Toreador

Primeiramente: Saint Seiya não me pertence, mas sim à Masami Kurumada, Toei, e Cia.

- Está pensando em quê, Señor Castaneda?

- Ahn? Como? – ele disse virando-se – Ah... Shina... mas que bela surpresa. – sorriu.

- No que você estava pensando?

- Bem... eu estava pensando... em você, no nosso passeio ontem.

- Ah, é?

- Sim...

- Eu pensei que talvez estivesse pensando na sua noiva...

- Não, não estava...desculpe, mas como você sabe que eu tenho uma noiva?

- Bem, digamos, que o destino tratou de nos fazer nos encontrar por acaso...

- Como?

- Bem, eu estava no parque, conversando com uma amiga, e de repente uma louca começou a discutir comigo, a gritar, e fez o maior escândalo por sua causa.

Shura calou-se por alguns instantes. Como June poderia ter encontrado Shina e como sabia que eles estiveram juntos na noite anterior.

- Desculpe...eu acabei não contando para você... e te trouxe problemas.

- Não precisa pedir desculpas, a vida é sua, você deve saber como conduzi-la.

- Shina, por favor... não é isso... eu não quis te causar problemas, a June é mesmo uma louca e por isso eu acabei o noivado com ela.

Shura tentava explicar-se para Shina que por um tempo permaneceu irredutível. Sentia-se enganada por ele, sentiu ciúme daquela garota que havia sido sua noiva. Realmente, Marin tinha razão, ela estava se apaixonando pelo jovem toureiro. Mas não havia como ela resistir àquele olhar doce, o rosto tão bonito, os lábios finos tão bem desenhados.

Por fim Shura conseguiu dobrá-la, e a convidou para almoçar com ele, em sua casa. No primeiro momento, ela recusou o convite. Primeiramente, porque não estava vestida adequadamente para almoçar na casa de um homem rico como ele, segundo, como seria tratada lá, por ser uma prostituta?

- Quanto à sua roupa, não se preocupe com isso, não há tanto rigor assim. E se você ainda se sente desconfortável, não seja por isso, podemos ir agora mesmo comprar um belo vestido para você. – disse ele, voltando-se para ir a uma loja de roupas.

- Não, Shura, espera... não é necessário – ela riu, puxando-o de volta.

- E então, vamos? Eu adoraria poder desfrutar de tão bela companhia. – ele insistiu.

- Está bem...- ela cedeu, sorrindo.

- Então vamos comprar seu vestido...

- Não, Shura! Volta aqui... eu disse que não precisava...

- Mas quem disse que esse vestido eu vou te dar para você ir à minha casa almoçar comigo?

- C-como?

- Esse vestido é um presente para você... Sabe, hoje à noite haverá uma ópera aqui, você não quer ir comigo?

- Shura...eu... a...

- Vou considerar isso um sim, agora vamos escolher seu vestido, venha! – ele deu o braço a ela, que não teve outra escolha senão acompanhá-lo e aceitar seu convite.

Eles entraram em uma loja luxuosa, onde haviam várias damas da corte, além de muitas esposas de homens ricos e poderosos. Todas ficaram olhando para a moça de vestido avermelhado e simples entrar na loja acompanhada de um belo rapaz, cujo rosto era conhecido por algumas delas. Shina ficou um pouco embaraçada, enquanto as mulheres ficavam cochichando entre si e olhando-a de alto a baixo. Shura fez menção de cumprimentar todas elas, muito polidamente.

- Shura, acho melhor irmos embora...

- Ora, não se preocupe com elas, você está comigo, e elas não têm nada a ver com isso. Se quiserem falar mal de nós, que falem, não me importa.

- Posso ajudá-los?

- Ah... sim, claro. Estamos procurando um vestido elegante, para uma ópera.

- Muito bem, por favor, me acompanhem, temos vários vestidos para tal ocasião... há preferência de alguma cor?

- Shina?

- Bem... eu gosto muito de cores fortes, como púrpura, vermelho, preto...

- Entendo... bem temos aqui estes modelos... se você quiser experimentar algum... basta me chamar, meu nome é Elisa...

- Obrigado, Srta. Elisa... – Shura agradeceu a ela, muito educado – E então, qual vestido você gostou mais?

- Ah, Shura... eu não sei...

- Pode escolher o que lhe agradar mais... qualquer um...

Shina olhou bem os vestidos e experimentou vários deles, sempre mostrando o vestido em seu corpo para Shura, que avaliava, sempre encantado, pois indepentemente do modelo, todos os vestidos que ela experimentava lhe caíam bem. Mas um lhe chamou mais a atenção. Um belo vestido rubro, com vários bordados dourados, luxuoso, que deixava seu busto bem delineado, o colo alvo à mostra. Ela simplesmente estava deslumbrante com aquele vestido. Tanto que quando a viu, ficou completamente sem fala.

- Shura? O que foi? Você não gostou desse vestido?

