Boa tarde people! Primeiro de tudo, desculpem pela demora á postar. Muitas ideias em andamento ao mesmo tempo, somando isso á ter que parar de escrever toda hora pra cuidar da minha baby, acaba complicando as postagens. Mas aqui vai, mais um cap de Creep!

Boa leitura.


Creep

But I'm a creep, I'm a weirdo

What the hell am I doing here?

I don't belong here

Mas eu sou um verme, sou um esquisitão.

Que diabos estou fazendo aqui?

Eu não pertenço a este lugar

Creep

(POV-Hermione)

Dois meses se passaram desde a batalha final. Em todos os cantos, bruxos comemoravam a paz que se estabelecia.

Menos eu.

Claro que eu estava feliz por termos vencido Voldemort. Mas algo me faltava, e eu sabia o que era.

Ele. Severo Snape.

Tentei procura-lo depois da batalha, mas ao que parece, ele tinha sumido. Ninguém sabia onde ele estava, nem mesmo Dumbledore, que sempre sabia de tudo sobre Snape, pôde me dizer onde encontrar o mestre. E minha certeza era, ele não queria ser encontrado.

Ronald me pediu em namoro logo depois da queda do lord das trevas, e mesmo não o querendo, mesmo sabendo que não o amava mais, eu não pude negar. Não quando seus olhos se mostravam tão apaixonados. De qualquer forma, não é como se eu tivesse opção melhor, Severo Snape estava fora de meu alcance, então se Ronald Weasley me amava... Por que não? Quem sabe a paixonite juvenil que sempre tive por ele possa voltar, e com alguma sorte, eu acabaria esquecendo os dias que passei ao lado de Snape.

Foi perdida nesses pensamentos, que uma coruja me assustou. Trazia no bico um envelope elegante, com aparência oficial, uma carta do ministério da magia.

(POV-Snape)

-Boa tarde, senhor Snape. – Cumprimentou a recepcionista do hotel, com um menear de cabeça.

-Boa tarde. – Disse com toda minha antipatia, e peguei o elevador para subir até meu quarto. Foi com desgosto que entrei no lugar, que por hora, era meu lar.

Assim que a guerra acabou, fugi dos olhares de todos. Querendo-me esquecer de quem eu era, ou do destino solitário que tinha sido designado á mim. Por isso me escondi do mundo bruxo.

Aqui, hospedado em um hotel trouxa, na cidade de Nova York. Até mesmo minha aparência eu mudei, para não correr o risco de ser reconhecido na rua, caso topasse com algum bruxo conhecido. Tinha cortado os cabelos, e deixado a barba crescer um pouco, até mesmo minha vestimenta mudara. Mas mesmo usando roupas trouxas, eu optava pelos tons mais sóbrios.

Eu queria uma vida nova, onde ninguém me conhecesse, onde não houvesse Lilian ou Hermione. Mas por mais que eu tentasse, não conseguia me desligar de quem eu era.

Tão pouco conseguia esquece-la.

Os olhos castanhos ainda eram presentes em minha memoria, manifestando-se em meus sonhos, iludindo minha mente. Joguei meu corpo sobre a cama, rendendo-me ao desejo de vê-la, deixando que minha mente me mostrasse as lembranças que mais gostava. A primeira imagem que veio, foi uma Hermione descabelada. Ela cozinhava pela primeira vez no velho fogão. Colocou a mesa para nós dois e praticamente, obrigou-me a sentar com ela e jantar. Sorrindo angelicalmente para mim, ao perceber que sua comida me agradava.

Eu adorava isso. Os pequenos momentos. As horas de leitura, os momentos compartilhados no laboratório, as brigas bobas... Tudo. Era como se vivêssemos outra vida.

Eu queria poder voltar para aqueles dias. Mas, obviamente, isso não era possível.

Era o preço que eu pagaria por meus pecados, viver condenado á uma sobrevida, sem ela.

No fundo eu sabia que isso era mais do que merecido. O destino perfeito á um verme, um esquisitão!

Batidas ressoaram pelo quarto, fazendo com que eu me sobressaltasse.

Quem pode ser afinal? Não me lembrava de ter pedido serviço de quarto...

-Severo! – Exclamou Dumbledore sorridente quando eu abri a porta.

-Droga, Alvo, o que faz aqui? Como me achou?

-É bom vê-lo também , caro amigo. – Disse o velho, entrando sem ser convidado. – Então é aqui que você se esconde? Nada mal, meu rapaz, nada mal. – Ele olhava para todos os lados, observando cada detalhe de minha nova escolha de vida.

