N.A.: Último dia do mês e cá estou eu com atts, suas lindas!

Ohhh os livros me lotam de mais e mais ideias para a fic, mas estou tentando não mudar tanto o plot... ahuahauhauhaua Isso é um pesadelo quase!

Agradecendo: Gabs, Veronique e Cora, suas lindas, espero que gostem desse capítulo e please, pitaquem! *-*

Sem betagem, povo, sorry!

Boa Leitura!


Capítulo 15

Ouvir era a parte mais fácil ali junto de Arya, aceitar o que ela lhe contar já era totalmente diferente. Jon não podia negar que muita coisa fazia sentido agora que ouvi-la, mas ainda assim ao olha-la, via apenas sua pequena Arya. E não aquela assassina que ela alegava ser. Respirou fundo saindo da cama sem importar-se em vestir-se ou se cobrir. Engoliu em seco várias vezes antes de conseguir falar com ela.

"Arya... isso que me contou..."

Olhou-a mais atentamente. Ela parecia pequena e rebelde deitada na cama sem roupa alguma, os cotovelos apoiados no colchão de penas e um tecido fino lhe cobrindo até os pequenos seios. Tudo que ela havia lhe dito fazia muito sentido, afinal, nada parecia tão certo quanto aquela vida para Arya. Não a via sentada por anos sendo uma senhora em algum lugar, não. Aquilo que ela lhe contara caia como uma luva.

Aquela vida de assassina, de uma sem nome, sem passado, sem vida além da vida pela morte. Respirou fundo aproximando-se da cama novamente. Seus dedos trilharam os ombros dela, as mãos segurando firme seu rosto. Por alguns momentos Jon apenas a olhara, quantas mortes haveriam por detrás daqueles olhos cinza que ele tanto adorava? Quantas vidas escaparam dos homens e mulheres porque ela decidira assim? Trouxe o rosto dela para perto do seu e beijou-a, devagar, empurrando-se para cima dela, deitando-a na cama.

"Uma assassina?"

Arya suspirou com aquelas duas palavras. Sabia que contar sobre tudo que passara para Jon não fora sua melhor ideia, mas sabia bem que já não poderia retirar o que dissera, e cedo ou tarde ele saberia. Jon parecia conseguir arrancar tudo dela, ela deixando ou não.

Abriu as pernas, recebendo o corpo dele por cima do leve pano que cobria o seu corpo. Jon aninhou-se em seu corpo, o rosto escondido na curva de seu pescoço, o modo como ele respirava parecia querer decorar seu cheiro. Apertou-o contra si, nunca querendo acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. Era algo que ela sonhara, mas que ao tornar-se realidade, Arya temia perder.

"Sim, Jon. Uma assassina." Disse baixo, como se estivesse com medo de mais uma confissão. "Mas você também é um."

Jon levantou a cabeça do pescoço dela, o cheiro doce e a sensação gelada da pele dela lhe abandonando. Olhou-a em seus olhos cinza, sabendo que ela olhava para os mesmo olhos. E Jon soube. Soube naquele momento que aquilo nunca deixaria Arya. Que aquele lado frio, sombrio e assassino nunca a deixaria, e se ela precisasse, mataria de novo. E de novo. Sem remorso, sem medo, sem pensar duas vezes.

Algo dentro dele remexeu-se, como quando tinha fogo entre as veias ou Ghost em seus sonhos. Aquilo que tomava sua mente, lhe fazia apenas assistir enquanto tomava controle. Aquele sentimento de que o mundo era seu e nada, nem ninguém, poderia impedi-lo de ter o que queria. Empurrou seu corpo para baixo, vendo Arya abrir mais os olhos, surpresa, e a cabeça cair leve no travesseiro.

Em um segundo suas mãos a livraram do tecido que o separavam e ele tocava todo seu corpo com o dela, suas mãos afastando as pernas dela com força e raiva. Ele não era um assassino, e não era como ela. Mas o que ela falara era verdade, ele mataria. Ele tornaria-se um assassino, mas somente por ela. Sempre por ela.

Um grito baixo deixou sua garganta ao senti-lo invadi-la e a última coisa que viu antes de seus olhos se fecharem, foram as íris de Jon incendiarem-se como antes, o rosto de um homem duro e frio ocupando-se do homem que ela tanta amava. Puxou o corpo dele com as pernas e os braços, não querendo que ele lhe deixasse nunca, querendo provar que ele nascera para ficar ali, com mais ninguém. Nem uma outra mulher, prostituta ou Rainha. Ele era só dela, e ela faria com que ele visse isso.

