CAPITULO 2

O calor sufocante do Verão

Depois de descer a montanha, os cinco cavaleiros chegam a uma bela floresta, uma paisagem inacreditavelmente bela. Podia-se acreditar estar no paraíso, se não fossem por alguns cosmos intensos e negros que eram sentidos espalhados por toda a floresta.

O primeiro bosque era muito arborizado, com todas as folhas num tom avermelhado. O vento as agitava e um mormaço quente era sentido vindo do chão.

- Elevem seus cosmos, posso sentir uma presença por aqui...

Imediatamente após a ordem de Camus, um cosmo extremamente poderoso se acende e no mesmo instante uma grande bola de fogo é atirada contra o grupo. Camus se põe na frente de todos e com uma corrente de ar gelado de suas mãos ele retêm parte da força do ataque. Mas ainda sim a bola de fogo o atinge em cheio no peito, jogando-o longe e rachando bem o peitoral da armadura de Aquário.

Uma risada sarcástica é ouvida. De trás de uma arvore surge um cavaleiro de armadura vermelha com um sorriso cínico no rosto.

- Então são esses os cosmos que sentimos atravessando as montanhas finais... O que querem por aqui, fracos mortais do povo do gelo?

- Queremos apenas passagem. Não nos atrapalhe e ninguém se ferirá. – diz Camus colocando-se à frente de seus discípulos.

O cavaleiro ri novamente.

- Passagem? Não existe passagem pelo bosque do Verão. O único caminho é voltar ao território cedido a vocês mortais! Contentem-se com o que têm!

- Estamos alertando... Não queremos nenhum tipo de batalha. Apenas nos deixe passar. Ou teremos que lhe derrotar numa luta!

- Você? Acha que poderá me derrotar? A mim, o Cavaleiro do Verão? – ele ri.

- Não se preocupe mestre, eu me encarrego de vencê-lo, ainda temos muitos inimigos, continue em frente com os outros. – diz Jacob, colocando-se à frente se seus companheiros.

- Sim Jacob, confio em você... Vamos em frente! – Camus e os outros cavaleiros do gelo partem em frente restando no bosque somente Jacob e Verão.

- Deixarei seus amigos partirem. Seria mais divertido matar todos vocês de uma vez... Mas já que querem morrer um de cada vez... Então que assim seja! Morra de uma vez verme intrometido! – Verão corre na direção de Jacob, dá um salto e quando está no ar dispara uma grande bola de fogo em cima de Jacob.

- Esfera Incandescente!

Jacob, pego desprevenido, concentra rapidamente seu cosmo e dispara uma forte rajada de vento gelado e cristais de gelo.

- Trovão Aurora! – os dois golpes se encontram e explodem, mas grande parte do fogo vai pra cima de Jacob, que mesmo com uma rápida defesa em X é arrastado para trás, e a armadura em seus braços sofrem queimaduras.

- Maldito... seria muito mais fácil se apenas saísse do meu caminho, mas se fez questão de aparecer, terei que matá-lo!

- Me matar! Não me faça rir garoto! Você esta lutando contra um cavaleiro de uma Deusa! Não vai me derrotar!

- Pode ter certeza que vou... – Jacob aumenta seu cosmo tornando todo o bosque mais frio. Seu cosmo atinge o zero absoluto.

– Agora veja o que é realmente sentir frio! Execução Aurora!

A grande rajada de gelo no zero absoluto vai à direção de Verão, mas, antes que o atinja ele prepara um contra-golpe.

- Esfera Incandescente! – A esfera de fogo de Verão se choca contra o Execução, mas o golpe de Jacob rasga facilmente o contra-ataque de Verão e o atinge em cheio, jogando a vários metros de distância. Sua armadura se congela e vai se partindo no ar.

– Esse é o poder do Cavaleiro de Cisne! – grita Jacob para o corpo caído de seu oponente.

Novamente uma risada é ouvida. Verão se levanta, com um pouco de dificuldade e com sua armadura bem danificada, já descongelada pelas chamas que envolviam seu corpo como uma segunda armadura.

- Achou mesmo que tinha me vencido? Você pode até me machucar... Mas me matar... Nunca! Agora você vai conhecer o verdadeiro inferno!

Verão ergue seus braços, com a palma da mão voltada para cima, na altura do ombro. As chamas que envolviam seu corpo se intensificam, passando para o solo, transformando toda a grama do local em um imenso tapete de fogo.

– Morra cavaleiro miserável! Efeito Estufa!

Uma espécie de campo de força de cosmo começa a cercar Jacob.

- Mas... O quê?

O campo de força começa a se solidificar, formando uma espécie de redoma de cosmo que o prendia lá dentro, junto das chamas, que começavam a crescer.

– Morra aos poucos!

Dentro da redoma a temperatura subia rapidamente. O ar começava a ficar extremamente quente também. Os pulmões de Jacob se queimavam a cada inspiração, suas forças começavam a se perderem em meio ao sufocante calor.

- Argh... Não pode ser... Minha armadura está queimando! Minha pele parece derreter! Meu sangue está... Fervendo! Está insuportável! Não... Consigo... Respirar...

