Cap 4 – Insanidades
ATENÇÃO: Baixem a música Kiss the girl - Peter Andre, ela vai estar no próximo capítulo e tenho certeza que vai dar um toque muito especial então não deixem de fazer o download, quem quiser, eu mando por msn, e só pedir na review.
Já havia passado um mês desde que Gina partira e a mansão estava sem graça e vazia, na verdade, Draco odiava retornar para ela todos os dias sabendo que ao cruzar os portões não encontraria uma menina loira pelos jardins, que ao chegar na sala de jantar não teria nenhuma surpresa com sua sobremesa predileta e ao chegar no quarto e se deitar, ele não poderia mais dormir ao lado dela, passando a mão naquele lindo cabelo vermelho.
O cheiro dela parecia sumir dos lençóis com o tempo, o que fazia com que Draco tivesse crises de insônia. A ausência dela fazia a casa parecer como na infância do loiro e isso trazia péssimas lembranças pra ele. Tudo aquilo que ele gostaria de esquecer parecia retornar com força total, os conselhos de seu pai de repente voltaram a fazer sentido para ele e todos os velhos hábitos pareciam retornar aos poucos também.
Para piorar a situação, seu setor no ministério estava em crise devido a suspeita de corrupção, é verdade que ele não era daqueles chefes amantes de regras mas ele nunca havia desviado nenhum único galeão das verbas e além disso ele fiscalizava os outros funcionários muito bem. Esse problema lhe dava trabalho dobrado já que o Ministério fazia questão que ele apresentasse relatórios para todos os tipos de ações.
Todos esses problemas somados estavam deixando Draco Malfoy esgotado e fora de controle e uma pessoa percebia isso muito bem, aliás, essa pessoa estava muito contente por tudo isso. Pansy Parkison se aproveitava cruelmente das situações.
O expediente estava quase no fim mas ela sabia que o loiro ainda estava em sua sala, antes de ir embora ela resolveu entrar e ver se ele queria alguma coisa e o encontrou em meio a muitas pilhas de pergaminhos analisando documentos.
- Já chega por hoje, né Draco? Desse jeito você não vai conseguir levantar amanhã.
- Não enche – disse ele sem tirar os olhos do que estava lendo.
- Você está parecendo um zumbi, sua cara está abatida, parece que não dorme a dias! – falou ela começando a reunir alguns dos papéis jogados na mesa.
- Eu só estou cansado, melhor ir mesmo – disse ele afastando a cadeira da mesa e esticando os braços – estou quebrado, parece que me aplicaram a maldição cruciatus.
- Vim ver se você queria alguma coisa – disse ela prestativa.
- Ah quero sim! Tem aí um tranquilizante pra hipogrifo? – perguntou para a mulher que inicialmente fez cara de espanto mas logo em seguida teve a expressão iluminada com satisfação.
- Isso eu não tenho. Mas eu costumava de tranquilizar em Hogwarts de outras formas – disse ela maliciosa para o loiro que a olhou desconfiado.
- Isso não tranquiliza muito Pansy – disse ele azedamente.
- Não estou falando de sexo Draco! – falou ela nem um pouco surpresa com o raciocínio dele.
- Ah não? Está falando de que então?
- Você não se lembra? Das vésperas de exame e jogos de quadribol?
E então ele se lembrou como em um flash, Pansy além de cafunés e outros agrados sempre fez uma massagem deliciosa, as vezes ele chegava estressado e dolorido depois do quadribol, mas bastava chamar a garota para o seu dormitório que ele saia renovado.
Isso significava que ela estava se oferecendo para fazer massagem nele? Draco a princípio teve receio e seu pensamento logo vôo para Gina, mas lembrou-se de que ela não estava mais com ele, que tinha preferido Hogwarts e o garoto de cabeça rachada. Ele não deveria ficar pensando em dar satisfações para ela, faria o que bem entendesse. Antes dela, sempre havia tido Pansy do seu lado, para fazer-lhe as vontades e o divertir e afinal de contas era só uma massagem, ou pelo menos isso era o que Draco pensava.
