N/A: Oooi's! Como estamos?
Bom,primeiro, desculpem pela demora! Passei alguns dias sem escrever, estava bloqueada outra vez. Por mais que eu escrevesse,nada me agradava.
Mas enfim, aqui estou.. eee!

ATENÇÃO: O capitulo a seguir,contém NC+18. Se você não gosta, é melhor esperar pelo outro. Mas se você ainda está aqui, leia sem moderação!

Boa leitura!


Creep

I want you to notice, when I'm not around.

You're so fucking special. I wish I was special.

Eu quero que você perceba, quando eu não estiver por perto.

Que você é tão especial. Eu queria ser especial.

Creep

(POV-Hermione)

A pressão em meu umbigo desapareceu e as sombras me libertaram. Quando abri os olhos, ainda estava nos braços de Severo. Passou alguns segundos até que eu percebesse onde ele tinha aparatado.

Nossa casa.

Bem, eu sei que a casa não é 'nossa', é dele. Mas, não consigo me referir a essa pequena construção de outra forma. Foi aqui que eu o conheci de verdade. Foi ali que nos apaixonamos, que nos entregamos um ao outro. Ali era meu lar. A prova material de que todos aqueles dias de guerra, tinham tido um significado diferente para nós.

(POV-Snape.)

Me esforcei para controlar minha respiração. Ela estava aconchegada em meus braços, nossos olhares na mesma direção. Me perguntei se ela estava se lembrando do mesmo que eu. De tudo que aqueles cômodos silenciosos representavam. As paredes frias sussurravam nossos momentos juntos. A lareira apagada parecia atrair nossos olhos, como se as imagens de nós dois estivessem presas ali. Pequenos momentos... Ela cozinhando, eu preparando poções no laboratório, as horas de leitura silenciosa, as doses de whisky de fogo... Todas as lembranças que eu tentava, desesperadamente, esquecer.

Ela jogou os braços em volta do meu pescoço e me enfeitiçou com seus olhos castanhos. Minhas mãos seguraram seu rosto frio, fazendo-a ofegar com o toque. Hermione umedeceu os lábios, convidando-me á toca-los e claro, eu atendi ao convite.

Minha língua tocou seu lábio inferior, provando da textura macia, ela gemeu em expectativa. A língua de Hermione, quente e macia, invadiu minha boca com voracidade. Logo, me vi puxando seus cabelos molhados e ela deixou as mãos vagarem pelo meu corpo. Nos pressionando ainda mais.

Nossas bocas unidas, se devoravam enquanto nossas línguas dançavam provocativas. Ela estava em todos os cantos, provando meu palato, bochecha, dentes e garganta.

Tudo nela era convidativo, sedutor e doce. A pele, molhada pelas gotas de chuva, cheirava á pergaminho, do jeito que eu me lembrava. Em algum lugar de minha mente, eu sabia que tínhamos que conversar, por as coisas em ordem. Mas a necessidade de enfiar-me nela, não me deixava trazer esse pensamento para o primeiro plano. Não, primeiro eu teria que saciar meus desejos, sufocar minha saudade, perder-me em seu corpo. Depois falaríamos.

Eu sabia que no andar de cima, haviam camas confortáveis e convidativas, mas nossa necessidade era imediata.

Relutante, separei nossas bocas, deixando um gemido escapar como forma de lamento, pela falta de contado. Um acenar de varinha e a lareira ardeu em chamas.

–Tira isso de mim!- Hermione ordenou, virando de costas pra mim e segurando os cabelos, para que eu a livra-se do vestido de noiva. Me curvei sobre ela, beijando a pele fria dos ombros, enquanto meus dedos lutavam contra a infinidade de botões em suas costas. Cada pedaço de pele dela, estava arrepiada.

Minha boca percorreu as costas desnudas, enquanto minhas mãos abaixavam o vestido.

Logo, ele era uma enorme mancha branca em volta de seus tornozelos. Ela se virou e me empurrou, forçando-me a sentar no sofá empoeirado.

Os olhos de Hermione brilhavam de uma forma que eu nunca tinha visto. Não eram doces ou tímidos, como sempre eram. Eles estavam famintos. Tão famintos quanto os meus. Sem pronunciar uma única palavra, ela se ajoelhou diante de mim, e se colocou entre minhas pernas.

Sua respiração era irregular, o peito subia e descia rapidamente, me agraciando com uma visão privilegiada. Seus dedos trêmulos abriram a braguilha de minha calça, se enfiaram dentro de minha cueca e puxaram minha ereção para fora.

–Oh..! – Ela segurou meu membro com firmeza, antes de lentamente, começar a fazer movimentos com a mão pequena. Ela puxava o prepúcio para cima, e depois descia.

