Capítulo três: Flibbertigibbet

Snape fez a cabeça de Harry ir para cima e para baixo, para cima e para baixo, para cima e para baixo bem depressa.

- Ah... Hmm! – o rapaz que sobreviveu sentia como se fosse sufocar.Não conseguia acreditar que Snape estava a fazer uma coisa daquelas com ele. Até para os padrões de Severus aquilo era absurdo!

- Hmm... Potter... Está a fazer isso... como um bom menino... – gemeu, de maneira contida. Não queria mostrar a Potter o quanto estava a gostar. – Quebrar as regras... mais uma vez, Potter... Ah...

Harry engoliu o orgulho e fê-lo, temendo as consequências.

O professor pareceu um tanto quanto surpreso. Deu um sorriso zombeteiro, pois nunca tinha imaginado que o filho de James lhe daria tal prazer um dia. Podia sentir a língua de Harry mover-se por toda a extensão do seu pénis. E fez com que tudo aquilo soubesse ainda melhor. Escusado será dizer que Snape estava cada vez mais duro, sentindo-se quase para explodir.

Harry parou para respirar e agarrou a ereção do professor, masturbando-o. Não conseguia deixar de ficar surpreso com aquela rigeza.

- Estás a gostar do teu trabalho... não estás? Ahh... Vai mais rápido, Potter! Prova-me que não és assim tão inútil, afinal... – disse Severus, rangendo os dentes.

- Ou o quê? – Harry cerrou o punho.

- Queres mesmo... mesmo saber as consequências? – o mestre de poções sentiu a mão do seu aluno mover-se mais devagar. Mordeu o lábio.

- Não...

- Vais ter detenção todas as Sextas-feiras até às férias de Natal. Agora mete a tua boca tu sabes bem onde e mexe-te!

Harry obedeceu de imediato, engolindo a ereção de Snape. Conseguia senti-la tocar a sua garganta. Sentiu-se humilhado, usado. Mas ele sabia como chegara até ali. Agora sabia que não podia voltar a perder a cabeça ou aquilo ia acontecer de novo.

- Quase... Ahn... – o homem estava a sentir o calor lá em baixo, a ansiedade no seu peito, o seu coração acelerado que nem um louco, a sua boca a soltar suspiros. E os seus olhos tinham um brilho diferente. Era pura luxúria. As suas mãos estavam bem fechadas, as suas unhas magoavam a sua carne, tentando controlar aquelas emoções que não tinham nascido para serem controladas. E estava acabado para ele.

- Ah... Ah... – Severus arfava, respirando fundo várias vezes, de olhos fechados. Parecia que finalmente Potter tinha aprendido alguma coisa.

Harry, por sua vez, limpou a sua cara com um movimento da varinha. Confuso e de alguma fora perturbado, deixou a sala, depois de uma rápida mudança de roupas, deixando para trás o manto e a gravata dos Slytherin. Correu para o sétimo andar o mais depressa que pôde. Estava tão desnorteado que nem conseguia lembrar a password. Foi-se embora dali, para onde não havia retratos nas paredes. Não queria incomodar ninguém. Sentou-se no chão, encostado à parede. As lágrimas escorregavam pelo rosto e ele abafava o choro.

Não sabia, mas alguém no fundo do corredor, escondido atrás de um canto, olhava para ele, ouvindo os soluços. Tinha sido seguido por alguém que devia estar nas masmorras. Por alguém que por mero acaso o tinha visto sair do gabinete de Snape, completamente perturbado.

De repende, Harry levantou a cabeça. Estava a ouvir passos.

"Alguém está a vir." – pensou ele, assustado com a ideia de ser apanhado fora dos dormitórios, àquela hora tardia, a chorar e a soluçar. – "O Snape não, por favor. O Snape não."

E não era Snape. Era um rapaz, com cabelos loiros e olhos cinzentos. Malfoy olhava para Harry, com atenção.

- M-Malfoy... – sussurrou, roucamente, olhando para baixo e limpando as lágrimas. Depois, olhou para cima, enfrentando o Slytherin com os seus olhos verdes a brilharem por detrás dos óculos.

- O que aconteceu? – Draco perguntou com simplicidade, cerrando os punhos.

- Eu... Não consigo lembrar-me da password...

- O que aconteceu nas masmorras?

- N-Nada... Por que é que perguntas?

- Não me faças de parvo, Potter. Eu sei.

- Tu não sabes nada! – disse Harry, com aspereza. – Não há nada para tu saberes!

Os olhos de Malfoy tornaram-se puro gelo.

- Ótimo. Se queres passar a noite aqui, isso é contigo. Dorme aí no chão frio. Isso só vai fazer com que te sintas mais miserável do que já te estás a sentir. – Draco cuspiu estas palavras, olhando Harry nos olhos. Estava furioso.

- O que farias por mim, então? – o moreno perguntou, começando a sentir-se arrependido. Mas e se Malfoy estava a tentar atraí-lo para sarilhos? Ele sabia o quão fingindo aquele rapaz podia ser.

- Estive a pensar... que talvez pudesse levar-te para a sala comum dos Slytherin. É quente e eu tenho uma cama maior que os outros. Com alguns feitiços, podemos arranjar maneira de ninguém reparar que tu lá estás.

- Estás a falar a sério? – Harry fungou. – Quero dizer, podes ser punido por isso.

O loiro notou que ele dissera "tu" em vez de "nós". Queria isso dizer que Harry se preocupava mais com o bem-estar de Draco do que com o seu próprio? Não conseguiu deixar de sorrir.

- Sim, estou a falar a sério. – o herdeiro dos Malfoy assentiu e agarrou a mão do moreno, entrelaçando os dedos com ele. Este olhou-o, surpreso. Mas nada disse. Andou ao lado dele, para as masmorras.


Uma vez lá, Malfoy entrou primeiro e certificou-se de que não havia mais ninguém na sala comum. Depois, deixou Harry entrar também.

- Vai e senta-te perto da lareira. – apontou. – Eu vou buscar alguma comida ao meu quarto.

Quando o outro rapaz desapareceu, Harry deitou-se no sofá e fechou os olhos. Era tão quente, ali. Lentamente, o seu corpo cedeu e ele caiu num sono profundo.

- Aqui está... – Draco aproximou-se do sofá e viu Potter a dormir. – É melhor levá-lo para a minha cama... – devagar, pegou no garoto de olhos esmeralda e levou-o para o dormitório. Colocou-o em cima da sua cama e cobriu-o com os cobertores. Depois, aplicou um feitiço nas cortinas e foi embora para a sala comum.


No dia seguinte, o mais novo acordou e levou um susto. Olhou à volta e começou a lembrar-se do que tinha acontecido na noite anterior.

- Sim, isto é o dormitório dos rapazes Slytherin. Ok... – com cuidado, espreitou pelas cortinas e levantou-se depois de verificar que estava sozinho ali. Calçou-se e deixou o dormitório. – "Deve ser tarde..." – pensou, enquanto corria para o sétimo andar.

- Password? – perguntou a dama gorda.

- Flibbertigibbet.