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O primeiro mês em Hogwarts havia passado voando para Elizabeth de tanto que ela se divertia no colégio. As matérias não eram difíceis, bastava um pouquinho de dedicação, o lugar era incrível e ela não parava de se surpreender a cada dia, a comida no fim das contas tinha se revelado deliciosa, calórica ou não, e ela havia parado de se preocupar com isso, estar com seus primos todos os dias também era super divertido, mas o melhor de tudo, sem dúvida, era estar na Sonserina.
Ela nunca pensou que fosse encontrar pessoas tão parecidas com ela, com os mesmos interesses e ambições. Apesar de ser seu primeiro ano ela era bastante popular e a maior parte de suas amigas estavam em anos mais adiantados que o seu. Os garotos pareciam babar por ela e ela apenas retribuía algumas gentilezas, embora não conseguisse admitir para si própria, ela tinha um pouco de medo.
O medo é claro, não era dos meninos em si, mas dos relacionamentos. A imagem que ela passava para todos era de que além de belíssima ela era segura e esperta, porém ela nunca havia namorado com ninguém e sentia um frio no estômago só de pensar em dar seu primeiro beijo.
Mas disso tudo, ninguém desconfiava, afinal ela era Elizabeth Marie Malfoy, puro sangue da alta sociedade, ambiciosa, inteligente, invejada e desejada.
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Mike Weasley mesmo com todas as lições e aulas chatas adorava Hogwarts, lá era o lugar perfeito para praticar toda espécie de travessura. Desde que ele e a irmã haviam entrado para o colégio eram conhecidos por divertir todos na sala comunal com piadas e histórias malucas, além de claro, mostras todos os logros que inventavam com os tios Fred e Jorge durante o verão.
Porém aquele segundo ano estava se revelando muito mais especial do que o primeiro. James, seu melhor amigo, agora estava estudando lá e na mesma casa que ele, mas melhor que isso, só podia ser a presença dela, e ela estava lá, todos os dias, se esbarravam pela biblioteca, no salão, conversavam no jardim e nos corredores.
E quando Mike estava com ela sentia que podia ficar lá para sempre e se esforçava muito para lembrar todo o seu estoque de frases engraçados porque ele amava faze-la rir, era incrível a maneira como o rosto dela parecia ainda mais gracioso com os dentes perfeitamente brancos a mostra. Aliás tudo era incrível nela, tudo era maravilhoso em sua prima, Elizabeth Malfoy.
- Pare de pensar na Eliza um pouco! Têmos que acabar o trabalho de História da Magia! – falou Mandy cutucando o irmão na sala comunal.
- Eu não estava pensando nela – disse ele corando e pegando seu pergaminho.
- Aff, depois de todos esses anos você ainda pensa que consegue esconder alguma coisa de mim Mike?
- Já vi que não, né – disse ele mal humorado.
- Mas o que eu não entendo é porque você esconde isso do James! – falou Mandy confusa.
- Eu também não entendo – mentiu ele – Mas vamos fazer o trabalho logo!
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Elizabeth seguiu para a aula dupla de transfiguração com um sentimento estranho dentro de si, um misto de alegria e repulsa que ela não era capaz de identificar muito bem. A matéria era interessante mas muito difícil e o professor extremamente insuportável, sua turma dividiria espaço com a Grifinória e embora ela não gostasse da maioria dos alunos daquela casa, uma sensação boa passava por sua cabeça quando tinha essa aula.
Assim que chegou na sala com as amigas ela procurou James Potter com os olhos, ele estava conversando e rindo com um grupo de garotos e ela se sentou na carteira mais distante possível do rapaz. Estava difícil se controlar ultimamente e ela não queria começar a xinga-lo e arrumar confusão a toa.
James sabia que ela estava ali mesmo sem desviar os olhos da conversa, um brilho prateado passou no canto dos olhos dele, e ele mais uma vez amaldiçoou aqueles cabelos loiros platinados.
O professor Richard Lincon começou a aula mal humorado como sempre e James logo começou a viajar em seus pensamentos, ele estava revendo mentalmente um dos lances da última Copa de Quadribol quando uma voz o chamou a razão de novo:
- Posso fazer dupla com você James? – disse uma grifinória de cabelos castanhos encaracolados e olhos verdes.