Jacob, sem mais forças sequer para se manter de pé, desfalece. A temperatura não parava de subir. Era questão de segundos para que o corpo dele se incendiasse como uma peça de lenha na lareira.

Inconsciente Jacob começava a reviver seu passado. Lembranças lhe vinham à mente.

Logo após a última batalha, Hyoga pôde retornar à Sibéria. Todos os dias os dois podiam treinar. Jacob praticava exaustivamente, e várias vezes dizia à Hyoga que gostaria de ser um cavaleiro como ele, sempre tinha um sorriso amigável como resposta. Mas a felicidade foi momentânea. Um aviso chegou através de um mensageiro desesperado: O santuário estava sob ataque novamente. Às pressas seu companheiro, seu irmão, seu pai, partiu. Partiu para não mais voltar.

Três dias. Foi o tempo que se passou entre a visão de Hyoga cruzando o horizonte branco da Sibéria em direção ao Santuário, e a visão de Camus cruzando o mesmo horizonte, carregando consigo a mais dolorosa notícia de sua vida: Hyoga estava morto. Ele e os outros Guerreiros de Athena. Todos morreram, os deuses haviam vencido. A Terra já não mais pertencia aos mortais. Não haveria mais sol, as tempestades se tornariam rotineiras, todos seriam condenados a viver eternamente no gelo.

Seus pensamentos mais vagos e profundos manifestavam-se.

"Não! Verme! Não pode roubar-nos o Sol! Não pode tirar-nos o direito de viver... Não pode roubar Hyoga... Agora estou só... Você me deixou só!"

Fora do inconsciente de Jacob, seu corpo ainda estava ardendo nas chamas de Verão. Mas a dor maior vinha das lembranças amargas, lembranças que lhe despertaram a força.

O seu corpo se envolvia por uma aura branca, que começava a diminuir a temperatura da redoma de cosmo. Um cosmo violento se intensificou, um cosmo grande, inchado, fruto de todos os sentimentos de Jacob. Do ódio dos deuses, da dor da perda de Hyoga, da indignação de ter sido obrigado a viver confinado na Sibéria, e da esperança de ter o mundo de volta. Tudo isso se manifestou na forma de um intenso cosmo que até ali estava crescendo gradualmente, até explodir tudo de uma vez.

- O quê! Este cosmo... Não! Como pode um simples garoto do povo do gelo ter um cosmo tão forte!

Repentinamente as altíssimas temperaturas da redoma tornam-se negativas. Jacob se levanta e faz explodir a barreira de cosmo que o prendia. Seu cosmo escapa para o ambiente, mudando a paisagem do bosque, congelando tudo à sua volta, o chão, as árvores, tudo.

- Por Zeus! Como pôde resistir a tamanha temperatura!

A expressão de Jacob demonstrava toda sua força, com o maxilar cerrado com força, as sobrancelhas fortemente carregadas e os punhos fechados, ele caminha olhando fixamente para seu oponente.

- Estou na Sibéria desde criança. Aprendi todas as técnicas para manter a temperatura do meu corpo e controlar o frio. Domino facilmente o zero absoluto. E meu cosmo se acende dessa maneira por que tenho um objetivo, e esse mesmo objetivo é o sonho de todo o povo do gelo! Eu e meus amigos somos a única esperança deles! E para reaver a Terra terei que passar por todos que estão no meu caminho! Inclusive por você!

- Mas... Mas...!

Um círculo de cosmo de gelo se forma em volta de Verão e começa a girar em alta velocidade.

- Agora, morra de uma vez por todas, maldito cavaleiro do Verão! Explosão de Aurora!

O círculo se fecha e ao encostar-se em Verão explode violentamente, jogando-o dezenas de metros longe, partindo em pedaços sua armadura e congelando seu corpo.

Seu corpo quase se parte em pedaços quando ele cai no chão. Seus olhos arregalados fixavam a imagem de Jacob se aproximando. Suas últimas palavras saiam balbuciadas.

- Por favor... Poupe-me... Passe, mas poupe-me...

Jacob se aproxima de Verão, olha-o nos olhos e responde com extrema frieza:

- Você achou que eu não iria lhe derrotar nunca... Uma luta é sempre uma luta... Sempre tem um vencedor e um perdedor... Esta será sua sina: você, um cavaleiro de Artemis será morto por mim, um cavaleiro do povo do gelo... Agora vai se arrepender ter pensado em ter saído de trás daquela árvore para me enfrentar!

Jacob aponta os dois braços juntos para Verão, que implorava por sua vida.

- Não...por favor, deixe-me viver...

- Patético... Execução Aurora!

Verão é atingido em cheio pelo golpe à queima-roupa. Sua armadura é completamente destroçada e seu corpo se desfaz em partículas no meio do golpe.

Jacob, com dificuldades, ruma ao próximo bosque.

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Em off: Ae pessoal valeu pelos elogios! Isso estimula bastante... Para avisar q já tenho pronto esse fic até quase o final, que vai até o cap 20, se minhas previsões estiverem corretas, uheuheuhehue Pois é, deixem comentário sem medo criticar!

Abraços!

IzapecJr