N/A: Num deu pra mim postar ontem o capítulo, mas estou passando para deixar minha marquinha semanal xD Vamos logo com isso:


Capítulo 13 – Não pergunte...

--Baque!—

Kurt aparecera perto de Linus e Vampira, e os dois, num susto, se separaram imediatamente, esperando que o alemão não tivesse visto a cena.

"Argh, finalmente cheguei! Se soubessem o quanto essas viagens de, hmm, teleportes curtos cansam..." Kurt passava a mão na cabeça, cansado. Logo depois, ao notar que os dois estavam no chão, bem próximos, levou as mãos ao rosto, em sinal de desespero. "Meu Deus, memataagorapramimnummorrerapanhandodaKitty..."

Sem entender o surto do garoto, Linus aproveitou para levantar-se, ajudando Vampira a fazer o mesmo. Suas roupas estavam cheias de grama, e ele as limpou.

Era incrível como Kurt escolhia as horas mais inconvenientes para aparecer... Mas Linus não sabia se ficava irritado ou aliviado com isso. Se por um lado ele tivesse atrapalhado, por outro, lembrava-se das palavras de Mirela.

Ele tinha se esquecido de tudo, Vampira o tinha feito esquecer, como sempre fazia. Podia estar louco, porém, por uma boa causa. Valia a pena correr o risco. Tudo o que existia, toda a situação... tudo parecia tão... pequeno diante do que sentia. Quantas vezes quis levar isso adiante, dizer tudo o que pensava, o que sentia? Quantas vezes... perdeu-se, pensando no problemas, mas sem deixar de estar feliz, apenas por estar a seu lado? Na verdade, não conseguia pensar, nem agir... era como se nada existisse... além dos dois.

"O que foi, Kurt?" Perguntou Vampira, como se nada houvesse acontecido.

"E-e-eu... errrr... esquece" Ele desaparece imediatamente. Segundos depois, no entanto, ele volta. "A propósito, a galera ta morrendo, a janta vai sair cedo, não demorem" E fumaças novamente o substituem.

Sem dizer mais nada, Linus troca um olhar significativo com Vampira, só então puxando seu cavalo pelas rédeas, guiando-o de volta ao estábulo.

Assim que ele se distanciou, Vampira suspirou, não sabendo se deveria ficar feliz ou triste com aquilo. Sem querer super-valorizar o momento, ela tratou de rapidamente levar o animal para dentro, como Linus fazia.

A conversa não fluiu a partir daí, não era preciso dizer nada. O que era duvidoso, tornou-se certo e, o que já era certo, tornou-se excessivamente óbvio. Isso de certa forma era incômodo, dando-se as circunstancias... Eles não ficaram totalmente mudos no caminho de volta, mas faziam comentários curtos, seguidos de um longo silêncio.

-Instituto Xavier-

--Baque!—

Kurt aparecera na sala, onde, no exato momento, só restava Kitty. Por estar acostumada com isso, ela não se surpreendeu.

Desesperado, ele contou tudo o que tinha acontecido.

"KURT!" Ela deu um berro, que, sem dúvida, chamou a atenção de toda a mansão. "Só num te mato porque, tipo, eu to quase morrendo. O que você pensa que estava fazendo?"

"Eu fui levar um recado, oras" Kurt tapava os ouvidos com as mãos.

"E o que poderia ser tão importante--"

"Sei lá."

Ela lançou-lhe um olhar ameaçador. Aparentemente, sua gripe havia passado em instantes.

"Eu num lembro, Kitty, esqueci por causa deles."

Kitty revirou os olhos. "Eu realmente estava certa quando disse que, tipo, você é o maior estraga prazeres que o mundo já viu."

"Ah, qual é..."

"Quer saber? Acho que eles não precisam de nossa ajuda."

"Não?" Kurt erguia uma sobrancelha.

"Desse jeito, não. Eles vão muito melhor sem a gente. Tipo, nós só atrapalhamos, eles se viram muito bem sozinhos."

"Foi isso o que eu sempre disse!"

"Nem vem, Kurt, tipo, você é quem mais atrapalha..."

"Grande coisa. Além disso, amor, eu sou o salvador da pátria."

"Vamos esquecer isso, ok?"

"Ótimo."

"Perfeito." Eles se beijaram, como complemento à fala.

Kitty riu, lembrando-se do que ele disse.

"Salvador da pátria..." Ironizou ela.

"Claro, imaginem... X-Men: O Filme, estrelado por Kurt Wagner, o Noturno!"

"Sonhar é bom, Kurt."

