N/A: Este é o terceiro capítulo de explicação, tivemos Linus falando sobre ele mesmo, Neil falando sobre sua mãe, e agora Xavier. Espero que não tenha ficado muito confuso, tentei falar menos das partes já explicadas nos capítulos anteriores e mais sobre o que não foi falado.
Capítulo 8 – Patience
A cabeça parecia dar voltas, o corpo estava inteiramente dolorido. O coração batia com dificuldade, a respiração era forçada. Linus voltara à consciência, porém, não abrira os olhos, não conseguira.
Esperou que a situação se normalizasse, o que não aconteceu. Mas a sentiu-se um pouco melhor e pôde recuperar seus sentidos. Estava em uma cama. Ele pode sentir o suave sol em seu rosto, mas sem vento algum. Aos poucos a memória foi voltando... com um pesar no coração, lembrou-se das palavras de seu pai... mas não deixou-se abalar por tanto, esperaria que alguém o confirmasse, ou ele mesmo iria atrás. No entanto, isso parecia não importar naquele momento, afinal, sentia-se fraco, nem sabia como tinha escapado da morte...
Percebeu que não estava sozinho, alguém segurava sua mão por debaixo de luvas. Linus jurou ter ouvido pequenos soluços. Lentamente, conseguiu abrir os olhos. Com a cabeça ainda apoiada no travesseiro, encontrou os olhos de Vampira.
"Hey" Disse ele, levemente rouco, sua voz quase não saiu.
Ela sorriu para ele, aliviada. Seus olhos estavam molhados. Tinha uma expressão cansada, mas o alívio encobria seu rosto, agora muito mais alegre.
"Que bom que acordou."
"Que horas são?"
"Quase nove. Você dormiu quase um dia inteiro."
"O que aconteceu? Onde está—"
"Tente descansar, Linus, quando se recuperar o professor lhe contará tudo o que quiser saber. Xavier fez de tudo para ajudá-lo, você estava fraco e só assim ele conseguiu salvar sua mente. Você tem defesas mentais muito fortes... e um bom anjo da guarda" Disse ela, sorrindo.
"É o que parece." Ele tentou devolver o mesmo sorriso.
Linus encarou o teto, pensativo. Simulando os poderes de sua mãe, Neil tentara destruir sua mente e corpo. Teve sorte de ser resgatado pelos X-Men a tempo, cessando a simulação. Pelas palavras de Vampira, Xavier parecia realmente ter se esforçado para tentar reverter o estrago já causado. No entanto, quando parcialmente recuperada, sua mente retomou as defesas e não permitiu mais a ajuda do médium, tornando incerta sua recuperação completa. Se Neil estivesse certo, o efeito perfurava qualquer defesa mental e era irreversível. Mas Xavier provara o contrário. As resistentes defesas de Linus reduziram sutilmente a velocidade com que a mutação agira e, parando o efeito no momento exato e com a ajuda de um grande telepata, ali estava ele, morando entre os vivos.
Vampira colocava agora uma mesinha com refeição em seu colo. Ele murmurou um "muito obrigado" e atacou a comida, faminto.
A garota o observava em silêncio, mantendo o sorriso de momentos antes. Ficara o tempo todo a seu lado, preocupada, e agora parecia alegre. Não escondia a felicidade, a satisfação em vê-lo acordado, alimentando-se com entusiasmo.
Linus foi se sentindo melhor com a passagem do tempo, a alimentação, sem dúvida, ajudara. Ainda sentia-se como um doente, mas parecia disposto a sair daquela sala tediosa.
Ele levantou-se da cama, calçando os sapatos.
"Ei, o que pensa que está fazendo?" Perguntou Vampira, espantada.
"Saindo daqui. O professor quer me ver, não?"
"Nem pensar, Fletcher, pode deitar de novo."
Ele fez careta. "Sabe de uma coisa, isso aqui é um tédio. Ficar parado só vai me fazer piorar." Por fim, saiu do cômodo.
