Toreador
Primeiramente: Saint Seiya não me pertence, mas sim à Masami Kurumada, Toei, e Cia.
- Mas eu quero acompanhá-la... vamos, me diga onde você mora.
- Está bem... – respondeu, rindo.
Shina explicou a ele onde morava, e eles caminharam até o local indicado por ela. Seguiam o caminho conversando. No fundo, Shura desejava que aquela caminhada não terminasse nunca. Aquela jovem despertara algo nele, que nunca antes havia sentido. Talvez nunca mais a visse, mas ele sabia, que em seu peito algo havia mudado por causa dela. Completamente envolvido pelo perfume, pela voz dela, ele nem se deu conta de que já haviam chegado ao local.
- Shura? Você está me ouvindo?
- Ah! Claro...
- Então o que foi que eu disse?
- Ah... bem... – ele tentava se lembrar, mas na verdade não conseguira prestar atenção no que ela lhe dissera. – Me desculpe, sinceramente, não sei.
- Bem, eu disse que já chegamos.
- Como? Já?
- Já, Shura –ela riu.
- Ah, bem... então... acho que nos despedimos aqui, não?
- Sim...
- O que é uma pena, eu gostei muito desse passeio, gostei muito de sua companhia. Espero poder desfrutar dela novamente.
- Eu também gostei. – ela sorriu.
- Bem, então, eu já vou. Foi mesmo um prazer, Shina. – ele tomou a mão dela e beijou o dorso dela. – Buenas noches , Shina.
- Boa noite, Shura.
Assim, ele se despediu dela, embora relutasse em deixá-la. Ele queria ficar ali com ela, conversando, contemplando aquele rosto lindo, ouvindo sua voz, navegando naqueles belos olhos. Mas tinha de voltar, ou no dia seguinte, teria de enfrentar a raiva de Camus e a ira de sua noiva.
Voltou para sua casa, caminhando e ainda lembrando-se de seu passeio noturno. Embora machucado, andava rápido, e logo chegou em casa. A sala estava escura, as luzes de toda a casa estavam apagadas. Camus provavelmente já estava dormindo. Subiu as escadas ao lado da Sala, cautelosamente, tentando não fazer nenhum barulho.
- Não precisa andar sorrateiramente. Ainda estou acordado. – disse Camus, acendendo o abajur a seu lado, na Sala.
- Camus! Que susto! Não acredito que você ficou me esperando como se fosse minha mãe, ou minha esposa.
- Na verdade, fiquei esperando você, porque simplesmente você não tem a mínima responsabilidade! Você é louco ou o que? Já não disse que você devia ficar de repouso?
- Ah, não Camus, não vem com esse discurso todo agora... eu estou cansado, meu machucado está doendo, e eu quero ir dormir.
- É claro que seu machucado vai doer. Com aquele murro que você deu naquele tal de Juan!
- Ah, mas aquele imbecil bem que mereceu! Como alguém pode bater assim numa mulher, mesmo que seja uma prostituta?
- Bom, nisso você tem razão. Aquele homem é muito arrogante! E aquela mulher? Você saiu correndo atrás dela, nem me ouviu te chamar. Você conseguiu encontrar ela?
- Sim, eu estava com ela até agora há pouco.
- Como? Você esteve com ela até agora? Mon Dieu, se a June descobrir isso você é um homem morto.
- Sim, eu estava com ela até agora... Camus, nunca nenhuma mulher me fez sentir assim... eu me sinto tão bem, tão leve ao lado dela...é como se... o sorriso dela pudesse me fazer sonhar, ir para um lugar melhor. – ele conversava com Camus, encantado.
- Shura...
- Ah, Camus, você precisa ver o sorriso da Shina. Nunca conheci ninguém que tivesse um sorriso como o dela. Ela é tão linda, é um anjo.
- Shura...cuidado para não se apaixonar por um prostituta. – advertiu ele.
- Mas, Camus, você mesmo a viu. Você mesmo viu como ela é bonita.
- Sim, eu vi, mas Shura... ah, Mon Dieu...você já está apaixonado por ela! À primeira vista!
Shura permaneceu calado por alguns instantes. Sim, era isso o que ele estava sentindo. Amor. Amor à primeira vista, mas era amor. Abriu um largo sorriso.