Moveu o quadril para frente e abriu os olhos, vendo Jon de olhos fechados, os cabelos caindo pelo rosto, a boca aberta. Puxou a boca dele para junto da sua, murmurando:

"Assassino."

Jon abriu os olhos nesse momento, seu corpo se inflamando mais e mais.

"Meu."

Ela parecia dizer sem perceber, Jon notou. E isso fez todo seu corpo estremecer e queimar. Moveu-se com mais força e mais rápido contra ela. Os sons de seus corpos mais alto, os gemidos de Arya ocupando cada pedra do quarto, seu corpo enterrado no dela cada vez mais fundo, doloroso para ambos, ele tinha certeza.

"Minha... assassina."

E os olhos que se abriram e fitaram os olhos de Jon foram cinza, mas um brilho diferente agora cobria-os. Jon amou e odiou.


Após algumas horas tentando evitar o jardim, Arya encontrava-se sentada em um dos bancos, olhando com os olhos quase fechados as árvores, plantas e pessoas que passavam. Não poderia negar a beleza do local e não poderia negar que ele, de algum modo, fora feito para Sansa. Era exatamente como ela havia lhe dito no caminho para King's Landing, onde um dia, há muitos anos, ela estivera cativa de um Rei bastardo e horrível.

As árvores, o sol, os pequenos e incômodos pássaros pareciam ter saído da mente de Sansa e se enroscado em King's Landing, apenas para que Arya visse e ficasse irritada com tanta beleza, e ela não conseguisse nem ao menos sentir-se compatível.

Mordeu o lábio ao levantar-se, as pernas doíam e o quadril estava machucado. Jon a tivera quatro vezes naquela noite, e quando o sol nascera, ele ainda descansava dentro dela, como se eles fossem casados, e a noite de núpcias tivesse acontecido. Mas ela sabia que não era assim, e que mesmo que todos aqueles pensamentos, palavras e ações na noite passada tivessem tomado a ambos, ela conhecia bem demais o caminho que seguiriam a seguir.

Andou devagar, sentindo o leve arder entre suas pernas, as coxas com pequenos hematomas dos dedos de Jon, o quadril machucado que batera na madeira da mesa repetidas vezes até que a pele rasgou-se e sangue fluiu. Um sorriso ladino cortou o lado esquerdo de sua boca, Arya pensava que Jon não estava melhor quando ela o deixou dormindo hoje de manhã.

Vira as marcas de suas unhas nas costas e peito dele, as pequenas áreas que ela conseguira segurar nele com força suficiente para deixar arroxeado. Vira como o membro dele parecia vermelho, como se machucado. Via que o sono dele era profundo e que Jon parecia não dormir daquele modo há anos.

"Esse sorriso conta muito."

Arya virou o rosto lentamente para a direita, olhando para aqueles olhos conhecidos. Por um segundo desejou que estivesse em outro lugar, sozinha e com um adaga. Mas ali estava, de vestido, sem armas, os olhos e o corpo ardendo e sua mente retirando cada imagem de Jon na noite passada dentro dela e substituindo por Aegon cercando-a irritantemente a cada passo.

"E o que o sorriso conta, Sor?"

Aegon soltou um riso baixo, aproximando-se de Arya, saindo do pequeno jardim e indo até onde ela estava, no caminho de pedras quentes e brilhantes banhadas pelo sol. Arya ainda não sabia se se sentia livre com Aegon para conseguir respirar calma ou se matinha a distância segura para que ele não pudesse tocá-la, e ela pudesse matá-lo.

"Oh Miladi, conta muitas histórias sombrias."

Por um segundo Arya encarou os olhos levemente mais escuros que da Rainha lhe fitarem. Eram quase roxos, o sol deixava-os quase azuis, mudando conforme ele andava para o lado dela. Os cabelos ainda declaravam as antigas tintas que ele usava para deixar os fios de outra cor, a boca com um sorriso ladino e violento que deixaria Clegane orgulhoso. O corpo dele descreveu um semi circulo e ele estava ao lado esquerdo dela em apenas dois passos. Arya moveu a cabeça devagar e isso foi um erro, quando deu por si já gemia de dor alto demais.