- Claro Lucy – disse ele correndo os olhos pelo quadro e lendo o título "Transfiguração Reversa".
- Não tão rápido Potter! – falou o professor Lincon – Eu escolherei as duplas dessa vez, não quero aquela conversinha da última aula se repetindo.
- Sim senhor professor – disse o garoto desanimado, ele achava Lucy uma compania realmente agradável.
- Um sonserino seria melhor para você – vendo a cara de horror de James ele falou novamente – Oras, não sou tão mau assim, porque não faz par com a senhorita Malfoy? Vi no Seminário das Bruxas que as famílias de vocês são amigas.
- O Seminário é uma revista sensacionalista e mentirosa – disse Elizabeth revoltada do outro lado da sala.
- Chega mocinha! – falou o professor irritado – Ande logo James, não posso perder todo a minha aula com isso!
O garoto atravessou a sala e sentou-se ao lado de Elizabeth sentindo aquele habitual perfume o envolver. O professor passou a distribuir maçãs entre as duplas que tinham um bancada e estavam de pé.
- Eu começo! – disse a menina – Diffendo!
- Diffendo! – sem saber direito o que fazer, James repetiu o feitiço de corte.
- Não seja burro, você tem que tentar transfigurar a maça para o que ela era antes.
- Eu não sou burro, só não estava prestando atenção quando ele explicou.
- Ah sei... – disse a garota irônica após conseguir transfigurar a maça corretamente – Tente isso então! Incendio!
A maça incendiou e Elizabeth começou a rir, James tentava sem sucesso algum transfigura-la de volta o que aumentava o riso da menina, algumas pessoas ao redor perceberam alarmadas o que estava acontecendo. O garoto sentiu raiva naquele momento, como ela era capaz de provocar sentimentos tão opostos nele? Porque ela fazia tanta questão de humilha-lo? E com esses pensamentos a flor da pele ele apontou para a barra das vestes da garota e murmurou sem pensar duas vezes:
- Icendio!
A menina gritou horrorizada e ele apagou o fogo com outro feitiço logo em seguida, uma fina fumaça cinza subia pela bancada e um pedaço das vestes dela estava arruinado, era possível agora ver os sapatos boneca pretos e um pedaço das pernas da garota.
- Transfigure isso – disse o garoto bufando de raiva.
- Potter! Srta. Malfoy! Vocês enlouqueceram? Aonde pensam que estão? Eu disse fogo não, isso é muito perigoso! Poderiam ter se machucado seriamente. Detenção! Amanhã a noite! E agora, fora da minha sala! – gritou o professor histericamente e os dois pegaram os material e saíram rapidamente.
Do lado de fora da sala Elizabeth olhou o estrago na roupa e passou a mão na perna enquanto resmungava. James sentiu um aperto no estômago, ele tinha ido longe demais, sua raiva, frustração, decepção, ou seja lá o que fosse aquilo o tinha dominado e com certeza ele tinha exagerado.
- Você está ok? – perguntou ele arrependido.
- Seu doente! Você podia ter me machucado! – falou ela ainda alisando as pernas.
- Você me provocou Elizabeth! – disse ele retornando ao antigo tom de voz depois de ter sido xingado.
- E daí? Você precisava tacar fogo em mim! Você me odeia tanto assim! – gritou a menina para ele que de repente se viu desnorteado, a expressão dela não era agressiva, ela parecia frágil, magoada e para o espanto dele haviam lágrimas tímidas nos olhos dela.
Elizabeth encarou o garoto que parecia momentaneamente sem respostas, os olhos verdes levemente puxados pareciam perplexos. Naquele momento por mais raiva que ela sentia dele, James parecia incrivelmente bonito, não havia nenhum ar zombeteiro no rosto dele, ele parecia até mesmo preocupado. O garoto passou a mão pelo cabelo negro e liso nervosamente, antes de voltar a falar:
- Você colabora bastante para que eu te odeie – disse ele sinceramente.