Vampira apenas suspirou, derrotada. Tédio e Linus Fletcher definitivamente não combinavam.
Linus encontrou Charles Xavier em seu tradicional escritório particular. O telepata alegrou-se ao vê-lo, porém, ao contrário do de costume, parecia incerto quanto ao que dizer.
"Professor, será que o senhor poderia, hum, me dizer o que aconteceu?"
Sim, ele já previa isso, mas continuava incerto, absorto em seus pensamentos.
"Linus, é difícil explicar, tenha paciência. O que aconteceu ontem não foi de uma hora para outra."
O garoto pareceu mais sério, dispensou seu ar sarcástico e sentou-se em uma cadeira, antes que seu estado o denunciasse.
"Neil Fletcher, seu pai, sempre soube da existência de mutantes, mesmo antes do resto da sociedade, assim como Mirela conhecera..."
Mirela. Quando Charles mencionara aquele nome, Linus pareceu assustar-se. Ao que tudo indicava, ele era nada mais nada menos do que o filho do assassino dos Biasi, dos avós de Mirela.
"... ele jamais concordou com essa idéia. Segundo Neil, os mutantes representariam a destruição da raça humana, recusava-se a acreditar que seria o próximo passo para a evolução..."
Um pai anti-mutante, uma mãe assassina, perfeito. Só faltava um irmão gêmeo fora-da-lei que tudo estaria completo.
"... Desde pequeno, procurou saber de tudo sobre nós. Fez inúmeras investigações e juntou-se a uma organização secreta. Na época, não possuíam recursos para nada mais além do que meras pesquisas. Mas eles eram empenhados e, juntos, descobriram vários mutantes escondidos pela Europa. Muitos integrantes da organização eram realmente anti-mutantes, outros, estavam ali enganados, pensando ser nada mais do que pesquisas científicas."
"Enganados?"
"Sim, pressionados e enganados, grande maioria com grande capacidade intelectual... Bom, continuando... Neil apaixonou-se por uma inglesa, Susan Buns. A jovem contou-lhe várias vezes sobre a suspeita de ser anormal, mas sm a plena certeza. Neil não percebeu nada... ou pelo menos não quis perceber. Mas uma mutação como a de sua mãe é impossível de ser escondida eternamente, ainda mais sem o total controle..."
Então ele sabia. Neil Fletcher sabia exatamente onde estava se metendo, mas não quis abrir os olhos para tanto. Tentou negar o fato de que sua amada era mutante.
"... Pouco antes de seu nascimento, Susan viajou à Itália com o marido, onde ficou hospedada na casa dos Biasi. Neil viu com os próprios olhos sua mutação se manifestar, e, desta vez, de forma incontrolável... ela não conseguiu parar." Xavier parou um pouco.
Linus sabia exatamente o que ele iria dizer, mas esperava ouvir por isso.
"Os avós de Mirela jamais foram vistos novamente... com vida."
Ele estava certo, seu pai estava certo. Agora, ouvindo da boca de Xavier, Linus sentira um frio na espinha... só com a confirmação de seu tutor que caíra na realidade... realmente era filho de uma assassina.
Mas não havia tanto pavor na voz do médium. Alguma coisa fazia com que ele não condenasse Susan. Provavelmente a falta de controle. Sim, era isso, Xavier não culpava Susan pela morte dos Biasi. Talvez essa falta de controle, que Charles fazia questão de ressaltar, fosse uma das causas pela criação do Instituto Xavier, para o idealismo que ele usava.
Assim como ele, Linus não conseguia ver sua mãe como a assassina que Neil descrevera, mas tinha a certeza de que Mirela não pensaria o mesmo...
