Aqui estou eu novamente pra importuná-los x.x
Realmente o foco parece confuso por enquanto, mas por pior que pareça, foi proposital xD Mas tudo se encaixará no final, vocês verão. Mirela quase não aparece mais e vocês devem tê-la esquecido, mas ela terá sua importância mais pra frente, sem contar que adoro escrever as 'previsões incertas' dela lol Linus é o principal, tudo gira em torno dele, é uma fic sobre ele, mas certos capítulos (como esse) são importantes para dar um ar diferente à fic (com outros personagens), tornando-a mais aberta, mais livre.
Ah, mais uma coisa importante, cometi um erro sobre as idades das personagens, pelo que pesquisei algumas idades seriam diferentes, isso não inferferirá em nada na história, exceto na escola, mas como ainda nada foi citado dentro da história (além do baile, que depois comento), ainda posso corrigir, aí vão as idades certas:
Scott e Jean: 19
Vampira e Linus: 18
Kurt e Kitty: 17 (idade corrigida)
Ray, Sam, Bobby, Jubileu e Amara: 16 (na verdade Jubileu teria 14 anos, mas nessa fanfic ela tem 16 mesmo)
Roberto e Mirela: 15
Rahne: 14
Jamie: 13
Depois de tanta confusão, aí vai o capítulo:
Capítulo 6 – Sentimentos
Linus acordara cedo naquele dia, bom, na verdade, bem cedo para quem passara a noite dançando. Porém, não saíra da cama, aproveitara o silêncio para observar o teto.
Há algumas semanas atrás, vira o Instituto apenas como mais uma estadia, um lugar pelo qual estaria apenas de passagem. Mas os dias passados ali lhe foram marcantes, algo mudara em sua vida. Se neste exato momento lhe perguntassem até quando ficaria em Bayville, ele responderia que seria para sempre, sem pensar duas vezes. Uma casa, uma mansão cheia de amigos, a qual dava um grande valor.
Resolveu levantar. Foi até a sala, mas não havia ninguém. Uma coisa lhe chamou a atenção.
Mutantes: Evolução ou Destruição?
Era o que estava escrito na capa do jornal jogado na mesa. 'Será que eles não se cansam disso?' Eles não, mas Linus sim. Desde que os mutantes foram descobertos (,o que fazia tempo), mais e mais matérias eram divulgadas. O que o surpreendia era que sempre eram matérias de página inteira, como se não houvesse algo novo a noticiar.
'As sementes são jogadas a você, você cuida, vê elas virarem plantas... até que descobre que não era a planta que queria, mas justamente o contrário'
'O que...? Estou enlouquecendo'. Era uma voz que ouvira dentro de sua mente, como se algo a tivesse invadido. Estranho. Muito estranho. Mas preocupar-se era tudo o que Linus menos queria, por isso preferiu achar que lera a frase em algum lugar e, sem querer, lembrara ao ver um jornal.
Quando seu relógio contou exatas 8:00 horas, ele resolveu subir, tomaria um banho, tentaria acordar de vez.
No meio do caminho,encontrara Kurt Wagner que, do jeito que estava alegre, Linus achou que estava acordado há horas.
"Bom dia, Kurt."
"Bom dia, cara. Há quanto tempo 'tá acordado?"
"Não mais que você, suponho. Por falar nisso, que animação é essa, afinal?"
"Nada de mais, coisa minha" Ele riu para si, o que deixou Linus confuso.
"Ah..." Bocejava Bobby perto deles. "Puxa, que sono... Bom dia pra vocês."
" Bom dia."
"Vocês não vão tomar café? Porque eu estou indo." Kurt perguntou.
"Preciso tomar um banho antes."
"E eu dormir mais um pouco."
Kurt desceu as escadas aos pulos, logo seguido por Kitty e Jean. Uma manhã de rotina, apesar de mais animada do que de costume. Era sábado, as aulas começariam na segunda, para o desânimo dos garotos.
"O que acharam do baile?" Jean puxou o assunto. "Em todos os meus anos por lá nunca tinha visto uma festa de abertura tão linda"
"Concordo" Era Scott quem se juntava a eles, mais alegre do que nunca.
"Confesso que poderia estar mais feliz, mas, tipo, galera, foi divino!"
"Num exagera, Kitty, não tinha pizza" Kurt completou.
Rapidamente foram descendo os outros estudantes, um a um, até encherem a mesa.
Assim que Bobby sentou-se, Jubileu implicou com seu penteado... ou melhor, com seu cabelo despenteado.
