N.A.: E aí acabou! Gente, eu amei escrever essa fic, apesar de que sempre é um sofrimento escrever com o Jon... ahuahuahuahua Eu gostei desse fim, acho que deixa uma abertura para outra fic e outro ship... veremos... ahuahauhauha

Agradecendo: Veronique, gabs e Cora. Todas vocês são umas lindas!

Sem betagem, amores, sorry!

Boa Leitura! Até a próxima insanidade!


Capítulo Final

Por mais que falasse várias e várias vezes para si mesma que aquilo não era nada demais, era apenas olhar pela janela para ver que era. Era um enorme desfile. Era uma enorme comemoração, exposição de seu amor por Jon para os Sete Reinos. Um dos herdeiros de Daenerys casaria-se e todos precisavam ver quem era a noiva do Dragão.

Sansa estava sentada na beira de sua cama e olhava-a com certo divertimento. Virou-se da janela, o vestido avermelhado movendo-se com certa graciosidade que Arya não tinha, ou ao menos não quera admitir que tinha. Olhou para sua irmã. Os olhos dela estavam em seu rosto, mas os pensamentos estavam longe. Observou-a por um tempo. Sansa ainda era a mais bonita, a mais charmosa, a dama que todos esperavam para a corte. Sansa era a herdeira do Trono com Jon, não ela.

"Deveria trocar de lugar comigo." Arya disse e Sansa apenas levantou a sobrancelha questionadora e divertida. "Eu mataria Sandor, mas você seria da Realeza."

Por um momento Sansa considerou o que Arya falou e então se levantou aproximando-se da mais nova. Sansa e Arya poderiam nunca ter se dando bem, poderiam nunca ter sido as melhores amigas e irmãs, mas agora o mundo era outro. A realidade de ambas era outra. A felicidade e as descobertas eram outras. Abraçou a irmã mais nova, correndo sua mão por seus cabelos ainda curtos, mas muito bonitos naquele dia.

"Eu sou exatamente o que quero, Arya. Esposa de Sandor Clegane." Sentiu a irmã abraça-la. Sorriu com isso. Arya não era dada a demonstrar sentimentos, quase nunca fora. "Ele me completa, ele é o que eu achei que nunca acharia, Arya. Achei que nunca veria amor novamente após a morte de nosso pai. Achei que nunca seria feliz novamente. Achei que com a morte de nossa mãe, seria meu fim. Mas então, ele… ele me salvou. Ele me fez ser feliz. E eu não sabia, mas no dia em que ele me salvou desse lugar quando tudo parecia queimar e morrer, eu já estava lhe dando meu coração."

Aquelas palavras fizeram com que Arya soubesse exatamente o motivo de Sansa ter recusado tudo, o motivo dela ter virado as costas para qualquer outro futuro. Amor. O amor por Sandor Clegane a fizera desistir de tudo. A fizera ir adiante com aquela loucura e desaparecer com ele. A fizera ser fiel e feliz todos esses anos. Arya apertou-a ainda mais no abraço até ouvirem uma leve batida na porta. Sansa soltou-se da irmã e abriu a porta, sorrindo para o Dragão que encontrava-se na soleira, os olhos pegando fogo levemente.

Sansa já havia visto que Arya e Aegon eram parecidos, que pareciam se completar. Mas também vira que Aegon queria uma Arya que não era a completa Arya. Ele queria apenas a força, e Arya era muito além disso. Pediu licença e saiu dos aposentos da irmã, deixando-a sozinha com ele, sabendo que eles gostariam de conversar sozinhos. Sabia que se Jon soubesse disso, talvez não fosse a melhor coisa, não naquele dia. Mas Arya não era uma garotinha, e Aegon sabia defender-se bem.

Aegon observou-a atentamente conforme Sansa Stark fechava a porta do quarto. Os olhos de Arya estavam colados em si. Os cabelos levemente bagunçados, a pele clara, o vestido que revelava e escondia ao mesmo tempo. Arya era um oposto a tudo. E era linda. Recostou-se na porta de madeira, seus cabelos caindo para frente, seus olhos roxos miravam Arya, que olhava-o sem saber o que fazer.

Ela era tudo. Ela era toda a força do mundo e mais um pouco. Ela era todo o gelo e todo o fogo. E ela não era sua. Ela era de seu meio-irmão. Ela se casaria com ele, ela seria dele. Para sempre. Observou cada pequeno pedaço de pele que ela mostrava. Arya era a rebeldia e a era a delicadeza. Arya era o insano e a sanidade quando colocava a cabeça no travesseiro a noite. Não entendia a força que ela exercia sobre si, mas aceitava-a de bom grado. Mesmo que não fosse tê-la para sempre. Jon deixou bem claro que era para que ele se afastasse dela. Mas Aegon não recebia ordens do irmão, apenas de sua Tia. E ela não lhe pedira aquilo.

Porém, se Arya lhe pedisse para sair, para se afastar, para não mais procurá-la, ele também o faria. Ele daria o que Arya pedisse. Mas ela não faria o mesmo por ele, via isso em seus olhos cinza. Sorriu enquanto ela mostrava o vestido, sorrindo em deboche de si mesma.

"Veio me desejar boa sorte?"