(POV-Hermione)

Com prazer, vi o rosto de Severo ganhar um tom de vermelho. Seus gemidos roucos, me causavam calafrios, eram excitantes. Sem prolongar mais a tortura do homem, eu envolvi a cabeça de seu pênis com meus lábios. Passei a língua na glande, alternando com chupadas leves e constantes. Minha mão segurava a base quente e firme, enquanto a outra massageava as bolas. Seu gosto era amargo e doce ao mesmo tempo, o cheiro era viril e eu temia que nunca mais em minha vida, fosse capaz de viver sem senti-lo.

Levantei os olhos, para olhar em sua face. Severo me olhava por trás da cortina de cabelos negros, os olhos semicerrados, como se ele lutasse para mantê-los abertos.

–Sim... Desse jeito... – Ele disse em meio aos gemidos. Eu queria prolongar o prazer dele, causar uma doce tortura, mapeando com a língua toda a extensão do membro maciço. Seus dedos se entrelaçaram em meus cabelos, e todo controle dele tinha acabado, por que ele forçou minha cabeça em direção ao membro. Movendo os quadris ao mesmo tempo. Quando eu percebi, ele é quem estava controlando meus movimentos. Seu pênis preencheu toda minha boca, cutucando meu palato pra depois descer em direção a garganta.

Meus olhos lacrimejaram, e o ar dava adeus aos meus pulmões. Apertei as coxas dele, cravando ali minhas unhas de forma dolorosa, vi ele se esforçar para me largar. E quando ele o fez, afastei minha cabeça para pegar ar.

Mas rapidamente voltei engoli-lo completamente. Aumentando os movimentos, sugando-o para dentro de mim. Algo amargo encheu meu paladar, gotas de esperma.

–Hermio-one! – Ele gemeu. – Pare... – Mas eu não tinha essa intenção. Continuei a suga-lo e acaricia-lo com a língua. Alguns movimentos rápidos e logo o senti estremecer.

Minha boca se encheu com o liquido viscoso e branco. Era amargo e espeço, mas eu engoli tudo de uma só vez. Severo ainda espasmava, seus olhos giraram nas orbitas... Era a melhor visão do mundo.

Seu rosto perdido no mundo do prazer, enquanto os lábios sussurravam meu nome.

(POV-Snape)

Eu não conseguia acreditar no que ela tinha feito. Eu poderia morrer, aqui e agora, de tanto... Prazer.

Quando fui capaz de me mover, puxei Hermione para meu colo.

Ela me olhava com um sorriso travesso, como uma criança que tinha se lambuzado de algo doce, e esperava uma reprimenda da mãe.

–Você não tem noção... Do poder que tem sobre mim, Hermione. – O rubor nas bochechas dela, era simplesmente, adorável. Tudo nela inspirava ternura, doçura. Era incrível que mesmo sendo assim, tão pura, ela pudesse ser ao mesmo tempo, tão sexy.

Seus lábios tocaram os meus uma vez mais, sugando minha língua com voracidade. Sem que eu esperasse, ela puxou meus cabelos de forma violenta e possessiva, fazendo com que a minha cabeça pendesse para trás, deixando meu pescoço a mercê de seus lábios carnudos.

–Já mencionei que amo puxar seu cabelo? – Ela disse com voz baixa e profunda. Ela venceu a longa fileira de botões em minhas vestes, e minha camisa. Eu a ajudei, e logo minhas roupas estavam junto com seu vestido, no chão.

–E quando você toca... – Ela guiou minha mão para dentro da calcinha branca. – Aqui. – Ela estava incrivelmente molhada e quente. Meus dedos deslizaram pelos grandes lábios, provocando gemidos cada vez mais altos, deixando-a ainda mais entregue.

A deitei no sofá e me posicionei entre suas coxas. Beijei toda a pele aquecida da virilha, enquanto minhas mãos apertavam as nádegas. Deslizei a língua em torno de seu sexo, mas ainda me recusava a dar o que ela queria.

–Severo...

–Peça. – Murmurei.

–Me chupe!- Ela disse com sofreguidão. Dei um meio sorriso e toquei os lábios em seu clitóris. – Aaaah... – Ela agarrou meus cabelos outra vez. Sem pudor ou cautela, eu explorava seu sexo quente com a ponta língua. Sugando e mordiscando, usando a língua para irritar a pequena entrada. Minhas mãos a apertavam com tanta força, que deixavam marcas roxas onde meus dedos passavam. Hermione não parecia se importar com a profundidade de minhas caricias, pelo contrário, ela gostava. Jogava os quadris de encontro á mim, implorando por mais e mais. Não demorou muito tempo para eu sentir que estava ficando duro outra vez.