"Bem que você poderia dar um trato nesse seu cabelo"
"Por que se importa tanto? Já já ele está bom"
Desjejum tomado, cada um para um lado, assim era, assim foi.
Linus estava na cozinha, ajudando Ray e Amara a lavar os pratos, enquanto ouvia música.
"Cara, odeio isso, rodízio de limpeza é triste."
"Ray, preferiria lavar pratos todos os dias?" Amara se virou para o amigo.
"Nem pensar! Mas é entediante fazer isto todo sábado."
"Oh, que novidade. Diga-me uma coisa que não o deixa entediado e faço sua parte o resto do dia, do contrário, você faz a minha"
Ray pensou um pouco, depois se virou para Linus, que retrucou "Difícil... sem chances, Ray."
"Ah, fala sério, Espectro, não sou tão chato assim..."
"Não?" Ray molhou o rosto de Amara com a água fria. "Não é o que parece"
"Não. Aliás, sei uma coisa que não me deixa entediado." Os outros dois o olharam, com um sarcástico ar de surpresa.
"Certo, então fale a descoberta do século, gênio." Disse Linus, esperando uma resposta.
"Não me canso de brigar com vocês, seus carrascos."
"Quem disse que estamos brigando?" Amara resmungou.
"Haha, te peguei, Amara! 'Bora lavar pratos, querida!" Ray secou as mãos em um pano próximo e acenou para Amara, logo saindo com um largo sorriso de quem 'dera o troco' em uma brincadeira sem fundamento.
"Hey, isso não é justo... Ray, volte aqui!"
"Bom, espero que lave os pratos por mim também."
"Linus, não...! Droga." Reclamava ela, enquanto, lavando pratos, assistira o outro sair correndo. "Garotos."
Depois de deixar o trabalho para Amara, fora Linus quem ficara entediado. Odiava assistir aos programas televisivos matinais, o que Sam, Roberto, Rahne, Jamie e Jubileu estavam fazendo. Também não estava a fim de fazer parte dos novos testes na DR, como Tempestade e Logan. Scott e Kurt estavam agitados demais para gastarem seu tempo com ele, Jean provavelmente estaria ocupada... Pensou em mais alguém...
Rodando o Instituto, viu Ray e Vampira conversando, o que de alguma forma o deixou meio abalado. 'Perfeito, Fletcher, mais dois ocupados agora' Pensou ele, ironicamente. Resolveu ir conversar um pouco com Kitty, torcendo para que esta estivesse fazendo algo menos importante.
xXxXx
Um salão amplo, luzes apagadas e janelas fechadas. Não havia claridade alguma, mas era possível enxergar tudo ali presente, a escuridão era proposital.
Um homem tocava piano em um canto, tocava uma linda música. Suas mãos moviam-se pelas teclas livremente, tamanha era a aparente facilidade encontrada em notas tão complexas. As notas mais graves eram capazes de libertar a mais temível mágoa do coração, suavizadas pela sutileza das mais agudas, estas, refinadas, tocavam com sabedoria os pensamentos, deixando a mente mais leve, como se estivesse solta para sonhar a qualquer momento.
O sujeito levantou-se, olhou fixamente para um papel no móvel ao lado. Deu uma última olhada nas palavras ali escritas, então fechou o piano e caminhou para o lado de fora.
Quando seu rosto fora iluminado pela luz, podia-se ver ainda com mais clareza quem era.
-Quarto-
O telefone tocava constantemente, mas Kitty se recusava atender, não devia nenhuma explicação a Lance e, mesmo que devesse, sabia que uma simples ligação não mudaria o curso de um namoro tumultuado.
Por outro lado, não sentía-se nenhum pouco triste em relação a isto, era mais um alívio que antes não percebera. Além disso, percebera o valor de seus amigos, principalmente Kurt, que, apesar de constantemente provocá-la, sempre estava ali para consolá-la, afinal, fora ele o primeiro a saber do rompimento.
"Hey, como se sente?" Era Linus quem entrava no cômodo.
"Bem melhor do que deveria"
"Você precisa sair um pouco, ficar ouvindo o telefone tocar não vai ajudar em nada."
"Eu só precisava pensar, sabe, deixar claro... eu não estou triste, fiquei feliz com a festa, só precisava refletir, ter certeza de que fiz a coisa certa."
"E então? O que concluiu?"
"Foi o certo, mas não consigo acreditar como algum dia gostei do Lance... Preciso rever meus conceitos sobre o amor."
"Talvez seja por isso. Para amar não existe conceito."
