CAPITULO 9

O Guerreiro da Estrela

Ao mesmo tempo em que seus companheiros partiam rumo ao encontro dos guerreiros de Polarius, Aleck corria com passos largos a escadaria que daria no templo onde ele iria enfrentar seu oponente.

- Eliminarei meus sentimentos...Vencerei meu inimigo... –sussurrava para si mesmo.

À frente do cavaleiro de Cristal encontrava-se um grande descampado, o solo rochoso era coberto de pequenos espinhos de pedras. Bem no meio do campo estava parado um cavaleiro, trajando sua armadura, com uma forte luz branca iluminando-o. Quando Aleck reparou, era a luz da única estrela no céu, que naquele local não tinha nuvens. O brilho era intenso e forte, incidindo diretamente sobre o guerreiro, como um holofote.

Ficou parado alguns instantes observando-o e analisando seu cosmo. Era algo que se mostrava sólido e muito poderoso. A frieza era absoluta, não se sentia um pingo de influência sentimental. Aleck era muito perceptivo em relação a outras pessoas, e deste guerreiro ele podia dizer que se tratava de alguém extremamente racional, era tudo que se percebia em seu cosmo: a razão imperava. Assim como ele próprio deveria ser, como seu mestre havia lhe ensinado.

- Sente meu poder, garoto!

Grita de longe o cavaleiro, enquanto explode com força seu cosmo. A luz da estrela que estava concentrada nele se expande e ilumina todo o campo.

- Sinta o meu...

Aleck o encara com firmeza enquanto explode seu cosmo com violência, confrontando o do cavaleiro. Ao seu redor o solo se congela e grandes lascas se erguem no ar transformando-se em pó. Uma aura azul intensa toma o corpo de Aleck, que se mantém pronto para um ataque, em posição de combate.

O guerreiro adiante esboça um sorriso desafiante. Sua armadura cinza cobria quase todo seu corpo, deixando apenas a coxa e a parte superior de seu braço descobertos. Muito se assemelhava a uma armadura medieval européia. Os traços e alguns detalhes nela faziam referências às estrelas. Seu rosto era de traços firmes e fortes, possuía um aspecto bem carrancudo e mal-encarado. Dentes grandes, maxilar proeminente, sobrancelhas grossas e carregadas. Era uma figura bem intimidadora. Encarava Aleck segurando o capacete na mão esquerda.

- Creio que será prazerosa nossa batalha, –diz ele – embora acredite que não vá durar muito...

- Batalha nenhuma é prazerosa.Também espero que não dure muito... Não posso perder tempo.

O guerreiro solta uma risada grave, desacreditando no poder do jovem à sua frente.

- Muito bem... E qual teu nome, jovem cavaleiro? – pergunta enquanto coloca seu capacete, que se ajusta com perfeição à sua cabeça.

- Sou o Cavaleiro de Cristal, Aleck da Coroa Boreal! – diz energicamente enquanto punha-se pronto para a batalha.

- Pois bem Cristal... Apresento-me agora...

O guerreiro então estica o braço para o alto, e um raio vindo da única estrela que brilhava no céu o atinge, trazendo-lhe uma enorme lança. De cabo grosso e com uma lâmina espessa e reluzente que começava na metade da lança, a arma devia ter não menos do que dois metros de comprimento. Podia se sentir uma vibração vindo dela, um cosmo intenso, próprio da lança, como se ela estivesse viva.

- Sou Troy, o Guerreiro da Estrela Polar!

Seu cosmo se tornou muito mais intenso do que havia se mostrado até agora. O chão tremia e lascas do solo se erguiam e se desfaziam no ar.

Afastando as pernas e colocando-se em posição de combate, Troy prepara-se para o confronto imediato.

- Sejamos diretos. Não estou aqui para conversar, e sim para te matar. Sinta a força da Lâmina Estrelar! ­­­­­– numa velocidade surpreendente ele parte para cima de Aleck.