- Colaboro? Pensa mesmo que eu perderia meu tempo? Você é presunçoso igualzinho ao seu pai, sempre se achando importante, o centro das atenções.
- Não ouse falar do meu pai ! – falou ele apontando o dedo para ela de forma ameaçadora.
- Ouso isso e muito mais, ele é patético igual a você, sabe porque? Vocês dois se acham bons demais, as pessoas não merecem estar perto de pessoas tão virtuosas.
- Chega de bobagens Elizabeth – disse o garoto respirando fundo - Você está bem ou não?
- Que diferença faz pra você Potter? Você não se importa mesmo – falou ela amarga e saiu correndo com a mochila nos ombros.
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Aquele primeiro mês em Hogwarts embora um pouco doloroso havia sido muito bom para Virgínia Weasley, que passou a insistir que a chamassem pelo nome de solteira novamente, ela queria distância de qualquer coisa que lembrasse Draco Malfoy. Não haviam se falado mais desde que ela partira mas tinha lindo no Profeta Diário sobre o que estava acontecendo com o ex-marido, e por mais que quisesse evitar, ela se sentia preocupada por ele e as vezes se pegava pensando no que faria para ajudar se ainda estivesse ao seu lado, mas logo chacoalhava a cabeça e mandava essas idéias embora.
Por mais que os dias passassem ela não conseguia entender o porquê de Draco ainda não ter caído na real e percebido que fora insuportavelmente grosso e infantil, que estava criando uma separação por nada, mas essas conclusões pareciam não chegar nunca para ele, então Gina seguia em frente.
Seu trabalho era muito prazeroso, ela sentia-se revigorada toda vez que conseguia curar uma das crianças. Já estava quase na hora do jantar quando uma figurinha loira invadiu a enfermaria e jogou a mochila em uma das camas. A princípio Gina sorriu para a filha, ela estava com saudades pois evitava ver a menina todos os dias, queria que ela tivesse um pouco de liberdade como todos os outros estudantes. Seu sorriso porém foi substituído por choque quando ela viu as pernas da menina e o tecido queimado.
- Elizabeth! O que foi isso? Você está bem? Sente-se aqui – disse ela conjurando uma cadeira para a menina.
- Estou bem mãe, não me machuquei não.
- Não? Quem vai descobrir isso sou eu, agora fique quieta e deixa eu examinar – disse a ruiva aproximando a varinha das pernas da menina e fazendo alguns feitiços – parece ok. Mas se você sentir alguma coisa venha me procurar imediatamente.
- Sim senhora – respondeu a menina e sem intenção fez com que a mãe se lembrasse de Draco outra vez com a resposta educada que ele tanto insistia.
- Então? Como aconteceu isso? Foi um acidente em uma das aulas?
- Acidente? Foi de propósito! – falou Elizabeth revoltada.
- Como assim? – disse a mãe confusa começando a achar que a filha tinha colocado fogo em si própria.
- Foi o mestiço nojento mãe! Ele tacou fogo em mim de propósito!
- O James? Pare de chama-lo dessa forma filha! É extremamente ridículo.
- Pois é, o fato é que foi o Potter!
- E ele fez isso do nada? – disse Gina desconfiada pois conhecia muito bem a menina.
- Nós estavamos discutindo, eu coloquei fogo na maça e... – começa a contar o ocorrido para a mãe - mas ele exagerou e muito, nada justifica!
- Depende do que foi dito, de todo jeito os dois estão errados. Espero que o professor tenha dado uma detenção dupla – falou Gina séria.
- De que lado você está afinal? – falou a menina horrorizada.
- Do lado em que encaramos as responsabilidades pelos nossos atos.
- Responsabilidades? Humpft.. Com licença – disse a garota se levantando e caminhando para a porta.
- Elizabeth Marie Malfoy, nada de atormentar seu pai para que ele interfira nas decisões dos professores, ele já está com problemas demais, você errou e agora tem que pagar o preço, nada de corujas, ouviu bem?
- Sim senhora – disse a menina frustrada, era exatamente isso que ela estava pensando em fazer, seu pai com certeza faria as suas vontades.
