Toreador

Primeiramente: Saint Seiya não me pertence, mas sim à Masami Kurumada, Toei, e Cia.

- Shina...- ele acariciou seu rosto e aproximou seu rosto do dela.

- Shu... – ele a calou, beijando-lhe suavemente, para então depois, beijarem-se apaixonadamente.

Shina se afastou dele depois de alguns instantes naquele beijo longo.

- Não, Shura... não posso fazer isso. Desde os 15 anos sou obrigada a vender meu corpo para poder sobreviver, já fui amante de muito homem rico e importante, de condes e barões e eu não quero mais essa vida para mim. Não quero seus presentes, não quero jóias, vestidos caros, viagens de luxo, não quero seu dinheiro, não quero nada disso! - ela relutava em aceitar seus sentimentos por aquele homem. Marin estava certa, uma mulher como ela não poderia se apaixonar por alguém como ele, rico, cobiçado, lindo, educado e carinhoso. – Você não entende? Não vê a miséria do meu mundo?

- Shina, você acredita mesmo que eu não te amo, que eu só quero uma companhia agradável, uma mulher bonita para exibir por aí? Shina, eu posso ser rico e um toureiro famoso, mas nunca um homem sem coração. Não nego que já tive algumas amantes, mas nunca nenhuma me fez sentir assim. Eu não quero ver você nas ruas, nos becos escuros, sendo possuída por outros homens, sem amor, sendo machucada. Eu quero você para mim, eu quero te dar meu amor, e apagar as feridas dessa vida do seu coração. Porque eu te amo, Shina, eu te amo muito, e quero te tirar dessa vida. Não suporto a idéia de outros homens, bêbados, rudes, brutos e sujos te tocando, te possuindo, te machucando, te batendo, te ferindo, te humilhando... Me deixa apagar essas feridas, me deixa te dar meu amor, meu carinho...

- Shura...- ela amoleceu e se rendeu às carícias do toureiro em seu rosto. A mão forte acariciando sua pele macia, sua face.

- Shina... por favor, me dê uma chance de mostrar que meu amor é verdadeiro. E não apenas essas regalias... Eu quero te amar, mas te respeito e só vou fazer isso quando você quiser, quando você me aceitar e estiver pronta para receber meu amor. Enquanto isso não acontecer, eu vou te esperar.

- Por que você me trata assim? Com tanta gentileza? Por que você é tão cavalheiro comigo se eu sou só uma prostituta?

- Porque para mim, você é a mulher que eu amo, e não uma prostituta.

- Shura...- ela esboçou um sorriso. Tentou continuar falando, mas ele pousou um dedo em seus lábios e depositou um suave beijo no canto de sua boca.

- Está tarde... é melhor você ir dormir, Shina. Você deve estar cansada...

Ela não respondeu nada, pois sua voz simplesmente não quis sair de sua garganta. Era a primeira vez que um homem se declarava para ela. Tão sincero, tão carinhoso e atencioso. Seu coração parecia querer simplesmente saltar para fora de seu corpo.

Ele se levantou com alguma dificuldade, a dor ainda não passara e cambaleou.

- SHURA!!! – ela se adiantou, para ajudá-lo. – Você está bem? Por favor... não faça mais esforço... não quero que você piore...

- Está tudo...bem...- ele arfou com a dor pungente, dando um fraco sorriso.

- Por favor, venha... deite-se aqui... é melhor você dormir aqui, ao invés de subir...

- Não, Shina, pode deixar, eu estou bem...

- Mas você é teimoso mesmo... então eu vou subir com você, deixe-me te ajudar...

Ela o fez apoiar o lado machucado do corpo em si, e o ajudava a subir as escadas lentamente. O corpo dela estava tão próximo ao seu. Aquele corpo que já havia sido possuído por tantos homens, tocado, acariciado, desejado por outros antes dele. Será que ela não sentia todo o amor que emanava de seu ser? Será que ela não sentia o mesmo que ele? Não, ele tinha certeza de que ela o amava, tanto quanto ele a amava. Ele viu em seus olhos quando ela disse para que ele tentasse seguir os conselhos de Camus. " Tente, por favor... Por mim... por seus amigos... por você mesmo." Ele podia sentir que ela o amava.