Kurt sentou-se ao lado de Kitty, tentando prestar atenção no que estava assistindo. Era um documentário.

"Você ta assistindo isso?" Ele encarou-a, fazendo careta. Ao que ela confirmou, ele prosseguiu. "Isso explica o vazio da sala."

"Esse é interessante, Kurt."

"Sobre o que?"

"Assista e descubra." Ela sorriu.

Falava sobre o universo, suas constelações, planetas, etc. Kitty não era do tipo de ficar parada, principalmente para assistir a um documentário... tudo bem que estava esfriando, ela estava gripada, o Instituto estava um tédio, tinha uma aglomeração em torno dela antes disso, Kurt tinha acabado de voltar... mas isso não era motivo para tanto... Ou era?

Tudo o que Kurt sabia era que Kitty definitivamente era estranha. Ele a amava do mesmo jeito, ou, talvez, isso fizesse parte das razões. Ele se sentia aliviado sabendo que, com ela, jamais viveria um romance meloso, sempre haveria coisas novas a fazer... e ela corria atrás disso.

"Desliga isso, Kitty, você nem gosta..."

"Quem disse?"

"Tudo bem, você que sabe... mas depois não diga que eu não avisei, você num dura nem mais dez minutos aí."

Kurt deu uma cambalhota no ar, aparecendo na quadra de esportes, onde participaria do final de uma pequena partida.

Como dito, Kitty não agüentou ficar muito mais tempo ali, logo subindo para seu quarto. Lá, começou a andar de um lado para o outro, a procura do que fazer. Foi deste modo, passando de um cômodo para outro, que esperava o tempo passar, juntando-se, finalmente, com o resto das garotas... muita conversa foi jogada fora, e elas se divertiam com isso.

Quando Vampira e Linus chegaram, não houve muito o que fazer. Cada um foi para um lado, depois tomaram um banho, como todos os que terminavam o jogo, é claro. Foi uma enorme fila e, quando ela finalmente acabou, o jantar foi posto à mesa.

Ororo tinha cozinhado, ajudada por Hank. A comida era farta e aparentava ser bem saborosa... certamente, seria um grande presente para as jovens barrigas vazias, que agradeciam depois do longo dia.

A mesa de jantar era extensa, dando lugar a todos os estudantes. No entanto, dois lugares ficavam vazios, deixando-a incompleta.

Assim que todos se sentaram, começaram a se servir.

"Passa o sal, Ray?"

Ray não o fez, olhando para Roberto. "Mesma distância, amigo".

Roberto bufou. "É nessas horas que a Jean faz falta..."

Obviamente, não só nessas horas, mas sempre.

Jamie bateu no peito, fazendo com que duas réplicas aparecessem, ocupando o lugar de Jean e Scott. Em cada prato, pôs uma coisa diferente, na esperança de experimentar de tudo.

Bobby reclamou que o refresco estava quente, o qual certamente não estava. Com o dedo indicador, criou três cubos de gelo, que caíram sobre o líquido.

Do outro lado, Amara assava a carne, que, a seu ver, estava mal-passada.

Todas aquelas cenas não eram raras de se ver... aliás, eram bem comuns. O poder de cada mutante fazia parte do dia-a-dia, e eles adoravam quando estes lhe eram úteis...

Após a janta, eles se dispersaram por um tempo, até que, novamente, se reuniram na sala, assistindo a um filme... péssimo filme por sinal.

Logo na metade, parecia que não acabava, e, somado ao tempo e ao cansaço, não tardou para que a maioria caísse no sono...

Quando finalmente se levantaram, os créditos subiram sem dó nem piedade.

Já era tarde, muito tarde. Cada um subiu para seu respectivo dormitório, criticando o filme até o último momento, mesmo sem lembrar do começo, meio e fim.

Quando a mansão ficou deserta, Linus não saiu da sala. Ele estava debruçado sobre a janela, olhando para a lua ou saiba-se lá aonde... provavelmente, nem ele sabia. Estava simplesmente ali, sem sono, sem o que pensar, sem o que fazer...

Estava iluminado apenas por uma lâmpada, não queria acordar ninguém... nem ao menos sabia por que estava ali.

"Perdeu o sono, Linus?" Era Vampira quem se aproximava, parando a seu lado, ficando apoiada na janela, mas virada para ele.

"É..." Disse ele, sem se virar para encará-la.

"Escuta, sobre hoje--"

Ele a cortou. "Você alguma vez já... correu um grande risco?" Ele virou-se.

"Muitas vezes..."

"Mas, sem saber o que pode acontecer? Sem se importar com o que pode acontecer?"