-O que quer aqui? – Perguntei ríspido, parte de minha mente já pensando em outro lugar para me esconder.

-Gostei do que fez no cabelo, e essas roupas ficam bem em você, mas porque a mudança radical? – Bufei em desgosto, me repreendendo por ter usado meu nome verdadeiro no check-in do hotel.

-Misturar-me aos trouxas torna minha vida mais fácil, Dumbledore.

-A sim, você optou por virar as costas para magia...

-Vai me dizer oque quer ou não?

-Vim entregar isso. – Ele tirou um envelope que trazia de baixo do chapéu. Os olhos azuis faiscando de felicidade para mim.

Uma olhada rápida bastou para perceber que se tratava de uma carta do ministério da magia. Com curiosidade, abri o envelope, enquanto Dumbledore quicava em expectativa.

Abaixo do selo oficial do ministério, letras elegantes diziam:

"Prezado senhor Snape,

É com grande honra que por meio desta, queremos informar que . senhoria estará sendo condecorado com a ordem de Merlin, primeira classe.

Uma forma de reconhecimento pela sua colaboração ao mundo bruxo durante a guerra.

A cerimonia de entrega do seu certificado, ocorrerá no Sábado, 22:00 horas. Não se atrase.

Atenciosamente,

Kingsley Shacklebolt,

ministro da magia."

-Tem dedo seu nisso, não tem , Dumbledore?

-Evidente que não! De todos que lutaram nessa guerra, você é o que mais merece tal honra. Não faça essa cara, Severo. Não haja como se o que você fez não fosse algo merecedor de admiração.

-Esqueceu que grande parte do que aconteceu foi culpa minha? Se eu não tivesse entregado a profecia á Voldemort...

-Pare de bancar o mártir, Severo. Você errou, é fato. Mas quem não erra? Todos merecem uma segunda chance. Alias, você já se redimiu há muito tempo! Você é um herói! Não menospreze isso.

-Esqueça, Dumbledore, eu não vou. – Disse resoluto.

-Pensei que você diria isso. – O velho foi em direção á porta, mas eu não era tolo o suficiente para acreditar que ele desistiria tão fácil. – Ah, a propósito, acho que vai gostar de saber... – Ele se virou para me encarar. – Que a senhorita Granger também será condecorada.

-Por que isso me interessaria? – Perguntei tentando mostrar desdém, mas falhei é claro.

-Não sei. – Ele me deu o que eu chamo de ," sorriso de mona lisa", como se escondesse um segredo. – Só achei que poderia querer vê-la outra vez. Até sábado, Severo. – Com um 'POP' ele desaparatou.

Por que ele tinha que mencionar Hermione? O que ele sabia sobre isso? Infernos!

(POV-Hermione)

Misteriosamente, todos os vestidos vermelhos que me foram mostrados não me interessaram. Entretanto, quando a vendedora me mostrou um verde, meus olhos brilharam. Queria algo que me ligasse á ele, mesmo sabendo que isso não era verdade. Queria algo que sabia que se ele visse, gostaria.

Mas eu duvidava que ele fosse estar lá. Duvidava que o veria outra vez.

Ainda assim, comprei o verde. Ele era comprido, com bordados em prata, uma fenda que começava na coxa, mostrava minha perna quando eu caminhava.

No sábado, Gina e eu nos arrumamos juntas, o que me foi extremamente proveitoso, já que ela sabia fazer milagres com maquiagem.

A cerimônia era digna de toda pompa, sendo assim, todos os convidados estavam em seus trajes mais luxuosos.

Quando chegamos, Harry, Gina, Ron e eu, fomos recebidos por flashes, vindos dos vários repórteres que nos aguardavam diante do tapete vermelho. Todos os olhos estavam sobre nós, principalmente de Harry. 'O menino-que-sobreviveu, para matar aquele-que-não devia-ser-nomeado', como eles o chamavam. Eu apenas sorria impaciente para as fotos, desejando que aquela tortura acabasse de uma vez, quando os fotógrafos desviaram a atenção para alguém que acabara de chegar.

Ao olhar na direção em que parte deles mirava, vi quem causara tanto alvoroço.

Severo Prince Snape.

Quase não consegui acreditar no que vi, ele trajava suas vestes negras, mas estavam ligeiramente diferentes, menos pesadas talvez. O cabelo, que antes lhe caia sobre os ombros, estava curto. A barba estava por fazer, o que em qualquer outro pareceria um ato de desleixo, mas nele... Parecia extremamente sensual.