Shina o ajudou a deitar-se em sua cama. Seu ferimento ainda doía muito. Queria tanto que aquela dor insuportável passasse. Queria tanto ficar são de novo, para poder tourear novamente, para poder amá-la como desejava, para fazê-la sentir todo o calor de seu corpo, fazê-la sentir o amor que ele tinha, e que provavelmente ela nunca experimentara.

- Shina, obrigado...obrigado por tudo... por ser uma mulher tão maravilhosa...

Ele acariciou mais uma vez o rosto dela, chamando-a para um beijo. Não conseguia mais ficar sem sentir o toque daquela pele macia, tão delicada, mesmo já tendo sido tão machucada. Como ele desejava do fundo de sua alma acabar com toda a tristeza dela. Para ela nunca mais ter de viver aquela vida terrível.

- Shura... por favor, eu preciso ir...

- Ir? Para onde?

- Para casa...

-Mas está tarde... você pode dormir aqui essa noite...aquele quarto está preparado para você desde manhã, porque eu sabia que chegaríamos tarde.

- Shura, eu agradeço muito por isso, mas eu não posso ficar aqui na sua casa... seria abusar de você...

- Você não vai abusar... será um prazer ter você aqui como minha hóspede...

- Então eu sou só sua hóspede agora? Até há pouco eu era a mulher que você amava...

- Não, não foi isso que eu quis dizer... Eu AMO você sim, Shina...

Ela sorriu ao vê-lo desconcertado, sem saber o que fazer, como agir e tentando corrigir o que falou.

- Tudo bem... eu fico aqui essa noite...- disse meigamente.

-Obrigada, Shina... – Dessa vez foi ela quem o calou com um beijo suave.

- Eu também amo você, Shura...e não quero te perder... por favor, siga os conselhos de Camus. Buenas Noches, mi amor. – Ela sussurrou, olhando nos olhos dele.

- Buenas Noches, mi angel! – Ela deu uma risadinha, ao ouvi-lo chamá-la de anjo e beijaram-se mais uma vez.

Shina saiu silenciosamente do quarto, para não acordar Camus, que estava dormindo profundamente no quarto ao lado. Ela dirigiu-se para o quarto de hóspedes e fechou a porta atrás de si. Estava tão feliz, tão apaixonada. Shura era um homem galante, lindo, educado, atencioso, um amante tão carinhoso. Caminhou até a cama e sentou-se, enquanto tirava aquele vestido pesado.

Shura estava tão feliz que não conseguia conter-se. Estava sentado na cama, encostado na cabeceira, rindo como um tolo. Mas um tolo apaixonado. Tão apaixonado como nunca antes se sentiu, em toda sua vida. Ele não conseguiu dormir de imediato. Ficou lembrando de cada detalhe daquele dia. Um dia perfeito.

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Um mês se passou, e o desafio lançado por Juan chegou. Naquele dia, Shura levantou cedo, e começou a preparar todo o seu ritual. Logo pela manhã, bem cedo, Shina chegou e foi vê-lo.

- Buenos Dias, mi angel... – Ele disse, entre um gole de chá e um beijo apaixonado.

- Buenos Dias, mi amor... – ela respondeu sentando ao seu lado – Shura, você vai mesmo enfrentar o Juan? Você mal acabou de se recuperar, ainda não tem força suficiente para isso, cariño.

- Shina, querida – ele começou falando, segurando suas mãos entre as suas- Você sabe que se eu não enfrentá-lo ele vai querer passar por cima de tudo e de todos, só para te arrastar para a cama dele. Mesmo sabendo que nós nos amamos, que já estamos juntos há um mês, e que pretendemos nos casar em breve, ele vai fazer de tudo para te tirar de mim. Se eu enfrentá-lo e derrotá-lo, além de limpar minha honra e meu nome, vou conseguir tirar essa pedra do nosso caminho, mi amor. – ele acariciou o rosto dela e beijou-lhe carinhosamente.

