Oi gente!! Cá estamos nós de novo com a segunda parte da aventura dos nossos heróis!! hehehehe Espero que cês gostem... e não esqueçam de dar a sua opinião!! E agora... sem mais delongas, vamos ao que interessa:D


Uma Longa Jornada - capítulo 2

Aragorn acordou com um susto, levantando-se rapidamente. Ele olhou para o seu peito, apalpando de cima a baixo só para descobrir que não havia nada de errado com ele.

O guardião franziu o cenho, achando isso tudo muito estranho... ele tinha certeza de ter sido atingido por pelo menos duas flechas antes de cair, e ver um orc com um porrete levantado pronto para ferir Legolas e...

"Legolas!"

Ele olhou à sua volta, tentando encontrar o amigo, mas quando a sua mente por fim processou o que seus olhos estavam vendo ao seu redor, ele congelou.

Ele não estava mais em Harlindon. Na realidade, ele não tinha a mínima idéia de que lugar era esse. Não era nada parecido com qualquer coisa ou lugar que ele já tivesse visto antes. O teto era quase tão alto quanto uma montanha, e o piso... este era feito do mais belo artesanato, com desenhos intrincados por toda a sua extensão. O lugar todo parecia resplandecer com uma espécie de poeira brilhante, como se alguém tivesse pegado milhares de estrelas e as espedaçado, espalhando o seu pó por todo o recinto.

Ele ficou parado por um momento, boquiaberto, tentando lembrar-se de que ainda tinha que respirar. Foi então que os seus olhos caíram na figura de Legolas, não distante de onde ele agora estava.

O elfo estava de pé, observando com olhos arregalados um dos pontos distantes daquela espécie de sala onde agora se encontravam e, assim que Aragorn alcançou o seu lado, ele pode ver finalmente o que o arqueiro estivera olhando, e pôde entender a expressão embasbacada, quase que de choque que seu amigo tinha no rosto.

"Legolas? É aquele quem eu acho que seja?" perguntou o humano hesitante, não querendo acreditar nos seus próprios olhos.

Legolas levou ainda um momento até finalmente responder. "Eu espero que não, Aragorn. Pois se for quem nós achamos que é, então nós estamos mortos... literalmente!"

Do outro lado do cômodo, falando com alguns outros que pareciam estar tão perdidos quanto eles mesmos, via-se uma figura incrivelmente alta, apoiada sobre um de seus joelhos a fim de ficar mais próxima dos outros muito menores seres. A sua aparência era austera, porém não desprovida de uma grande beleza. Longos cabelos prateados cobriam-lhe a cabeça, e olhos azuis claros adornavam o seu rosto. Apesar de manter a sua voz em um tom baixo, ela carregava um ar de autoridade que era inconfundível. Este era verdadeiramente um dos Valar.

O Vala levantou-se, permitindo a todos que vissem a sua total estatura, e por um instante Legolas e Aragorn conheceram um momento de medo, mas que logo se esvaiu quando ambos viram no rosto sério, a retidão e a justiça dos Cantores da Criação.

Quando o ser celestial se aproximou, Legolas e Aragorn ajoelharam-se, sem saber ao certo como agir perante um dos Ainur.

"Sejam bem vindos aos meus Palácios, ó viajantes cansados. Me chamo Námo, conhecido por muitos como Mandos, por conta de meus Salões. Vocês estão aqui para serem julgados pelos feitos e ações que realizaram no curso de suas vidas, e então, serem enviados ao seu destino final. Digam-me, agora, os seus nomes."

"Eu sou Aragorn, filho de Arathorn, meu Senhor", falou o guardião tentando ao máximo manter a voz sem tremer.

"E eu sou Legolas, filho de Thranduil, excelência," disse o elfo, tendo a mesma dificuldade que o seu amigo.

"Aragorn e Legolas?"

Em face do inesperado tom áspero de incredulidade e exasperação que eles ouviram vindo do ser sagrado, ambos olharam para cima, a tempo de vê-lo passando uma das mãos por sobre o seu rosto em uma clara demonstração de que ele não estava nem um pouco satisfeito em vê-los ali.

