N.A.: Olá, pessoas. Bão, esse é o penúltimo capítulo da fic... pois é, mais uma que chega ao fim. O próximo capítulo já está praticamente pronto, apenas preciso decidir algo sobre o Aegon e a Arya, mas isso também já está praticamente pronto...
Agradecendo: Cora, gabs e Veronique, vocês são umas lindas!
Sem betagem, amores, sorry!
Boa Leitura!
Capítulo 18
Saber exatamente quem ela era, era como uma punhalada em seu peito. Ela era tudo que poderia querer, e ao mesmo tempo, Arya ainda deixava-o sem saber quem era. Vira durante todo o dia olhares. Vira durante todo o dia como ela e seu meio-irmão, portavam-se.
Parou no corredor escuro de pedras que levava ao quarto dela. Sua Tia havia acabado de lhe deixar, estavam a conversar futuras colheitas, casamentos que beneficiariam todos. E novamente ela o alertou sobre Arya.
"Ela não recusou o Dragão."
Os olhos violetas da Tia haviam seguidos Aegon e Arya o dia todo também, ele sabia. Jon sabia que ele não deveria ter sido o único a notar, a perceber que Arya estava sempre ao redor de Aegon. Que Aegon estava sempre movendo-se ao redor de Arya. Ele sincronizavam. Risadas, brigas, olhares. E Jon sentia o sangue ferver.
Suas mãos bateram com força na parede de pedra, cortes abriram-se. O corredor escuro abafava e escondia seu ciúme. Não. Arya não era de Aegon. Arya afastaria-se de qualquer outro Dragão. Nem que para isso Jon tivesse que amarrá-la e amordaçá-la o pé da cama até o casamento.
Jon sabia que lidar com Arya teimosa era pior que qualquer outra Arya, mas ou ela lhe ouviria, ou aquilo não daria nunca certo. Muitos pescoços ali estava em risco, inclusive os deles. Engoliu em seco sentindo sangue escorrer por entre seus dedos. Pouco importou-se. Continuou seu trajeto, chegando a porta do quarto dela. Entrou sem bater, Arya estava de pé na frente do longo e grandioso espelho colocado ao final do aposento.
Ela estava de costas para si, observando-o pela imagem que era refletida. E Jon agora via. Via a visível marca de três dedos que ela olhava no ombro. Eram dedos firmes que a marcaram, e Jon via sangue. Jon via vermelho. Entrando no quarto e fechando a porta com um estrondo, vendo Arya estremecer com o barulho. Observou-a seriamente.
"O que quer, Jon?"
"Que me diga exatamente o que ele fez com você."
Estava louco, sabia. Arya não tinha freios na língua. Se ela lhe obedecesse, ela começaria a lhe contar o que Aegon fizera com ela. E se a resposta fosse que sim, que ele havia feito algo com ela? E se a resposta fosse que ele havia feito o mesmo que ele fizera noites antes? E se Arya lhe contasse que queria o outro Dragão? Fechou os punhos com raiva, sangue escorrendo de seus dedos machucados. Os cachos de seu cabelo começavam a se soltar, caindo na frente de seus olhos, escondendo parcialmente sua ira refletida em seus olhos.
"O que ele fez comigo?"
Por um momento Arya apenas pensou. Jon gostava de se torturar. Arya vira isso antes, mas ali estava a prova. Jon queria ouvir de sua boca tudo que acontecera entre ela e Aegon. Pensou em lhe dar exatamente o que ele queria, lhe dizer que Aegon a tivera. Que ele estivera dentro dela, assim como Jon noites antes. Porém, aquilo o quebraria, aquilo poderia envia-lo para a morte ou para a morte de Aegon. E não queria mais mortes em seu nome, ou com seu nome.
Respirou fundo, cruzando os braços, a noite fria entrava pela janela aberta, e parecia que a cada segundo ficava mais e mais frio.
"O que quer que eu diga, Jon? Gosto de passar tempo com ele. Aegon é… é diferente."
Talvez a sinceridade não fosse a melhor coisa no momento. Viu Jon estremecer levemente. E então Arya olhava novamente para o Dragão. Ela vira horas antes, ao provocar Aegon, a mesma transformação. Os olhos, a postura, o modo de falar. Tudo era um altivo Dragão. Mas em Jon era esplêndido. Em Jon era bonito. Em Jon queimava sua pele, deixava-a sedenta por ele, e Arya ainda não sabia explicar o porque. Engoliu em seco, sabia que agora teria que cuidar-se. Teria que proteger-se. Se ele enroscasse a cauda novamente em si, nunca mais sairia daquela teia que ele tecia. Nunca mais o fogo do Dragão deixaria suas veias. Arya via essa promessa dentro dos olhos de Jon. Na chama que os consumia.
"É ele que quer?"
A pergunta pareceu baixa demais, mas Arya ouvira. Jon vira como a postura dela mudara. As mãos haviam se fechado em punhos, o rosto sério, a boca em uma linha reta, os ombros duros. Jon sabia melhor do que provoca Arya, toda vez que fazia isso, ela afastava-o. Toda vez que fazia isso, a resposta dela voltava como não. Toda vez via apenas as costas dela, afastando-se, querendo manter-se longe. E isso era mais perto de Aegon.