- Shura, se você enfrentar ele, o Juan vai estar te tirando de mim! Porque você sabe muito bem que ainda não está bem o suficiente para derrotar o Juan!

- Shina. Por favor, acredite em mim, confie em mim, eu vou derrotar aquele bastardo!

Os dois se olharam nos olhos e se abraçaram. Shina pressentia alguma coisa. Em seu peito, alguma coisa lhe dizia que algo terrível iria acontecer, se seu amado toureiro enfrentasse seu pior inimigo.

- No te preocupes, nada de mal vai acontecer, nem comigo, nem com você. Eu não vou deixar. Confie em mim, Shina.

Shura terminou seu café da manhã e foi com Shina dar uma volta no parque. Camus estava trabalhando no hospital, e mais tarde iria ver o duelo entre Shura e Juan, apesar de apoiar Shina para que ele não fizesse tamanha loucura. O sol do verão espanhol deixava o ar mais denso e seco. Andaram no parque de braços dados, mostrando a todos que a jovem deixara para trás a vida boêmia, e agora descobrira a felicidade ao lado daquele homem alto e forte, de olhos verdes e cabelos negros.

Após o passeio, Shura deixou Shina no pequeno palacete que lhe dera, de propriedade de sua família, e retornou à sua casa. Os músicos logo chegariam, e ele foi tomar banho, recomendando à governanta que mandassem-nos entrar e acomodarem-se, enquanto ele não vinha, além de servir-lhes um bom vinho.

Deixou que a água envolvesse todo o seu corpo, relaxando-o, e tirando o suor. O corpo musculoso e bem desenhado revigorava-se para um novo desafio. A cicatriz do ferimento ainda marcava seu flanco, mas a dor já quase não mais existia. Passou as mãos por entre os fios de cabelo molhados, arrumando-os para trás, e depois esfregou o corpo, despertando-o para uma nova batalha.

Assim que saiu do banho, vestiu um roupão macio, e chamou os músicos para tocarem as músicas de que gostava tanto. Os homens obedeceram e acomodaram-se, enquanto ele se servia de uma taça de vinho tinto. Os músicos começaram a tocar, e ele deitou-se em sua cama, fechando os olhos e ouvindo a música que enchia o ambiente. Aquilo era um ritual diferente, mas ele gostava de seguí-lo. Lhe dava mais confiança.

Passou mais ou menos uma hora até que ele dispensou os músicos e foi vestir seus trajes. Dessa vez vestia um colete púrpura, com calça da mesma cor e uma faixa preta na cintura. Seu traje possuía bordados dourados como sempre, mas era um traje um pouco mais simples do que o que usara quando foi ferido por aquele touro.

Assim que se vestiu, desceu, deu algumas poucas recomendações à sua governanta e saiu, indo para a arena, com seu cocheiro. Shina combinara com ele de se encontrarem lá. Ela iria levar Marin e Aiolia, que agora também estavam juntos e muito em breve se casariam. A notícia de que haveria um duelo entre os dois toureiros correu pela cidade, e muitos se aglomeravam nos portões da arena, para conseguirem um lugar para ver o espetáculo. Somente aqueles dois toureiros iriam tourear.

- Por Díos!!! Señor Shura, eu sinto muito, mas o Señor terá de ir a pé... não consigo me aproximar mais... o povo não deixa que o coche passe...

- Hummm... muito bem... gracias, Enrique... – Shura desceu do veículo e caminhou por entre a multidão que se empurrava uns contra os outros. Alguns tentaram abraçar Shura, muitos tentavam se aproximar dele, queriam tocá-lo, sentir a coragem daquele guerreiro das arenas. Algumas mulheres o agarravam, abraçando-o, e beijando-o, sem deixar que ele tivesse passagem. Somente conseguiu transpor aquele pequeno trecho entre o portão e o coche, porque um homem muito alto, forte, afastou as pessoas dali, pois aquele portão era o portão pelo qual os toureiros e os preparadores deveriam entrar e estava fechado para o público.