"Neil abandonou-a, e, sem forças nem vontade de viver, ela faleceu no parto. Fletcher dedicou-se ainda mais à organização, usando toda sua fúria nas pesquisas. No entanto, depois de alguns homicídios teste, o governo descobriu a organização e seus ideais de morte, mesmo não sabendo quem seriam os alvos. Muitos integrantes foram condenados à pena morte, inclusive os que fugiram dela. Neil foi um dos fugitivos..."
A cada palavra processada, Linus pensava que tudo aquilo parecia loucura... Mesmo com muita raiva e com difícil aceitação, engolira o fato de seu pai ser anti-mutante, mas jamais pensara que ele fosse um dos causadores de um genocídio secreto. Definitivamente isso era uma loucura.
"Na época, o governo decidiu abafar o caso, para não causar pânico desnecessário." Antes que o neozelandês pudesse protestar, Xavier prosseguiu. "Só tivemos acesso a essas informações graças a Hank."
"Hank?"
"Hank McCoy foi um dos enganados no projeto."
Linus quase caiu da cadeira com o susto. Hank fizera parte de uma organização homicida? Isso sim era loucura. Mesmo que enganado, isso não fazia sentido. Sempre entendera a fascinação de McCoy pela ciência, mas nunca vira isso como uma ameaça.
"Desde que os mutantes foram descobertos, tornou-se muito arriscado tentar combatê-los. Por isso, nas últimas semanas, eles voltaram aos ataques, mas em menor número. Apenas ex-funcionários e parentes mutantes... problemas pessoais."
"McCoy foi perseguido?"
"Por pouco tempo, não o viram como grande ameaça, o que foi um grande erro por parte deles. Neil veio até Bayville especialmente para procurá-lo, mas felizmente não conseguiu o que queria."
"Professor... e Mirela? Ela... sabe?" Questionou ele, visivelmente preocupado.
"Não. Apenas eu, Hank e Logan sabemos de sua história. Eu cometi um erro em guardá-la por tanto tempo... o que quase custou sua vida. Não contarei a mais ninguém se não quiser, apenas acho que não é certo guardar um segredo como esses para sempre. Quando estiver pronto, espero que eles ouçam de você e não de mim."
Xavier o encarava de forma compreensiva, como se o consolasse com o olhar. Linus não soube o que dizer, mas tratou de sair dali o mais rápido possível.
Durante toda sua vida, encarara o passado como um mistério descartável, não acreditava que houvesse nada de muito surpreendente por trás dele. No entanto, de um dia para o outro, descobrira mais sobre sua família do que imaginava existir. Fora um choque, como se acordasse de um mundo de ilusões.
Tudo aquilo era informação de mais para um único fim de semana, muita coisa acontecera. Mais do que a dor que ainda restava do dia anterior, Linus parecia estar sendo afetado por aquilo que sempre considerara como meras palavras.
Uma pessoa normal estaria com a vida acabada, se puniria pelos erros dos pais... acontece que Linus era diferente. Ele era afetado, sim, é verdade, mas com menos intensidade. Tentava passar uma imagem de alguém que não se importava com nada, mesmo que o Instituto o estivesse mudando gradativamente. Não deixou-se abalar pelos fatos, mas estava ciente das novas descobertas.
Caminhou pela mansão, ora ou outra recebendo calorosas saudações aliviadas e cheias de alegria. Protestava por um ou outro desconforto, sem deixar de protestar ainda mais quando Hank quis examiná-lo.
"Estou bem, viu? Olha, não há nada de errado comigo" Disse ele, movimentando os braços e as pernas com alguma dificuldade.
"Mesmo assim precisa descansar."
"Um dia de sono inteiro não foi o suficiente?"
"Ora, garoto, deixe de reclamar. Descanse mais um pouco e amanhã cedo o examinarei, se estiver bom irá às aulas."
Ele fez uma cara de desgosto quando lembrou-se disso. Seria sua primeira aula em Bayville, quisesse ou não.
"Ótimo, então amanhã eu descanso. Vamos, Hank, deixe-me ir"
"De modo algum. Além disso, tenho de ter a certeza de que não restarão seqüelas, Xavier teme que sofra de algum mal no futuro."