"Vocês poderiam me explicar o que estão fazendo em meus Palácios?"

Eles foram pegos de surpresa pela pergunta. O que ele queria dizer com aquilo? Se eles estavam ali, era por que, provavelmente, os orcs haviam conseguido matá-los, e eles estavam agora, basicamente, mortos! De que outra forma eles poderiam possivelmente ter chegado aqui?

"Sem qualquer intenção de faltar-lhe com o devido respeito, hir hîn," Legolas disse, soando ambos nervoso e confuso, "mas eu não acho que qualquer um que venha para os seus Salões, o faça por vontade própria." Ele não estava conseguindo entender por que, logo após as suas – se isso realmente não era um sonho – logo após as suas mortes, eles ainda estariam recebendo uma reprimenda por parte do Vala que deveria ajudá-los a ir para onde quer que eles devessem ir dali.

Mandos deu um profundo suspiro.

"Não era para vocês estarem aqui", ele disse finalmente, como quem apenas relata um fato óbvio. "Os planos de Ilúvatar para vocês dois vão além desta data."

Ele novamente fez uma breve pausa, cruzando os braços por sobre o peito, estudando o homem e o elfo agora de pé à sua frente por mais um instante. Então, ele de repente ergueu sua cabeça e disse para aparentemente ninguém, em um tom que traduzia uma ira quase incontida. "Como isso aconteceu e por que eu não fui informado imediatamente?"

Neste momento, um ser – que eles só conseguiriam descrever como uma espécie de espectro de luz – materializou-se perante o Vala, conversando com ele em uma língua estranha e musical que nenhum deles jamais ouvira.

Lentamente, os traços de raiva desapareceram de sua face, permanecendo apenas a mesma indiferença e calma estóica com as quais ele portara-se desde o início.

"Eu regressarei", Mandos disse com dureza, e com essas duas palavras, partiu.

Aragorn olhou para Legolas com os olhos maiores que uma lua-cheia. "O que acabou de acontecer aqui?"

"Por que você está perguntando isso de mim? Eu nunca morri antes. Isso é tudo bem novo para mim também", ele exclamou, ainda um pouco abalado pela conversa que ele acabara de ter com um dos altos seres.

"Isso tem que ser um sonho. É isso. Isso é um sonho ruim, e logo eu vou acordar e você vai estar provavelmente fazendo alguma coisa irritante como você normalmente faz", Aragorn concluiu, desesperadamente tentando achar algum sentindo em toda aquela bagunça.

"Primeiro, nada do que eu faço é irritante", eu elfo começou indignado, "e segundo, eu não acho que você esteja sonhando... pois eu nunca dantes ouvi falar de sonhos em grupo. E, caso você não tenha percebido, eu também estou aqui."

Aragorn olhou ao seu redor mais uma vez, como que para se certificar de que ele realmente estava nos Palácios de Mandos, e mesmo que seus olhos estivessem lhe mostrando isso, ele ainda estava tendo dificuldades em aceitar. "E o que ele estava falando? O que aquilo tudo deve significar? Primeiro ele nos dá as boas vindas… e então nos diz que nós não devíamos estar aqui… que nós não podemos ficar…"

Ele ponderou por um minuto, antes de virar-se para Legolas com os olhos cheios de esperança. "Você acha que ele vai nos mandar de volta?"

Legolas deixou escapar um suspiro… ele não tinha mais certeza de nada naquele momento, e isso era algo que deixava o elfo da floresta muito nervoso. "Eu não sei," disse ele ao jovem guardião. "Mas eu sei que se eu ficar aqui pensando sobre o que pode e o que não pode acontecer em uma situação sobre a qual eu obviamente não tenho nenhum controle, eu vou acabar enlouquecendo". E com isso ele começou a se afastar.

"Aonde você está indo?" Aragorn perguntou, seguindo o seu amigo.

"Eu nunca estive em Valinor antes, e já que nós estamos aqui mesmo, podemos explorar um pouco", o elfo afirmou simplesmente.

"Eu não acho que a gente possa deixar a área dos Palácios..." Aragorn disse, pensativo.