Shura enfim conseguiu entrar e viu que todos os preparativos para o duelo já estavam transcorrendo. Juan estava sentado em um canto, conversando com seus preparadores, e olhou com desdém para Castaneda, que acabava de chegar.

- Está pronto para comer pó, Shura?

- Eu não vou comer pó, Juan, porque vou derrotar você! Agora não me amole e poupe as suas e as minhas energias para a arena. Lá é que veremos quem é o melhor! - disse e foi para outro canto, deixando Juan falando sozinho.

Eles terminaram de se preparar, seguindo cada um seu ritual. Quando ambos estavam prontos para o grande duelo, foram chamados pelo próprio Rei para a arena. Shura antes de pisar na arena fez o sinal da cruz e beijou ternamente a medalha que carregava sob a roupa. Juan apenas entrou na arena e se dirigiu ao Rei.

- Alteza, gostaria de dedicar a minha vitória ao Senhor e...

- Juan! Quem começa falando sou eu! Entendiste?

- Si, Alteza. – Juan engoliu em seco.

- Buenos Dias, pueblo de Madrid! Eu, o Rei Hernando Gonzalez, declaro este duelo entre nossos toureiros iniciado!

O povo madrileño respondeu com uma salva de palmas e grande entusiasmo. O Rei fez um sinal com uma das mãos indicando que ele iria se pronunciar novamente. O povo todo calou-se e a esse ponto, Shura e Juan estavam lado a lado, à frente do Rei, esperando que fosse decidido quem começaria o duelo.

- Muy bien... hoje, o duelo entre esses dois bravos homens irá se realizar. E eu, o Rei Hernando, declaro que o primeiro a mostrar suas habilidades na arena será Juan. – O rei disse, e continuou antes que o arrogante toureiro pudesse reagir. – Apesar de minha preferência por Shura, declaro que Juan deverá iniciar o duelo, pois se ele se julga tão bom toureiro assim, terá de mostrar que pode dar o seu melhor sem ver antes o que Shura fará.

Juan ficou um pouco irritado com o Rei, que fizera alguns espectadores rirem na platéia. Camus acabava de chegar e foi ao encontro de Shina, Marin e Aiolia. Cumprimentou-os polidamente e se sentou ao lado de Shina.

- Perdi muita coisa?

-Não. O Rei acabou de se pronunciar... a tourada vai começar agora...

-Ah, que bom... e quem vai começar?

- Juan.

-Ah...

Camus acomodou-se em seu lugar e observou de longe Juan arrumar sua roupa e o manto vermelho para começar a tourear. Shura estava sentado próximo ao Rei. Aguardava calmamente a sua vez de tourear. Prestava atenção nos menores movimentos de Juan. Qualquer deslize que ele cometesse, poderia ser um ponto a mais para ele. Seria decisivo qualquer movimento bem feito, bem executado, com toda a habilidade, toda a elegância.

Juan posicionou-se ao centro da arena, aguardando a entrada do touro. Um animal muito grande, pesado, com olhos pretos cintilantes de fúria, chifres polidos e pontudos com patas muito fortes, adentrou a arena. Juan olhou o animal e sentiu um arrepio. Aquele era o touro mais bravo que enfrentava. Sentiu sua mão tremer um pouco quando o animal se aproximou, atacando-o. Shura percebeu e notou uma pontada de fraqueza nele.

O toureiro prepotente conseguiu se esquivar do ataque a tempo, e jogou o manto rubro sobre a cabeça do animal. E assim sucessivamente, Juan foi driblando a besta, com habilidade, mas sem tanta elegância. Na verdade, o pensamento que permanecia em sua mente era um só: estava com medo daquele animal, pois nunca enfrentara um touro como aquele. Era um bicho muito forte, bravo, pesado, mas com um arranque capaz de derrubar o mais forte dos homens.