- N-nã... não, pelo contrário, você está maravilhosa com ele.

- Tem certeza? Não ficou estranho? – ela avaliava o vestido em seu corpo, olhando-se no espelho.

- Não, ele está lindo!

- Bem, então se você gostou...

Shina voltou ao provador e se trocou. Ele ainda lhe falou para escolher alguns outros, e ela, embora um pouco relutante, escolheu mais outros modelos, como um preto, com rendas, um outro púrpura, um verde bem escuro e um azul marinho, entre outros. Todos vestidos muito bem cortados, pareciam ter sido feitos sob medida para ela, muito bonitos. Shura então pagou pelas roupas, e ainda escolheu alguns acessórios para ela, como chapéus, pulseiras, brincos, colares e sapatos.

- Shura, você é louco! Gastou uma fortuna comigo, uma desconhecida!

- Não, você não é nenhuma desconhecida, eu sei seu nome, onde você mora... e estes presentes eu lhe dou com muito gosto.

Eles então chegaram à casa de Shura, onde Camus o esperava para almoçarem, e depois iria ao Hospital, resolver alguns problemas, apesar de ser sábado, já que acabou por atender alguns pacientes lá. O francês ficou muito surpreso ao ver Shura acompanhado pela bela mulher.

- Olá, Camus... por favor, quero que você conheça a Shina.

- Olá, mademoiselle, como está?

- Bem, obrigada. E o senhor?

- Bem, obrigado. Desculpe-me a indelicadeza, mas a senhorita ontem estava na mesma taverna que nós, não?

- Ah, sim...estava.

Camus, Shura e Shina se sentaram à mesa do almoço, e almoçaram juntos, conversando alegremente. Camus percebeu que Shina era uma mulher com determinação, garra e mesmo não tendo a mesma formação que eles, possuía uma experiência de vida grande. O almoço foi tranqüilo, sem interrupções indesejadas como ocorrera no café da manhã.

- Bem, agora, se vocês me derem licença... infelizmente hoje tenho de atender alguns pacientes no Hospital.

- Claro, não se preocupe, Sr. Camus.

- Mademoiselle... Shura...

- Ah sim, Camus, hoje à noite iremos à ópera, se quiser nos acompanhar, será bem vindo.

- Mercie, tentarei voltar a tempo. Agora, com licença, mas realmente preciso ir.

Camus saiu, levando consigo sua maleta, enquanto Shura e Shina ainda permaneceram conversando na sala da casa. Conversaram a tarde inteira, e nem se deram conta do tempo passar.

- Shura, já está ficando tarde... é melhor eu ir para casa, me vestir... já está anoitecendo...

- Ah, não se preocupe, você pode se vestir aqui, tenho um quarto vago, com penteadeira e tudo o que você precisar.

- Shura...

- Ora, vamos, assim ficará mais fácil para você ir... não corre o risco de ficar me esperando sozinha caso eu me atrase. – ele disse, fazendo-a rir.

- Está bem...mas não quero incomodar...

- Não é nenhum incômodo, ao contrário, é um prazer...

Ele a guiou até o quarto que lhe acabara de reservar. Levou todos os presentes que lhe dera, para que ela se aprontasse. E saiu fechando porta, deixando-a livre para arrumar-se. Shina ainda ficou parada, um pouco sem graça, olhando para o imenso quarto, com uma grande cama veneziana ao centro, móveis finos. Estava encantada com o cômodo. Mas ficava receosa em usar o que lhe fora disponibilizado. Por fim ela resolveu tomar seu banho e arrumar-se.

Demorou banhando-se, tomando todos os cuidados para não desfazer toda a arrumação do lugar. Escolheu o vestido rubro, com bordados dourados do qual Shura havia gostado tanto, prendeu seus cabelos em um coque alto, deixando algumas finas mechas caírem sobre o rosto e o colo, e vestiu as luvas com uma pulseira de ouro e rubis por cima da uma das luvas e um colar de rubi, do conjunto. Fazia muito tempo que não acompanhava nenhum homem a uma ópera. Desde que seu último amante, um velho banqueiro morreu.

Shura vestiu uma casaca preta, com luvas brancas, calça da mesma cor que a casaca e uma camisa branca. Quando saiu de seu quarto, Shina ainda não havia saído, e resolveu esperá-la na Sala. Camus acabara de chegar e foi se vestir. Depois de certo tempo, Shina saiu de seu quarto, deslumbrantemente vestida.

- Você está linda! – ele disse, levantando-se e indo até ela.

- Obrigada.

- Assim que Camus estiver pronto, nós poderemos ir.

Shura indicou o sofá e eles se sentaram, conversando sobre amenidades. Trocaram algumas impressões sobre óperas, entre outras coisas. Após algum tempo, Camus apareceu na sala, arrumando suas luvas. Logo estavam a caminho do Teatro. A ópera reuniu os mais poderosos da cidade no local, inclusive Juan, o novo toureiro, que ainda estava com o rosto um pouco inchado do soco que Shura lhe dera.

