, para então chegar e mudar completamente a minha vida. Merda, agora eu estou chorando. E acabei de falar um palavrão para o meu filho recém-nascido.

Por agora, eu só consigo pensar no momento em que vou levar você para casa. Seu quarto está pronto, apenas esperando por você. Você deveria ter muitos brinquedos, mas Rosalie já roubou alguns, e ninguém conseguiu tirar daquelas mãozinhas. Não importa, eu compro outros, eu compro milhares de brinquedos para você. E, acredite, ser mais novo tem as suas vantagens; daqui alguns anos você pode quebrar todas aquelas Barbies da sua prima e ninguém vai culpá-lo.

Agora eu estou imaginando essa cena! Será que você vai ser tão encrenqueiro quanto eu? Isso será engraçado de ver. Ou será que você vai ser um pequeno cavalheiro, tanto quanto sua mãe foi uma dama? Uau, é tanta coisa para pensar. Tanta coisa para descobrir sobre você. Eu espero que tenhamos muita coisa em comum. Bom, uma eu já sei que temos: O amor por Elizabeth. Você é um sortudo, porque você é o único homem com quem eu vou dividi-la! Eu sei que ela é incrível, e que não há nada melhor do que dormir entre aqueles braços, mas eu serei sempre o seu cúmplice de crimes, está bem?

Espero que você tenha se tornado um grande homem. Me conte quando encontrar sua grande mulher. Me conte tudo.

Do seu pai que sempre te amará,

Anthony.

PS: Se eu estiver por perto agora, me dê um forte abraço, filho."

Precisei de um tempo para perceber as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Eu passei a mão por ele automaticamente, guardando o papel de volta no envelope. Ainda estava me recuperando do choque da conversa com Carlisle – de sua esperteza para descobrir tudo rapidamente e do perdão que não merecia – e não sabia exatamente porque estava chorando, por isso ou pelas palavras que li. Elas demoraram um pouco mais do que o normal para me atingir.

Meu pai teve uma juventude como a minha, e isso não pareceu tão ruim depois que ele finalmente amadureceu. Era óbvio que isso alguma hora aconteceria comigo – com um casamento de mentira ou não. Acho que, de uma forma ou de outra, eu teria chegado lá, e principalmente chegado até Anthony. Meu casamento com Bella teria sido vazio e insuficiente para minhas mudanças se não fosse pela chegada do meu filho. E, apesar de Carlisle não reconhecer, a culpa principal foi sempre da mulher que estava logo ao nosso lado. Aconteceu com meu pai e aconteceu comigo.

"Meu pai costumava dizer que apenas uma grande mulher pode fazer um grande homem." Eu pousei os olhos naquelas palavras, relendo a frase ou simplesmente encarando-a, por um longo tempo. Aquelas letras pareciam se mexer para mim, tentando entrar na minha mente. A veracidade de cada sílaba me deixou tonto. Uma grande mulher; uma completamente maluca, instável e mau-caráter de uma maneira que só ela para deixar tudo isso tão adorável. E o pior: Cada defeito que existia nela era facilmente encontrado em mim também.

- Ele sabia, não é? – Eu virei meu rosto ainda molhado para encarar seu olhar. Ela continuou encostada na parede do corredor, abaixando a cabeça. – Ele sempre soube.

- Ele não está bravo. – Eu girei o envelope nas mãos, olhando para ele.

Só notei Bella se aproximando quando ela finalmente sentou ao meu lado. - Então por que estava chorando? – Ela perguntou, sorrindo um pouco. Eu neguei com a cabeça, sem olhar para ela. – Eu posso? – Completou, tocando levemente o envelope.

- É claro. – Eu murmurei, deixando que ela o tirasse das minhas mãos.

Cuidadosamente, Bella o abriu e puxou a carta, franzindo a testa ao tentar entender a caligrafia. Eu observei seu rosto e sua reação a cada parágrafo, enquanto ela soltava um riso baixo e então seus olhos se enchiam d´água. Quando me olhou outra vez, ficou tão muda quanto eu.