Com movimentos ágeis Aleck estica seu braço para o alto, formando nele uma lâmina de gelo, a poderosa...

- Espada de Cristal!

Mas ela não foi uma eficiente defesa. A velocidade de com que Troy se moveu e a força empenhada em sua arma foram muito superiores. A espada se desfez em pó ao ser tocada pela lança, e o impacto arremessou o cavaleiro de Cristal vários metros para trás. Graças a sua espada, que havia absorvido parte do impacto, sua armadura não sofreu grandes danos.

- Argh... Devo concentrá-la mais antes de contra-atacar...

Aleck torna seu cosmo mais intenso, concentrando-se em formar uma espada de cristal mais forte, que seja párea para a lança de Troy.

- Espada de Cristal! Venha a mim!

Uma lâmina maior e aparentemente mais forte formou-se no braço dele, o que surpreendeu seu adversário.

- Vejo que também tens tua lâmina. Vamos ver se ela tem tanto cosmo quanto a minha! Prove!

Ele ergue a lança para o alto, como se fosse tocar a estrela. Um brilho muito poderoso começa a se formar na sua ponta, e com força ele abaixa sua lança apontando-a para Aleck.

- Execução Mestra!

Uma imensa rajada de gelo sai da ponta da lâmina, certeiramente em sua direção. Aleck, habilmente concentra-se e em frações de segundo levanta a mão esquerda – que estava sem a espada – e grita evocando sua técnica.

- Erga-se Parede de Cristal! – uma grande muralha de gelo se ergue do solo, mas é pulverizada ao ser atingida pela rajada de poder, que ainda teve forças de atingir Aleck, jogando-o mais alguns metros para trás, rachando um pouco seu peitoral.

Ele se levanta rapidamente, ainda um pouco cambaleante, e põe-se em posição de luta.

- Venha Guerreiro da Estrela Polar!

- Aposte que vou! – grita ele ao partir pra cima de Aleck com sua lança empunhada.

Por alguns instantes trocaram vários golpes à velocidade da luz. Cada golpe que Troy desferia, Aleck conseguia perfeitamente defender-se com sua espada, o inverso também acontecia, porém, a cada golpe a espada de cristal ia perdendo lascas e se despedaçando aos poucos, enquanto a lança estrelar permanecia inteira.

A freqüência dos golpes de Troy ia aumentando rapidamente, para surpresa de Aleck. O cavaleiro da Estrela Polar parecia ser muito mais rápido que ele, algo que – por mais absurdo que possa ser – aparentemente superava a velocidade da luz.

Depois de alguns segundo trocando milhares de golpes, ninguém havia acertado, até um momento em que as lâminas se travam, e os cavaleiros se encaram.

- Acorda, garoto, tua espada está se desfazendo. Não poderás contra minha lança estrelar! Tua derrota é um ponto culminante! Aceite e poupe meu tempo!

- Nunca! Se esta espada se desfizer, tenho forças para formar ainda infinitas delas, uma será mais forte que a outra! Não vai conseguir me matar, resistirei até além das forças de meu corpo!

- És insistente! Morra de uma vez!

Com movimentos tão rápidos quanto Aleck não pôde enxergar, Troy gira sua lança cento e oitenta graus e acerta com violência o abdome de seu oponente com o cabo da sua arma.

- Argh!

Tamanha foi a potência do seu golpe, que deixou um rastro de luz no caminho percorrido pelo cabo da lança e estraçalhou a região abdominal da armadura de Cristal, arremessando o corpo do cavaleiro vários metros para trás.

Aleck ficou alguns instantes no chão, se remoendo em dores. O golpe parecia ter triturado todos os seus ossos. Depois de cuspir um pouco de sangue no chão, ele já se colocava de pé, apesar da dor quase insuportável.

Mal o cavaleiro de Cristal se levantou o cosmo de Troy se acresce de forma gigantesca e, numa explosão dele, um brilho poderosíssimo se emana da lâmina.