Mal a porta havia fechado ela se abriu depois de alguns segundos, Gina prevendo o retorno da filha começou a falar mesmo de costas para a entrada:
- Já disse que não Elizabeth, você e o James fizeram por onde!
- O que houve com o James? – disse uma voz familiar que fez com que Gina se virasse para a porta e encontrasse Harry Potter entrando no local.
Gina sorriu e contou a história resumidamente para ele, que assim como ela concordou perfeitamente com as detenções. A ruiva percebeu que por mais que ele se mostrasse curioso sobre o assunto parecia um tanto quanto aéreo, distante.
- Então a que devo a visita?
- Nada, passei só para conversar mesmo – disse Harry sem graça.
- Tirando esse assunto do James está tudo bem? As aulas estão correndo bem? E Cho?
- As aulas estão maravilhosas, é um sonho dar aula aqui.
- E a Cho? – insistiu Gina, ela não sabia porque essa resposta parecia interessa-la tanto.
- Indo... Algumas brigas, você sabe.
- Ah que bom, porque eu ouvi um boato de que ela tinha ameaçado ir embora de Hogwarts – disse a ruiva sem mentir, afinal sua colega de trabalho Carmela tinha o quarto que ficava ao lado do casal e sempre os ouvia discutindo ao berros.
- É verdade, mas talvez sejam só ameaças mesmo, ela é ciumenta por besteiras.
- Eu ainda sou um problema? – perguntou a ruiva
- Você nunca é problema, ela é que precisa de um tratamento psiquiátrico – disse o moreno rindo.
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Cho tinha acabado de dar sua última aula de vôo do dia e dava graças por isso. Sua cabeça estava explodindo desde a noite passada. As suas brigas com Harry estavam cada vez piores, ele continuava olhando para Virgínia cada vez mais e isso a enlouquecia. Já estava cogitando a hipótese de abandona-lo, ela não admitiria ser traída.
A briga somada aos gritos dos alunos medrosos na aula, tinham feito seu cérebro virar geléia e ela se viu ironicamente tendo que ir até a enfermaria para pegar uma poção, talvez, com um pouco de sorte, ela nem precisasse encontrar a ruiva que ela odiava.
Pórem ela encontrou algo muito pior quando empurrou a porta do local, Gina e Harry estavam bem próximos conversando, mas ela só foi capaz de ouvir as últimas frases que eles diziam:
- É verdade, mas talvez sejam só ameaças mesmo, ela é ciumenta por besteiras.
- Eu ainda sou um problema? – perguntou a ruiva
- Você nunca é problema, ela é que precisa de um tratamento psiquiátrico – disse o moreno rindo.
O pouco que faltava para o mundo de Cho Chang desabar, naquele momento, foi por água abaixo quando ela ouviu aquelas palavras. Ela sabia que os dois já tinham se envolvido há muito tempo atrás, mas quando eles se encontram no Quadribol anos depois Harry havia contado para ela com os olhos cheios de lágrimas o quanto ela havia feito ele sofrer e a partir dali Cho passou a odiar a ruiva. Como alguém seria capaz de machucar uma pessoa como Harry? E então ela apaixonou-se por ele e passou a amar o jeito em que o cabelo dele insistia em ficar, as manias e brincadeiras.
Seu mundo com ele era feliz e completo, mas isso parecia se sacudir toda vez que Virgínia Malfoy se aproximava de seu marido, ele sempre ficava mais desatento e pensativo e Cho sabia que era porque ela ainda mexia com ele. Ela nunca imaginou como ele se distanciaria dela com a vinda de Gina para Hogwarts, mas isso estava acontecendo de uma maneira muito rápida e ela estava cansada de ser deixada de lado, cansada de não sentir retribuição por seus sentimentos. Aquela tinha sido a gota d'água.
- E você Harry Potter precisa aprender a ter alguma consideração pelas pessoas que amam você! – gritou ela surpreendendo os dois que olharam assustados para ela.
- Oh não.. Cho eu não quis.. por favor espere! Espere Cho! – disse Harry correndo atrás da esposa e deixando Gina sozinha ainda assustada.