"Ta, ta, ok. Posso ir agora?"
Hank revirou os olhos, tendo a certeza de que ele não prestara atenção em uma só palavra do que dissera. Vendo que seria inútil insistir, cedeu como Vampira fizera.
Liberado, Linus seguiu caminho. Viu Mirela conversando com Bobby e Amara, e logo uma dúvida o cercou. Não, ainda não era a hora exata para que ela soubesse... mas afinal, quando seria?
O tempo passou e eles almoçaram. Os mutantes limitaram-se a perguntar como Linus se sentia, pois, aconselhados por Xavier, acharam melhor não questionar sobre os acontecimentos.
Terminada a refeição, ele passou a tarde atormentando Kurt e Kitty, mas na maioria das vezes sendo ele o alvo das provocações. Era inútil negar que as brincadeiras realmente tinham fundamento, mas ninguém parou para pensar nisso.
Na hora da janta, que saíra bem cedo, Linus estava bem melhor, quase não se lembrava mais do dia anterior.
Por volta das sete horas, subiu as escadas do Instituto.
Chegando em seu quarto, jogou-se na cama, logo em seguida sentindo uma imensa dor em suas costas. Instantaneamente, saltou para o chão, rolando e amaldiçoando tudo o que conhecia.
Quando levantou-se, viu o que causara sua dor: um livro estava em sua cama. Rapidamente, abriu-o.
Dentro dele, havia um pequeno recado:
'Espectro,
Seu pai, como um assumido anti-mutante, já não pertence mais a este mundo. Devo admitir que era esperto, muito esperto, mas comete um grave erro com relação a mim. Abusar da tecnologia metálica tem seus preços...
Este era o diário de seu pai, onde ele expressa toda a raiva que sentia pelos mutantes... Faça bom proveito dele.
Se os humanos estão contra nós, não esperarei por um ataque, não ficarei parado. Espero que você também não fique.
O que dizem seus amigos? Me condenam por eu ser mais sensato que eles? Diga-me, o que você pensa sobre isso?
O bem e o mal... a distância entre os dois não existe, não existe o bem nem o mal, tudo depende do seu ponto de vista, meu jovem. Um lado sempre vence e outro sempre sai perdendo... O que me difere dos seus amigos é que eu não aceito perder, não ficarei quieto enquanto os humanos nos desprezam e nos rejeitam... Uns dizem que estou do lado certo, outros... que sou maléfico. Resta saber uma coisa... de que lado você está?
Magneto'
"Droga" Com raiva, fechou o livro com a carta dentro e lançou-o no fundo de seu armário. Jogando-se novamente em sua cama. Quase conseguira esquecer aquilo... por que tinha que relembrar?
Por mais que fosse um assassino, por mais que o odiasse, Neil ainda era seu pai. Não adiantava dizer que não se importara com sua morte, porque seria mentia... mas não estava tão magoado quanto deveria estar... Talvez por que depois de tudo o que tinha ouvido, nada mais fosse surpresa... não, não era isso, era algo mais... Sentía-se aliviado por sua morte, satisfeito. Neil Fletcher tinha tido o que merecia.
E foi assim que mais e mais idéias conflitantes entraram em sua mente. Para seu alívio, ouviu uma batida na porta antes que tirasse conclusões precipitadas. Moveu sua sombra até ela, abrindo-a e revelando Vampira.
"Então fugiu da enfermaria para descansar no quarto?" Disse ela, enquanto sentava-se a seu lado.
"É diferente..." Ele respondeu, encostando-se no travesseiro para sentar.
"O que ele fez para você?"
"Quer mesmo saber?"
"Só se quiser me contar" Ela sorriu para ele, mas ele não devolveu o sorriso.