Kitty caiu na gargalhada. "Linus Fletcher falando sobre amor? Isso só pode ser palhaçada, até parece que sabe alguma coisa, Espectro. Fala sério, por acaso já amou alguém?"
Como resposta veio apenas um sorriso enigmático. Kitty riu novamente, mesmo sem saber o que ele queria dizer.
Vampira aparece e, ao vê-los juntos, sente uma ponta de ciúmes. "Estou atrapalhando?"
"Não, eu já estava de saída." Quando Linus passou por Vampira, sentiu, inconscientemente, uma leve brisa soprar a seu favor.
-Biblioteca-
Scott acompanhou Jean quando esta foi à biblioteca, sem que ela soubesse.
"Jean".
"Scott, que susto!"
"Perdoe-me, há algo que esqueci de lhe dizer ontem..." A ruiva aguardou em silêncio. "Você estava linda ontem, como sempre esteve."
Ela ficou sem graça, o garoto não sabia o quanto isso significava pra ela. "Obrigada, Scott, e... hum... você também estava lindo, quero dizer, como todos os dias desde que o conheci."
Eles ficaram se olhando por um tempo, sem saber o que dizer, até que Jean andou na direção que estava Scott, mas ultrapassou-o por alguns centímetros, como se fosse a outro lugar. Para impedi-la, ele segurou-a pela mão.
"E... Jean?"
"Sim?"
"Há mais uma coisa... deveria ter dito antes, mas não pude, não consegui, mesmo ontem... eu estava tão feliz... mas prefiri que tivesse lido minha mente... Não sabe o quanto esperei por isso..." Eles trocaram um olhar mais profundo desta vez e, lentamente, trocaram um beijo tão doce que palavras não expressariam melhor tal sentimento... passou na cabeça de Scott o quão tolo havia sido de adiar esse momento... Jean também o amava, sempre o amara, agora, não havia mais o que temer. Scott aproximou-se de Jean e, em um tom baixo, mas cheio de sentimento, completou. "Eu te amo, Jean"
"Eu também te amo, Scott, você não sabe o quanto..."
"Talvez não, mas você sabe o quanto eu te amo. Eu faria qualquer coisa por você, Jean, até mesmo... até mesmo morreria por você"
"Não diga uma coisa dessas..."
"Eu tive medo... tive medo de perdê-la novamente, que nossa amizade acabasse..."
"Eu também. Scott, o que sinto é muito mais do que palavras, ficar ao seu lado... é tudo pra mim."
"Jean..." Ela colocou o dedo indicador nos lábios de Scott.
"Shh... Cala boca e me beija" Mais um beijo, o beijo que selara um pacto de amor eterno, o qual o significado era muito mais profundo que um simples sentimento. Essa era a junção de duas almas, duas pessoas cujo destino jamais separaria...
xXxXxXx
O jovem Fletcher saíra pelo corredor a fim de dar uma volta. No caminho, vira Bobby Drake na frente do espelho, com um pente na mão. Ele riu. Era incrível e até certo ponto, patético, como o baile mudara o clima no Instituto. Linus chegou a pensar se esse clima já existia antes e ele não percebera, mas, mesmo com várias hipóteses, sempre chegava a conclusão de que o baile deixara ainda mais claro o que um sentia pelo outro. Isso mexia consigo mesmo, aos poucos descobria seus sentimentos e sentía-se um tolo sempre que os expressava. Será que eram tão óbvios aos olhos das pessoas?
Mas não poderiam ser, ele mesmo estava confuso. Passou dezoito anos de sua vida vivendo sozinho, sem precisar de ajuda de ninguém. Aliás, mais do que isso: sem se importar com ninguém. Nunca soubera o que era ter uma família a seu lado, ter alguém para amar e ser amado de volta. O Instituto trouxera este sentimento familiar, mesmo as antigas brigas com Sam faziam parte disso, Kitty era como uma irmã para ele, Kurt, um grande amigo.
Mas havia alguém ali que tornava tudo especial, alguém que o fazia sorrir sem motivo... Era algo novo, cuja mera presença era muito mais do que um dia inteiro ao lado de outra pessoa, mais do que a família que jamais conhecera. Era como se de uma forma inexplicável, ficasse inseguro sobre seus atos, como se sua auto-confiança, que o marcara durante anos, se esvaísse em instantes. Ao mesmo tempo, sentía-se realizado, alegre, e seus pensamentos eram roubados por horas e horas... nada mais importava. Sentia o coração bater mais forte, como as vezes que, quando criança, fazia uma apresentação... ou algo errado. Seria positivo ou negativo tal nervosismo? Preocupação ou desconfiança? Era nesse ponto que se pegava pensando na pergunta de Kitty... Estaria amando?
xXxXx
Enquanto a maioria estava alegre, Xavier, mesmo enquanto dormia, não parava de pensar nos últimos acontecimentos... Estava em sua sala, na presença de Mirela e Hank. A garota progredira muito, Xavier descobrira que seu 'problema' era mais simples do que pensava, embora ainda merecesse muita atenção.