Era de se esperar que mais cedo ou mais tarde Cho Chang fosse ter uma reação como aquela. Gina estava se sentindo muito mal por tudo que havia acabado de acontecer, embora eles não estivessem fazendo nada demais, ela devia ter imaginado que Cho não gostaria de vê-los sozinhos. Ela nunca quis se meter na relação dos dois, nunca quis atrapalhar nada ou será que quis?
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- Você está falando das massagens? – perguntou Draco ainda desconfiado.
- Claro! – disse Pansy como se fosse óbvio.
A idéia começou a soar cada vez mais convidativa para Draco Malfoy, ele estava super cansado, cheio de problemas e se esforçando muito para não pensar em Gina. E concluiu novamente que uma massagem não traria problema nenhum, e se trouxesse? Porque ele não parava de pensar como um homem casado?
Foi com esse pensamento que ele se levantou, pegou um pouco de pó de flu de um pote em cima da lareira e jogou no fogo que crepitava. Se ele pudesse ter visto a expressão sádica que Pansy fez as suas costas ele com certeza não teria dito as palavras abafadas que serviam de senha para a Mansão Malfoy e em seguida puxado ela para dentro das chamas.
Estar novamente no salão principal da Mansão Malfoy era como regressar no tempo para ela, sua memória foi de repente recheada de fragmentos passados:
"Draco havia ido escolher um bom vinho na adega, Narcissa já se retirara para seus aposentos, estavam sentados na mesa Lúcio Malfoy e Pansy Parkison. Ela costumava frequentar a casa naquela época, seus 16 anos.
- É bom que estejamos a sós, queria mesmo lhe falar.
- Pois não – disse a menina entre sorrisos.
- Conversei com o seu pai ontem, seria de muito gosto para mim que você e Draco se casassem, um herdeiro puro sangue, boas famílias, isso não é fácil de se arranjar. Além do mais, você especialmente me agrada muito – disse Lúcio passando a mão deliberadamente pelas coxas da menina por debaixo da mesa. Ela não se mexeu, apenas sorriu, odiava o contato dele, mas não ousaria reclamar dos abusos, não ousaria perder Draco.
- Fico muito satisfeita com isso tudo.
- Seu pai não soube me dar certeza, você é fértil? Tem algum problema? Porque quero um herdeiro saudável para a família.
- Não, tudo normal. Com certeza teremos um bom herdeiro.
- Que bom, embora não caiba a vocês se oporem ou não, resolvi comunicar logo que arranjaremos o casamento de vocês dois.
- Pois não pretendo me opor! – disse Pansy animada, mas sem poder falar mais nada porque Draco retornara a mesa"
Ela seguiu Draco, embora não fosse necessário, se lembrava claramente do caminho para o quarto dele, o havia percorrido muitas vezes. A casa estava diferente, Virgínia fizera muitas mudanças por ali, mas ainda assim resistia a sua essência Malfoy, ficou surpresa quando percebeu que Draco não o levou para seu quarto e sim para um escritório.
- Com medo de profanar a caminha de sua esposa? – falou ela irônica.
- Muito engraçado – disse Draco ao ouvir Pansy adivinhar seus pensamentos.
- Não que eu queira me intrometer mais você vai deitar na mesa ou no tapete?
Ele não respondeu e disse o feitiço que revelava a passagem para a sala secreta de seu escritório. Ali era seu aposento favorito para evitar lembranças da ex-esposa, dessa vez evitaria com coisas melhores do que álcool.
- Quer algo para beber? – ofereceu o loiro.
- Não, obrigada.
Ele se aproximou de um grande sofá verde de veludo e tirou a blusa preta num gesto rápido mas Pansy pode se deliciar com a cena como fizera muitas vezes antes em Hogwarts. O abdomem dele parecia mais definido embora a pele dele fosse translúcida como na sua adolescência. Ele se demorou olhando para ela e cruzou os braços, gostava de ser admirado, ela sabia disso.
- Vai ficar só olhando mesmo? – perguntou ele de maneira sedutora.