Se havia alguém no Instituo além de Xavier em que Linus confiaria a própria vida, esse alguém era Vampira. Por esse motivo, ele explicou tudo o que lhe fora dito, tudo o que ocorrera desde sábado até aquele exato momento, inclusive sobre o diário que Magneto lhe entregara e o bilhete. A única parte omitida foram seus pensamentos, os quais mesmo ele estava confuso.
Para sua surpresa e alívio, Vampira não pareceu apavorada. Pelo contrário, apresentava o mesmo olhar compreensivo de Xavier. Claro, estava chocada como ele estava, mas aparentava tranqüilidade.
"Deve ser difícil..." Disse ela.
"Pra mim não, mas para Mirela será."
"Ela vai entender... cedo ou tarde terá de entender."
"Mesmo que entenda, mesmo que não me culpe pelo que meus pais fizeram... O que ela pensa, o que ela sente... isso jamais irá mudar quando descobrir, sabendo que o sangue do algoz de seus avós corre em minhas veias..."
"E desde quando liga para o que os outros pensam?"
"Desde que cheguei aqui. Eu não ligo para o que pensem ou falem de mim mundo a fora, mas aqui é diferente. Vocês são meus amigos, minha família."
Um silêncio pairou sobre o lugar. Vampira procurava um modo de consolá-lo, mesmo sabendo que não era disso que ele precisava. Na verdade ela sabia, ele precisava de tempo... e paciência.
Ele abaixou a cabeça e, quando levantou-a, de uma forma magnífica, que Vampira não pôde explicar como, sua expressão pareceu mais animada. Havia um sorriso em seu rosto e seus olhos transmitiam novas idéias.
"Você tem um violão, não tem?" Perguntou ele.
"Sim, mas--"
"Beleza, eu vou pegar."
Antes que pudesse dizer algo, ele já havia desaparecido pelo corredor. Ela pareceu não entender o que havia acontecido. Era incrível como Linus era capaz de mudar de humor tão facilmente... era como se ele fosse como quisesse, se sentisse como quisesse... essa era uma de suas qualidades que Vampira passara a apreciar nos últimos dias.
Pouco depois, Linus volta com o violão em mãos, rapidamente voltando a sua cama.
"Linus, o que--" Ele estendeu o instrumento, oferecendo-o a ela. "Ah, não..."
"Anda, Vampira, eu quero ouvir..." Ela riu e acenou negativamente a cabeça, logo após abrindo a boca para falar. Sabendo o que ela iria dizer, Linus antecipou-se. "Ei, e sem essa de que você num sabe, ouço todos os dias."
"Nah, você primeiro."
"Tudo bem, mas você não escapa dessa, garota." Ele ajeitou o violão para si, tornando a olhá-la. "Esta é pra você."
Vampira sorriu para ele, esperando pela música.
Linus começou a assobiar melodicamente, acompanhado pelo som do instrumento que tocava. Sem dúvida havia talento ali. Pouco tempo depois, sua voz apareceu, cantando ao ritmo desejado.
"Shed a tear 'cause I'm missing you
(Derramei uma
lágrima, pois estou sentindo sua falta)
But, I'm still alright to smile
(Mas eu ainda continuo bem para sorrir)
Girl, I think about you every day now"
(Garota, eu penso em você todo dia agora)
Vampira pareceu imensamente feliz, era uma linda música, sempre a apreciara.
"Was a time when I wasn't sure
(Era um tempo que eu não
tinha certeza)
But you
set my mind at ease
(Mas você acalmou minha mente)
There is no doubt you're in my heart now"
(Não há duvida, você está em meu coração
agora)
A melodia era calma e romântica. Linus a tornava ainda mais encantadora, como se dissesse do fundo de seu coração.