- Ele a amava muito. – Ela murmurou após algum tempo, colocando o envelope fechado novamente em meu colo.

- Eu sei. Eu não entendia isso antes. – Respondi, olhando suas mãos repousadas perto da minha coxa, entre nós dois.

- E agora entende?

Eu olhei imediatamente para ela ao ouvir aquilo, sem responder. As intenções não muito claras por trás de suas palavras me deixaram receoso. Acho que não era uma boa ideia falar sobre as minhas ideias sobre o amor, pelo menos nos últimos meses.

- Você é um grande homem, Edward. – Ela completou quando eu não consegui responder.

- Não, eu não sou. Não ainda. – Eu olhei pra baixo outra vez. – Eu nem sequer sei o que quero fazer da minha vida. Sabe? Eu não nasci com um dom para pintar. Ou para ser médico. Ou advogado.

- Você não sabe disso ainda. Só isso. Pintar não devia ser uma profissão, eu é que sou maluca de insistir nisso. – Vi pelo canto dos olhos quando ela sorriu, ainda cabisbaixo. – Você acha que Carlisle e seu pai sabiam desde cedo o que queriam? Anthony também deve ter passado por isso antes de descobrir que era ótimo convencendo pessoas. O que, se quer saber, você também é.

- Acha que eu devia tentar isso?

- Eu não sou ninguém pra decidir seu futuro, Edward. – Ela riu baixinho.

- Carlisle disse que ele era igual a mim. Irresponsável. Até... Até minha mãe aparecer.

Eu ergui o rosto para ela, sentindo meus olhos úmidos outra vez. Ao encontrar os dela, aquela mesma frase da carta voltou para a minha cabeça, com um significado ainda mais pesado. Sua mão subiu para minha bochecha e a secou delicadamente. Antes que sua mão se afastasse do meu rosto, eu me aproximei, encostando nossos narizes delicadamente antes de beijar seus lábios. Imediatamente fui retribuído; sua mão subiu para a minha nuca, me puxando mais perto, e antes que eu pudesse pensar nossas línguas estavam unidas, sem a menor pressa. Eu sentia saudade do gosto já conhecido.

Quando me afastei um pouco e abri os olhos para ela, Bella pareceu não gostar muito do fim, curvando um pouco o corpo em minha direção. Nossos lábios continuavam muito próximos, mesmo que não fosse mais exatamente um beijo. Ela me olhou de volta e soltou um riso baixo, suspirando agora que podia respirar normalmente.

- Eu devia procurar uma roupa decente em casa. – Eu disse quando o silêncio começou a incomodar.

- Aqui é a sua casa. – Ela murmurou de volta, se agarrando carinhosamente no meu cabelo, bagunçando-o um pouco. – Eu sinto muito pelos últimos meses, Edward. Eu nem quero imaginar como é dentro do apartamento de Emmett.

Eu ri, fechando os olhos por alguns segundos. – Não é tão ruim quanto parece.

- Mesmo assim, você não merece dormir em um sofá.

Eu desviei os olhos para a gola de sua blusa, mexendo nela distraidamente. Acho que ela percebeu minha expressão, mas não disse nada. Eu tinha algumas coisas presas na garganta que realmente não sabia como dizer. Com uma careta, tentei, erguendo o rosto para olhá-la outra vez.

- Você... Quer que eu volte... Como seu marido? – Ela arregalou um pouco os olhos. – Quer dizer, nós não precisamos mais fingir que estamos casados, não é? E se você quer sinceridade, Bella, eu passei os últimos meses confuso demais pra me casar. Você entende? Desculpe. Eu não sei o que eu quero. Eu só sei que eu olho pra você e...

Meus olhos desceram outra vez automaticamente enquanto eu falava, um pouco envergonhado. Quando parei, foi impossível não notar sua expressão ansiosa, querendo ouvir o final. Eu não consegui completar, suspirando um pouco frustrado por minha própria confusão.

