N.A.: Hey, cá está a att da fic! *-*
Agradecendo todos que comentaram, obrigada mesmo!
Pessoas que colocaram a fic no alerta/favorito, mas ainda não comentaram... por favor, comentem, é tão bom saber o que vocês pensam!
Sem betage, sorry, amores!
Boa Leitura, povo!
Quase nada aqui me pertence, apenas as situações que escrevo. Não ganho nada com essa fanfic, apenas comentários lindos e leitores maravilhosos.
Capítulo 12
Sam era seu maior amigo. Seu maior e mais confiável companheiro. Mas Jon sentia-o andar a seu lado naquela manhã com um certo desconforto, como se algo em Jon o incomodasse. E muito. Talvez fosse o fato de que agora ele sabia que Jon não era apenas Jon Snow, o bastardo com alguma sorte e pequeno Lord de Winterfell. Não, ele agora é Jon Targaryen. Parou enquanto estavam indo em direção aos estábulos e viu Sam parando também, olhando-o de forma questionadora.
Analisou-o. Jon via dentro dos olhos de Sam que ele tinha algo escondido, que ele tinha frases presas na garganta. Cruzou os braços e aguardou pacientemente enquanto Sam mudava o peso das pernas quatro ou cinco vezes antes de respirar fundo e abrir a boca.
"Jon creio que seria bom ouvir algo antes de ir ter tal reunião com a Rainha." Aproximou-se de Jon, vendo-o observá-lo atento. Olhou para os lados. Talvez deveria certificar-se de que não haveria ninguém ouvindo aquela conversa. "Ela pode querer usar tais... fatos... contra você."
No mesmo momento Jon soube que tratava-se de Arya. Parecia que sempre estavam lhe trazendo algo sobre ela, e nunca era algo que ele gostava de saber. Esperou pacientemente enquanto Sam parecia pensar no que tinha a falar e aquilo deixou Jon ainda mais preocupado. Já não conseguia parar de pensar no que tinha acontecido na noite anterior, no que ele e Arya tinham feito e em tudo que estava acontecendo dentro dele agora.
Não haveira modo de negar que ao tocá-la, Jon apenas conseguia ver vermelho. Era um fogo insano dentro dele, e ele queria queimá-la. Queria incendiá-la assim como ela fazia com ele, e nem ao menos sabia.
"Jon, Sandor Clegane... creio que eu ouvi-o falar com Arya..." Jon levantou a sobrancelha e mudou o peso da perna, isso indicava que estava sem paciência, Sam sabia disso, conhecia Jon bem demais. "Ouvi-o dizer que ela havia sido ferida gravemente."
Naquele mesmo momento Jon lembrou-se da cicatriz que vira na noite em que descobrira sobre os sonhos dela. Aquela cicatriz que subia pela perna dela, e desaparecia na direção da coxa e não parecia ser pequena ou uma simples cicatriz. Empertigou-se, aquilo lhe chamou a atenção.
"Não sou alguém que sabe muito, Jon, mas acredito que Sandor Clegane tenha dito que Arya era uma assassina sem nome." Jon respirou fundo para falar, mas antes que pudesse falar algo, Sam continuou. "Ela o ameaçou, dizendo que Sansa sofreria com a morte dele."
Conseguia ver Arya em seu vestido de lady, com o rosto bravo a ameaçar Sandor Clegane e seu rosto desfigurado. Mas então fora isso que acontecera com ela? Esses anos ela ficara a usar da morte pra sobreviver? Ela fora alguém que não tivera remorso algum e matara para continuar viva, ou matara por gostar?
Passou a mão pelos cabelos e viu Sam parecer mais aliviado, mas não parecia ter terminado de falar.
"Jon, acredito que se Sandor Clegane sabe disso, a Rainha Regente também sabe."
E Jon ponderou. A Rainha tinha modos de descobrir sobre Arya, e se sabia da presença dela em Winterfell, sabia do passado dela, poderia ter certeza disso. Ela garantia a segurança de todos eles, mas até que ponto sua 'tia' poderia ser confiável? Até que ponto Jon poderia confiar em uma Regente?
"Arya não... contou-me nada."
"Jon... ela não vai contar. Precisa fazê-la..."
Jon virou-se rápido e passou a mão pelos cabelos novamente enquanto ria amargo.
"E quando forçar Arya Stark a algo me deu resultados positivos, Sam?"