- Camus, você tem razão, eu estou mesmo apaixonado pela Shina.
- Alejandro, você está louco, a perda do sangue afetou seu bom senso.
- Que bom senso, Camus? Eu não me importo se isso é loucura ou não, eu amo a Shina, e pronto!
- Shura, vai dormir, vai, você não está bem...
- Vou mesmo, porque amanhã, vai ser um longo dia.
Ele subiu as escadas, indo para seu quarto. Lavou –se e fez um novo curativo na ferida, trocando as gases. Depois deitou-se e dormiu pesadamente. Em seus sonhos ele se viu voltando à arena, sem nenhum ferimento, ou qualquer seqüela dele. Estava muito elegante, e toureava graciosamente. Na platéia, Shina o assistia, aplaudindo a cada movimento dele. Após derrubar o touro, pegou uma rosa bem vermelha, tal como sangue. Depositou um beijo nas pétalas, e a jogou para Shina, que a recebeu, sorrindo.
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June assim que terminou de se arrumar e tomar seu desjejum, saiu para dar uma volta matinal. Costumava fazer isso sempre. Na volta passaria pela Casa de Shura. Resolveu passear no parque de San Luís, próxima à catedral. Naquele parque haviam vários mendigos, muitos pobres se amontoavam em alguns cantos, principalmente próximo aos portões de entrada que davam para o centro da cidade, onde haviam muitos miseráveis vivendo nas ruas. Mesmo assim ela resolveu ir àquele parque, onde várias vezes ia passear com sua finada mãe, nos tempos em que o parque ainda não havia sido tomado pelos pobres.
Desceu de sua carruagem, auxiliada por seu cocheiro, e logo seguiu para o parque. Caminhava linda, leve, solta e loira. Seu vestido farfalhava ao caminhar. Alguns homens que passavam por ali, cortando caminho, a cumprimentavam, era bem conhecida na cidade, pois seu pai era um dos mais poderosos banqueiros de Madrid. Aqueles que a viam passear por ali, acompanhada apenas por seu cocheiro, que seguia atrás dela, contemplavam a beleza de seu rosto angelical, cheio do viço de sua juventude.
- Ah, Marin, você precisava ter visto, ele era tão gentil, tão cavalheiro. Você acredita que ele me defendeu daquele tal de Juan, o novo toureiro? – June ouviu duas mulheres conversando. Provavelmente eram duas prostitutas, pelas roupas e pela tatuagem de uma serpente no braço de uma delas. Como desprezava aquelas mulheres da vida. Mas naquele momento, não conseguiu deixar de ouvir a conversa das duas.
- Ah, é? Shina, minha amiga, você sabe que nós, mulheres que vendem o próprio corpo, não podemos nos apaixonar por qualquer cliente...
- Mas Marin, ele não é meu cliente. Nós apenas conversamos um pouco e passeamos. Não fizemos nada demais. E aliás, como você pode falar que nós não podemos nos apaixonar, se você e aquele novo banqueiro, como é mesmo o nome dele...
- Aiolia...
- Isso, você e o Aiolia estão juntos, há tanto tempo?
- Eu sou amante dele, Shina, ele me paga, é diferente.
- Ah, mas vai falar que você não ama ele?
- Shina, nós não estávamos falando do seu príncipe encantado? Como é o nome dele? Você sabe ao menos como ele se chama?
- Sim... o nome dele é Shura... – Shina respondeu.
"Shura? Ela conhece meu Shurinha?"
- Shura Alejandro Castañeda. – completou Shina, sorrindo.
- O QUÊÊÊÊ? Você conhece o meu Shurinha? Como uma mulher da vida como você pode conhecer o meu noivo?
- Quem é você?
- Eu é que pergunto, quem é você, sua ladra de noivos?
June começava outro escândalo, chamando a atenção dos transeuntes, e obrigando seu cocheiro a segurá-la, tentando evitar uma briga. June estava furiosa. Shina e Marin discutiam com ela, no mesmo nível, mas tentando ao máximo controlarem-se para não baterem na garota mimada. Demorou muito para conter June, e fazê-la voltar à carruagem. Quando, no entanto, ela entrou no veículo, mandou que o cocheiro fosse direto para a casa de Shura, o mais rápido possível.