Foi como se todo meu mundo se iluminasse de uma vez. Nossos olhos se encontraram e ele sorriu pra mim, eu mal conseguia me conter. Ron notou a alteração em meu sorriso e olhou também para o homem que agora era, praticamente, empurrado até nós.

Meus olhos nunca deixaram os dele enquanto os fotógrafos disparavam as câmeras.

-Hermione?- Ouvi a voz do meu namorado me chamar, mas parecia tão distante... Foi só quando Dumbledore apareceu, que as atenções para o trio de ouro acabaram por completo. Eu não tive a chance de falar com Snape, Alvo o puxou para um meio abraço, forçando-o a ficar ao seu lado. Relutante, segui Harry e Ron para dentro do grande salão. La, fomos guiados para uma sala atrás do palco, onde devíamos esperar até que nos chamassem.

(POV-Snape)

Os jornalistas me abordaram como abutres sobre a carniça, querendo saber onde eu estava e com quem. Eu apenas os ignorei. Ouvi alguns comentários sobre o meu 'novo visual' , mas fingi não nota-los outra vez.

Logo uma jovem me guiou até onde os outros condecorados estavam.

Assim que entrei na sala, os olhos de Hermione Granger caíram sobre mim. Ela estava sentada com os amigos em um sofá grande, eu me sentei numa poltrona de frente á eles. Harry Potter me cumprimentou, assim como o Weasley e depois voltaram a conversar entre si.

Agora, com mais calma, deixei minha mente vagar por cada minúsculo detalhe dela. Começando pelo vestido de um verde, inegavelmente, sonserino, os cabelos presos de forma elegante, um batom escarlate contrastava com a pele branca, os olhos amendoados delineados de preto, fazendo com que parecessem maiores e mais sensuais.

Ela sorriu para mim, mas desta vez, eu não sorri de volta.

Ronald Weasley á segurava pela cintura de forma possessiva. Havia um brilho prateado em seu dedo anular, proveniente de uma grossa aliança de compromisso. Mesmo sabendo que os dois deviam estar juntos, não consegui reprimir o sentimento de perda que se apoderou de mim no momento.

Seu sorriso foi murchando aos poucos, quando notou a frieza em meus olhos. Talvez não tivesse sido uma boa ideia vir a essa tolice.

(POV-Hermione)

Ele me olhava com o nariz erguido, cheio de frieza. Como se eu não merecesse respirar o mesmo ar que ele. Aquilo me magoou profundamente. Como ele podia não sentir minha falta? Pensei que o dia que nos reencontrássemos, correríamos pros braços um do outro, ou pelo menos, nos trataríamos com carinho, amizade. Mas não havia nenhum sentimento sobre mim dentro dele. Nem bom ou ruim. E nada machuca mais do que a indiferença.

-Está na hora. – Uma mulher do ministério nos avisou. – Harry Potter? – Harry á seguiu, deixando eu, Ron e Snape dentro da sala. Era possível ouvir o discurso em homenagem á Harry dali, tentei me concentrar nisso, evitando olhar para Snape.

Logo a mulher voltou, e chamou Ronald para ir com ela, deixando agora, apenas eu e ele na sala. Sozinhos.

Mordi a língua varias vezes, tentando me controlar e não falar nada, mas não consegui me segurar.

-Onde você estava?

-Não é da sua maldita conta. – Ele disse entredentes. Mas ele não podia me tratar com antes, não depois de tudo que vivemos juntos.

-O que aconteceu com o Severo que eu conheci? – Perguntei. Levantei do sofá e me ajoelhei diante dele, segurando suas mãos que estavam sobre seus joelhos. –Olhe para mim Severo. – Ele atendeu meu pedido, invadindo meus olhos prontamente. – Não diga que não sentiu minha falta.

-Por que isso interessa, Granger? Por acaso você sentiu a minha? – Ele segurou minha mão na altura de meus olhos, obrigando-me á encarar a aliança de prata.

-Você sumiu... Você...

-Não arrume desculpas. Você o ama, e pra falar a verdade, vocês se merecem. É melhor que as coisas sejam assim.

-E o que aconteceu entre a gente?

-Finja que foi um de seus pesadelos. –Antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa, a porta voltou á se abrir.

-Hãã... Hermione Granger? – A mulher nos encarava confusa. Me forcei a ficar em pé e a segui. As pessoas que me aplaudiam enquanto eu recebia minha ordem de Merlin, primeira classe, pensaram que eu chorava de felicidade. Mas na verdade, eu chorava pelo fim da pouca esperança que eu tinha de ter Severo novamente.

(POV-Snape)

Ela saiu pela porta levando um pedaço de mim junto. Mas o que eu podia fazer? Implorar que ela largasse o garoto idiota? Ela era adulta, tinha o direito de escolher com quem queria ficar, e ela escolhera ele.