Ela atravessou a sala retirando os anéis caros que ostentava nos dedos e os deixou numa mesa próxima, quando se virou para o sofá encontrou ele virado de bruços já com a cabeça relaxada em uma almofada.
Levantou a saia um pouco e sentou-se por cima dele com uma perna em cada lado do corpo do loiro. Esse contato fez Draco se arrepiar, o peso dela sobre ele era algo que ele tinha esquecido, a pressão que as pernas delas faziam agarradas ao seu corpo, mas quando os dedos dela encostaram de leve na sua pele, ele fechou os olhos e se concentrou apenas na sensação que crescia dentro dele enquanto ela massageava suas costas.
Era incrivelmente relaxante, talvez pudesse ficar ali por horas. E talvez tivesse ficado se logo aquele cansaço não fosse substituído por outro sentimento, aquilo costumava acontecer quando ele era mais jovem, mas ele tinha imaginado que hoje seria capaz de controlar, estava muito enganado.
- Porque você não vira de frente? – disse ela se levantando de cima dele.
Draco não pensou duas vezes e virou o corpo para cima, logo Pansy já havia sentado sobre ele de novo e não mais massageava, agora se intrertia em alisar o abdomem de Draco, ora com as pontas dos dedos, ora com as unhas, ela sabia o quanto ele gostava daquilo, sua reação foi logo confirmada já que ela escolhera um lugar bem estratégico para se sentar.
Os olhos dele pareciam mais dilatados do que o normal, ele ostentava um sorriso peculiar, que ele costumava guardar para aquelas situações, os braços estavam por trás da cabeça, pareciam muito relaxado para Pansy. Os cabelos loiros caindo por cima dos olhos.
Mas não era isso que passava pela cabeça de Draco naquele momento. Ele estava deixando o desejo falar mais alto embora uma voz no fundo de sua mente dissesse que ele não devia estar fazendo aquilo, mas ele não soubesse porque, já que estava solteiro novamente, não podia haver nada de errado.
"Leap tall hoes in a single bound
Pulo por cima de todas as putas de uma só vez
I'm single now
Estou solteiro agora
Got no ring on this finger now
Não tem nenhuma aliança nesse dedo agora
I'd never let another chick bring me down
Eu nunca vou deixar outra garota me deixar pra baixo"
Superman - Eminem
E Pansy nunca havia lhe parecido tão linda e sedutora como naquele momento, nunca parecera tão irresistível. E como assim era ele não pode resistir mais, tirou as mãos de trás da cabeça e a puxou para um beijo. A boca dela estava muito quente e ele a beijou com ferocidade, como se pudesse expressar todo o desejo por ela que emanava dele naquele momento.
Ele a segurou e inverteu as posições ficando por cima dela, tirou o vestido dela rapidamente, queria vê-la por inteiro e não se surpreendeu ao percebeu que pouco havia mudado, porém agora suas formas pareciam ainda mais femininas e fartas. Mas ele não parou para se dedicar a elas, não queria ter tempo para arrependimentos, tirou a roupa que ainda lhe restava. E consumou o ato que seu corpo implorava, sem parar para pensar.
Draco apenas seguiu as suas vontades durante toda a madrugada e se satisfez o quanto foi capaz. Mal se lembra de como adormeceu, mais acordou sentindo-se saciado, abriu os olhos e procurou a morena pela sala, repetir a dose não seria uma má idéia, mas ela não estava mais lá.
N/A: Queria agradecer pelas reviews passadas primeiro! Espero que tenham gostado desse capítulo também. Um final um pouco mais picante, mas a NC ainda não saiu, quem sabe mais tarde. No próximo capítulo o que será que passa pela cabeça de Draco depois de tudo isso? Como vai terminar a briga de Harry com Cho? E o que será que vai acontecer na detenção de James com Elizabeth?
ATENÇÃO: Baixem a música Kiss the girl - Peter Andre, ela vai estar no próximo capítulo e tenho certeza que vai dar um toque muito especial então não deixem de fazer o download, quem quiser, eu mando por msn, é só pedir na review.
D E I X E M --- R E V I E W