- Meu Deus, mas que garota louca...
- É, mas ela disse que é noiva do Shura...ele não me disse nada...
- Shina, olha lá com quem você está se metendo...
- Eu sei, Marin...
As duas mulheres tentaram se acalmar, e ccontinuaram seu passeio pelo parque. Enquanto isso, Shura estava tomando seu café da manhã quando June entrou, irada, em seu palacete.
- Bom Dia, June, minha querida.
- Não me chame assim, Shura Alejandro Castaneda! E não, este não está sendo um bom dia. Me explique agora, já, que história é essa de você sair assim, à noite, para passear com uma sirigaita qualquer, uma mulherzinha da vida!
- Camus...
- Eu não falei nada para ela...
- E realmente Camus, você não tem servido para nada, pelo jeito. Shura, não foi ele quem me contou, eu vi com meus próprios olhos, ou melhor, eu ouvi com meus próprios ouvidos, aquela mulherzinha falando de você ainda há pouco.
Shura permanecia sem entender nada do que a noiva estava dizendo. Como assim, ela ouviu Shina falando sobre ele? Ela com certeza não a conhecia, pois nunca freqüentava os lugares pobres e decadentes da cidade. Ele tentava digerir o que a loira dizia, enquanto ela fazia o maior escândalo, na frente de todos os criados, assustando-os, e de Camus, que a essa altura, já saíra dali, se trancando no escritório da casa e ocupando-se com seus afazeres.
- Shuraaa! Eu quero saber tudo, como você tem a coragem, a ousadia, a audácia de me trair desse jeito! Eu não fiz nada para merecer isso! SHURA! Ou você se explica agora, ou você pode pegar essa aliança de volta, agora!
- June, o que eu faço ou deixo de fazer, não é da sua conta. Eu quis sair ontem, porque não agüentava mais viver trancado dentro dessa casa! E eu não te traí, mesmo porque ainda não somos nem casados! – ele gritou, já perdendo a paciência.
- Como você se atreve a falar comigo nesse tom?
- Falando! Chega, June, eu não agüento mais sua ladainha! Chega!
- Ah, então é assim? Você está rompendo o noivado comigo?
- Estou, e se você quer saber? Eu já devia ter feito isso há muito tempo. Ou melhor, eu nunca devia ter me tornado seu noivo. Você torna minha vida um inferno! Agora, saia daqui! – ele abriu a porta da casa, indicando a rua com uma das mãos.
- V-você está me expulsando?
- Estou, June!
- Mas, Shurinha... – ela tentou se aproximar dele.
- Não June, não tem nada de mas... chega, nosso noivado acabou aqui! Agora, saia, e passe bem!
- Hunf... você não passa de um grosso mesmo... – ela empinou o nariz e saiu, pisando duro.
- Ufa... – Shura suspirou aliviado.
- Ela já foi?
- Já, Camus... Graças a Deus, já...
- E você terminou o noivado com ela?
- Sim...Estou me sentindo tão aliviado.
- Imagino.
Os dois sentaram-se à mesa do café da manhã para enfim, terminarem de comer. Após o café, Shura estava ainda tão nervoso com June, que resolveu sair para espairecer. Recusou o coche, preferindo caminhar ao sol da manhã. Nada mais poderia tornar aquele dia desagradável. Caminhou até a praça onde havia passeado com Shina na noite anterior. Suspirou profundamente, olhando para a fonte, no centro da Plaza de San Martín.
- Está pensando em quê, Señor Castaneda?
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Aew, gente... esse cap ficou um pouco mais curtinho... eh q essa semana vai tah msm complicado d escrever... e, bom, assim eu consigo prender melhor a atenção d vcs, hahahahha! Bom, pessoas, digam, digam, q têm achado dessa fic? Postem reviews, sim? Ah e adivinhem qm chegou na Plaza de San Martín...huahuauaauhuaua
Bom, essa cabecinha maluca aki jah tah pensando na 3ª fic... provavelmente serah c/ a filhinha do Milo e da Nyx, uma continuação d The Scorpion Love... e chamará Principessa(princesa em italiano...)... bom, eh isso aew, gente... bjinhus!