- Brilho Celestial!

Tamanho era o poder, que Aleck foi jogado com violência contra o muro, deixando marcado nele sua silhueta. Sua espada de cristal se destroçou no ar e sua armadura se cobriu que trincas e rachaduras. Seu corpo ficou caído, inerte por alguns instantes.

- O desgraçado não morreu! – esbraveja Troy ainda sentido o cosmo de seu adversário. Com passos rápidos ele vai ao encontro do corpo.

- Eu disse que não ia morrer!

Aleck levanta-se e rapidamente e dá um salto de vários metros de altura, e enquanto estava no ar concentra seu cosmo e dispara seu golpe.

- Execução Aurora!

A rajada vem certeira para cima de Troy, que em movimento tão rápidos que Aleck mal pôde enxergar, rebate o golpe com sua lança.

- Não é com este tipo de técnica que irás me acertar! Tolo!

Troy joga sua lança para o alto, que como um relâmpago vai à direção de Aleck, que ainda está no ar. Ele então torna seu corpo para o lado, desviando da lâmina, mas ainda assim é acertado de raspão no braço esquerdo. A armadura dali se quebra por completo. Mas Aleck ainda consegue aterrissar com perfeição, enquanto a lança voltava para a mão de Troy como um bumerangue.

- Muito ágil tu, não?

Aleck estava agachado, ofegante, mas ainda encarando seu oponente com uma expressão carregada.

- Muito mais... do que pensa... – enquanto coloca a mão sobre o braço esquerdo que sangrava muito.

Sua mente estava trabalhando intensamente, analisando a situação e tentando encontrar uma brecha para atacar. Mas não era fácil, seu adversário possuía técnicas de velocidade muito boas, sua arma poderosíssima e sua armadura era muito superior.

Embora tentasse manter-se confiante e acreditando na vitória, era difícil. Talvez lá no fundo já não acreditava em si próprio, mas desistir ele não ia, a derrota viria apenas se Troy o matasse, pois aí sim nada mais poderia ser feito. Enquanto vivesse iria lutar, como ele mesmo disse, até muito além das forças do seu corpo.

Aleck encarava seu adversário com firmeza, transmitindo dureza no olhar e determinação no seu cosmo.

- O que foi? Vai ficar me olhando sangrar? – desafiou.

As palavras surpreendem a Troy, que já estava perdendo a paciência com aquele combate que acreditou que seria rápido.

- Não seja tão insolente garoto! Se quiser te atacar basta um movimento meu e cruzo esta distância que nos separa antes mesmo de seus olhos enxergarem meu percurso. Minha velocidade é muito superior à tua, garoto!

Embora já tivesse visto com seus próprios olhos isto que seu oponente acabara de lhe dizer, Aleck ainda parecia desacreditado.

- Está mentindo! Eu consigo mover-me na velocidade da luz, você não pode me superar! Não é possível ultrapassar a velocidade da luz!

- Estás errado, garoto. Não no fato de que é impossível ultrapassar a velocidade luz, isso realmente é impossível. Estás errado em afirmar que atinges a velocidade da luz.

- Como é?

- É isso mesmo que ouviu. Posso enxergar com perfeição cada um de teus golpes. A maior parte deles não são realmente desferidos na velocidade máxima, na verdade eles oscilam numa velocidade inferior, em especial aqueles desferidos imediatamente após ter se atingido a velocidade da luz. Ou seja, tu não consegues disparar dois ou três golpes na velocidade da luz, apenas um deles a atingirá e os outros apenas chegarão perto. Eu diria que pelo menos a cada cinco ou seis golpes tu consegues desferir um que atinja a velocidade máxima. Uma média bem inferior a minha, que consigo manter todos os meus golpes nesta velocidade.

- Não pode ser verdade! Domino o Sétimo Sentido com perfeição, deveria ter total domínio da velocidade da luz! Está mentindo!