Seus movimentos às vezes eram pouco exatos, e quase permitiam que o toureiro levasse uma cabeçada na barriga. O jovem estava nervoso, e suava frio. Quando conseguiu fincar a última lâmina no coração do touro, sentiu um enorme alívio e permaneceu parado algum tempo, como se ainda não houvesse absorvido aquilo. A platéia aplaudia, alguns mais entusiasmados do que outros.

Shura se levantou imediatamente e fez uma reverência ao Rei, em sinal de profundo respeito. O soberano acenou com a mão para Shura, indicando que ele podia ficar à vontade.

-Muy bien...Povo de Madrid, este jovem toureiro se mostrou habilidoso, e derrotou um forte touro. Juan, parabéns, você se saiu bem. – O monarca se voltou para o outro toureiro – Agora, povo de Madrid, veremos as habilidades de nosso outro toureiro, Shura Alejandro Castañeda!

Shura fez uma outra reverência ao Rei e se dirigiu ao centro da arena, ajeitando sua roupa, enquanto o povo o recebia com uma salva de palmas. Ele terminou de se arrumar e posicionou-se serenamente no centro. Estava confiante de que derrotaria Juan, mostraria a ele que era melhor, que merecia o título de melhor toureiro da Espanha, que poderia muito bem derrotá-lo com facilidade. Se concentrou, aguardando o touro entrar na arena.

Um animal ainda mais forte fora escolhido para ele. Um touro negro, ainda mais bravo, pesado e maior do que o que Juan enfrentara apareceu, com olhos soltando faíscas de pura fúria.

O jovem toureiro olhou fundo nos olhos do animal, desafiando-o e preparou-se para desviar do seu ataque. Shura parecia bailar na arena, de tão leves e elegantes que eram seus movimentos. Sua habilidade fazia o público se entusiasmar e gritar "Olé!". Juan mordia-se de ciúme e inveja. Shura estava dando um show, simplesmente brilhava como uma estrela naquela arena, ofuscando Juan.

Mas o que era frágil se quebrou, o que era brilho se apagou. O ferimento de Shura ainda não havia se cicatrizado completamente, e com o esforço feito pelo toureiro, provocou uma forte dor, pois as costelas quebradas não estavam solidificadas direito, o que causou uma hemorragia interna.

Shura sentia dificuldade para permanecer em pé e principalmente para tourear, mas ainda assim não podia deixar de terminar o duelo. Era uma questão de honra. A sua honra e também a honra de Shina, já que Juan impusera que o melhor toureiro ficaria com a jovem. Movimentava-se com dificuldade e algumas vezes mancava.

-O que foi Shina?

- Alguma coisa aconteceu com o Shura... ele não está bem...

- Como assim?

-Aiolia, ele está mancando, olha. Acho que o esforço fez o ferimento piorar. Eu falei para ele não enfrentar o Juan! – Shina afligia-se, prevendo que seu pressentimento iria se concretizar.

-Calma, Shina... se acontecer alguma coisa com ele, os médicos irão atendê-lo. – Camus tentou acalmá-la. Porém ele mesmo sabia que Shura poderia estar correndo um grande risco, se expondo daquela maneira.

Mas a jovem não se acalmava. Shina sabia que algo errado estava acontecendo. Shura estava arfando agora, mas não permitia que isso transparecesse facilmente. Toureava com elegância e destreza, realizando cada movimento com a máxima precisão que conseguia. O esforço para tourear perfeitamente era tanto, que seu corpo estava indo à exaustão. Por fim conseguiu fincar a última lâmina no coração do animal.

-Shura!!!!!! – Shina gritou ao ver o amado cambalear e cair logo depois de realizar seus últimos esforços naquele duelo. O povo que até então assistia entusiasmado, aplaudindo e gritando eufórico, emudeceu e viu o toureiro tombar.