Pra mim essa palhaçada já tinha atingido seu proposito, eu vim para ver Hermione, agora que á vi e me decepcionei, podia ir embora. Mas ao tentar desaparatar dali, senti as forças magicas do lugar prenderem meu corpo ao chão. O lugar era protegido contra aparatação. Droga.

-Severo Snape?- A mulher voltara para me buscar, não vendo alternativa melhor, eu á segui desgostoso.

Assim que subi ao palco, os holofotes do lugar me iluminaram. Pessoas se colocaram de pé ao lado de suas mesas e me aplaudiram animadamente.

Shacklebolt me recebeu de braços abertos. Eu só queria que o chão se abrisse sob meus pés. Queria sumir dali, ir para bem longe de todos aqueles olhares.

Com a voz magicamente ampliada, o ministro começou a ler um texto sobre mim.

"Severo Prince Snape, mestre em poções, lecionava na escola de magia e bruxaria de Hogwarts.

Durante anos trabalhou como espião para ordem da fênix. Carregando sobre os ombros a responsabilidade sobre todo mundo bruxo. Pois sem sua ação, estaríamos totalmente cegos..."

Ele falou durante minutos sobre minha 'honra'. Engrandecendo-me perante todos que ali estavam, me colocando sobre um pedestal imaculado.

Nunca estive tão consciente da marca negra em meu antebraço. Senti-me nauseado, com nojo de mim mesmo, pois se por um lado eu ajudara o mundo bruxo, por outro, era de minha responsabilidade que ele estivesse em perigo.

Que diabos eu estou fazendo aqui? Eu não pertenço á este lugar! Eu não sou um herói. Sou o vilão, sou o verme que só se importava consigo mesmo.

"...Ao homem mais corajoso que o mundo bruxo já viu, a nossa eterna gratidão." Assim que ele acabou de falar, uma mulher elegante subiu com o certificado oficial da ordem de Merlin, primeira classe. Mais aplausos irromperam o grande salão. Agradeci mentalmente por ninguém me obrigar a fazer algum discurso, permitindo que com uma mesura, eu descesse do palco.

Meus planos de ir embora rapidamente foram frustrados por Dumbledore, o velho me puxou e fez com que eu me sentasse á sua mesa.

Um banquete nos foi servido, e eu comi num silêncio perfeito. Rezando internamente para que pudesse sair dali logo.

-Diga, Severo, quando o castelo for restaurado, você gostaria de voltar á trabalhar lá?

-Não.

-Ora meu rapaz, não me faça essa desfeita.

-Não voltarei a ensinar poções Alvo.

-Mas eu não estava te oferecendo esse cargo. Hogwarts precisa de um novo diretor, e eu só consigo pensar em você. – Ele me disse com um sorriso simpático.

-Diretor? E o que você vai fazer?

-Já estive tempo demais naquela escola. Vou aproveitar a vida enquanto sou jovem! – Ele gargalhou da própria piada.

-Não sei Alvo. – Nunca tive a ambição pelo cargo de diretor, mas a oferta era tentadora.

-Pense sobre isso, Severo, e me responda logo.

-Tudo bem.

Assim que o jantar acabou, foi anunciada uma valsa, para meu total desespero, os condecorados é que teriam que dançar primeiro.

Ginevra Weasley e Harry Potter foram os primeiros a se colocar na pista de dança, Hermione e Ronald Weasley os seguiram, eu ficaria de fora sem reclamar. Mas á pedido de Alvo, Minerva me arrastou para a pista de dança. Como aquilo poderia ser pior?

Um pequeno falsete na melodia, indicava a troca de casais, fazendo com que as damas girassem para os braços do próximo homem que estivesse perto. Sendo assim, agora eu me via com a ruiva Ginevra em meus braços, enquanto Harry Potter dançava com Hermione e o Weasley dançava com Minerva. Outro falsete, e os pares se desfizeram mais uma vez, deixando-me agora com Hermione.

Nós dois estremecemos ao nos tocar.

Decidi aproveitar o momento, esquecer-me, mesmo que por breves segundos, que ela estava compromissada de outro. Permitindo meu corpo á moldar-se ao dela com vontade.

Os olhos amendoados me encaravam confusos.

-Diga como faço para te esquecer, Hermione.- Sussurrei roucamente em seu ouvido. Todas as minha defesas caindo.

-Não pode. – Ela disse tremula. – Você prometeu que jamais iria me esquecer.