Troy balança a cabeça de leve, lamentando a ignorância de seu oponente.

- Se estou mentindo como explicas o fato de não ter acertado-me um único golpe sequer?

-...

Aleck foi pego de surpresa. Realmente ainda não havia atingido seu inimigo, e sua armadura estava coberta de rachaduras e fendas, e com mais alguns golpes se partiria. Mas isso ainda não havia tirado as forças. Seu cosmo ardia com intensidade e emanava toda sua força.

- Não preciso lhe atingir tantas vezes quanto você me atingiu! Bastará uma vez para que eu lhe mate!

- Estás iludido...

- E você convencido demais... Explosão de Cristais!

Empenhando toda sua velocidade, Aleck desfere milhares de murros no ar. Como resultado de cada murro, se forma um turbilhão de energia e cristais de gelo que vão à direção do inimigo.

- Não sejas tão tolo!

Troy girou sua lança numa velocidade superior a dos golpes de Aleck, rebatendo todos os turbilhões com certa facilidade.

- Não vê que jamais me tocará? E como pensas em derrotar um inimigo que não podes tocar?

O cavaleiro da Estrela Polar empunha sua lança na posição horizontal. O cosmo daquela arma estava intenso e prestes a explodir.

E então explode com violência.

- Brilho Celestial!

- Ah! Parede de Cristal!

A espessa parede defensiva de Cristal se ergue, mas é varada com facilidade pelo Brilho Celestial. Ele é atingido bem no peito, e seu corpo arremessado com extrema violência contra o muro, onde abre uma cratera. Ele cai no chão em meio a pedaços do muro e cacos de sua armadura.

Troy passa a mão por sua armadura. Não havia rachadura alguma. Ele havia evitado com perfeição o golpe daquele garoto. Após se examinar, uma imensa surpresa o toma ao ver Aleck tentando se levantar, apoiando-se nos joelhos.

- Que tipo de guerreiro és? Tua armadura está em pedaços e ainda tenta te levantar? Estou realmente impressionado, garoto.

Por alguns instantes ele ficou mudo, respirando de forma ofegante. Sua armadura estava em cacos, os poucos pedaços que restavam em seu corpo estavam completamente rachados. Seu elmo já havia se partido, os membros estavam por se desfazer e o peitoral estava em estado tão precário que poderia se desmanchar no próximo ataque. Abaixado, Aleck estava de joelhos, com as mãos no chão, olhando para o sangue que pingava nelas vindo do corte em sua cabeça. Seus dentes cerravam com força, seus punhos começavam a fechar, catando algumas pedras do chão.

Tudo parecia ruir sobre sua cabeça. Sua vida havia sido direcionada ao aprendizado de técnicas de luta, o objetivo de sua vida era encarar o grande inimigo e fazer sua parte. Mas parecia que depois de tanto esforço, tantas lágrimas, tanto sangue, tudo iria desabar sem resultado nenhum. Ele seria derrotado, seus companheiros morreriam, seu mestre não venceria Polarius e tudo estaria acabado. Todos que viviam na vila morreriam, e os deuses imperariam sobre a Terra. Era ponto culminante: a derrota.

"Não! Não será... Não pode ser! Tanto esforço para acabar desabando assim! Não deixarei que todos morram por minha causa!" Pensava consigo mesmo Aleck.

- Não deixarei, está me ouvindo!

O cavaleiro de Cristal havia se levantado. Seu cosmo queimava com toda a força de sua alma. Todos os seus sentimentos, sua esperança e sua determinação estavam expostos em sua energia. Sua expressão estava carregada e determinada. De seu olho escorria uma lágrima que suavemente correu sua face até chegar no canto de sua boca, que cerrava os dentes com força.

- Ainda vais lutar? – Troy estava surpreso com a determinação de Aleck – Queres morrer da forma mais sofrida... Que posso fazer... Matar-te-ei agora! – seu cosmo explode de forma violenta, pondo à mostra toda a força de um Cavaleiro de Polarius. Todo o solo tremia por conta do confronto de forças.