- Você precisa voltar porque esse lugar também é seu. Foi injusto te expulsar daqui. Mas você saiu tão rápido que eu não tive tempo de dizer que... – Ela parou, e eu prestei ainda mais atenção, curioso com a frase inacabada. – Que eu queria você comigo. Seja você um marido ou não. Bom, eu também não sei! Mas eu não aguento mais dormir sem você me chutando.

Eu ri, apertando meus olhos até algumas lágrimas presas ali escaparem. Ela secou abaixo dos meus olhos com os lábios, devagar, me fazendo sorrir. – E, sabe, acho que nem existe um nome pra... Um cara totalmente irritante que muda as minhas coisas do lugar e me tira do sério por pura diversão. – Nós rimos juntos, e então ela completou, tentando forçar uma expressão inocente. – E que eu adoro beijar...

Sorri largamente com seu pedido por trás da frase, me curvando outra vez para encontrar sua boca. Eu estaria mentindo se dissesse que tinha a mínima noção do que estava fazendo. O que eu sentia era recíproco – isso estava claro em seus olhos e em seu beijo apaixonado – mas tanto sentimento não era suficiente para tornar as coisas fáceis. Nós tínhamos duas famílias inteiras que mereciam uma satisfação sobre nosso casamento forjado, e principalmente um filho que dependia de um relacionamento saudável entre nós. Era impossível saber o que aconteceria caso tentássemos e acabasse mal outra vez.

Mas, recebendo beijos como aqueles, eu não podia pensar em nada para nos atrapalhar.


Capítulo enorme merece n/a enorme!

Começando do começo: Pois é, gente, Carlisle sempre soube. Ele não é tão bobinho assim. E, pode parecer que tá tudo resolvido, mas esses dois ainda tem muito o que se acertar com suas famílias, né? A mentira foi crescendo e envolveu mais gente do que eles esperavam. Porém agora eles vão enfrentar tudo isso juntos! *awn* Eu não prometo que agora será só amores, primeiro porque é complicado toda essa história, e segundo porque ainda não acabou e eu curto um drama em reta final!

Segunda coisinha de hoje: Eu encontrei um erro na história e já estou consertando. Só vou avisar porque acho sacanagem mudar e não falar nada, né? No capítulo 18, na briga entre Beward, a Bella disse que o pai dela havia comprado o apartamento. Eu não sei de onde diabos eu tirei isso, sendo que no capítulo 6 ficou muito claro que o Edward emprestou dinheiro do tio pra comprar ele mesmo. Enfim, essas coisas acontecem quando se escreve uma história muito longa, foi a emoção do momento. Já está certinho lá.

Terceira: Hoje não tem teaser. CALMA que eu vou explicar porque e vocês vão morrer de orgulho! Pra quem não sabe, a Nina faz parte do Twilight Universe, um fã clube já quase idoso se tratando da saga, surgiu desde o comecinho. Por conta disso, ela foi chamada pra participar da Campus Party num Confronto de Sagas (Harry Potter x Twilight), um debate (saudável, eu espero) e chamou ninguém mais ninguém menos do que EU pra dar a cara a tapa junto com ela. Campus Party pra quem não sabe é um super evento tecnológico, sobre blogs, games, design e essas coisas. Se vocês estão se perguntando porque diabos haverá um debate sobre sagas lá dentro, eu também não sei a resposta. Mas vamos lá! Provar que fãs de Twilight não são o que todo mundo pensa u_u

Enfim, é isso, respondendo a ausência de teaser: Com tanta coisa pra pensar e um último cap enorme, o próximo capítulo não está pronto rs. Mas eu prometo que ele estará até quarta, juro juradinho!

É isso, se por acaso alguém estiver pensando em aparecer pela CP, aproveitem pra nos dar uma forcinha amanhã. E, como sempre, até quarta!