N.A.: A nova season começou e eu estou ainda mais inclinada de escrever com a Dany. Sério, de algum modo meu amor por ela voltou. Então, esperem grandes coisas de todos eles.
Obrigada as pessoas que comentaram, vocês são umas lindas. Bem vindas, as novas pessoas. Povo lindo que coloca no favorito/alerta, please, comentem, não dá pra saber se estão gostando ou se vão abandonar a fic se vocês não falarem nada.
Sem betagem!
Boa Leitura!
Capítulo 13
As apresentações foram feitas, mas não haviam se reunido, a Rainha quisera que eles se instalassem primeiro, que descansassem ao menos um pouco. E era no quarto designado a Jon, que ele e era Arya estavam. Desde de se beijaram em Winterfell, não mais haviam ficado sozinhos. E agora Jon sentia o peso disso. Ela olhava-o séria, o corpo tenso, como se esperasse por algo que não fosse de seu agrado.
"Arya..."
"Não, Jon. Agora, não."
Ela acelerou os passos, andando até ele, uma das mãos em sua nuca, um em seu braço. E pouco importou-se onde estavam, pouco importou-se o que estavam fazendo ali. Ela estava pensando naquele beijo desde que acontecera, e não conseguia mais esconder que queria mais. Queria tudo. E queria ainda mais agora que vira o modo como a Rainha olhara Jon. O modo sedento e cheio de fogo qual ela o mirara.
Seus lábios se tocaram e Jon consumiu-se em chamas novamente. Mas eram chamas diferentes. Eram chamas que ele sabia que consumiam Arya também, que ferviam seu sangue de desejo, de vontade, de ânsia e de prazer. Um fogo que queimava seu coração e lhe contava que ele a amava, algo que ele já sabia, mas agora era diferente. Era um amor que ele nunca sentira, um desejo que ele temia, tão forte era.
Enroscou seus dedos pelos cabelos dela, puxando sua cabeça para mais junto, fazendo seus lábios se apertarem. Sua outra mão corria o lado do corpo pequeno dela. Era como se precisasse decorá-la com os dedos, como se precisasse lembrar-se de suas curvas e da temperatura que ela era. E Jon sabia que era o que ela queria. A respiração dela estava acelerada, o corpo empurrava-se ao seu, e Jon deixou-se ser empurrado até bater as costas, com força, em uma das paredes.
Sentia que havia coisas demais entre suas mãos e a pele de Arya. Pensou em descer o vestido, tirá-lo, jogar em um canto do quarto, vê-la apenas de roupas de baixo. E aquele pensamento lhe deixou excitado, fazendo com que empurrasse o quadril contra a barriga dela, ouvindo-a gemer baixo dentro de sua boca.
Cada pequeno movimento parecia como se Jon fosse jogá-la no chão, tomá-la ali mesmo. E Arya não importaria-se. Não haveria problema algum. Ela o queria, e ele parecia querê-la. Correu suas mãos pelos ombros dele, seus dedos procurando pelas fivelas que prendiam o couro. Soltou-a, sem protesto algum dele. Suas bocas ainda conectadas, Jon ainda acariciando seu corpo de forma firme e sedenta.
Deixou o couro escorregar por seus braços, separou sua boca da dela, olhando-a sério. Sabia que aquele caminho não haveria volta, não conseguiria desfazer aquilo. Mas ela parecia certa do que estava fazendo, via o desejo em sua íris negras. Correu seus dedos pelos curtos cabelos dela, puxando seu rosto novamente para perto, mas seguindo seus lábios para o pescoço dela. Seus dentes raspando com força a pele macia e clara.
A urgência nas mãos de Arya aumentaram, e ela sentia que o mesmo acontecia com Jon. Desceu suas mãos para o peito dele, puxando malha e lã para fora de seu caminho. Precisava sentir a pele dele, precisava sentir o calor que ele emanava. Sentiu-o suspirar quando seus dedos tocaram-no no peito, contornando algumas cicatrizes. Empurrou seu corpo contra o dele, precisava daquele toque, precisava daquela pressão.
O vento gelado acertou sua pele e Arya estremeceu, seu corpo estava fervendo e Jon levantar seu vestido fizera com que tremesse. Sentiu-o correr as mãos por suas coxas, uma dela trilhando a cicatriz na parte de trás de sua perna. Suspirou e gemeu, e então ele se afastou bruscamente. Mirou-o sem entender e notou que Jon retirava as peças de roupa que ela começara a tirar e não terminara. Engoliu em seco, sabendo exatamente o que aquilo significava. Passou a língua pelos lábios secos e sentiu-os arder.
Jon viu Arya estremecer, viu como ela olhava-o, encostando-se a parede. Avançou contra ela, apenas de calça e bota, queria sentir a pele dela contra a sua e não perdeu tempo ao alcançá-la. Seus dedos prenderam-se aos ombros do vestido, puxando-os para baixo, mostrando o colo de Arya e então seus seios. E Jon suspirou ao vê-los. Pequenos, perfeitos, caberiam em sua mão com perfeição. E logo ele descobriu que isso era verdade. Cobriu um com sua mão, enquanto beijava o colo de Arya, descendo seus lábios por todo o colo e alcançando o outro seio.
Arya gemeu e suspirou, agarrando Jon pelos ombros nus, suas pequenas unhas cravando nos ombros dele. Era como todas as sensações do mundo fossem juntos para dentro de seu corpo e Arya poderia morrer ali se elas continuassem. Desceu sua mão pelo peito de Jon, correndo os dedos rápidos para a calça dele, querendo soltá-la. Ele ainda beijava e sugava seu seio, os dedos raspando levemente em sua pele, o outro seio sendo massageado e acariciando com toda a atenção. E ele suspirava.