Ela não entendia o por quê da pergunta. "Linus, o que--"

"Vampira... eu não me importo com o que pode acontecer." Ele olhou-a no fundo de seus olhos, firmemente.

Como aqueles olhos eram encantadores... eram complexos, cheios de vida... tinham certa força, mas eram sutis... carregava muito amor... e muito ódio também... passavam determinação, seguida de incertezas... medo, mas segurança... sofrimento, mas orgulho, satisfação... Era um olhar que expressava tudo o que ela podia sentir... tudo o que ela era, tudo o que as pessoas podiam ver... e mais um pouco. Não um pouco, muito mais.

Com a mão, tratou de ser cuidadoso, retirando uma mecha que cobria aquele belo rosto. Com um passo, aproximou-se. Com outro gesto, passou sua mão pelo cabelo da garota, parando na nuca para que, delicadamente, a trouxesse para perto...

Ele inclinou levemente seu rosto, com os olhos semi-cerrados... Como se isso a contagiasse, ela repetiu o ato.

Assim, perante à lua e às estrelas, na doce e calma luz da noite, ele a beijou.

Seus lábios não pouparam esforços para demonstrar tamanho amor, tão pouco deixaram de aproveitar cada segundo daquele momento. Seus olhos se fecharam automaticamente, captando aquela sensação ao máximo.

Se o beijo era intenso fisicamente, era inimaginável como sentimento. Era algo único, insubstituível... doce como mel, delicado como porcelana, esplendido e indescritível como a vida.

Cada segundo era como se fosse um eternidade em suas mentes... em seus corações. Estavam em outro mundo, aquilo era o paraíso, onde nada, nem ninguém, estaria no caminho. Porém, quando, relutantemente, se separaram, havia sido pouco. O tempo, que antes eterno, parecia ter sido curto... como tudo o que é bom acaba, acabou, e eles desejaram, com todas as forças, que jamais tivessem parado.

Lentamente, ela abriu os olhos, vendo-o fazer o mesmo. Tocou os lábios, não contendo sua emoção.. Sorria para si.

Há quanto tempo... há quanto tempo não esperava por um beijo, um simples e mero contato... Não, não simples... significava tanto... tanto que não podia explicar...

Alguém que fora condenada a amar sem saber o gosto de um beijo... mas agora ela sabia. Não havia palavras para descrever aquilo... era... divino.

"Linus... como você--"

"Shhh, não pergunte, aproveite." Ele sorriu beijando-a mais uma vez.

Como se compensassem o tempo perdido, trocaram inúmeros beijos, um mais perfeito que o outro... um mais apaixonado que o outro.

Depois, ela o abraçou. Foi o melhor abraço que já teve. Sua cabeça descansava no ombro de Linus, seus olhos, novamente cerrados, ainda revendo tudo o que acontecera.

"Eu te amo, Vampira" Ele beijou-a na cabeça, sorrindo.

"Eu também, Linus, eu também..."

Eles ainda ficaram abraçados por um bom tempo... Aquilo era tão bom... ali, no calor de um abraço, tudo o que era tão complexo tornava-se tão... simples.

"Hey" Linus sussurrou e ela ergueu a cabeça para encará-lo. Mesmo não querendo, ele continuou. "Está tarde, acho melhor irmos dormir antes que alguém encha o saco." Ele sorriu.

"...é."

"Boa noite... durma bem."

"Melhor não poderia ser." Ela sorriu, ao que ele fez o mesmo. "Boa noite."

Eles trocaram mais um beijo apaixonado, então se separaram... Vampira, lutando até o último segundo para não largar de sua mão, passou a subir as escadas.

"Te amo." Disse Linus, enquanto via a distância entre eles aumentar.

Ela sorriu, mandando um beijo, e voltou a subir, antes que desistisse de fazer o mesmo...

Assim que ela se foi, Linus apagou a luz e se jogou no sofá, com as mãos na cabeça. Ele tinha um enorme sorriso no rosto, os olhos perdidos, sonhando acordado...definitivamente, aquele era o seu lugar.


N/A: E aí está! O tão aguardado momento chega! O que acharam? Apesar de tudo, eles se acertaram :D

O problema, é que talvez eu demore mais para postar, porque essa semana eu ainda viajo e minha criatividade está em baixa T.T por isso, se tiverem alguma idéia para a fic é só falar, meus ouvidos estão prontos para qualquer coisa... Ah, uma fórmula mágica para inspiração também serve, ok? xD

Até a próxima, desejem-me sorte, cabeça vazia é uma desgraça x.x