Nota do Autor: Sim a legião continua!
CAPITULO 15
O Despertar do Príncipe.
Todo o céu se iluminava pelo grande brilho da estrela que vinha rasgando-o. Um homem sentiu o medo lhe tomar conta. Todos os outros sentiram a esperança invadir novamente suas almas. E alguns poucos nada sentiram.
Polarius – o homem que sentiu medo – levantou de súbito de seu trono, enquanto via com seus próprios olhos o corpo de seu discípulo ser envolvido por uma energia cósmica radiante, e voltar à vida.
Sim, ele estava de volta. Desnudo de sua armadura, trajando apenas uma calça azul feita pelos mortais e com o corpo coberto de ferimentos, mas estava de pé. E com um brilho indescritível no olhar, que trazia tanta confiança e esperança que seria capaz de iluminar as profundezas do reino de Hades. Seu cosmo queimava com tanta intensidade e força que se poderia julgar ser do mais poderoso dos deuses. Mas era de um mortal, que fez Polarius sentir o que é o medo pela primeira vez e ainda botar em dúvida a razão.
A porção racional de sua consciência não lhe dava motivos para duvidar da vitória, que parecia certa frente à um inimigo sem armadura e coberto de ferimentos. Porém a grande inimiga era a porção sentimental, que Polarius julgava sem importância. Esta porção lhe dizia para sentir todo o temor que pudesse, por que aquele cosmo queimava com tanta força quanto ele jamais poderia alcançar, pois era movido pela esperança.
Por um instante, para amenizar a surpresa, ele achou que se tratasse de uma ilusão, mas logo isto lhe foi negado ao ouvir as palavras de Camus mais firmes do que nunca.
- Parece não crer em seus olhos, Polarius... Garanto-lhe que se trata da realidade... Veja por si mesmo que o Príncipe Kamyu voltou...
Por alguns instantes o silêncio se fez.
- Sim eu vejo... E percebo que Articus sacrificou a última chama de sua alma para lhe trazer de volta... É lamentável que tenha sido em vão, pois agora irá para o mundo dos mortos definitivamente!
- Não me abala com tais palavras. Sei que o esforço de teu irmão não foi em vão... Eu voltei à vida tendo a verdade ao meu lado, não poderá mais me abalar com distorções dela!
- Distorções? Não distorci nada! Se Articus realmente lhe contou tudo, você sabe que o que disse é verdade. Que você não passou de uma peça de tabuleiro em um ousado plano de dois semideuses ambiciosos, que para Articus não foi mais do que seria o primeiro soldado de um exército, e que se gabou a vida inteira de ter se mantido longe dos sentimentos quando na verdade já se entregou a todos eles...
Camus abaixa o olhar balançando a cabeça negativamente.
- Não vai me atingir com a verdade... Ela agora está do meu lado. Sei que não fraquejei... Sei que fui digno de tudo que me glorifico...
- Tens razão... És tão forte que pôde deixar a mulher que mais amava correr atrás de ti em meio a uma tempestade de neve e deixá-la morrer em seus braços... E enterra-la em algum lugar qualquer no meio do deserto gélido do leste siberiano... Parabéns pela bravura, discípulo...
- Não mencione Aurora! Se há um culpado pela morte dela, por todas as desgraças e sofrimentos da minha vida, este culpado é você! E não ouse me chamar de discípulo!
- Não percas a razão. Ainda terei que lhe ensinar a mirar concisamente seus objetivos?
- Não... Não terá que me ensinar mais nada... Tudo que tinha para aprender já aprendi...
- Pois então tente atingir-me...
Ambos os cosmos explodem em proporções divinas.
- Morra Polarius!
E Camus parte para cima de seu oponente com toda a determinação que inundava sua alma.
Continua...