Ele era rápido como Jon. Ele era fogo como Jon. Mas não era Jon. Ele era um Dragão. Um imponente e tempestuoso Dragão. Um violento e sedento Dragão. Mas não era seu Dragão. O corpo dele se impôs ao seu. As mãos dele seguraram seus punhos. Os olhos dele seguraram-na no lugar. O sorriso dele era forte, era um sorriso com palavras. Aegon era o oposto de Jon, e por isso Arya gostava dele. Mas ele não era Jon, e ela o amava. Arya amava Jon com todas suas forças. Amava Jon como nunca amara nada na vida.

"Solte-me."

Ele sorriu. Arya sabia o que viria a seguir e preparou-se. E após alguns minutos duas cadeiras e a mesa estavam tombados, e eles ainda mediam força. O rosto de Arya levemente avermelhado, os cabelos de Aegon levemente bagunçados; entretanto, ele ainda segurava os punhos de Arya para baixo, a subjugando.

"Largue-o. Fique comigo. Seja minha Rainha."

Arya riu. Aegon era tudo que Jon não era. E ela não conseguiria ama-lo exatamente por isso. Puxou os punhos do aperto dele, deixando uma mão se soltar. Segurou os cabelos dele, levando-os para trás, olhando os olhos roxos escurecidos. Sorriu ao vê-lo relaxar.

"Não quero ser Rainha, Aegon. Não quero ser Rainha de ninguém."

"Seja minha apenas, então."

A boca dele era macia, os lábios eram firmes, o hálito era fogo e o corpo era de Dragão. Um corpo imponente, que não pedia, exigia. E Arya sabia que deveria subjugar-se a isso. Precisava desse fim com ele. Uma insanidade sem nome, que não era amor, não era amizade, não era nada do que tivera com nenhum outro homem em sua vida. E acabava antes mesmo de começar.

E do mesmo modo como havia começado, acabou. Aegon afastou-se suavemente, apenas tocando sua testa com a de Arya, sorrindo do rosto falso bravo dela. E então ambos viraram a cabeça quando a porta se abriu e lá estava. Lá estava outro Dragão. Um outro Dragão que ao ver aquela cena deixou os olhos inflamarem e os semicerrou. Arya soltou-se devagar de Aegon e andou calma e sem pressa para perto de Jon, olhando-o nos olhos cinza como os seus.

"Ele veio dizer adeus a Loba. Ela está prestes a se casar com o Dragão."

Jon respirou rapidamente antes de se permitir acalmar sob o olhar de Arya. Ela o estava abraçando, e fazia questão de deixar claro para ele e para Aegon que aquela era uma decisão dela. Correu seus braços pela cintura dela, abraçando-a e sentindo que ela abraçava-o com força, apertando-o contra ela. Aquilo lhe fazia bem, aquilo lhe dava as correntes necessárias para que não fosse até Aegon e o matasse.

Abaixou a cabeça, mesmo que a força dos olhos dela lhe deixasse com fogo-vivo por dentro das veias. Ela estava abraçando Jon e o havia observado por apenas alguns segundos. Aegon sabia que ela nunca seria sua, mas poderia apenas ter a pequena chama que ela carregava por si. Talvez ela voltasse em algum momento. Talvez ela algum dia fosse sua por breves momentos. E talvez não importava-se de lutar por uma Loba. Apesar de que ele sabia, pelos olhos cinza que agora estavam fechados, que sim, um Lobo pode matar um Dragão, e sim um Stark pode destruir os Sete Reinos se assim desejasse.


A viagem após o casamento fora longa, principalmente porque após o casamento, todas as cerimônias devidas e todas as faladas feitas, a Rainha ainda quisera lhe dizer algumas palavras em particular, e logo após convocara alguns de seus vassalos para a reunião, e então Jon vira que passara boa parte do banquete de seu casamento em conversa com sua tia e outras pessoas, sem poder ficar com Arya.

E isso custara muito. Após sua tia lhe dar a ideia de entregar terras próximas de Winterfell para Sandor Clegane, e esse recusar, mas ter que aceitar ao final, ele voltara para sua noiva, e a encontrara com o rosto sério, entre outras mulheres. Puxou-a para si, saindo do grande salão, apenas olhando para sua Tia, indicando que estava indo para seu quarto. Ela o deixou ir, sem que fizessem a cerimônia para os levarem para o quarto.

E Arya chamou seu nome muitas vezes naquela noite, entregando-se totalmente, sem medo ou vergonha. E Jon a amara. Amara cada cicatriz, cada pedaço de pele maculada e ferida, e amara a força nos olhos dela. Amara cada pequena risca em seus olhos cinza, olhos de Loba. Olhos de assassina. E vira que Arya o amava. Sabia que ela sempre seria arredia, sempre seria difícil, mas via o amor dela. Via cada célula do corpo dela entregar-se e via a rendição de seu corpo, mas Jon também via a mente poderosa e forte que ele teria o resto de sua vida. E amava Arya. Amava Arya mais do que tudo. E agora era apenas aceitar que era um Dragão, colocar suas asas ao redor dela, dar-lhe uma família e deixa-la reina-la consigo, pois não enganava-se, ela o ajudaria a levar Winterfell, ela o ajudaria a levar o Norte.

E por mais que Jon soubesse, nunca sufocaria a Loba dentro dela, era exatamente isso que amava em Arya, o mundo que descobria dentro dela. E ao sentir o frio do Norte seu Dragão moveu-se arredio em seu peito, e foi acolhido pelos braços da Loba ao seu lado, com um sorriso sério e olhos em chama.

Fim.