N.A.: Hey, chegamos ao final do mês e cá está a att da fic! *-*
Gente, BWoH é uma das fics que mais adoro, e que já tem o plot formado, dando em torno de 23 capítulos... como eu disse anteriormente, eu não livro após o terceiro livro, mas como comecei a ler tudo de novo, pode ser que eu acrescente capítulos e tramas, não sei, quem sabe!
Agradecendo: gabs e Cora, vocês são umas lindas, fico feliz de ver vocês aqui!
Pessoas que colocaram a fic no alerta/favorito, mas ainda não comentaram... por favor, comentem, é tão bom saber o que vocês pensam!
Sem betagem, amores, sorry!
Boa Leitura, povo!
Quase nada aqui me pertence, apenas as situações que escrevo. Não ganho nada com essa fanfic, apenas comentários lindos e leitores maravilhosos.
Capítulo 11
Ela estava lhe mirando há vários minutos, tendo escutado tudo que ele tinha para lhe contar. Era como um sonho, e então era como uma realização. Sonhara noites e noites seguidas que era consumida por chamas que não queimavam, e as chamas vinham de Jon. Do abraço dele, dos lábios dele, do corpo dele. Não lhe contara isso, nem nunca o faria, mas Arya começava a entender que ele não era seu irmão. Não era mais o Jon que ela esperava, o Jon que ela queria que fosse dela, e que seria.
Engoliu em seco. Ele era o próximo na fila para sentar no Trono de Ferro e comandar os Sete Reinos. Arya observou-o do outro lado do comodo e respirou fundo. Ele parecia com medo, sem saber o que fazer.
"E fará o quê agora, Jon? Ela lhe chamou e deve ir."
Ele a olhou. Jon via Arya como alguém quem ele poderia pedir conselhos, contar os piores segredos; mas agora, os olhos dela lhe contavam uma história diferente. Ela olhava-o como se estivesse vendo-o pela primeira vez, como se aquele não fosse o Jon que ela conhecia desde que nasceu, mas alguém que ela deveria temer por não conhecer. Jogou as cartas e o pedido da Rainha Regente na mesa, andando na frente da lareira acessa.
"Não posso simplesmente ir, Arya. Não sei qual será a reação dela... pode estar achando que quero o Trono."
A última parte de sua frase saiu baixa, mas Arya a escutou. Sabia que Jon não tinha ambições como aquela, ele não queria ser Lord de Winterfell, imagine ser Rei. Porém, Arya precisava ser cautelosa agora. Fosse qual fosse o motivo de Jon ao contar para a Rainha quem ele era, ela estava cercada de todos os lados por pessoas que poderiam lhe querer morta.
Aproximou-se de onde Jon estava, os olhos mirando-o e vendo-o de cabeça baixa, pensativo. Sabia que cedo ou tarde Jon renderia-se e lhe contaria os maiores temores, ele sempre o fizera. Entretanto, ali estava um novo Jon, e Arya não conseguia pensar de forma diferente.
"Vá até King's Landing. A Rainha quer conhecê-lo. E se quisesse matá-lo, estaríamos pegando fogo. Ela não tem Dragões?"
Jon olhou-a. Arya estava próxima. Segurava o vestido levantado levemente para que não pisasse na barra e tropeçasse. O colo novamente quase a mostra, as pequenas pintinhas mostrando-se para ele. O pescoço de pele clara mostrava-se e Jon sorriu ao vê-la sorrindo e brincando com algo tão sério. Era essa Arya que ele conhecia e confidenciava segredos.
"O selo, o Dragão de Três Cabeças. Sabe que sou uma delas, não?"
Arya assentiu. Ouvira as histórias. Sabia das lendas e nunca imaginar que sua família estava tão conectada a tudo aquilo. Sempre considerara o filho de um Targaryen e um Stark algo impossível. Porém, lá estava ele. Lá estava o terceiro Dragão. Seu Jon. O homem que ela sempre considerara irmão. E que por meses povoara seus sonhos de forma proibida. E que agora, ela começava a ver que já não era tão proibido.