Meu coração vacilou com a lembrança de nosso ultimo beijo. E ao que parece, ela se lembrou também, pois umedecia os lábios em antecipação. Vários casais se juntaram á nós na pista de dança, o que era bom, pois deixamos de ser o centro das atenções de todos.

-Não corte mais o cabelo. – Ela pediu com doçura levantando os lábios para sussurrar em meu ouvido. – Gosto de puxa-los enquanto fazemos amor. – Engoli a saliva de maneira ruidosa, lembrando de nossos corpos consumidos pelo desejo meses atrás.

-Não me tente, Hermione. – Ela me olhou com certa tristeza, por que sabia, assim como eu, que não voltaríamos á nos amar. – Sinto sua falta, todos os dias. – Admiti, mesmo sabendo que me arrependeria, mesmo sabendo que a nossa historia tinha chegado ao fim.

A musica mudou, tocava algo mais animado agora, mas eu e ela continuávamos a nos mover lentamente. Apenas semiconscientes de todos á nossa volta.

-Você só sente minha falta por que quer. – Ela disse assumindo um tom sério. – Você sabe que podemos ficar juntos. –Sobre a cabeça dela, eu vi seu namorado se espremendo entre as pessoas para nos alcançar.

Deixei um suspiro pesado escapar de meus lábios.

-Adeus Hermione, seja feliz. –Segurei seu rosto nas mãos e lhe roubei um beijo de despedida.

-Hermione?!- Ouvi Ronald Weasley exclamar enquanto se dirigia á nós.

(POV-Hermione)

Eu mal tive tempo de respirar, ele virou as costas e se misturou entre os casais animados. Tentei ir atrás dele, mas Ronald segurou meu braço. O rosto afogueado de raiva pelo beijo que havia presenciado.

Eu só pude observar ele sair da minha vida outra vez.

O resto da noite se resume em uma briga acalorada entre mim e Ron.

Ele disse que queria terminar , mas quando eu não objetei, desistiu, dizendo que estávamos 'confusos' e conversaríamos amanha.

Minha cabeça girava com os fatos acontecidos. A forma como Severo agiu me deixou confusa, primeiro, me tratou de forma ríspida, para depois confessar que sentia minha falta.

Por que ele tinha que tornar tudo tão complicado!? Se ele sentia minha falta, e eu sentia a dele, era obvio que devíamos ficar juntos.

Arhg! Maldição! O que eu faço?

Deixá-lo ficar longe de mim parecia tão doloroso. Mas eu não podia sair correndo atrás dele. Essa decisão tinha ser tomada por ele.

E se ele queria sumir, bom, só podia significar que , apesar de sentir minha falta, ele não me amava. Não da mesma forma que eu o amava.

Decidi esperar, se ele sentisse algo por mim, logo me procuraria. Não é? Espero que sim.

(POV-Snape)

Os dias se passavam de forma arrastada, preguiçosa. Outra vez eu estava longe dos olhos do mundo bruxo, mas não por muito tempo. Pois tinha decidido aceitar o cargo de diretor em Hogwarts, julgando que me faria bem ocupar meu tempo com trabalho.

Eu tentava não pensar em Hermione, mas varias vezes via minha mente me trair, e me levar até ela.

Sempre soube que não ficaríamos juntos, mas vê-la ao lado de outro usando aliança, ver que ela tinha seguido com sua vida, me machucou mais do que eu poderia admitir.

Mas eu já estava acostumado ás mágoas, o que era mias uma cicatriz em uma alma totalmente mutilada?

Eu podia procura-la, humilhar-me diante dela, implorando por seu amor, por seu carinho. Mas meu orgulho não me permitia tal feito.

Dumbledore me convenceu á ir para Hogwarts ajudar a restaurar o castelo.

Com auxilio de magia, vários bruxos do ministério reconstruíram a parte material, mas reparar os danos mágicos é que era o desafio.

A sala precisa, por exemplo, nunca mais seria a mesma. A abóbada do salão principal também tinha sido muito abalada, por mais que tentássemos firmar o céu encantado, sempre acabava chovendo ou parecendo dia quando era noite e vice-versa.

Mas depois de muito esforço e dedicação de todos, a escola estava de pé outra vez.

Quase seis meses tinham se passado, e eu não tinha uma única noticia de Hermione Granger.


Sei que vocês esperavam mais romance, mas não vi a fic se denrolar de outra forma que não essa. Mas prometo que no próximo, teremos cenas romanticas.

Review's? Lembrem-se de que a unica resposta que autor tem é essa, e que seus review's no estimulam a escrever mais. Ou seja, mais reiew's, mais capitulos! haha
Beijos!