Capitulo cinco – Meu porto seguro
Jesse acordou primeiro.
"Não foi um sonho... Suzannah veio mesmo aqui."
Se levantou, e observou a garota que um dia o amou dormir.
"Por que ela chora tanto? Suzannah não é de chorar".
Suzannah acordou momentos depois, e não reconheceu onde estava. "Jesse... Eu estou na casa de Jesse!"
"Eu não acredito que fiz isso... O que ele vai pensar de mim? Em teoria, mulheres casadas não devem ir à casa de ex-namorados no meio da noite e os dois dormirem abraçados, Certo?".
E onde estava Jesse? Sempre os dois acordavam juntos. Mesmo que um acordasse antes... "Mas isso foi antes. Das brigas e de você se casar, não é?". "Mas é incrível que depois de todos esses anos, eu ainda me sinto calma e segura com ele. Ele é meu porto seguro..."
-bom dia, querida.
-Jesse. Desculpe.
-não, tudo bem, querida.
"Parece que ele não de cansa de falar querida." "mas com quantas outras ele usou essa palavra?" "Com nenhuma." Uma voz respondeu.
Ele se sentou ao lado dela, e a abraçou.
-eu não sei qual é o seu problema. – ele falou – mas tem a ver com Slater.
Ela o olhou, surpresa.
-só ele para te deixar assim. – Ele falou, dando os ombros. Ou pelo menos como se pode dar os ombros quando se está abraçado.
-ele é meu marido, Jesse. Não tire conclusões antes de saber.
-ah, mas eu sei, querida. Eu sei. Quanto ele chega mesmo?
-na semana que vem.
-então por que você não fica aqui? Posso tirar a semana de folga.
-você faria isso por mim?
-por você, querida, eu faço tudo.
Silencio. Então, depois de algum tempo, os dois se tocaram que estavam abraçados.
Jesse a soltou, e falou:
-eu tenho que ir, querida. Tenha um bom dia.
Suzannah murmurou um "para você também" baixinho. E jesse se foi.
SUZANNAH CONTA ESSA PARTE
Ficar com Jesse a semana inteira seria ótimo.
Mas se só de vê-lo reacendeu de tal forma o amor a muito congelado, o que significaria viver com ele por uma semana? E quando Paul chegasse, e eles fossem vizinhos, como ia ser? E se Jesse ouvisse as brigas? Ele ia bater em Paul. "Eu sei que você ainda tem algum sentimento por mim, Jesse... Você não me esqueceu tanto quanto gostaria. Nem eu te esqueci o suficiente." Suze pensou.
E eu, a cada briga com Paul, ia fugir para o apartamento de Jesse, e isso ia causar mais brigas? E as semanas que Paul passava fora, será que eu poderia ficar com Jesse?
Para que? Para causar mais brigas? Para eu sofrer mais um pouco?
E se eu me separar de Paul? Jesse ficaria comigo? Será que eu sou a causa de ele trocar de mulher como troca de roupa?
A única coisa que tenho certeza é que eu amo Jesse. Eu gosto da aparência de Paul, ele é bonito, eu admito – como eu admiti há anos atrás, na primeira vez que eu beijei Paul, ou melhor, ele me beijou, algumas semanas depois do meu primeiro beijo com Jesse.
Mas é Jesse quem eu amo: tudo nele é perfeito. A aparência, o jeito de ser... Tudo.
A NARRADORA CONTA ESSA PARTE
-Bom dia, Silvannya. – Jesse cumprimentou a secretaria, uma moça de 19 anos, com os cabelos enrolados cor de mel, olhos azuis claros e óculos de armadura pretos, bem grossos. Ia ser bonita, se não fosse pelo cabelo escovão e os óculos.
-bom dia, J... Senhor. – Silvannya vivia para dar em cima do patrão.
-alguma coisa hoje?
-uma reunião com a Doutora Marilia e o Doutor Camilo, às dez horas. Eu te chamo no horário.
-mas nada?
-não. Quem sabe, nós...
-Eu vou tirar o resto do dia de folga. E a semana também.
-uau. Nunca vi o senhor tirar folga deis que veio trabalhar aqui, há três anos atrás. E nunca, se o que me contaram foi verdade.
Jesse era um conhecido medico da cidade, e já trabalhava em muitos hospitais e clinicas. Mas nunca tirava folga.
-há tempos não tenho bons motivos. Aqueles relatórios estão na minha mesa? Sim? – ele falou, quando Silvannya fazia que sim com a cabeça – ótimo. Me chame as dez..
Estava trabalhando quando alguém bateu na porta, mas ainda não eram dez horas. "Deve ser Silvannya tentando que eu a convide para almoçar". Pensou.
-entre.
-senhor, - falou Silvannya – tem uma moça aqui. Posso mandar entrar?
-sim. – falou, com o coração batendo loucamente. Suzannah. Só pode ser suzannah.
Ficou desapontado quando a porta se abriu novamente e entrou Mandy, que fechou a porta e a trancou.
-ola, Jesse. Vim fazer uma visitinha.
-oi.
Mandy se aproximou dele o beijou calorosamente. Estavam se beijando até que Jesse falou:
-Suzannah.
-ah ta. Ela.
Mandy o soltou e foi olhar pela janela, de braços cruzados.
-sinto muito, Mandy. Eu não posso ficar com você querendo estar com ela.
-é sempre assim. Você sempre quer estar com ela. Ela é casada!
-eu sei, mas...
-ela não sabe aproveitar o que tem. Eu sempre soube que você a ama, e é isso que eu quero deis que te conheci.
-sinto muito, Mandy.
-eu entendo. Mas depois que ela fez com você...
-e o que eu fiz com ela.
-também. – ela falou de má vontade - Ela não sabe aproveitar o que tem. Tchau.
-tchau, Mandy.
E ela saiu.
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Depois do almoço, Suzannah e Jesse foram até a casa dela, e juntos os dois arrumaram o quarto de hospedes do apartamento de Jesse para ela.
Os dois se sentaram na sala, um do lado do outro, conversando até que Suzannah deu um soluço e começou a chorar. Jesse a envolveu num abraço e falou, com a voz carinhosa:
-o que está acontecendo, querida? Eu juro que não mato quem está fazendo isso com você, se você assim quiser.