Aleck ergueu as mãos e as juntou sobre a cabeça. Atrás dele forma-se a imagem forte de Aurora segurando seu jarro e rodeada de cristais.

- Eis aqui todo meu poder, Guerreiro da Estrela Polar!

Troy estica sua lança com a lâmina na horizontal, apontada para seu oponente. Um forte brilho começa a se formar nela. Um acréscimo fenomenal de cosmo podia ser sentido.

- E eis aqui minha mais poderosa técnica... Não resistirá pela quarta vez a ela, a menos que seja um deus...

- Posso não ser um deus... Mas chegarei perto! Ahhhh! Execução Aurora!

- Morra verme! Brilho Celestial!

Os golpes são disparados ao mesmo tempo. Um é transpassado pelo outro. Ambos atingem seus respectivos alvos. Uma grande neblina se ergue e o silêncio passa a reinar.

Eis que um gemido se ouve.

- Argh... O garoto é forte...

Troy estava de pé. Sua armadura aparentemente intacta. Ele havia conseguido esquivar-se da maior concentração do golpe de seu oponente, e por isso sua armadura estava apenas congelada em alguns pontos. Nada que possa ser considerado critico.

Com passos firmes o guerreiro da Estrela Polar vai caminhando por entre a neblina, enquanto ela se dissipa, a procura do cavaleiro Cristal.

- Mas o quê!

Troy interrompe seu caminho bruscamente, e permanece estático, completamente paralisado frente à cena que presenciava.

Aleck ainda estava de pé, sem sua armadura cobrindo seu corpo ensangüentado, e vinha lentamente, quase se arrastando em sua direção. Suas palavras vagas pareciam não fazer sentido.

- Não... Deixarei...

- Droga... Tu não morres, não?

Troy empunha sua lança e se preparava para atacar novamente.

- Mas...

Após se dar conta de algo ele vai lentamente abaixando sua lança. Instantes depois o corpo de Aleck tomba no chão e seu cosmo se apaga.

- Já estás morto...

O cavaleiro de Cristal fica caído em meio aos escombros. Sua armadura já não cobria mais seu corpo em parte alguma, havia se desfeito por completo, restando apenas os cacos à sua volta. O sangue de seu corpo escorria pelas rochas – que pareciam ter formado um berço em torno dele – até tocar o solo. Seus olhos claros ainda estavam abertos, e sua expressão nula de emoções.

- O garoto tinha potencial... Uma perda lastimável...

Troy se aproxima de seu corpo e fecha os olhos de Aleck com os dedos.

- Muitos sentimentos dominavam teu coração, garoto... Se tivesse sido nulo neste ponto, poderíamos lutar no mesmo patamar. Se treinasse poderia servir a Polarius com perfeição... Sabe, estaria disposto a ser teu mestre, mas me foi ordenado matar-te, e assim o fiz. Devia ter eliminado os sentimentos de tua alma, eles não são úteis, só atrapalham. Aquelas lágrimas eram claros sinais da tua fraqueza, os pensamentos que a geraram te tiraram a concentração. Devia ter em mente um único objetivo: matar-me. Nada mais. Não deviam importar as razões, as conseqüências ou quaisquer outros fatores. Assim eu fiz, mantive-me firme em meu objetivo: matar-te.

Troy se vira e começa a caminhar na direção do Templo Central, deixando o corpo de seu oponente abandonado por lá.

- Agora é tarde. Eu venci, você perdeu. Estou vivo, vitorioso. Você está morto... Teu cosmo já se extinguiu...

O silêncio reinava novamente. Nem os passos do Guerreiro da Estrela Polar quebravam tal silêncio. E foi em meio a ele que o corpo de Aleck ficou, ensangüentado, caído entre as rochas, com os braços abertos, e seus olhos que antes olhavam para o céu estavam agora fechados. E deles escorria uma lágrima.