O gosto agridoce estava impregnado em minha língua.

–Severo... Eu preciso de você... – Minha língua se afundou na cavidade e Hermione não conseguiu terminar de falar. – Oooh! Meu Deus! – Ela apertava os próprios seios, e seu corpo suava.- Preciso de você dentro de mim. – Ela sussurrou entre gemidos. Mas eu não queria parar, eu queria suga-la até cansar. Até seu corpo tremer.

(POV-Hermione)

Eu podia sentir o orgasmo chegando, cada vez mais rápido e mais prazeroso. Só que eu queria ele dentro de mim. Eu precisava que ele me preenchesse, me consumisse.

–Agora! – Eu disse o mais firme que consegui, mandei minha boa educação para o inferno e puxei os cabelos negros. Ele gemeu em protesto, mas eu não liberei meu aperto até empalar minha boca com a dele.

–Paciência, Hermione.- Ele disse num tom divertido. Deslizei a calça e a cueca dele, e ele terminou de tira-las. Para me provocar, ele brincou com a glande em minha entrada.

–Eu juro, vou matar você se não me der o que eu quero. Agora! – Era pra ser uma ameaça, mas soou mais como um gemido desesperado.

Para meu alivio imediato, ele me estocou com força. Me penetrando profundamente, e completamente , sem nunca quebrar o contato visual.

–Você vai pagar pela audácia de me ameaçar, srta. Granger! – Ele disse rouco.

Se ameaça-lo, significa sempre obter investidas mais fortes, então que terei que fazer isso mais vezes.

Ele me tomou com tanta velocidade e força, que meus ossos tremiam. Nossos gemidos ecoavam pela casa, e nossos corpos se chocavam de forma descontrolada. Eu devia sentir dor? Talvez. Mas a única coisa que eu conseguia sentir, era um prazer inimaginável. O cheiro de ervas que emanava daquele homem, entorpecia meus sentidos, confundia minha mente. Eu nunca teria o suficiente de Snape.

Não sei como pude suportar tanto tempo sem ele, sem seu calor, sem cada centímetro de sua pele quente. Sua boca estava em todo lugar, mordendo e chupando minha pele.

–Hermione... – Ele gemendo meu nome, era o som mais magnifico do universo. Sem aviso, ele ergueu minhas pernas e passou uma em cada ombro. A posição lhe permitia chegar á uma nova profundidade, era quase como se ele tocasse meu útero. As investidas eram tão profundas, que me deixavam tontas.

–Severo... Não pare! – Eu podia sentir o orgasmo chegando em ondas, fazendo meu corpo arquear-se para ele, e meus olhos fugiram para o crânio. Não demorou muito e Severo me seguiu. Despejando dentro de mim sua essência. Ele largou minhas pernas, e se inclinou sobre mim, tocando meus lábios com fúria mal contida. Um beijo cheio de paixão que faria os anjos caírem.

–Eu senti saudade. – Ele confessou a largar o corpo sobre o meu.

Nossas respirações eram entrecortadas, ambos estávamos suados e exaustos pelo ato sexual.

Não sei quanto tempo se passou. Não nos movemos, não nos falamos. Apenas ficamos ali, sentindo o calor do corpo um do outro.

...

Eu acordei nos braços dele.

Forcei as engrenagens de meu cérebro a funcionarem, lembrando de todos os acontecimentos do dia anterior.

Eu não tinha me casado. Eu tinha fugido da igreja, eu tinha voltado para os braços de Severo Snape.

Que horas eram? Eu não tinha ideia, mas o sol ainda não tinha se erguido no horizonte. Apertei os olhos, esperando encontrar a sala de estar, mas ao invés disso, estávamos no quarto de Snape. Devo ter adormecido no sofá e ele me trouxe para cá.

Um sorriso beliscou meus lábios. Me senti completa em seus braços, as feridas causadas pela ausência dele, pareciam ter desaparecido. E eu não deixaria que ele se afastasse outra vez.

–Meu reino, pelos teus pensamentos. – Ouvi sua voz rouca murmurar.

–Te acordei?

–Não.- Ele apertou mais os braços em minha volta. Moldando nossos corpos.

–Você tem que trabalhar hoje?

–Infelizmente. –Soltei um muxoxo. – Mas eu posso voltar pra casa no final do dia. Isso se você estiver aqui me esperando, é claro.

– Eu também vou trabalhar, acho. Kingsley deve suspender minhas férias de lua de mel. – Lembrei. Estremeci ao lembrar do assunto... A igreja lotada, senhora Weasley desmaiando, a decepção de Ron...