O Rei mandou que os médicos fossem atendê-lo, e dada a ordem, eles correram em direção ao homem estirado no chão, arfando de dor, tossindo e cuspindo sangue. O corpo do touro jazia a seu lado, sem vida, e ensangüentado. Shura sentia dificuldade de respirar, tossia e cuspia sangue. Shina veio correndo até ele e tomou sua cabeça em seu colo.

-Shi...na...

-Não fala nada... não faça esforço, Shura...-ela falava entre lágrimas – Eu disse que alguma coisa ruim ia acontecer se você enfrentasse o Juan...

-Shina... me perdoa...-ele acariciou seu rosto.

-Shura...

-Alejandro, vamos... nós precisamos levar você ao hospital...

-Não, Camus...eu não vou... eu sei que minha hora chegou... e se eu vou morrer... quero morrer aqui, na arena, ao lado da mulher que amo... – ele falava com dificuldade.

-Mas, Shura...

-Camus... por favor... me deixe morrer como eu quero...obrigado pela sua preocupação e por todos os cuidados meu amigo... e me desculpe por ter sido tão teimoso...

O Rei se aproximou, observando o toureiro em seu leito de morte. Aiolia e Marin estavam ao lado de Shina, tentando acalmar a jovem. Juan apenas olhou com desdém. Mesmo ferido e com tanta dificuldade, Shura ainda foi capaz de derrotá-lo, mas Juan não aceitava a derrota.

- Shina... perdoname... eu sei que fui um estúpido em vir a esse duelo assim...Mi amor...perdoname...eu te amo... mais que tudo na vida...perdoname por deixar você sozinha assim...

- Não fala mais nada...-Shina começou a chorar desesperada.

- Shura Alejandro Castañeda... a Espanha nunca irá se esquecer de seu nome...

O toureiro sorriu fracamente para o Rei, e olhou mais uma vez para Shina. Tentou alcançar seu rosto, mas com tanto esforço que havia feito, seu corpo não suportou mais. Sua mão caiu pesadamente sobre o colo de Shina, os olhos e os lábios abertos, mas sem vida.

-SHUURAAAA!!!! NÃO!!! NÃO, NÃO!!!! NO ME DEJES, MI AMOR!!! – A jovem gritava desesperada, agarrando o corpo do amado. O público assistia a tudo, calado, comovido. Ela enviuvara antes mesmo de se casar.

- Povo de Madrid! Vocês acabaram de ver um homem valoroso, bravo guerreiro das arenas, deixar este Mundo, lutando corajosamente com um touro audaz! Eu, o Rei Hernando I, reconheço a sua bravura e sua habilidade, pois ele lutou com todas as suas forças até o último instante, e mesmo ferido mostrou que poderia derrotar este touro. Eu declaro este duelo encerrado! E todos nós devemos reconhecer o valor deste toureiro! Um homem que morreu pelas touradas! Um homem capaz de derrubar um touro furioso! Shura Alejandro Castañeda! Eis o nome do melhor toureiro da Espanha!

Fim

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Gente!!! Esse foi o último capítulo... e também já encerrei The Scorpion Love...mas logo logo eu volto c/ fics novas... uma com o Kannon como protagonista... que aliás, vai ser como um... passado da Sanctuary High School da Paulinha(ou AnnaHeld)...outra com o Milo...(claro tinha de ser, né?) e depois a continuação de SL, Principessa... mas isso, queridos leitores, só vou poder fazer depois que passar a época de provas... então tlvz eu só vou poder escrever e postar aki, nas férias...em Dezembro...eu sei q eh mto tempo, mas... infelizmente...

Bom, espero que tenham gostado do último cap. de Toreador! Achei q foi um pouco rápido o desenrolar desse cap. apesar dele ter ficado longo... mas achei q se eu escrevesse mais um capítulo ia ficar estranho... bom, enfim... se depois eu achar necessário, eu reescrevo e posto d novo...

Ai ai... q mais eu tenho p/ falar? Acho q mais nd...e é melhor eu ir!!! Já está tarde(no momento q escrevo)...

Até a próxima fic!!!

Bjs!!! E não se esqueçam das reviews!!!! XD