- Mas o que essa vadia pensa que está fazendo?

- Acalme-se, Juan! Você não precisa dela, já tem outra garota com você, muito mais bonita que ela! – um amigo dele tentou contê-lo.

- Hunf... é verdade... deixa ela com o chifrado...

Shura e Shina desfilavam pelo Teatro de braços dados. As pessoas presentes os olhavam espantados. Os homens cobiçavam-na, e invejavam-no, apesar da má fama que fora criado em sua volta. Seu ferimento graças a Deus não estava dolorido, e lhe permitia andar normalmente. Alguns dias atrás, ele mal podia pôr o pé para fora da cama. Achou que realmente já estava quase curado, apesar do pequeno sangramento da noite anterior.

Tudo correu bem durante aquela noite. Apesar de algumas vezes Juan ficar com vontade de matar os dois, o casal que se formava não foi incomodado em nenhum momento. A ópera era muito aguardada, e foi um espetáculo grandioso, capaz de fazer vários senhores sentirem-se como crianças no circo. Após a ópera, Shina e Shura iam saindo de braços dados, quando Juan postou-se à sua frente.

- Então você não queria aceitar minhas oitocentas pesetas para ficar com esse chifrado aí, Shina?

- Ah, não... você não...

- Eu, sim, sua...

- Olha como fala com ela, Juan!

- Eu não estou falando com você, seu chifrado! Toureiro imbecil!

- Mas eu estou falando com você, covarde! E quem é toureiro imbecil aqui, hein? – Shura o peitou.

- Covarde? Eu, covarde? Olha só quem fala!

- Seu...

- Shura, por favor... – Shina tentou acalmá-lo – Vamos, não quero que ninguém estrague essa noite... – Shura atendeu ao seu pedido, dando as costas para Juan e saindo.

- Ora, olha só... o toureiro chifrado obedece ordens de uma mulher, ou melhor de uma prostituta...Pau mandado! – Juan provocou.

Ao ouvir tal provocação, Shura não pensou duas vezes e se lançou contra Juan, se atracando com ele. Os dois brigaram, dando socos e murros um no outro. Caíram no chão e rolavam, se esmurrando. Até que Juan, num golpe baixo, deu um forte soco no ferimento de Alejandro, arrancando um urro de dor dele, que ficou no chão, gemendo e rolando de dor.

- Shura!

- Não, belezinha... você vai comigo agora...

- Solte ela...- Shura gemeu.

- Se não o quê?

- Você ouviu o que ele disse... solte-a! – Camus interviu.

- Hunf... está bem, mas antes, doçura... - Juan, disse, roubando-lhe um beijo, que foi sucedido por um forte tapa em seu rosto. Quando o toureiro foi tentar revidar, Camus segurou sua mão e o olhou ameaçadoramente, fazendo-o imediatamente desistir da idéia. – Shura, se você ainda acha que pode comigo, desafio você para um duelo na arena, daqui a um mês. Vamos ver quem é o melhor toureiro! - disse e saiu.

Shina e Camus ajudaram Alejandro a se levantar e o levaram para casa, com o maior cuidado. Camus examinou o ferimento para verificar se houvera algum dano. Aparentemente, não houve nada, mas preferiu não arriscar, e fez todos os curativos e recomendou que, além de ir ao hospital, permanecesse em repouso durante mais dois meses, que ele se recusou a fazê-lo.

- Ah, se não quer seguir recomendações médicas, então o problema é seu! Eu já avisei! Se quiser ficar assim... ou se quiser morrer, porque desse jeito vai acabar piorando tanto que pode acabar morrendo, o problema é seu! Eu desisto!

- Camus, pode deixar que eu converso com ele... vai descansar, você deve estar exausto... – Shina disse para o francês, tentando acalmá-lo.

Ela pegou um pano e limpou o sangue e o pó no rosto dele, e depois com um pano limpo, pôs gelo em seu rosto para desinchar.

- Shura... é melhor você fazer o que Camus disse... não quero que você fique pior... por favor...

- Shina...mas eu não consigo ficar tanto tempo parado...

- Mas vai ter de tentar...

- E como? Por quê? Eu não consigo!

- Tente, por favor... - ela disse amavelmente – Por mim... por seus amigos... por você mesmo.

- Shina...- ele acariciou seu rosto e aproximou seu rosto do dela.

- Shu... – ele a calou, beijando-lhe suavemente, para então depois, beijarem-se apaixonadamente.

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Gentem! Huahuahuahaua! Q lindo esses dois, neh? Ah, meu...essa semana consegui escrever msm tendo uns par d coisas p/ fzer... mas logo logo vai começar a correria na facul... e eu vou ter d ficar um tempinho s/ poder escrever... mas qnd passar, eu vou voltar... por enqto, vou escrevendo td o q puder!

Postem reviews, sim? Quero saber q taum achando d minhas hists, Toreador e The Scorpion Love!

Fui! Bjs!