–Lua de mel... Só de pensar que você poderia estar casada agora..

–Mas não estou. Estou aqui, com você. E é aqui o meu lugar e onde eu vou ficar. – Me virei para encara-lo. – Você é muito especial pra mim. É aqui que eu quero ficar Severo, com você, sempre. O que você quer?

–Só você. – Ele disse com sinceridade. – Só nós...

Dois meses depois. – Hogwarts.

(POV-Snape)

Os jornais noticiaram a 'fuga' de Hermione. Todo o mundo bruxo não falava de outra coisa, que não fosse o fato dela ter fugido comigo. Algumas mas línguas, ainda juravam que eu tinha lançado um império nela, por que só assim pra ela querer ficar comigo. Outras versões da história foram criadas, uma pior que a outra.

Nem eu, nem ela tivemos sossego por uns bons dias. Jornalistas apareceram em Hogwarts, e também, no ministério da magia, tentando arrancar informações de nós dois.

Ela se mudou para a nossa casa no dia seguinte. Vivíamos como marido e mulher, mas evitávamos sair em publico, pelo menos por enquanto.

Ela era uma companheira perfeita, me compreendia, conhecia minhas manias e meus desejos.

Eu a amava.

Tanto ou mais, do que um dia amei Lilian Evans.

Há tempos eu não pensava nela, na verdade, eu tinha medo de pensar. Pois algo dentro de mim, achava errado estar com Hermione. Era quase como trair Lily. Mas eu não podia me afastar, certo?

Hermione era pra mim, tudo que um dia eu ousei sonhar.

Perdido nesses pensamentos, acabei por deixar de lado a papelada que tinha que assinar.

Minha mente vagou por algumas semanas atrás, quando eu tive que passar a noite no castelo, e Hermione acabou vindo ate aqui.

Ela invadiu meu escritório no meio da noite, e pelo olhar dela, eu soube que ela não podia esperar até o dia seguinte para me amar.

Ela praticamente correu até minha mesa e sem uma palavra, me jogou sobre ela.

Nós transamos por horas ali.

O ruim é que agora é difícil me concentrar no trabalho, já que minha mente se enche com imagens dela. Tornando-a uma presença constante, mesmo sem estar por perto.

Sacudi a cabeça e me forcei á concentrar no trabalho, quanto mais rápido acabasse, mais rápido voltaria para ela.

(POV-Hermione)

Ainda era cedo, cerca de 9:00h da manhã, quando eu ouvi batidas frenéticas na porta.

Ao tatear a cama, percebi que Snape não estava deitado ao meu lado. Em vez de senti-lo, senti apenas um papel frio sobre o seu travesseiro.

" Tive uma emergência em Hogwarts, Minerva mandou me chamar. Sinto muito.

Logo estarei de volta em casa.

Já sinto tua falta.

SS."

Dei um sorriso triste para o bilhete, isso colocava um fim aos meus planos de fazer amor pela manhã.

As batidas continuaram, me obrigando a levantar.

–Gina? – A ruiva quicava na porta quando eu abri. Ela não pediu licença, apenas passou por baixo do meu braço e entrou. – Bom dia pra você também.

–Olha! – Ela me mostrou o diamante em sua mão. – Ele finalmente me pediu! –A alegria dela era contagiante. Quando me dei por mim, já estava pulando abraçada á ela, e soltando gritinhos de animação. Achei melhor não comentar que eu mesma tinha ajudado Harry a escolher o anel.

–Eu fico muito feliz por você! Vocês vão ser muito felizes...

–Eu sei! – Ela tirou o casaco e o jogou sobre o sofá.

–Vem, tome café comigo.- Peguei o pulso de Gina e a guiei até a pequena cozinha. – Aposto que você não comeu nada, só para chegar aqui mais rápido. – Ela riu atrás de mim.

–Sente-se Gina, vou te servir. – Ela me contou todos os detalhes do pedido de casamento de Harry.

–E o diretor, onde está?

–Hogwarts.- Servi uma xicara de café para ela, e me sentei em sua frente.

–Mas é domingo.

–Ele tinha um assunto importante á discutir com Minerva. Eu não posso reclamar, ele devia morar no castelo, mas prefere voltar todos os dias para casa. – Severo tinha entrado em um acordo com Minerva, ele cuidava da escola durante o dia e ela, durante a noite. Nos fins de semana ele quase sempre estava comigo, mas as vezes, como hoje, ele tinha que ir para a escola.

–E a vida do lado dele... É do jeito que você sempre sonhou? Vocês pretendem oficializar isso?

