Título da Fic: Por Estranhas Razões

Título do Capítulo: Amantes

Autor: Marck Evans

Betas: Lili e Ivi (brigadão, lindas!)

Censura: NC17

Desafios da Fic: № 9 (Antigos) e №3, 31, 55 e 85 (Novos)

Desafios desse capítulo: № 9 (Antigos)

Gênero: Romance e Angst.

Par: Harry Potter e Draco Malfoy

Disclaimer: A JK criou os personagens, mas o conceito dela de fazê-los se divertirem inclui apenas enfrentar bruxos das trevas e morrer. Eu pego os coitados emprestados para que eles possam ter outro tipo de diversão. Não ganho grana com isso, mas, em compensação, eu ganho o prazer de conhecer outras pessoas tão pervs quanto eu. :))

Resumo: De formas diferentes, Harry e Draco amadurecem durante a guerra. E eles têm razões muito estranhas para se aproximarem.

Fic escrita para o festslash do potterslashfics

Por Estranhas Razões

Capítulo III - Amantes

Harry olhava o rosto adormecido de Draco, dividido entre um leve arrependimento e a satisfação que a noite junto com o outro garoto lhe trouxera.

Se fosse para ser justo, ele não deveria ter usado as fantasias que Draco tinha com ele para seduzi-lo. Mas o mundo não era justo e Harry estava se sentindo perdido demais para se preocupar realmente com o outro.

Não era estranho que justamente Draco fosse o único a perceber Voldemort dentro dele. Só alguém cuja mente fora devassada por Riddle durante a cerimônia de sujeição, na qual o bruxo era marcado como se fosse gado, reconheceria as marcas mentais deixadas pelo maldito depois do confronto.Talvez Snape também pudesse ver, mas ele ainda estava sendo mantido inconsciente.

Fechou os olhos e respirou fundo, afastando da mente as memórias da infância do ex-professor que afloravam sem controle.

Desde o confronto, Harry vinha travando uma batalha solitária contra as memórias absorvidas. Intuitivamente, sabia que se vacilasse um instante seria tragado por elas e se perderia naquela confusão de muitas vidas.

Havia muita dor naquelas lembranças. Especialmente nas que envolviam Voldemort. Tudo que se relacionava a Riddle era sujo, cruel e doloroso. As mortes, as torturas, as violações, a Magia Negra se mesclavam ao prazer que ele sentia nessa imundície toda.

Nos primeiros dias, Harry revivera as cenas sem nenhum controle, e as que vinham mais fortemente eram as da morte de seus pais. Fora quando, mescladas à outras cenas, surgiram as imagens das fantasias de Draco. Harry ficou tão surpreso ao se ver dentro da imaginação do outro bruxo em cenas de sexo, que conseguiu se desvincular do caleidoscópio de imagens descontroladas.

A princípio, ele começou a investigar as fantasias de Draco com ele por pura curiosidade. Apenas para manter a mente longe das cenas dolorosas. Além disso, admitia ser lisonjeiro saber que boa parte do problema de Draco em relação a ele eram complexo de rejeição e tesão mal resolvidos. Depois, Harry começou a achar excitante. Não pretendia fazer nada em relação a essas fantasias, mas a oportunidade se apresentara de uma forma irrecusável. E, só depois de transar com Draco, tivera as primeiras horas de sono realmente reparador desde que duelara com Riddle.

Mesmo assim, ele já estava acordado há horas, lutando contra a própria mente, e vendo Draco dormir.

No peito e nos braços do outro bruxo havia linhas finas. Harry supunha serem fruto do dia no qual se enfrentaram no banheiro da Murta. Mesmo não querendo admitir, naquele dia, Harry se comovera com a solidão de Draco. Se o sonserino não o tivesse atacado... Não. Essa não era uma realidade possível. Era apenas um desejo bobo, provocado pelas memórias de Draco mescladas com as que Harry tinha dele, compondo um quadro de solidão.

Harry não queria se envolver. Essa noite fora apenas uma experiência para os dois. Ele conseguira relaxar e Draco tivera uma fantasia realizada.