"A cabeça mais teimosa, eu diria, mas ainda sim a cabeça de um Dragão."
Aproximou-se dela. Estava sem sua capa, apenas com a malha de couro. O dia já tinha morrido há algumas horas, era próximo ao momento em que dormiriam. Mas ele precisava contar para Arya o que descobrira e lhe pedir uma palavra amiga. E ela lhe dera. Ela sorrira, como se não lembrasse do que havia acontecido. Apesar de Jon saber bem que Arya não esquecia desavenças. Ela nunca esquecia quem a magoava. Nem mesmo ele.
"Creio que seja de família a teimosia."
E ambos ficaram sem reação. Jon mencionara família, mas tudo que eles acreditavam ser um para o outro não era real. Foram criados como irmãos, e foram criados para se amarem. Para serem um do outro, para sempre cuidarem um do outro. Agora que isso estava fora do jogo, restavam os sonhos de Arya e as vontade de Jon.
Passou a mão pelos cabelos cacheados, vendo-a seguir tal movimento. Não negava. Arya era tudo que procurava em uma mulher, e mesmo com a tenra idade, ela já havia lhe provado que não era mais uma menina. Aproximou-se, olhando-a nos olhos iguais aos seus. Viu-a respirar fundo e erguer a cabeça de forma desafiadora.
"Vamos, Jon. Ser o próximo na linha do Trono não parece-me tão ruim assim. Veja pelo lado bom, as mulheres que sempre o ignoraram como bastardo, vão cair a seus pés como Rei."
Jon abaixou a cabeça ao ouvi-la dizer aquilo. Ele não dava a mínima para nada disso, e ela sabia bem. Apenas queria provocá-lo. Ele sabia.
Arya odiava quando ele não respondia suas provocações. Gostava de discutir com ele, era o que sempre faziam. Ouviu o fogo estalar e aproximou-se, vendo-o levantar o rosto e mirá-la. E de onde Arya estava, ela viu perfeitamente. Sua respiração acelerou, seu coração bateu mais rápido, toda sua pele arrepiou-se. Ali, de costas para o fogo, a cabeça abaixada, os cachos a caírem em seu rosto, os olhos levemente levantados em sua direção, a boca levemente aberta, Arya viu o Dragão.
Iris antes cinza, agora eram vermelhas, inflamadas e pegavam fogo. E elas pareciam querer queimá-la. Elas pareciam querer que Arya se aproximasse, que enfrentasse-as. Eram orbes perigosas, e eram orbes assassinas. Duas pequenas contas que lhe contavam todo o passado das duas famílias, que banharam-se em sangue inocente e inimigo. E Arya temeu por tudo que Jon faria. Temeu seu próprio destino.
E aquele fogo que via nas iris dele lhe chamavam, pareciam gritar seu nome. Pareciam querer que ela o abraçasse. Que ela fosse até ele, o tomasse para ela. E o fogo atiçava a loba de um modo que nem mesmo em seus sonhos Arya conseguira notar.
Jon engoliu em seco ao vê-la lhe mirando daquela forma. Vira apenas uma vez isso acontecer, apenas uma pessoa lhe fitara daquela forma. E hoje essa pessoa estava morta. Era como se estivesse olhando outra pessoa e não ele, e era como se ele fosse perigoso, como se ele fosse extremamente letal. Mas Arya parecia motivada, incentivada a aproximar-se.
Viu cada pequeno movimento dela, do fechar as pequenas mãos em punhos, aos passos seguros e decididos dela. E espantou-se ao sentir os dedos dela fechando-se em suas costas e o corpo dela a colar-se ao seu. Respirou fundo, ela estava abraçando-o como há anos não fazia. Aquele abraço que ela sempre lhe dera quando Sansa ou Catelyn o machucavam com palavras. Aquele abraço que prometia que tudo ficaria bem.