–Não sei. Até agora não falamos em casamento. Estamos bem assim.-Eu dei de ombros. – Como está a sua mãe?

–Ela está bem, anda perguntando por você.

–Então é seguro arriscar uma visita?- Perguntei esperançosa. Os jornais tinham caído em cima de mim e de Ron, todos ficaram contra mim, julgando o que eu fiz como algo tenebroso. Foi o maior escândalo. Mas as coisas estavam se acalmando com o passar dos dias. Só a senhora Weasley e Ron não falavam comigo ainda.

–Bem, vá num horário que Ronald não esteja em casa.

–Claro.

Nós conversamos sobre coisas banais e mundanas. Ela me chamou para ser madrinha do casamento dela e de Harry,e eu aceitei prontamente. Mesmo que eu não quisesse aparecer em publico ainda, não podia deixar de ir no casamento de meus melhores amigos.

–O que você acha de irmos ao beco diagonal? – Ela perguntou em um certo ponto da conversa.

–Não sei Gina...

–Hermione! Você não pode se esconder pra sempre. – Eu pensei por alguns instantes, antes de decidir.

–Tudo bem. Eu tenho que fazer as compras de natal, de qualquer jeito. E vai ser bom estar com você, preciso de ajuda para comprar algo decente para Severo.- A ruiva bateu palminhas alegres e me seguiu até o quarto

Eu escolhi vestes quentes, e botas cano longo.

–Eu só vou deixar um bilhete para o Severo, caso ele volte antes de nós. – Gina assentiu uma vez com a cabeça.

Procurei na gaveta ao lado do meu criado mudo, um pedaço de pergaminho e uma pena. Mas não encontrei. Por isso, procurei na gaveta do criado mudo que pertencia á Snape.

Revirei os objetos que haviam ali, mas não encontrei também. Quando fui fechar a gaveta, um brilho prateado chamou minha atenção. Alguns segundos examinando, e eu percebi que se tratava de uma pequena fechadura, que daria acesso á um fundo falso da pequena gaveta.

Eu sabia que não devia olhar o que tinha ali, mas minha curiosidade me venceu.

–Alohomora. - Sussurrei. Mas ela não destrancou, o que me deixou dez vezes mais curiosa. Pra ela ser enfeitiçada, deve ser por que ele guarda algo importante aqui. –Gina, você ainda consegue abrir fechaduras com grampos? – Perguntei, lembrando de uma vez em que ela tinha feito isso, em nosso apartamento. Quando acidentalmente, esquecemos nossas varinhas dentro de casa.

–Eu acho que sim. Porquê?

–Tem um fundo falso nessa gaveta. Porque será Severo precisa de um...

–Sério? – Os olhos dela brilharam de curiosidade.

–Accio grampo. – O grampo voou para minha mão, e eu o entreguei á ela. –Abra. – Gina me olhou apreensiva, depois olhou para fechadura que eu apontava.

–Só se você não contar pro morcegão que eu invadi a gaveta do morcegão. Ele pode até amar gostar de você, mas duvido que hesitaria em me... Trucidar.

–É claro que eu não vou contar. Só estou curiosa.- Ela levou alguns minutos pra conseguir abrir a fechadura. E assim que ela conseguiu, nós tiramos tudo que havia lá e jogamos em cima da cama.

Eram rolos e mais rolos de pergaminhos antigos.

Nós duas começamos a ler. Eles datavam da época em que Snape era adolescente, quando ele era um aluno.

Meu coração afundou no peito, quando eu terminei de ler a primeira... Tinham a assinatura de Lilian Evans.

–Hermione...

–Gina, são... Cartas dela! Cartas de amor. – Minha voz quebrou com a última palavra. Por que ele guardava isso? Será mesmo que ele ainda ama ela, mesmo depois de sua morte? Eu não conseguia acreditar, não podia ser verdade.

Se ele ama Lily... Então o que sente por mim? O que eu significo?

–Olha isso. – Gina me entregou uma foto rasgada, onde Lílian sorria genuinamente. Ela estava enrolada em uma carta rasgada. – Eu acho que essa ele roubou de Sirius, tenho quase certeza de que a outra metade está com Harry.

–Eu... Não sei o que pensar! – Gina envolveu seus braços em torno de mim. – Por que ele guarda isso, Gina?

–Aposto que ele deve ter uma boa explicação Mione.

–Óh meu Deus! Você estava certa! Ela ainda á ama!


Genteem, to insegura com esse cap,de verdade!
Me digam o acharam,preciso do feedback de vocês!

Obrigada pelos comentários lindos. *-*

Beijos(lll

Review's são sempre bem-vindos!