Aproximou-se e pouco se importou que ela estava pronta para ataca-lo, ele queria entender o que ela queria. Ele queria fazê-la entender que ele a queria. Queria fazê-la ver que ali eles não tinham saída, que ela não tinha saída. Conseguiu aproximar-se o suficiente para que seus olhos negros olhassem para Arya com severidade e ela entendesse o que passava-se.
"É ele, Arya? É com ele que quer passar seus dias?" A voz de Jon foi abaixando. Arya conseguia escutar o timbre da voz dele movimentando todo seu corpo. Seu sangue corria rápido em suas veias. "É a mente dele com quem você quer brincar? É a voz dele que você quer ouvir?" Arya afastou-se um passo. Queria enfrentar Jon, ele poderia ser um Dragão, mas Arya não era uma menina. Ela queria lhe mostrar que era forte, mas a presença dele crescia a cada momento. A presença de Jon Snow, herdeiro do Trono de Ferro, Rei dos Sete Reinos, parecia começar a engolir o quarto. Arya nunca tivera medo de Jon, agora sentia que precisava temê-lo. Exatamente porque ele era Jon. Seu irmão mais querido, o homem que amava, o homem que queria. E ao mesmo tempo, o homem que ela queria matar, que ela queria que parasse com aquelas perguntas.
"É o gosto dele que você quer em sua boca? É o nome dele que você quer gritar?" Empurrou-a contra a parede. Tocou-a nos ombros, mas logo suas mãos a seguravam pelo rosto, seus dedos despenteavam Arya com força. Sua boca apenas tocou a dela. "É ele que você quer entre suas pernas?"
Viu a chama subir pelas íris dela e Jon sabia que era aquilo. Aquele era o momento definitivo. A próxima pergunta quebrava tudo.
"É ele que você ama?"
A perna dela fez contato com sua coxa, enquanto as mãos tentavam empurra-lo. Mas Jon era mais forte, mesmo que não fosse tão mais alto que Arya. E ele viu. Viu que havia quebrado algo dentro dela. Viu que doía a resposta. Viu que ela não estava preparada para lhe responder, mas teria. A vida deles dependiam daquela resposta. Jon não forçaria Arya a tomá-lo como marido, mas eles se casariam. O que fosse após isso, eles resolveriam.
"Responda!"
Arya parou de lutar contra Jon, apoiando as costas na pedra fria. A noite era fria, mas os corpos eram quentes. Olhou dentro dos olhos negros e incendiados de Jon. Sorria. Quanto mais tentava não aceita-lo, mas ele a perseguia. Fechou os olhos. Não haveria mais como fugir. Não haveria mais onde se esconder. Não era mais questão de sobreviver, era questão de amar. Amar Jon e tudo que ele era, como sempre o fizera.
"Não é ele, Jon." Sua voz pareceu para-lo. Os olhos dele fixaram-se em sua boca, as mãos aliviaram a pressão em seu rosto, a boca fechou-se. Era um Dragão esperando pelo dono a dar as ordens. Sentiu lágrimas subirem em seus olhos, borrando parcialmente sua visão. Mas era isso, precisava falar, precisava deixá-lo saber, fosse qual fosse a consequência ou o medo que viria com suas palavras. "É com você que quero passar meus dias. É com sua mente que quero brincar. É a sua voz que quero ouvir. O seu gosto na minha boca, seu nome que quero gritar. É você, Jon, é você que quero entre…" Sentiu o rosto pegar fogo. Mas precisava dizer. Era uma declaração, uma afirmação de tudo que sentia. "É você que quero entre minhas pernas. É você que amo, Jon. É você, sete infernos."
A boca de Jon desceu sobre a de Arya com força, partindo-lhe a pele do lábio inferior. Mas eles não importaram-se. Ali estava a prova que Jon precisava. Ali estava a prova de que Arya era sua, e que nunca a deixaria partir. Que ela queria ser sua, que ela era a Loba que aceitava o Dragão, que o amava. Desceu seus lábios por toda a extensão do pescoço dela, sugando a pele e deixando marcas. As mãos dela corriam seus ombros e Jon não importou-se em retirar as roupas, precisava estar dentro dela. Precisava daquilo, assim como via que ela também.
Levantou o vestido dela, abriu suas calças, e logo estava dentro de Arya, ambos gemiam fortemente, descontroladamente, as bocas próximas, os olhos colados. Jon amava Arya com todas suas forças, e não poderia perdê-la. Beijou toda a extensão do pescoço dela novamente, ouvindo-a chamar seu nome uma vez após a outra, gemendo alto, gritando seu nome com força ao final. E soube, naquele exato momento soube que Arya era inteiramente sua. Sua amante, sua esposa, a mãe de seus filhos, sua. Veio dentro dela, agarrando-se a seu pequeno corpo, escorando-se a parede.
"Eu te amo, Arya"
"Também te amo, Jon."
Arya declarou enquanto encostava o corpo contra o dele, sua testa em seu ombro. Sorriu. Jon ainda colocaria fogo em todo os Sete Reinos.
continua...