A mutação naturalmente não poderia ser controlada, mas Mirela estava aprendendo a diminuí-la em intensidade. Suas falsas previsões, e mesmo as reais, já não eram tão profundas e, mesmo que fossem, aprendera a não se preocupar tanto. O desespero era a causa de tantas previsões, o que já não era mais um problema. Aos poucos se adaptava ao mundo à sua volta, recebendo ajuda dos novos amigos para tanto.
Por outro lado, havia chegado em um ponto que as coisas avançavam lentamente, isso sobrecarregava Xavier. Desde que Linus e Mirela chegaram, não houve mais sossego. Claro que não os culpava por isso, mas muita coisa entrara em sua vida de uma vez só. Mesmo com tanta experiência, isso o afetara gravemente.
"Estou ficando velho para tudo isso..." Disse ele minutos depois de sair, quando, ainda exausto, preparava-se para mais algumas horas cansativas.
O último mês do professor fora muito mais corrido que o normal, todos os dias acordava cedo, então reunia-se com Mirela e Hank, onde passava longas e cansativas horas se concentrando. Logo após isso, junto com Logan, discutia sobre a 'nova ameaça mutante', às vezes trazendo algo que Mirela vira. Mais tarde, ficava sozinho em seu escritório particular, estudando para a ampliação de seus conhecimentos, logo depois passando um bom tempo no cérebro, insistindo em achar o homem e, às vezes, procurando novos mutantes. À noite tratava de se informar sobre o mundo a fora e sobre o próprio Instituto. Ficava acordado até altas horas da madrugada, tentando solucionar os milhares de problemas que o cercavam.
Como se não bastasse, nas poucas horas que lhe restavam de folga, dedicava-se inteiramente aos seus pupilos, dando-lhes atenção quando necessário. Também preocupava-se com Vampira e fazia questão de gastar seus preciosos minutos de descanso com Scott, ensinando-lhe a ser seu substituto e um grande líder.
Charles lavou o rosto. Enquanto as gotas de água fria escorriam, via-se ali um homem que há tanto não se via. Estava abatido, visivelmente desesperado, aquele definitivamente não era Charles Xavier, o telepata que mudara o mundo... diante do espelho, era simplesmente mais um que a vida levava, mais um que não se agüentava mais em pé diante dos problemas...
"Professor?" Era Scott, saindo da biblioteca. Logo depois, Jean apareceu. "Professor?"
"Scott, me desculpe..."
"Há algo errado? O senhor me parece exausto, precisa descansar."
"Não, está tudo bem... preciso ir." Ele se afastou.
Scott apenas o acompanhou com os olhos, só então se virando para Jean, que devolveu a desconfiança. 'Há algo errado'.
xXxXx
Linus saíra da mansão, resolvera dar uma volta, ficar um pouco sozinho. Ainda não se acostumara viver com a casa cheia.
O dia estava gostoso, um sol fraco, uma brisa refrescante... era perfeito para reorganizar sua mente. Porém, teve um mal pressentimento.
Uma tontura repentina viera para si, junto com a mesma voz de logo cedo.
'Você descobre o que mudou em sua vida, o que mudou no mundo. Sente o impacto do que jamais deveria ter acontecido. Mudança. Não queríamos mudança, mas agora é o que mais queremos.'
Novamente. Isso o perturbava, passava a achar que sua mente já não era mais um lugar seguro... Quando a tontura passou, uma forte dor de cabeça aparecera.
Apressou-se então a enfiar-se em um beco escuro, para evitar problemas com seu lado mutante. Mas a dor só piorou. Não tardou que sentísse uma precisa pancada na nuca. Seu corpo não agüentara, e ele caíra, inconsciente.
O que acharam do capítulo? E o que aconteceu com Linus? Ele morreu? E o professor, virou emo? Acham que estou enloquecendo? lol
Idéias? Alguém tem idéias? Se tiverem estarei pronta para ouvi-las.
Se o tempo colaborar, o próximo virá em breve. Aguardem.