Pronto. Era só isso. Era hora de mandá-lo de volta para o quarto. Harry nem queria imaginar o escândalo da mamãezinha do Belo Adormecido, se soubesse onde ele passara a noite. Levou a mão para sacudir Draco, mas, no meio do caminho, mudou de idéia e acariciou os cabelos que caíam sobre o rosto dele.

O leve movimento de Draco fez Harry sorrir. Talvez fosse útil relaxar mais um pouco, e havia outras fantasias que eles ainda não realizaram. Deitou-se na cama e puxou Draco para seu peito, sentindo-o acordar lentamente.

Draco acordou nos braços de Harry e, quando deu por si, viu-se, deslizando a mão no peito nu do outro, no que poderia ser considerado uma carícia lenta.

-Potter?

-Hummm?

-Você já havia feito isso antes?

-Não. E você?

-Não com outro homem.

-Então, enquanto estava tentando matar Dumbledore ainda achou tempo de levar a Parkinson para a cama?

Potter tinha a sensibilidade de uma mantícora. Draco levantou-se aborrecido, resolvido a voltar para o próprio quarto.

-Eu não te dei permissão para sair, Draco.

Ele gelou. A voz de Potter estava novamente alguns tons mais graves, e Draco sentiu-se novamente subjugado, exatamente como fantasiara. Merda! Potter sabia demais.

Lentamente, ele voltou para cama e gostou quando Potter o puxou para perto. Mas não ia ceder tão facilmente assim.

-E no seu caso? A namoradinha não quis dar para você? – Contra atacou.

-Na verdade, eu nunca tentei.

A forma displicente como Potter era honesto com ele, assustava Draco, e o fazia se perguntar o que o outro tinha visto na mente do Lorde para estar tão calmo.

Potter o fez deitar-se de costas na cama e sentou-se, observando-o com atenção. Draco sentiu-se exposto aos olhos do outro bruxo. A sensação de vulnerabilidade era intoxicante.

-Você está bem? – À medida que falava, Potter descia a mão pelo seu corpo.

-Estou.

-Dói alguma coisa?

A mão de Potter, brincando de circular seu umbigo, estava deixando-o sem fôlego.

-Não. – Diante da expressão incrédula do outro, Draco resolver ser mais claro. – Só um pouco. Como você... Oh, Merlin! Como você sabia o que fazer?

-Memórias. Voldemort retém a memória de centenas de pessoas. E, agora, eu também. – Potter deitara-se sobre ele, beijando-o no pescoço. - Inclusive as suas, e as memórias dos seus desejos. Descobri que há muita coisa interessante para se fazer na cama com você.

-Chama-se sexo.

-Sério? Achei que se chamasse "Possuir e Dominar Draco Malfoy". – Potter segurou os pulsos do outro de encontro ao travesseiro. – Você é meu agora, como sempre quis ser.

-Eu odeio ter alimentado essas fantasias.

-Mentiroso. – Potter dedicou-se a beijar o peito de Draco, descendo a boca cada vez mais.

Sim, era mentira. Ele acalentara essas fantasias por anos e se desesperara quando o Lorde as havia visto durante a iniciação.

Já naquela época, sabia haver despertado a desconfiança de seu senhor e tentara, com todo afinco, fazer o Cicatriz pagar por tê-lo feito parecer débil aos olhos do Lorde. E agora, contra toda lógica desse mundo, ele estava na cama de Potter.

Sentiu o Cabeça-Rachada passar a língua pela ponta do pau, antes de engoli-lo. Draco se lembrava desse devaneio. Sabia o que viria a seguir e se deixou levar. Era uma boa utilidade para o Potinho: realizar algumas fantasias inofensivas. Pelo menos assim, ele conseguiria dormir melhor.

drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry // drarry //

Deitado no escuro, Harry chegou a uma conclusão: que a vida ficava realmente mais interessante quando não se pensava demais antes de ir atrás do que se desejava, e um pouco de falta de bom senso tinha suas recompensas. Ele poderia ainda estar tendo insônia e pesadelo, mas escolhera a melhor solução para combatê-los. Não só retivera Draco em sua cama na primeira noite até quase o dia amanhecer, como também ordenara a ele voltar na noite seguinte, quando todos estivessem nos quartos. E na seguinte, e na outra, e em todas as noites dos meses que levou escondido ali, tentando se reencontrar no caos da sua mente.