Sam assentiu levemente. A pequena não poderia ser forçada realmente ou nunca contaria. Mas Jon precisava saber o que ela tinha feito nesses anos ou algo poderia pegá-lo de surpresa em King's Landing e desencadear uma série de eventos que não mais poderiam controlar.
"Ela me contará quando achar que deve."
Jon olhou o amigo e viu esse assentir, sem realmente acreditar naquilo.
"Só vamos esperar que ela um dia o faça."
E Lord Snow concordou, sem realmente acreditar nisso também.
Aegon estava como uma criança naquele dia, e Daenerys sorria disso. Já tinham sido avisados que a pequena comitiva de Jon Snow estava as portas de King's Landing, que em horas estariam ali. Isso pareceu atiçar todos os sentidos de Aegon, que agora olhava para as portas, para sua tia, para os criados, levantava-se, andava pelo cômodo, sentava-se, falva algumas frases e então ficava minutos em silêncio.
Daenerys estava apenas curiosa. Queria ver Jon Snow pela primeira vez, e entender o que ele de fato queria com aquela constatação de que era uma descendente Targaryen. Sabia que o rapaz não tivera uma ma ma família após Ned Stark ser morto, e que ele estaria ancioso para conhecer sua família de sangue; mas haveria objetivos por detrás de tais laços que ele queria formar? Poderia o pequeno menino que crescera uma bastardo, querer o Trono dos Sete Reinos?
Recostou-se no Trono e respirou fundo. Sentia aquela chama arredia mover-se dentro do peito e podia ouvir seus dragões respirarem, fungarem, soltarem fumaça pelas bocas, mesmo que estivessem longe demais. Daenerys achava que sua conexão com os dragões fosse a mais forte, mas Aegon lhe disse que parecia senti-los mais e mais a cada dia que passava. E via. Daenerys via dentro dos olhos dele a chama.
Jorah estava a seu lado, observando-a e olhou-o, sustentando seu olhar até que movimentos nas grandes portas do salão chamaram sua atenção. Olhou fixamente para as pessoas que lá estavam e sorriu, vendo que Aegon levantava-se, as mãos passando-se pelos longos e platinados fios, marca registrada de sua família.
E Daenerys engoliu em seco ao ver as cinco pessoas que estavam às portas do grande salão. Jon Snow não era Targaryen na aparência, mas ela sentira a chama de seu dragão mais arredio queimar dolorosamente no peito ao vê-lo. Não havia como negar, ele era seu parente, ele era seu sangue, e ele era um dos homens mais interessantes que Daenerys já colocara os olhos violetas.
Sandor sentiu Sansa apertar sua mão com a luva de couro quando avistaram ao longe King's Landing. Era como se voltassem para a morte, como se fossem entrar ali e encontrar Joffrey esperando-os com uma espada e um carrasco. Apesar de saberem que o bastardo estava morto, aquele lugar fora palco das maiores humilhações e tristezas da vida de Sansa, e Sandor presenciara algumas.
A tensão e medo era parte daquela comitiva. Jon temia por todos eles, não sabia qual era a real inteção da Rainha ao chamá-los para lá. Protegeria-os se pudesse, mas sabia que não haveria muito o que fizesse. Olhou para o lado, sério, vendo Arya observar as torres e muralhas ao longe. Sabia que tal lugar traria lembranças horríveis para ela, e ainda tentava entender como conseguira trazê-la. Talvez houvesse algo ali que ela precisava finalizar.
Caminharam por mais algumas horas, o sol forte acompanhando-os. Sabia bem que assim que chegassem, seriam escoltados a presença da Rainha, e Jon temia não poder fazer nada caso algo desse errado. E assim foi quando chegaram, mais de dez homens da Guarda Real, cercaram-nos e os escoltaram até Daenerys. Jon jurava que Arya ficara o caminho todo com a mão na cintura, segurando algo por debaixo de sua capa, algo escondido e que Jon tinha plena certeza que seria uma espada ou faca.
E lá estavam. Suor escorria por suas costas e seu coração batia fortemente contra o peito. Todos ali estavam nervosos, com medo, mas Jon era o que mais sentia. Aquela sensação de queimar, de sentir uma chama em seu peito inflamando-se, ali, parecia pior, maior, mais forte do que nunca. E a viu. A Mãe dos Dragões. A Rainha. E Jon Snow soube que estava condenado assim que os olhos violetas dela e de seu meio-irmão olharam-no e a chama em seu peito queimou todo seu corpo, consumindo-o em chamas.
continua...