"Você já parou para olhar esses Salões? Eles são gigantescos. Levaria dias para ver tudo o que existe por aqui sem jamais termos que dar um passo fora."

Aragorn não podia negar a verdade. O lugar era realmente colossal, e incrivelmente belo. E não era como se eles pudessem ir para qualquer outro lugar.

Os dois amigos começaram a caminhar lado a lado, simplesmente admirando a arquitetura à mostra. Logo eles saíram da sala onde haviam acordado, adentrando um longo corredor. Havia quadros enormes adornando as paredes, representando ou belas paisagens, tanto da Terra-média como do que eles supunham ser Valinor, ou o que pareciam ser momentos cruciais na história de Arda. Legolas ficou particularmente atraído por uma pintura que mostrava Menegroth e suas milhares de cavernas, enquanto Aragorn estava hipnotizado por outra que mostrava a coroação de Elros, alto rei de Númenor.

Ao continuarem, eles perceberam que o corredor terminava em uma floresta... em uma imensa e bela floresta que tinha uma montanha solitária em seu meio, toda cercada pelos prédios que faziam parte do complexo arquitetônico que eram os Palácios de Mandos.

"Esse lugar é absolutamente nada do que eu jamais imaginei que fosse." Legolas disse impressionado, olhando admirado para as mais altas Mallorns que ele já vira.

"Essas árvores... elas brilham como se fossem feitas de ouro," Aragorn sussurrou, ainda sem ar por conta da incrível vista. "Se Valinor é de fato tão bela como são esses Salões, eu o invejo, meu amigo, quando você decidir atravessar o Belegaer", ele terminou com um sorriso terno.

O sorriso que Legolas tinha em seu rosto diminui ao ouvir este último comentário. "Agora, eis um problema...," ele disse, virando-se para encarar Aragorn, "nós já estamos mortos, lembra?"

"Oh... é verdade," foi a resposta quase inaudível de Aragorn. Por um momento ele havia esquecido da sua nova 'condição', e agora, depois do primeiro choque de ver este novo lugar impressionante e de descobrir onde isso era e o que significava, as coisas começaram a se organizar em sua mente. Ele pensou em Arwen, e na vida que eles jamais teriam juntos, e sobre o fato de que a sua morte era o fim da linhagem dos Reis, e da esperança de reunir os reinos dos homens sob uma só bandeira, e isso partiu seu coração. Ele não podia partir agora... não quando ainda havia tanto que ele precisava fazer, tantas batalhas para se travar, tanta esperança para se restaurar.

Legolas pareceu notar o desespero do seu amigo, e colocou uma mão sobre o ombro do humano, apertando levemente. "Não encha a sua mente com pensamentos de desespero, mellon nîn. Mandos ainda não anunciou o nosso destino. Ele ainda pode mudar."

Aragorn sorriu ao seu amigo, agradecido por ter o elfo ao seu lado, reconfortando-se nas suas palavras.

Tentando tirar os pensamentos do guardião de todo esse assunto, ele sugeriu. "Nós poderíamos pegar esse tempo e ver se a gente consegue ter uma visão melhor desta terra de cima daquela montanha. O que você acha"
Aragorn olhou para a montanha e, pelo que ele pode perceber, parecia simplesmente impossível de se escalar. As suas laterais eram como que de várias paredes totalmente verticais, sem lugares para que pudessem se sustentar.

"Eu não sei, Legolas. Por alguma razão a idéia de escalar essa montanha não me parece muito apelativa," ele disse, tentando dissuadir o elfo dessa idéia.

"Aragorn, qual o pior que pode acontecer a esse ponto? Cair? Eu realmente não acho que nós possamos morrer de novo."

Aragorn se engasgou em uma risada com esse último comentário. Essa situação toda estava ficando cada vez mais surreal.

Mas antes que ele pudesse discutir mais, Mandos apareceu perante eles, ajoelhando-se para ficar mais perto dos dois, e pronto para anunciar os seus destinos.

Continua...


E aí? O que acharam? Essa é a sua oportunidade para jogar os tomates ou então dar um tapinha na costa! heheheh E agora só mais uma parte e acabou!! É... curtinha... mas já tem uma outra maior a caminho!! heheheh :D