No início e por um longo tempo, era só sexo e provocação mútua. Depois, eles conversaram um pouco. Generalidades a princípio, depois alguns assuntos pessoais, não muito íntimos. E continuaram a fazer sexo e a se provocar.

Harry tomou consciência de que já sentira atração por outros homens antes e escondera esse sentimento no fundo da mente. Mesmo não externando a sua opinião, ele concordava com Draco que o sexo da pessoa era irrelevante, pelo menos para ele.

O que há três meses o teria enchido de confusão e medo, hoje não lhe causava nenhuma comoção.

Em algum momento durante a luta contra a personalidade de Voldemort, Harry se conformara a não ser mais o mesmo de sempre. Aceitara não haver mais volta depois de ter visto tudo o que viu, aprendido o que aprendeu. O único assunto sobre o qual ele se recusava a pensar era o que ele realmente sentia por Draco.

Mesmo quando esses sentimentos confusos obrigaram-no a fazer vir o sonserino menos de uma semana depois que voltara a Grimmauld Place.

Sentira falta dele. Das noites de sexo, mas também das noites nas quais apenas dormiam juntos. E, por causa disso, arrumara desculpas furadas até trazer Draco para perto.

Ron não parecia confortável com Draco ali, e os dois se evitam ao máximo. E não era o único. Hagrid tinha sérios problemas em aceitar Snape, mesmo depois da intervenção do retrato de Dumbledore. Haviam sido gastas muitas horas de conversa até que o velho diretor e Harry conseguiram fazer os membros da Ordem concordarem com a presença dos dois na sede. Ainda assim, Harry não tinha muita confiança de que Draco ou Snape não estariam propensos a sofrer algum acidente. Só a urgência da luta contra Voldemort os obrigava a uma relativa cooperação.

Durante parte do tempo no qual Harry estivera afastado, houvera uma redução no número de ataques. Aparentemente, Voldemort também não sairia incólume, mas, no último mês, o número e a crueldade das ações dos Comensais vinha aumentando.

Era hora de fazerem alguma coisa, antes que Riddle encontrasse forças o suficiente para criar outra horcrux. E Harry sabia exatamente como montar a armadilha e trazer Voldemort para fora do ninho. Complicado seria implantar o plano sem os outros perceberem e tentarem impedi-lo de servir de isca.

Mas isso ficaria para amanhã. Hoje ele tinha outros planos.

Antes mesmo da porta se abrir, Harry já o pressentira. Draco entrou, fechando a porta rapidamente. Ficou parado, encostado à parede, até Harry abrir espaço para ele na cama. Só então aproximou-se:

-Snape sabe que eu estou aqui.

- Coitado, vai ter de conviver com a idéia.

-A ironia não te cai bem, Potter. – Draco deitara na cama ao seu lado. – Você não se preocupa com a possibilidade dele contar para alguém?

-Seria um escândalo. – Harry riu ao imaginar as possíveis reações. – Mas, não. Não me preocupo com isso.

-Você é louco, Potter.

Harry girou na cama e enfiou a mão por dentro da camisa de Draco.

-E você é um exemplo de sanidade mental.

Aparentemente Draco não tinha resposta, pois ele limitou-se a beijar Harry. Ou talvez ele também estivesse sentido falta de sexo, depois de uma semana afastado.

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Potter era um bastardo, filho da puta, irritante, desgraçado e canalha. Até aí, nenhum problema para Draco, ele sempre soubera disso. A grande merda era que, agora, ele não conseguia dizer não ao Cabeça Rachada.

Ele e Narcissa mudaram-se oficialmente para a antiga casa dos Black. Ela parecia encantada em voltar à mansão. Problema dela. Draco não tinha nenhum parentesco com ela, ou com a antiga e venerável família que se acabaria na mulher do lobisomem.

