Capitulo seis – desabafos

-é o Paul.

Jesse ia falar alguma coisa como "Eu não disse?", mas achou melhor não dizer nada, não agora que Suzannah ia falar.

-eu nunca o amei. E agora ele tem um monte de amantes, passa semanas sem me ver ou falar comigo de qualquer maneira.

"Eu nunca o amei" aquelas palavras vieram até Jesse e o que ele pode pensar foi "e quem você amou, querida? Eu? Você me amou?".

-então, querida, por que ainda está casada com ele? "Por que não podemos ficar juntos, Suzannah? Por que você não larga ele e vem comigo, Suzannah? Por que você não pode ser minha?".

-eu acho que ainda tem um jeito de salvar o nosso casamento.

Então ela pensava "E o que vai ser de mim? Eu posso ficar com você? Você se casaria comigo?".

-acho que não, querida.

Ela levou um susto, pensando que era resposta de "Você se casaria comigo?", mas não era. Ele estava dizendo que não havia jeito de salvar seu casamento.

Ela não respondeu, apenas encostou a cabeça no ombro dele e sentiu ele correr os dedos por seu cabelo, como tantas vezes ocorrerá, 5 anos atrás.

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"Eu vou sair com Jesse!" ela pensou enquanto tomava banho.

Por que eu fui tão idiota a ponto de achar que Paul podia amar alguém? Que ele podia me amar?

-o que eu estou tentando fazer? Acabar de vez com meu casamento e brigar de novo com Jesse?

Mas por quê? Por que ele é tão carinhoso e atencioso comigo, mesmo depois das brigas, coisa que Paul nunca foi?

Jesse era muitas coisas que Paul nunca tinha sido.

Jesse não estava em casa, tinha recebido uma chamada da clinica e estaria de volta as oito para jantarem.

Dez para oito e nada...

Será que ele não ia vir? Será que como Paul, Jesse achava que o trabalho era mais importante que ela?

Ou será que encontrou Mandy ou outra mulher? Era provável. Sentiu os olhos ficarem úmidos. "Ele não deve nada a você. Foi você que se casou, não foi? Ele pode ficar com quem quiser."

Era oito em ponto.

"Ele não vem". – pensou Suze.

A porta bateu.

-boa noite, querida.

Ela apenas sorriu. Sempre pontual. Esse era Jesse.

-vamos?

-hum hum. – ela respondeu.

O jantar foi muito especial. Para os dois.

Assim que voltaram para a casa de Jesse, encontraram uma vizinha dele. Era uma senhora. Tinha um ar muito maternal e gostava de cuidar de Jesse como se fosse uma mãe.

-ah, Jesse. Eu estava esperando você. Você viu a Geléia? Ela sumiu.

-não, não vi.

-e quem é a adorável moça? É sua namorada? Até que em fim.

-não, eu e Suzannah somos apenas amigos...

-ah. Certo. – a mulher claramente não acreditou – se vir Geléia, então, me avise.

-quem é Geléia? – perguntou Suzannah, claramente indicando que não queria falar da historia.

-é um dos gatos dela.

Os dois se sentaram no mesmo sofá, um do lado do outro.

-está melhor agora?

-hum. Obrigada, Jesse. De verdade.

Ele a abraçou.

-por você, querida, eu faço tudo.

-tudo mesmo?

-tudo.

Seus olhares se encontraram, e então o tempo pareceu parar. A distância era ainda menor agora, e tanto Jesse tanto Suzannah acharam achou que talvez o outro fosse capaz de ouvir seu coração bater acelerado em seu peito. Jamais saberão quem tomou a iniciativa, mas de que importava? Sentir as mãos um do outro percorrendo as costas e os lábios unidos num beijo cheio de desejo fizeram-nos perder o controle e só querer que aquele momento não terminasse...

Vcs tem muita sorte... Meu Pc deu pau, e eu perdi quase td... Achei q tinha perdido essa tambem, mas daí eu estava vendo nos arquivos do meu pc o que tinha sobrado e era o arquivo da fic "5 minutos", perdido em outra pasta... da p/ acreditar?