Sentiu-o lhe abraçando, apertando-a contra ele. E sentiu-se bem. Era novamente como ser envolta por fogo, consumida por ele e não queimar-se. Sentiu-o cheirando seus cabelos soltos, beijando o topo de sua cabeça. Apertou-o contra si, sentindo-o fazer o mesmo. Chegava a doer suas costelas, mas era como se quisesse fundir-se a Jon, pois sabia que ele precisava de toda força que pudesse ter agora.
Afastou sua cabeça do peito dele e levantou-a, mirando as íris que ainda pegavam fogo. E viu-as se inflamarem quando sua língua molhou seus lábios, e Arya temeu que não conseguisse mais controlar-se. Molhou novamente os lábios com a ponta da língua e impulsionou levemente seu corpo para cima, ficando nas pontas dos pés. E ele encurtou o caminho.
Jon sentia seu corpo pegar fogo, doendo, machucando por dentro. Sua boca estava colada a de Arya e seu corpo pressionado de forma dolorosa a ela. Sabia que poderia estar machucando-a, mas não importou-se. Ela estava machucando-o há anos. Ela estava ferindo-o há anos e ele precisava daquilo. Ele precisava sentir o gosto dela, tocá-la, ouvi-la, senti-la e fazê-la sua.
Seus pés tropeçaram e pisaram em falso, mas não importou-se da dor que irradiou de seu quadril para suas costas quando Jon empurrou-a até que batesse contra a mesa. E nesse momento ele separou os lábios quentes dos dela, observando-a. E Arya quis ser consumida por aqueles olhos vermelhos. Quis ser consumida por todo o corpo quente dele.
Puxou-o pela nuca, beijando-o, deixando que ele prensasse o corpo novamente ao seu, e que suas bocas se unissem. Um beijo sedento, um beijo com significados. Ela derretia e ele incendiava-se. O fogo da lareira parecia ser pouco e insignificante próximo ao fogo deles.
E cedo demais ele afastou-se. Arya estava com a respiração acelerada, o corpo tremia e os olhos miravam-no dar passos largos para trás, as mãos fechadas em punhos e o corpo excitado como o dela. Notou que seu vestido estava levantado até a coxa direita e nem ao menos lembrava-se de que aquilo tinha acontecido. Percebeu então o motivo de Jon ter afastado-se: alguém batia na porta.
"Recomponha-se."
Ele lhe disse baixo e saiu da sala, encarando Sandor Clegane, que sorria de forma maliciosa e virou-se, avisando Jon que Sansa estava procurando-o. Arya ainda ficou alguns segundos dentro da sala, sua cabeça precisava de ar fresco. Sabia exatamente onde ir.
"E finalmente a garota veio aqui."
Sorriu. Adorava ouvi-lo falar. Encostou-se a porta do pequeno quarto em que ele estava, tirando o capuz e vendo-o sentado na cama. Uma mala de lona negra ao lado dele lhe contou que Jaqen estava partindo.
"Já se vai? Não ficará para me perguntar quais nomes tenho para lhe dar?"
Ele riu levantando-se e aproximando-se dela.
"E tem novos nomes?"
Arya balançou a cabeça, negando, e o abraçou. Não tiveram tempo, tudo acontecera e ela não conseguira vê-lo, não conseguira conversar e rir com ele.
"Está em boas mãos."
"Estou?"
Perguntou com o rosto colado a malha dele. Jaqen sorriu e abraçou-a mais forte. Seus dedos seguraram o queixo dela, levantando seu pequeno rosto. Arya sorriu. Adorava vê-lo. Ele lhe proporcionara uma felicidade pela morte que nunca mais ela sentira. E sabia que nunca mais sentiria.
"Está. E não será a última vez que o verá." Ela surpreendeu-se e ele sorriu ainda mais. Sua boca fez contato com a dela, brevemente e rapidamente, soltando-a logo após. "Ainda o verá, muitas vezes."
"E como saberei que falo com Jaqen, o Desafiante da Morte?"
Ele jogou a mala no ombro e virou-se, os cabelos loiros e sujos balançando conforme olhava-a por cima do ombro, sorrindo.
"Saberá. Você sempre saberá, Arya."
Ela sorriu e deixou-o partir.
continua...