Aegon sorriu. Ele havia tocado-a onde vira que o vestido estava levemente manchado com algo que lhe lembrava sangue. O modo como ela andava devagar e parecia ter dor entre as pernas entregaram o que havia acontecido. Por detrás da árvore que estava a vira afastar a mente do corpo, os olhos embaçados em lembranças recentes, ele tinha certeza, e o sorriso lhe contara tudo que precisava.

Não era nenhum ingênuo. Ele conhecia uma mulher satisfeita, e via isso a sua frente. Ela estava machucada da noite que tivera, e estava feliz por isso. Após ouvir o que tinha sobre ela, das pessoas que lhe trouxeram informações livremente, pagara pelas informações que as pessoas sabiam que seria as mais complicadas de conseguir. E ele sorria cada vez que ouvia sobre ela ser uma assassina. Uma pequena sombra maligna e sem coração.

"Deveria cuidar disso, está sangrando." Aproximou-se, parando á frente dela. "E aconselho um banho mais frio para... suas pernas."

Arya aproximou-se um passo de Aegon, olhando-o de baixo, mais firme o suficiente para que ele abaixasse a cabeça sorrindo, como se fosse beijá-la. E antes mesmo de Arya conseguir ameaça-lo, como ela queria, ele continuou.

"Lembra-se que nós, Targaryen, nos casamos com nossa família? E somo todos Dragões?" A pergunta fez Arya piscar várias vezes como se não estivesse entendendo-o. "As vezes comemos alguns lobos no caminho, para não perdermos o apetite."

Arya sentiu-se sugada pela terra, como que se ele tivesse lhe dito que ela era qualquer uma que fora encontrada nas sarjetas, lavada e colocada dentro de um vestido. Ira inflamou as veias de gelo de Arya, e ela sentiu-se cada vez menos Arya, cada vez mais assassina. Mirou os olhos roxos do homem à sua frente, ira escorrendo por sua garganta enquanto falava, baixa e roucamente.

"Se sabe quem fui, deveria correr e se esconder nos vestidos de sua tia."

Não iria continuar aquilo, estava cansada de todos eles, queria Winterfell, mesmo que aquele local já não fosse seu lar há anos. Deu dois passos para longe de Aegon, dando-lhe as costas, um erro de principiante. Ele segurou-a pela cintura, as mãos fortes pressionando onde estava ferida. Encolheu-se de dor, mas não disse nada. O corpo dele pressionado em suas costas, a boca próxima demais de sua orelha.

"Posso ir para os vestidos de minha tia para tudo, menos para me esconder." A implicação fez Arya ter a certeza de que ele e a Rainha esquentavam as camas um do outro. Por um momento não soube se sentia que aquilo era errado ou não. "Para os seus posso fazer o mesmo."

Arya olhou para a frente sem lutar com as mãos de Aegon, nem ao menos tentar soltar-se. Ela pensava nas palavras dele sobre a tia, e ela as transferira para Jon. Seu irmão. Mesmo que não de sangue, ele era seu irmão. Aegon voltou a falar quando a sentiu parada em suas mãos.

"Ofereça-me uma oferta de paz, e deixo a ameaça passar."

Arya fechou suas mãos por cima das dele e apertou-as em seus próprios ferimentos, encolhendo de dor, mas sem emitir nenhum som novamente. Pelo canto dos olhos viu Aegon mirá-la sem entender.

"Esse é o máximo de paz, e dos meus vestidos que você vai ter."

Livrou-se das mãos dele e virou-se, olhando-o nos olhos.

"Essa é a paz, sangue nas mãos. E meus vestidos..."

Aegon riu ao vê-la virar-se balançando o vestido de forma raivosa, e sumindo de suas vistas. Arya Stark era ainda melhor do que ele esperava. Queria-a de qualquer forma, sabendo que nunca acharia ninguém como ela. Sabia o que ela estivera fazendo na noite anterior, um criado havia lhe confidenciado que a menina gritava, apesar de que baixo, de dentro do quarto do irmão. Ver aquela mancha de sangue no vestido dela, e agora um pouco em sua mão, lhe dissera bem que ela não era uma dama, não eram uma gentil mulher a ser tratada com delicadeza.

Sorriu ainda mais ao olhar para cima e ver sua tia mirando-o de uma alta janela. Seus olhos incendiaram-se com a visão dela. Eles eram o que eram, e sabia que a tia teria Jon para ela, e isso faria com que Arya fosse dele.


continua...