E essa era a menor das razões por que Draco não queria estar ali. No entanto, ele dissera sim ao Potinho. E estava aturando milhares de Weasley, Narcissa em estado de êxtase com a casa - que ela tentava ignorar agora pertencer ao Cicatriz - sem falar nos mestiços, meio gigantes homicidas, sangues-ruins e o elfo louco que Potter, o sacana filho da mãe, colocara à sua disposição. Ele devia ter desconfiado que havia algo errado com o tal Kreacher logo de cara. Mas não. Ele dissera sim, outra vez.

E dissera sim também quando Potter perguntara se ele queria ser útil e, agora, tinha de passar os dias fazendo poções com Snape e seu excelente humor.

Tudo isso porque o bastardo, filho da puta, irritante, desgraçado, canalha, sacana e nojento Potter trepava bem para caralho. E Draco detestara dormir sozinho depois que o inútil voltara para sua romântica batalha contra as forças do mal.

-Malfoy, pára de estragar essas ervas. Se tiver algum problema com Potter, resolva na cama de vocês. Agora, concentre-se no que está fazendo.

Snape precisava comer alguém, ou ser comido, com urgência. Prudentemente, Draco desviou os olhos, o morcego velho era mal amado, mas muito bom em legimância.

E ele não tinha nenhum problema com Potter. Aquela Weasley vagabunda é que teria se não parasse de se insinuar para o Cicatriz. Droga de feriado de Páscoa. A vadiazinha podia voltar logo para Hogwarts.

Acrescentou as pernas de aranha no caldeirão e mexeu cinco vezes no sentido horário. Mais uma poção medicinal!

Potter estava tramando alguma coisa. Ele estava estocando poções medicinais, e Draco vira os gêmeos Weasley entregando um pacote escondido para ele.

Se Potter estava mesmo planejando alguma coisa e não falava com ninguém, era porque tinha algum plano estúpido, arriscado e sem sentido.

Além disso, ele dera para falar de assuntos que Draco não queria ouvir. Principalmente sobre Narcissa.

Já era horrível demais saber que era filho de uma trouxa, Potter ainda tinha de ficar falando sobre Narcissa. Não era filho dela, e pronto.

E não estava nem aí se ela sofria com seu afastamento. Fora ela quem mentira para ele por dezessete anos, para depois contar toda sua humilhante história na frente de Snape e Potter. Que se danasse, ela com sua mágoa.

Ele não sentia falta. Não era um bebezinho para sentir falta dela. Potter estava louco.

O pior era o trapaceiro tocar nesse assunto quando estavam deitados juntos. Ele vinha de mansinho, aninhando Draco no ombro, falando de outras coisas, e, de repente, Narcissa surgia na conversa. E quando Draco tentava se afastar, Potter não deixava. Mudava de assunto e o puxava para perto de novo. E Draco dizia sim. Sempre.

Apagou o fogo, para deixar a poção esfriar, e avisou Snape que iria subir para tomar um banho.

Subiu a escada rindo ao imaginar se fora à menção do banho que fizera Snape resmungar. Decidiu usar o banheiro do quarto do Potinho, para alguma coisa devia servir ter um caso com o sujeito.

Quando Draco saiu do banho, Potter estava sentado na poltrona obviamente esperando por ele.

Enquanto calçava os sapatos, Draco sentia o olhar do outro sobre ele. Assim que ficou pronto, Potter fez um gesto chamando o sonserino para se sentar no seu colo.

Draco obedeceu e se deixou abraçar.

Potter às vezes fazia isso: o segurava junto ao corpo por um longo tempo, em total silêncio. Nessas horas, Draco queria gritar com ele, dizer que não era para ser assim. Não era para ser tão bom ficarem abraçados em silêncio. Mas não tinha forças para se afastar e abraçava Potter de volta.

-Draco, você precisa falar com ela.

-Ah não! Narcissa de novo, não! - Draco levantou-se, furioso. - Deixe esse assunto em paz!

-Você sente falta da sua mãe. Eu posso ver isso.

Draco sempre fora muito ligado a Narcissa. Ele o mimava, ouvia, protegia de Lucius. Mas não. Ele não precisava dela.

-Ela não é minha mãe! – E tentou sair do quarto.

-Draco. – Era a primeira vez, desde o inicio do caso deles, que Potter levantava a voz.

Voltou-se para o outro bruxo, tentando suprimir todas as emoções do rosto.