"Said, 'woman, take it slow and it'll work
itself out fine
(Eu disse: mulher, pega leve, tudo vai se
resolver bem)
All we need is just a little patience'
(Tudo que precisamos é só de um
pouco de paciência)
Said, 'sugar, make it slow and we'll come
together fine
(Eu disse: doçura, leva na manha e vamos ficar bem juntos)
All we need is just a little patience'"
(Tudo que precisamos é só de um pouco de paciência)
Vampira estava realmente encantada com a cena que presenciava. Seus olhos brilhavam, carregados de lágrimas que não caíam, mas não estava triste, estava emocionada, comovida com a música que lhe fora dedicada. Sentiria-se uma completa idiota se não soubesse o por quê de estar tão feliz por tão pouco... mas ela sabia por que.
"I sit here on the stairs 'cause I'd rather
be alone
(Eu sentei aqui nas escadas, pois quero ficar sozinho)
If I
can't have you right now, I'll wait, dear"
(Se eu não puder te ter agora, eu esperarei, querida)
Ao mesmo tempo, perante a um estado aparentemente frágil de emoção, havia um conflito de idéias. Se por um lado estava em uma felicidade boba, sentia-se triste por amar alguém...
"Sometimes
I get so tense, but I can't speed up the time
(Às vezes, eu fico tão tenso, mas eu não posso
acelerar o tempo)
But you
know, love, there's one more thing to consider"
(Mas você sabe, amor, há mais uma coisa para considerar)
Queria ir correndo abraçá-lo, dizer o que sentia, sentir o calor de um beijo, de um abraço. Será que algum dia estaria livre para amar?
"Said, 'woman, take it slow and things will
be just fine
(Eu disse: mulher, pega leve, as coisas vão
ficar bem)
You and I'll just use a little patience'
(Você e eu só temos que ter um pouco
de paciência)
Said, 'sugar, take the time cause the lights
are shining bright
(Eu disse: doçura, não se apresse,
pois as luzes estão brilhando)
You and
I've got what it takes to make it
(Você e eu temos o que precisamos pra
fazer)
We won't fake it, oh, I'll never break it
(Nós não falharemos, eu nunca romperei)
Cause I
can't take it'"
(Pois eu não posso agüentar)
"Isso é lindo, Linus..." Foi o que conseguiu dizer enquanto o rapaz tocava o solo no violão. Ele estava feliz e satisfeito como sempre, ela, encantada como nunca.
"Little
patience, mm, yeah, mm, yeah
(Um pouco de paciência, sim)
Need a
little patience, yeah...
(Precisamos de um pouco de paciência)
Just a
little patience, yeah...
(Só um pouco de paciência)
Some more patience, yeah..."
(Um pouco mais de paciência)
Ela não sabia, mas alguma coisa, lá no fundo, lhe dizia que tudo daria certo, não importasse o quão difícil fosse.
"I've been walking the streets at night
(Eu
estive caminhando na ruas à noite)
Just tryin' to get it right
(Tentando
apenas acertar)
It's hard to see with so many around
(É
difícil ver com tantos por perto)
You know, I don't like being stuck in the
crowd
(Você sabe que eu não gosto de ficar preso
na multidão)
And the streets don't change but, baby, the
names
(E as ruas não mudam, mas, baby, os nomes)
I ain't got time for the game
(Eu não
tenho tempo para o jogo)
'Cause I need you yeah, yeah, but I need you,
ooh...
(Pois eu preciso de você, sim, sim, mas
eu preciso de você)
I need you, ooh...
(Eu preciso de você)
I need you, ooh...
(Eu preciso de você)
This time..."
Desta vez
Sim, podia sentir isso... algum dia, por mais tempo que demorasse... tudo daria certo.
N/A:
Eu iria dividir este cap. em dois, mas achei melhor assim, até porque o
título encontrado serve para o cap. todo, para Linus e Vampira e para a
música. A música tocada por Linus é "Patience" do Guns N' Roses.
Próx. cap. os outros personagens voltam, este teve que ser mais focado mesmo, não teve jeito.
Saem Neil e o passado de Linus, entram a mutação de Vampira e a reação de Mirela...