Sentiu que os dedos acharam as tiras das calças de Jon e soltou-as, sentindo que ele afastava-se novamente. Olhou-o séria. Não conseguia pensar em nada mais que poderiam fazer, apenas aquilo.
"Algo me chama."
Arya disse profanidades que deixariam os mais imundos e nojentos assassinos envergonhados. Respirou fundo e virou-se de costas, puxando o tecido do vestido novamente para cobrir-se. Não conseguia acreditar que fizeram aquilo novamente. Haviam começado algo que ansiavam, e alguém os interrompia novamente. Ouviu Jon dizer algo para quem quer que fosse que batia na porta e voltar para perto dela.
Viu-a ainda de costas, já recomposta. Amaldiçoou cada pessoa daquele castelo, não conseguia acreditar que tivera Arya novamente em seus braços e agora eram chamados para conhecerem sua nova família. Parou logo atrás dela, vendo quão pequena Arya era.
"Arya, o que fizemos..."
"Ainda não fizemos nada, Jon."
Sorriu, mas não quis deixar aquilo em excesso, Arya poderia começar a se rebelar novamente, e tudo que Jon menos queria era que ela se afastasse. Puxou-a para uma abraço, sentindo-a correr as pequenas mãos por suas costas. Beijou sua testa, os olhos mirando a janela atrás dela, o tempo quente em King's Landing.
"Conversaremos mais tarde."
Arya apenas suspirou e assentiu, balançando a cabeça devagar. Estava ficando louca, mas nunca sentira antes que ser louca fosse tão certa.
Daenerys falou baixo, apenas para ele ouvir, enquanto via pelo canto dos olhos Aegon rodear e conversar com Arya Stark. O rapaz parecia fascinado assim como ficara quando viu seus dragões. Era como se ele estivesse olhando uma raridade, e Deanerys ficara extremamente encantada com isso.
Viu Lord Snow olhá-la sem realmente entender. Já estavam ali há horas, conversavam sobre todos os assuntos dos Reinos, postos, a Muralha, suas famílias. E Daenerys encantava-se a cada vez que Jon respondia algo com certa timidez, evitando olhá-la diretamente nos olhos violetas. E ela já havia conversado com Jorah após colocar seus olhos em Jon. Ela já tinha pensado naquilo antes mesmo de vê-lo, mas o fogo que queimava em seu peito era como se fosse uma chama de dragão, e era Jon Snow, o dragão mais arredio que a fazia queimar daquele jeito. Assim como ela sabia que com ele era assim. Sim, Jorah lhe ajudar a se decidir, ela faria Jon Snow ficar.
"Pense, aqui poderá comandar comigo e Aegon. Será o sucessor de direto do Trono, e alguém, algum vassalo, poderá cuidar de Winterfell. Deixe alguém da família Stark, já que os preza tanto." Viu os olhos dele brilharem negros. Uma chama perigosa. "Você é um Dragão, Jon Snow, um Targaryen, precisa estar entre os seus."
Por alguns segundos Jon apenas ouviu a Rainha, vendo-a sentada a seu lado, os vestido azul a esvoaçar levemente com o vento da tarde. Olhou Arya em pé próxima a uma grande janela, e Aegon, seu irmão, a cercá-la, enchê-la de elogios, de perguntas, de artifícios para mantê-la ocupada.
Voltou seus olhos para os olhos violetas que miravam-no sérios, mas a boca sorria. Daenerys Targaryen era uma bela mulher, uma mulher forte e que era Rainha dos Sete Reinos, Jon, via detalhes de seu próprio rosto no rosto dela. Porém, seu sangue não era apenas Targaryen, era Stark, e seu sangue misto lhe dizia que algo ali estava acontecendo por suas costas.
Correu os olhos pela pele de Daenerys, os olhos cercando cada pequeno pedaço de pele lisa e clara. Cada detalhe de sua boca. Cada risco das íris violetas. Cada pequena expressão em seu rosto de menina-mulher. Mas Jon sabia, ele conhecia como a Rainha agia, e sabia que por detrás da fachada de garota delicada, o sangue Targaryen falava mais alto, e ele era uma Rainha justa, mas cruel. Jon sabia que com ela, não poderia deixar-se enganar, não poderia deixar-se fraquejar ou ela o comeria vivo. Jon conseguia ver que ela queria uma resposta, e a queria positiva.
"Pense essa noite, querido sobrinho. Amanhã vamos nos reunir novamente e você terá a resposta que espero."
Arya olhou Jon e a Rainha a conversarem afastados, Jon com os cotovelos apoiados nos joelhos e os olhos baixos. A Rainha era ainda mais bonita do que esperava e Arya sentiu-se inferior. Sabia que todos Targaryen eram loiros, altos, de grande beleza, mas não esperava que Aegon fosse belo como era, e que Daenerys fosse uma Rainha tão bela. Viu Jon olhá-la, e sentiu-se como apunhalada. Daenerys olhava-o como um prêmio, como algo que ela nunca mais fosse soltar.
E Arya conseguia entender porque Jon estava daquele modo. Aquilo era parte de sua família, a resposta que ele não tivera por tanto tempo. Aquela parte que ele sempre desejara, e agora tinha. E não era qualquer família, era a família real. E então ele olhou em seus olhos. Cinza e cinza se encontraram e Arya soube que Jon não estava bem. E se Jon não estava bem, algo ali não estava certo. Temeu.
continua...