-O que foi, Potter?

-Ela é sua mãe, sim. Ela cuida de você e realmente te ama. O que mais você quer? Não há laço de sangue que substitua o que aquela mulher é capaz de fazer por você, seu idiota.

-Acabou, Potter?

-E se ela morresse amanhã, sem você falar com ela apenas porque é um orgulhoso imbecil? Que merda, Draco! Do que você tem medo?

Draco saiu do quarto furioso. Potter o alcançou no saguão, onde o segurou pelo braço.

-Você não respondeu minha pergunta.

Quem aquele estúpido pensava que era? Draco perdeu de vez a paciência e se virou para o outro bruxo, gritando:

-Potter, o fato de você ser gostoso, e estar transando comigo não lhe dá o direito de me perguntar uma coisa dessas.

Ele viu os olhos do amante se fixarem em um ponto sobre seu ombro e, de repente, tornou-se totalmente consciente do silêncio ao redor deles.

Devagar, deu a volta até ficar de frente para a porta da cozinha, que alguém segurava aberta. Parecia haver uma multidão silenciosa lá dentro. Draco fechou os olhos por um instante, mas, quando tornou a abri-los, eles ainda estavam lá. Centenas de cabelos vermelhos, sua mãe - completamente pálida-, e o silêncio.

Ele sentiu Harry passar um braço sobre seu ombro.

-Vai ficar tudo bem, Draco.

Harry moveu-se de forma a ficar entre ele e os outros, mas Draco não conseguia tirar os olhos do rosto da mãe.

-Isso é verdade, Harry? – Era a voz da Granger.

-É.

Então, o tumulto começou. Draco distinguia palavras soltas: comensal, poção-do-amor, imperius, nojento, absurdo, cilada...

No meio do caos, Snape levou Narcissa para uma sala, e Draco sentiu Harry conduzi-lo para lá também.

Draco sentiu os braços de sua mãe o envolvendo.Só então Harry o soltou e virou-se para os outros:

-Chega. – Ele não levantou a voz, mas a aura de poder que se fez sentir foi suficiente para todos calarem a boca. – Não há poção nenhuma, feitiço nenhum, e minha relação com Draco não é nojenta, nem absurda e na verdade nem mesmo é da conta de alguém. Vocês são meus amigos e foram pegos de surpresa, por isso eu vou ignorar, dessa vez, esse tipo de comentário. Mas é bom pensarem bem antes de falar mais alguma coisa.

O coração de Draco batia acelerado. Nem em seus sonhos mais loucos ele imaginara que Harry fosse defendê-lo daquela forma. Vantagens de trepar com um sujeito metido a herói.

Lupin lançou-lhes um olhar compreensivo antes de começar a conduzir as pessoas em direção à cozinha com a ajuda do Weasley casado com a veela. Tonks e a francesinha saíram do estupor e ajudaram a tirar as pessoas dali. Mas Granger e o namorado ficaram.

Ela parecia magoada e confusa. Ele estava visivelmente furioso.

-Ron...

Weasley não ficou para ouvir, fosse o que fosse que Harry tinha a dizer. Saiu dali arrastando Granger.

De repente, Draco descobriu que não desejava isso. Não queria aquela expressão magoada nos olhos do Cabeça Rachada, e só não azarava Weasel naquele instante porque isso ia chatear Harry mais ainda.

Soltou-se suavemente dos braços da mãe e pôs a mão no ombro do outro garoto.

-Vai ficar tudo bem. – Sua voz estava calma, para sua própria surpresa. – No final, você sempre dá um jeito.

Harry o olhou com gratidão. Havia muita coisa a ser dita entre eles. Coisas que Draco ainda não se sentia pronto para entender, mas por hora eles só precisavam apoiar um ao outro.

Continua

Respondendo ao desafio antigo de número 9 - Deve ter a seguinte frase: "Potter, o fato de você ser gostoso, e estar transando comigo não lhe dá o direito de me perguntar uma coisa dessas." Bônus se essa frase for dita por outro personagem; ou bônus se essa frase for berrada por Draco na frente de quase toda escola. Desafio proposto por mim mesmo, Marck Evans.